Autora e Beta: Babi S.


Essa história é um spin-off de Bola de Ouro.

já havia parado para pensar sobre o assunto algumas vezes e acabara por concluir que não existia um tipo de homem pelo qual ela se sentisse mais atraída.
Seu primeiro namorado, o garoto com quem deu seu primeiro beijo, era negro; uma pena que Dimitri fosse tão grudento e ciumento, porque ela o achava o garoto mais gato da escola aos 15 anos. O segundo, com quem perdeu a virgindade no mesmo dia em que completou 19 anos de idade, era branco de cabelos e olhos castanhos escuros; Jérémy era tão bonito, em sua opinião, que ela adorava admirá-lo enquanto ele estava distraído demais para perceber.
Depois dos dois, tivera casinhos passageiros ou de apenas uma noite com uma variedade de caras realmente impressionante, extrapolando os limites dos territórios franceses, inclusive. Ela não se importava muito com a aparência, simplesmente ficava com homens que a atraíam de alguma forma, seja fisicamente ou pela conversa.
Mas ela precisava admitir que, se tivesse que escolher apenas um, seria o seu tipo de homem.
Não de uma maneira romântica ou fantasiosa, pois o conhecia apenas de vista e não tinha a mínima pretensão de se casar e ter filhos com ele (apesar de que, pensando bem, os dois botariam crianças muito bem-feitas no mundo se trabalhassem em conjunto); era o tipo de homem que ela escolheria para ser o seu de um ponto de vista puramente sexual, carnal. Da maneira mais indecente possível.
O conhecera no início daquela temporada que estava se encerrando e, desde então, sempre que cruzava com ele pelo centro de treinamento do Paris Saint-Germain, sentia-se frustrada por um cara daquele ser zona proibida para ela. Como técnica do time feminino do PSG, se envolver com o goleiro ou qualquer outro dos jogadores da equipe principal estava fora de cogitação.
Mesmo que ele tivesse aquela carinha bonitinha e aquele abdômen de deixar qualquer mulher babando.
Ainda que ele estivesse sentado em uma mesa próxima à que ela estava, acompanhada dos integrantes das comissões técnicas de todos os times do clube e também dos membros da diretoria, e aquela já fosse a terceira vez que, ao olhar para o lado, seus olhares se cruzavam.
pegou a taça de champanhe e deu um longo gole antes de deixá-la novamente sobre a mesa e pedir licença ao se levantar com sua bolsa clutch em mãos.
Aquela já era a terceira confraternização de fim de ano do PSG que participava e não havia tido nada de muito diferente das outras duas, fora a placa de homenagem que recebeu por ter conseguido desbancar o Olympique Lyonnais mais uma vez ao comandar a conquista do campeonato francês de futebol feminino pela segunda temporada seguida. Além dos discursos e vídeos de melhores momentos que eram de praxe, também acontecia a premiação do melhor jogador e da melhor jogadora da temporada. Zlatan Ibrahimović e Cristiane Rozeira foram os dois escolhidos por meio da votação realizada entre todos os funcionários do clube.
Conforme caminhava pelo salão, sentiu uma leve tontura, o que a fez perceber que talvez tivesse exagerado na quantidade de champanhe ingerida. Respirou fundo, fazendo mais esforço do que seria necessário caso estivesse sóbria para se manter equilibrada em cima de seus saltos-agulha, e seguiu na direção do banheiro. Ao abrir a porta, encontrou algumas mulheres que ela sabia serem esposas de jogadores e sorriu fraco quando teve sua presença notada. Caminhou até a pia, onde deixou sua bolsa, e lavou as mãos antes de pegar o batom para retocar o tom vermelho de sua boca. Em seguida, ajeitou os fios de cabelo ondulados soltos e logo estava voltando para o salão.
No caminho de volta para a mesa, levou um pequeno susto quando um ombro se chocou contra o seu.
- Desculpa, ! Eu te machuquei? - a voz pouco conhecida questionou em um francês com um leve sotaque .
Ela levantou os olhos para encontrar os de a encarando com nenhuma preocupação evidente. Nos lábios, ele tinha um sorriso quase imperceptível. O encontrão não havia sido tão forte assim, o que a possibilitou concluir o óbvio.
Ele havia esbarrado nela de propósito.
A francesa não soube se foi por causa do álcool, da abstinência de sexo dos últimos meses, dos dedos gelados que tocavam a pele descoberta de seu braço suavemente ou pelo fato de ter um claramente interessado bem à sua frente, mas sentiu a adrenalina correr pelo corpo.
- Não, está tudo bem - falou, sorrindo, e, inconscientemente, jogou os fios de cabelo para apenas um lado. - E você pode me chamar de .
abriu um sorriso que mostrava seus dentes que o fez parecer ainda mais charmoso aos olhos dela.
- Já que estamos aqui, deixa eu aproveitar pra te dar os parabéns… - ele disse, pronunciando o apelido de uma maneira arrastada, e estendeu uma das mãos. - Achei muito legal a homenagem que fizeram, você merece esse reconhecimento.
- Obrigada - a outra falou, apertando a mão do goleiro. O aperto era firme e demonstrava a segurança e tranquilidade de . - Mas o trabalho está só começando, o objetivo é ir além do campeonato francês.
- Champions League? - ele perguntou com interesse e um pouco impressionado com a ousadia da treinadora. - Quem sabe na temporada que vem, uh? Apesar de que eu ouvi um boato sobre o Nasser estar querendo que você faça parte da comissão técnica do nosso time.
- Pois é, mas, até ser algo oficial, eu prefiro continuar com meus pensamentos focados no time feminino.
- Eu adoraria ter você no nosso time - o outro rebateu, piscando um olho, e apenas sorriu enquanto o encarava nos olhos. - Quer beber alguma coisa?
Ela mordeu o lábio inferior, olhando à sua volta. Sabia que o que estava acontecendo ali era mais do que uma simples conversa amistosa entre dois funcionários do mesmo clube de futebol.
- Eu adoraria, mas já estava de saída - ela respondeu, entortando a boca em sinal de descontentamento. - Preciso descansar, tenho um voo pra Milão às 9h da manhã.
- Vai prestigiar o tio na final da Champions, né? - questionou em um tom divertido e meneou a cabeça, assentindo.
- Claro, não posso perder a oportunidade de ver meu tio fazer algo histórico - ela falou, sorrindo, referindo-se ao fato de Zinédine Zidane, seu tio e padrinho, ter a chance de conquistar a Champions League com menos de seis meses sendo técnico do Real Madrid.
- Você quer uma carona? - o outro ofereceu. - Ou está de carro?
- Não precisa, - respondeu e riu. - Eu não vim de carro, dirigir com esses saltos não é algo viável. Mas não quero acabar com a sua festa, vou voltar com um dos motoristas que contrataram pro evento.
- Você não vai acabar com festa nenhuma. Eu não demoraria muito pra ir embora de qualquer forma - o retrucou, dando de ombros. - Eu te dou uma carona. Vamos lá.
E não recusou, apesar de sua consciência dizer que deveria. Se fosse outro jogador, talvez ela conseguisse manter o controle sobre suas ações, mas era , o homem que fazia o tipo que ela nem ao menos tinha. Ele estava mais do que autorizado a levá-la para casa.
Depois que ambos se despediram do pessoal que ainda continuaria na festa que não parecia que acabaria tão cedo, se retiraram do salão.
Enquanto esperavam que o carro do goleiro fosse trazido pelo manobrista, se pegou o admirando e sentiu a ansiedade crescer conforme sua mente criava mil e uma cenas que envolviam ela e como protagonistas.
E, em todas elas, ambos estavam sem roupas.

Por todo o caminho até o bairro parisiense em que morava, o clima entre os dois foi bastante descontraído, um assunto puxava o outro e o silêncio não tinha chance de se instalar. Naquela altura, o flerte que estava acontecendo era mais do que evidente para ambos e, cada vez que mostrava seu sorriso, sentia-se mais envolvida. Quando o goleiro parou o carro em frente ao prédio de arquitetura francesa de seis andares, ela abriu a boca para agradecer pela carona, mas o que acabou saindo foi um convite para subir, como se ela tivesse esquecido completamente de seus planos de dormir cedo e, principalmente, de não se envolver com jogadores de futebol.
não pareceu nem um pouco surpreso enquanto aceitava e desligava o carro. A verdade é que ele desejava aquilo desde quando pousou seus olhos em no início da noite, quando ela chegou ao salão em seu vestido preto, longo e justo e saudando a todos com sua simpatia de sempre. A festa que marcava o fim da temporada parecia a ocasião perfeita para se aproximar dela e fazer o que tinha vontade desde quando, quase um ano antes, ela o cumprimentou com um “bonjour” animado às 8h da manhã ao passar pela mesa em que ele tomava café da manhã no refeitório em um de seus primeiros dias como jogador do PSG. Se levasse um fora, pelo menos teria dois meses de férias para o fato ser esquecido.
acompanhou até o apartamento de dois andares no quinto andar do prédio e ela disse para ele ir sentando-se no sofá branco enquanto foi pegar duas taças e uma garrafa de vinho.
Os dois ficaram conversando por mais de uma hora, sentados confortavelmente lado a lado. havia tirado os saltos e encolhido as pernas no sofá, e estava sem o paletó.
- Você deu um show na festa do David Luiz - comentou quando contou que, quando adolescente, abandonou a escolinha de futebol para fazer aula de dança. Ele lembrava-se perfeitamente do dia da comemoração do aniversário de 29 anos do zagueiro brasileiro, havia ficado hipnotizado pelos movimentos do quadril da técnica francesa e seria capaz de apostar que não tinha sido o único.
- Eu? - questionou e soltou uma gargalhada.
- É, quando você dançou aquela música da Shakira - o outro rebateu, revendo a cena em sua mente.
- Não exagera! Tudo bem que eu tenho no meu currículo muitas horas na frente do espelho imitando as coreografias da Shakira - ela disse em um tom falsamente convencido e abanou no ar a mão que não segurava a sua terceira taça de vinho -, mas aquilo não foi nada demais.
- Você fez parecer que dançar daquele jeito é fácil.
- Mas é fácil! - a mulher exclamou em meio a uma risada. - Quer ver como é moleza? Eu vou te ensinar - ela disse com a maior naturalidade do mundo ao mesmo tempo que se levantava do sofá e, em seguida, deixava a taça sobre o vidro da mesinha de centro.
- Você tá bêbada, ? - questionou, rindo.
- Pra caramba - ela admitiu, dando de ombros, e se inclinou para puxar o goleiro pela mão. - Anda, ! Levanta!
Ele acabou se deixando ser puxado até estar de pé e observou pegar o controle da televisão e abrir o aplicativo do YouTube. Não pôde evitar uma gargalhada ao vê-la tentar, sem muito sucesso, digitar Hips Don’t Lie na barra de busca e pegou o controle da mão dela para ajudá-la.
A introdução da música logo começou e, assim que Shakira surgiu na tela, começou a imitar a dança da colombiana, mexendo o quadril de um lado para o outro.
- Tenta você, não é difícil - ela disse, se virando para o , que apenas observava seus movimentos. - É só se focar em manter o tronco parado.
se aproximou de e pôs as mãos no quadril dele, logo o forçando a mexê-lo para a direita e, em seguida, para a esquerda. O homem apenas ria por ver que ela estava realmente empenhada em fazê-lo aprender a rebolar e não se esforçava nem um pouco em seguir o que ela dizia.
- Para de rir! - ela exclamou, dando um tapa no braço dele, mas ela mesma estava rindo também.
- Eu sou péssimo nisso, prefiro ser um mero espectador - ele disse com um sorriso de canto e se sentou novamente no sofá.
mostrou a língua e se virou para a televisão, voltando a imitar a coreografia que Shakira fazia já pela metade final do videoclipe.
se recostou no sofá, relaxando os músculos, enquanto observava dançar graciosamente. Seus olhos desceram pelo corpo dela, impressionados com a leveza e facilidade com que ela se movia, e ele não pôde impedir que sua imaginação fantasiasse conhecer aquele rebolado mais intimamente. Sentiu um calor lhe subir dos pés à cabeça com as cenas que passaram por seus pensamentos e abriu dois botões da camisa.
Nos segundos finais da canção, girou no lugar, ficando de frente para , e continuou a dançar enquanto cantava junto e fazia caras e bocas.
O goleiro riu baixo e mordeu o lábio inferior. Sabia que ela estava apenas fazendo graça, mas, aos seus olhos, ela estava incrivelmente sexy.
Hips Don’t Lie acabou e, automaticamente, o videoclipe de Whenever, Wherever começou.
parou em silêncio e subiu os olhos pelo corpo de . Ela já havia visto fotos dele sem camisa na internet (não que se orgulhasse disso, mas a curiosidade acabou sendo maior do que a vergonha na cara) e sabia mais ou menos o que encontraria por baixo daquela roupa social.
Um sorriso travesso surgiu em seus lábios conforme ela dava alguns passos para frente e, em seguida, puxou a barra do vestido para cima e se ajoelhou entre as pernas do .
- Eu não queria parecer tão atirada - falou, espalmando as mãos nas coxas de , que sorria em resposta à aproximação -, mas foda-se. Eu não ligo pra o que você vai pensar. Até porque você não esbarrou em mim à toa e eu também não te chamei pra subir com a mais inocente das intenções. Quem disse que temos que ir devagar, não é mesmo?
Com os olhos vidrados nos da técnica, se inclinou para frente e levou uma das mãos até o rosto dela para acariciar levemente sua bochecha com o polegar.
- A única coisa que estou pensando sobre você nesse momento é se esses quadris são poderosos assim também em outros momentos - ele disse em um volume de voz baixo que fez sentir um arrepio correr pelo corpo.
- Isso é um desafio? - ela perguntou com diversão.
- Isso é um convite - o outro rebateu e abriu um sorriso ao ver o rosto da francesa se aproximar ainda mais do seu.
- Convite aceito - ela sussurrou contra seus lábios antes de grudar suas bocas para um beijo nem um pouco casto.
Enquanto se beijavam vorazmente, fez com que voltasse a se recostar no sofá e subiu em seu colo. Permitiu que ele subisse seu vestido até a altura da cintura para espalmar as mãos em suas coxas e, discretamente, deslizasse-as até seus glúteos. Estava ocupada demais desabotoando a camisa dele ansiosamente, mas, quando sentiu aquelas mãos firmes de goleiro apertarem sua bunda, foi impossível não arfar contra a boca que sugava sua língua.
quebrou o beijo com uma mordida no lábio inferior dele e se impulsionou para frente, se acomodando melhor em seu colo. Pôde sentir a rigidez sob a calça de tecido fino contra sua calcinha vergonhosamente já úmida. Ela não ficava com ninguém desde a noite de Ano Novo, o que estava para completar cinco meses em cinco dias, e aquilo era, sem dúvidas, um recorde. O trabalho naquele semestre havia sido tão intenso que ela mal tinha cabeça para sair e procurar por uma companhia para a noite. Não que não desse seu jeito de aliviar o estresse por conta própria vez ou outra, mas, com um homem gostoso como , era muito mais interessante.
La Tortura era o videoclipe da Shakira que passava na televisão naquele momento e abriu um sorriso divertido antes de começar a mexer o quadril no ritmo do refrão da música, o que fez com que fechasse os olhos enquanto reprimia o gemido que quis escapar por sua garganta.
Ele levou as mãos à cintura de , incentivando-a a se mover ainda mais intensamente contra sua ereção, e enterrou o rosto no pescoço dela. Puxou uma das alças do vestido para baixo, deixando a pele macia livre para que ele pudesse deslizar sua língua, e, em seguida, puxou também a outra alça, fazendo a parte da frente do vestido cair e expor os seios firmes e redondos da francesa.
sentiu os lábios dele descerem, deixando rastros de saliva por sua pele, e soltou um longo e audível suspiro quando sugou um de seus mamilos ao mesmo tempo que apertava com força o outro de seus seios. Ela ficou sem reação por alguns segundos, mas logo recobrou a consciência e tateou o cós da calça dele até encontrar a fivela do cinto. Sua mão logo pôde adentrar a calça sem um pingo de sutileza e seus dedos envolveram o membro duro, o que fez dar uma mordida fraca em seu mamilo em resposta.
sentiu-se não apenas satisfeita ao descobrir o tamanho do que a esperava, mas também ansiosa por ter aquilo tudo dentro de si. Conteve a ansiedade e empurrou o goleiro pelos ombros para que ele se afastasse e, então, levantou-se de seu colo.
Ele ficou um pouco confuso pela interrupção, mas permitiu que a mulher segurasse sua mão e o puxasse para fora do sofá.
Os dois subiram pela escada que levava para o segundo andar, deixando a televisão ligada e mostrando o videoclipe de Loca. As músicas da Shakira continuaram soando pela sala de estar enquanto, no quarto de , o que ecoava no cômodo era os gemidos que um arrancava do outro até ambos estarem satisfeitos o bastante e cansados demais para mais uma rodada de sexo e, enfim, caírem no sono.

fechava o zíper da mochila quando notou que já estava acordado e a observava, ainda deitado na cama com seu corpo delicioso quase completamente à mostra.
- Bom dia - ele disse com a voz rouca quando seus olhos se cruzaram.
- Bom dia - a outra respondeu, sorrindo. - Eu não queria te expulsar, mas eu preciso ir pro aeroporto.
- Tudo bem - o falou, sentando-se no colchão. - Vou lavar o rosto e me vestir. Se quiser, te dou uma carona.
- Não precisa, eu deixei um táxi agendado - disse e apenas meneou a cabeça em consentimento antes de se levantar, pegar suas roupas em cima da poltrona em que a francesa gostava de sentar-se para ler livros, e seguir na direção do banheiro.
o seguiu com o olhar por todo o caminho, descendo os olhos para as nádegas redondinhas que ela não teve a mínima vergonha de apertar com vontade algumas horas antes, e soltou um longo suspiro quando a porta se fechou.
A noite havia sido incrível, mas o sentimento de arrependimento já havia feito questão de dar as caras. Era a segunda vez que ela quebrava a promessa que havia feito para si mesma quando se matriculou na pós-graduação em Treinamento Tático e Técnico de Futebol, na Escuela Universitaria Real Madrid, de não se envolver com jogadores de futebol e, assim como na primeira, sentia vontade de voltar no tempo e não ter deixado que o álcool impulsionasse suas ações. O sexo fora ótimo, isso ela não podia negar, mas, com tantos homens no mundo, não tinha necessidade nenhuma de ela ir para cama com um jogador e correr o risco de ir parar na mídia e manchar a carreira de treinadora que estava apenas no início.
Aproveitou o tempo em que esteve no banheiro para chamar um táxi. Havia mentido sobre isso porque queria se livrar dele o quanto antes.
- Me desculpa, mas eu não vou poder nem te oferecer um café da manhã. Está realmente em cima da hora - ela disse assim que o saiu do banheiro, já vestido, e ele balançou a cabeça para cima e para baixo.
- Não tem problema - falou, esboçando um sorriso. - Me leva até a porta?
- Claro.
largou suas coisas em cima da cama e acompanhou até o primeiro andar do apartamento. Quando abriu a porta para ele, os dois se fitaram por alguns segundos.
- Até mais, .
O goleiro sorriu antes de se aproximar da treinadora e colar sua boca à dela para um beijo intenso, apesar de rápido.
- Até, - ele disse ao quebrar o beijo e se afastar, piscando um olho.
tinha vontade de repetir a noite, mas ficara claro que aquela seria a primeira e última vez que ficaria a sós com Zidane entre quatro paredes. E ele estava ok com isso. Pelo menos tinha matado a vontade de tê-la rebolando em cima de si e havia sido maravilhoso.
sequer esperou o elevador chegar para fechar a porta e soltou um suspiro de alívio por parecer que havia entendido o recado.
Tirou o celular do bolso traseiro da calça jeans e se jogou no sofá branco.

: Bom dia, tio! Estou indo pro aeroporto daqui a pouco. Sei que o seu dia vai ser super corrido, então já vou te desejar boa sorte. Confio em você e tenho certeza de que vocês vão fazer um ótimo trabalho hoje à noite. Vou gritar muito na arquibancada, eu prometo! Vamos a por La Undécima! Te amo. ❤️

Depois de enviar a mensagem para Zinédine Zidane, trocou a janela do WhatsApp.

: Seu bundão, mesmo que você tenha me abandonado, quero te desejar um ótimo jogo hoje à noite. Você sabe que estou sempre torcendo pelo seu sucesso. Mostra pra esses colchoneros que Karim Benzema é o melhor atacante que existe nesse mundo! Tô indo aí pra Milão daqui a pouco. Se der, a gente se fala mais tarde. Beijinhos! ❤️

Assim que enviou a mensagem para o amigo, ela subiu para pegar sua mochila e, então, ir para a portaria esperar pelo táxi que, naquela altura, já devia estar perto de chegar.
Naquela noite, quando viu o Real Madrid ganhar a décima primeira Champions League no estádio de San Siro, sequer passou pela sua cabeça que, dali a pouco mais de um mês, receberia a ligação mais improvável de seu tio, que a convidaria para ser a nova assistente técnica daquele time e estaria diariamente com aqueles jogadores que vestiam o uniforme branco mais famoso do mundo e festejavam o título recém-conquistado.

Fim.

Nota da autora: (28/04/2017) Oi, gente! Espero que tenham gostado de saber como foi quando nossa querida PP de Bola de Ouro não conseguiu resistir ao charme do bonitão Kevin Trapp.
Se você leu essa short e ainda não conhece Bola de Ouro, está mais do que convidada a ler e participar desse mundinho! Lá você vai entender melhor a cabeça da PP, acompanhar a ida dela pro Real Madrid e também vai poder ver ela caindo nos encantos de um outro jogador.
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Beijos!

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