Autora: Tatye | Beta: Babi S.

Maio de 2020

E lá estava eu, no casamento da . Quem diria que ela ia se casar primeiro que eu, na verdade primeiro que todas nós. Bom, a sempre disse, mas encaramos – eu encarei – tanto aquilo como brincadeira que nunca imaginei que realmente fosse acontecer. Agora ela seria a Mrs . Na verdade já era. A cerimônia tinha sido muito bonita e emocionante, o altar tinha sido muito bem decorado com cinco caras perfeitos, quatro deles eram os padrinhos e o outro o noivo. A também estava deslumbrante naquele vestido branco, parecendo uma princesa e estava radiante com tudo que acontecia ao redor. que, vestida com um longo vestido azulado, era madrinha ao lado do , ela estava em uma felicidade imensa e lembro-me como se fosse hoje, ela dizendo que aconteceria o que acontecesse, mas faria a conhecer o e eles dois com absoluta certeza iam se casar um dia.

Flashbacks on (Julho de 2015)

Estávamos jogadas no tapete da sala da casa da .
- Baby? – chamou , que olhou para ela – Eu já disse, mas vou dizer de novo. Ainda faço você conhecer o .
- Deus te ouça. – falou rindo. – Mas que seria bom, seria.
- Vai ser, vocês vão se conhecer, ele vai se apaixonar por você, vocês vão casar e ter filhinhos. – disse enumerando nos dedos e eu ria junto com elas. – Inclusive, quero ser madrinha desse casamento junto com o . E eu não morro enquanto não fizer isso.
- Tudo bem. Seu lugar já está garantido lá em cima do altar. – disse fazendo joinha.
- Não se esqueça de chamar as amigas para o casamento. OK? – perguntei e ela fez sinal de Ok com a mão. – Inclusive, as apresente aos amiguinhos do noivo, ‘ta bom? A tia aqui não quer ficar só. – as meninas gargalharam. – Mas não se preocupa, não quero ser madrinha. – disse rindo e elas riram junto.
- Beleza, sem problemas! – falou rindo.
- Aaah e outra coisa, meu propósito nesse casamento é agarrar o , então se ele sumir durante a festa, vocês já sabem o que foi, não se preocupem e nem mandem ninguém atrás dele. – nós três rimos alto.
- Não se preocupa, eu dou cobertura. – disse rindo. – Vou um mês antes pra Londres, organizar esse casamento com a e fazer o se apaixonar por mim.
- Ahazzou meu bem! Laça o boy, faça-o ficar caidinho. – eu disse rindo.
E a tarde foi toda pra falar daquele possível casamento, como seriam as coisas, os vestidos, as músicas, simplesmente tudo que envolvesse casamento foi falado naquele dia, incluindo as incríveis ideias da para fazer com que o encontro da com o realmente acontecesse.

Flashbacks off

Era um sábado no fim de maio, fim de primavera, o clima estava gostoso e bons ventos circulavam refrescando tudo. Daqui a alguns dias começaria o verão. E qual o propósito de casar na primavera? As decorações todas em flores, os campos mais lindos e verdes, pássaros cantando e um ótimo clima para usar vestidos de todas as formas. O vestido da era longo e não muito armado, as costas era recoberta por uma fina renda e pequeninos botões na parte do meio, o cabelo estava preso na parte de cima e uma pequena coroa de flores a enfeitava, a maquiagem propícia para o dia não era tão chamativa.
O , assim como a maioria dos homens presentes, estava de paletó e abraçado a esposa. estava junto com a e, de vez em quando, eles cochichavam algo. com a namorada e com a noiva, Gemma também era madrinha junto ao namorado. E o , bem ele estava acompanhado da Lottie. Não sei se era só por causa do apadrinhado, mas ele estava com ela desde a hora em que eu cheguei – atrasada pra variar, o meu belo vôo atrasou e quase não chego na hora. Quando entrei na igreja, quase todos os convidados já estavam, mas os noivos ainda não. Então resolvi sentar em uma das primeiras filas e por lá fiquei durante toda a cerimônia. Agora que tudo tinha terminado, os noivos tinham saído e só restavam algumas pessoas dentro da igreja, inclusive eu.
- ! – ouvi alguém gritando. Olhei para trás e vi que era .
- ! – sorri e fui até onde ela estava. Nos abraçamos e ela me puxou para fora da igreja.
- Onde você esteve? Era pra você ter chegado ao máximo ontem, sabe como foi difícil arranjar alguém pra ser madrinha no seu lugar? – ela parecia desesperada e me deu uma bronca.
- Estava chovendo muito, uma loucura por lá. Eu quase não consegui chegar. A vai me matar, muito bem matado.
- Não vai não, porque graças a Deus conseguimos resolver logo e a Lottie topou ser madrinha de última hora. Mas que você merecia um gelo merecia. – ela disse, me arrastando igreja afora. – Mas, como nós somos pessoas muito boas, vou te apresentar aos amiguinhos do noivo. – ela riu. Arqueei a sobrancelha e ri também.
- Ei!
- Que foi?
- A Lottie me substituiu, não foi? – ela afirmou que sim. – Então eu ia...
- Sim, sua lerda, você ia apadrinhar o casal junto com o .
- Eu quero morrer! – falei frustrada.
- Deixe pra morrer depois que for apresentada aos meninos, ou vou me passar por mentirosa
Saímos da igreja e eles estavam do lado de fora, todos em um mesmo lugar, conversando e rindo, com o braço envolto na , e do mesmo jeito com as namoradas ou noivas, estava de costas para a gente e com as mãos no bolso da calça, estava com os braços cruzados na altura do peito. Chegamos aonde eles estavam e falei primeiro com a .
- ! – nos abraçamos. – Parabéns, tudo de mais perfeito na sua nova vida, vocês merecem. Que vocês sejam os mais felizes! Você está linda, perfeita.
- Obrigada , obrigada mesmo! – nos afastamos e fui falar com o . O conheci no noivado dos dois, mas foi só ele mesmo, não cheguei a ter tanto contato com os outros meninos.
- Parabéns ! Vocês merecem toda a felicidade do mundo. – falei, abraçando ele.
- Obrigado . – ele respondeu rindo.
- Vem, deixa eu te apresentar aos meninos. – me puxou pela mão e me deixou de frente para eles, que eram mais bonitos ainda ao vivo. – Meninos, essa é a . , aí são os meninos. Bom, apresentem-se melhor. – ela disse rindo.
- Oi. – acenei meio sem jeito e foi o primeiro a me estirar a mão.
- Prazer, . – ele apertou minha mão e sorria com tudo que ele dizia. Será que ela tinha fisgado mesmo o moço?
- Da mesma forma. . – respondi sorrindo e depois disso os meninos fizeram o mesmo, , e , assim como as outras duas garotas que estavam por ali.
- Vamos? A gente estava só te esperando. – falou olhando para mim.
- Claro. – falou e deu o braço pra ela – e , vocês vão com a gente?
- Sim, sim. – respondeu, pegando pela mão. Os outros meninos se afastaram com as namoradas. Acho que estou sobrando.
- , com quem você veio? – perguntou a mim.
- Vim de táxi.
- Eu estou só no carro, levo ela. – disse e eu fiquei meio: oi? Mas okay, ele quer me levar. Vamos não é? – Tudo bem ir comigo, ? – me olhou com uma cara de “Eita hein!”
- Sem problemas. – sorri.
- Então vamos. – ele apoiou um das mãos nas minhas costas e se despediu dos outros. – Nos encontramos lá. – acenou pros meninos e foi me guiando até onde o carro estava.
- Só não vai desviar o caminho. – gritou, rindo. Ouvi rir e balançar a cabeça negativamente.
- Vou fazer o possível. – ele gritou de volta, pude ouvir as meninas rindo junto com eles e fiquei meio constrangida. Chegamos ao carro e ele destravou as portas, abriu a porta do passageiro para mim com um sorriso que eu quase me derreti, mas o devolvi depois. Entrei no carro e, em poucos segundos, ele também. Me olhou sorrindo novamente. – Tudo bem?
- Tudo... – respondi rindo.
- Você é amiga da , não é? – ele perguntou ligando o carro. – A que causou um alvoroço danado.
- Sim, eu mesma. Mas meio que a culpa não foi minha. O Tempo não estava muito bom e os vôos foram todos adiados. – eu ri. – Mas, fora isso, ocorreu tudo bem?
- Ocorreu, a gente só queria que você chegasse logo.
- Vocês? – confusão na minha vida.
- Sim, ficou tão agoniada que agoniou a gente. Todo mundo. – ele riu.
- Eu não sabia disso. – falei rindo. – Vocês vão cantar no casamento? – perguntei entusiasmada.
- Você gosta da nossa música? – ele perguntou surpreso.
- Se eu gosto? Cara, eu amo. Por que a surpresa?
- Dizem por aí que somos bandinha de adolescente. – ele falou rindo, simplesmente debochando dos comentários maldosos. – Bom e você... – ele me olhou – não é mais uma adolescente.
- Já fui. – falei rindo. – E vocês deixaram de ser bandinha de adolescente, a partir do momento em que mostraram pro mundo que faziam muito mais do que apenas cantar. Vocês cresceram às nossas vistas. – ele me olhou meio assustado e percebi que tinha dado na cara. – Enfim, eu gosto muito da banda. – disse rindo, tentando disfarçar.
- Eu vi. Que bom que você gosta. – e de você também meu anjo. Ele sorriu malicioso.
- É. – sorri sem graça.
- O quê que você faz por lá? – ele perguntou olhando para a estrada.
- No Canadá? – ele afirmou com um aceno de cabeça. – Ajudo meus pais na administração de uma rede de hotéis.
- Hmm, a moça toma conta dos negócios da família.
- Basicamente. – eu ri baixo.
- Quer dizer que se eu precisasse, você tomaria conta dos meus negócios? – ele perguntou curioso.
- Sim, mas por que... – antes de eu terminar de saber por que ele queria que eu tomasse conta, o celular dele tocou. Bom, era o dele, porque não era o meu. tirou do bolso do paletó, olhou quem ligava e praticamente jogou em cima de mim.
- Atende, por favor. – agora ele sabe pedir. Peguei o aparelho para olhar quem era, se fosse alguma mulher, eu não ia atender mesmo. Era o . Deslizei o dedo no telefone verde e coloquei o celular no ouvido.
- O-oi. – falei receosa.
- ? – era voz de .
- Oi.
- E o ?
- Dirigindo.
- Aah ok. Não, só pra avisar que na entrada do salão de festas, como foi previsto, está cheia de fotógrafos. Então, fala pra ele passar rápido por lá.
- Tudo bem. O que você faz com o celular do ? – perguntei confusa e soltou uma gargalhada estrondosa.
- Pergunta pro seu namoradinho. – ela disse rindo e fiquei meio sem graça.
- , eu estou perdida. – falei meio desesperada.
- Conversa com o , que ele te acha. – ela riu de novo.
- Você é uma vaca. – riu de novo e ela riu também.
- E você me ama, agora tratem de chegar logo. Bye.
- Tchau. – falei e desliguei o celular. – Era a , ela disse que a entrada do lugar está cheia de fotógrafos e disse pra gente chegar logo. – estendi o celular para ele.
- Então tudo bem. Segura aí, depois eu pego. – recolhi minha mão.
- O que ela fazia com o celular dele? – a curiosidade foi maior. riu de canto e respondeu.
- Eles se assumiram há poucos dias, mas a imprensa não sabe direito ainda. Suspeitam, mas não sabem de nada concreto. – ele me explicou.
- AI CACETE! Eles estão namorando? – me olhou com os olhos meio arregalados e afirmou que sim. – Por que essa cara?
- Você deu uma surtada aí.
- Não fica com medo. Longa história. – eu ri. – Cara, que legal. A e o , a e o ... – falei sorrindo.
- E você? – ele perguntou.
- Eu? O que tem eu? – perguntei meio assustada.
- Quem é seu alvo?
- Meu alvo? - caí na gargalhada. – ‘Ta doido? Que alvo? Eu vim para um casamento, .
- Mas isso não impede de você ter um alvo.
- Mas eu não tenho. – falei entre risos. Mentira, eu tinha sim e o alvo estava dentro do carro comigo.
- Ok, se você não quer dizer. – ele suspirou. – Que horas é pra chegar mesmo?
- Ela só disse pra gente chegar logo. – falei tirando meu celular da bolsa.
- Se importa se a gente pegar um atalho? – ele perguntou e na mesma hora entrou com o carro em um caminho de terra. Era a hora de eu ficar assustada ou feliz por a gente estar no meio do nada?
- Não. – falei meio cautelosa. – Por que ‘ta indo por aqui?
- Vai dar na parte de trás da casa de eventos, talvez tenha menos fotógrafos que a entrada principal.
- Aah entendi. – voltei a atenção pro meu celular. – Tem certeza, não tem? – olhei pra ele.
- Claro que eu tenho. Já vim aqui umas quinhentas vezes só essa semana. Pergunta a . – ele parecia ofendido.
- Ok. Ok. – sacudi a cabeça.
- O que foi? Eu não sou o seu alvo? – caralho, que cara insistente.
- O quê? É sério que você ainda ta nisso?
- ‘Ta exaltada por quê? – ele riu debochado.
- Eu não estou exaltada e você é insistente demais, já disse que vim pra um casamento e não pra estar procurando homem. – TUDO MENTIRA DESLAVADA.
- Opa! Ok, parei. Não ‘ta mais aqui quem falou. – ele levantou uma das mãos e depois pegou no volante.
Continuei mexendo no meu celular. E daí que ele é meu alvo? E daí que eu quero agarrá-lo na primeira oportunidade? Interessa? Claro que não.
- E se eu tivesse um. Qual seria o problema? – aquilo escapou da minha boca e ele riu.
- Eu disse! Você tem um alvo. – ele continuava rindo.
- Para .
- Eu? Quem voltou no assunto foi você. Não reclama. – ele riu e pigarreou. – Agora me diz. Qual dos cinco?
- Hã? – olhei pra ele fingindo não entender.
- Qual de nós cinco? Assim, eu acho que você não chegaria ao ponto de roubar um noivo, nem pegar um cara comprometido. Então...
- Então o quê? Você ‘ta achando que é você? – inclinei a cabeça e ri. Mais de desespero do que qualquer outra coisa. Ele pegava as coisas no vento.
- E não é? Se não fosse, você não estava de carona com um completo desconhecido. – ele disse convicto.
- Você não é um desconhecido. – falei e ele ia abrindo a boca pra falar – É o melhor amigo do noivo. – dessa vez quem riu foi ele.
- Aah . – quanta intimidade pra uma pessoa só. Mentira me chama do que quiser. Ele riu. – Mas você é livre, não é?
- Sim, sou. Por quê? – eu estava realmente confusa.
- Você é livre, então pega carona com quem quiser. – ele disse e percebi que o carro ia diminuindo a velocidade, mas eu não via nada à frente, a não ser uma estrada rodeada de árvores.
- Por que você está parando? – perguntei meio preocupada.
- Vendo se algum dos meninos está por aqui. – ele disse despercebido e vasculhando a estrada. – Por quê?
- Não, nada, só achei meio estranho. Achei que tivesse alguém. – dobrei uma perna por cima da outra.
- Eles não estão por aqui, vamos ter que ir sozinhos até lá, quando a gente chegar perto você pode baixar a cabeça se achar melhor. – ele me explicava com um ar de seriedade. – Vão ter muitos fotógrafos, então você faz como achar melhor. – ele falou e baixou a vista pro câmbio do carro. Respirei e olhei pra rua à minha frente.
- O que você acha melhor que eu faça? – ele não me respondeu, olhei para e ele ainda estava com a atenção presa no câmbio do carro, olhei melhor e percebi que a fenda do vestido estava aberta, com metade da minha perna de fora. – ! O que você acha melhor que eu faça? – ele levantou a cabeça de uma vez sacudindo-a.
- Olha, você tem que fazer o que acha melhor. – ele falou novamente, com a mão bem perto de mim e achei que ele fosse pegar em meu braço, mas não aconteceu. – Mas eu te aconselho a esconder o rosto. – ele engatou a primeira marcha e voltou a sair com o carro.
- Não quer ser visto comigo? – perguntei rindo e com deboche. riu divertido.
- Muito pelo contrário. Só não quero que você fuja correndo de mim.
- Porque eu faria isso?
- Esses caras com câmeras podem ser bem assustadores e perturbadores pra quem não está acostumado. – ele falava e eu o observava enquanto o garoto dirigia, o sol da tarde batia no rosto dele e iluminava o perfil daquele homem, que parecia ter sido esculpido por anjos. – Tem um óculos escuro aí no porta-luvas, se você quiser colocar. – ele disse e me olhou sorrindo. Sorri sem graça e fitei aqueles olhos maravilhosos.
- Não, obrigada. – falei baixando a vista.
- Porque não? – olhei para ele novamente, o sol batia em meu rosto. – Por que vai esconder seus belos olhos ? – ai, caramba, eu tinha certeza que estava ficando mais vermelha que o batom que eu usava.
- Não. – olhei para a frente e ouvi ele rindo baixo.
- Não achei que uma mulher como você fosse ficar desconcertada com um simples elogio.
- Mulher como eu? – perguntei curiosa.
- Sim, . Você deve estar acostumada a receber muitos elogios, não achei que fosse ficar desconcertada. – Senhor, que cantada mais barata! Mas estava funcionando. estava conseguindo me deixar envergonhada.
- , para com isso. – falei rindo. – Você não parece ser o tipo de cara que usa de cantadas baratas...
- E estou usando. – ele completou rindo.
- Exatamente. – eu ri. – Eu sei que você tem cantadas melhores guardadas nessa cabeça. Inclusive, até já usou umas hoje. – ele deu um belo sorriso de canto.
- Você é esperta garota. – ele disse rindo e acabei rindo também, depois pisquei para ele. – Está com o vidro aberto?
- Nops. Por quê?
- Estamos chegando ao local, vai ter muita gente querendo saber quem é você. – ele riu de leve.
- Uuh, grande questionamento, não? – perguntei debochada.
- Sim, afinal, eu também quero. – ele disse e piscou. Eu ri, mas fiquei sem graça.
- O que eu faço, mestre dos disfarces?
- Se quiser ser conhecida amanhã como “a garota que saiu com ”, apenas sorria. Mas, senão, abaixa a cabeça ou tenta se esconder.
- Vou correr o risco. – falei e ele sorriu.
- Gostei de ver. – ele disse e chegamos à entrada do local, realmente tinham muitos fotógrafos, muita luz na minha cara e comecei a passar a tela inicial do celular.
Fiquei olhando o aparelho, mas não escondi o rosto, só percebia os clarões das câmeras fotográficas e o carro andando. Barulho de muita gente falando ao mesmo tempo, batendo no capô do carro e finalmente conseguimos passar por aquele mar de fotógrafos. Depois que entramos na casa de eventos, soltou um suspiro aliviado.
- Conseguimos? – perguntei olhando para ele.
- Sim, conseguimos. – ele respondeu rindo de leve.
- UHUUUL! – levantei o punho, o que fez a gente gargalhar.
Ouvimos pequenas batidas no vidro do lado dele e quase que imediatamente olhamos para ver quem era. O pessoal da equipe tentando juntar os garotos para organizar tudo pendente. Saímos do carro e apoiou a mão espalmada nas minhas costas novamente. Como se quisesse me guiar para algum lugar.
- Agora vocês vão tirar algumas fotos, depois vocês vão cantar, tem os discursos, a dança e aí estão livres. Ok? – ela perguntava, enquanto andávamos até o salão da festa e ele afirmava com a cabeça, prestando atenção no que a moça dizia. – Você é madrinha? – ela me olhou e fui pega de surpresa.
- Quase isso, convidada especial da noiva. – respondeu antes de eu ter chances.
- Aah Ok, então... – ela pareceu pensar um pouco – , você explica tudo pra ela, pode ser?
- Claro. – ele respondeu sorrindo largamente.
- Qualquer coisa, pode me procurar. – ela disse e saiu. Por certo ver como estava tudo por ali.
Continuamos andando e, em pouco tempo, estávamos no salão, que estava todo decorado com flores, algumas mesas espalhadas e pouca gente tinha sido chamada. A família dela não era das maiores e a dele também parecia não ser. Sem falar que a lista tinha sido feita a risca para ser o mais restrita possível.
- Onde quer sentar? – ele perguntou baixo.
- De preferência em um lugar que eu conheça as pessoas. – falei rindo. Acenei para a família da , que estava por ali, virei o rosto e acenava para algumas pessoas também.
- Então vai sentar comigo. – ele disse sério, eu ri. – Não esqueça que a está na minha mesa, então seria uma ótima escolha pra você que conhece pouca gente, sem falar que eu também vou estar lá. – ele disse e o olhei com a sobrancelha arqueada.
- Mas você é muito convencido. – falei divertida e nós rimos.
- Vai sentar comigo ou não? – ele perguntou, me guiando pra mesa onde os meninos já estavam. – Vai, não tem escolha. – ele disse e chegamos à mesa. Ele puxou uma cadeira pra mim e sentou na vizinha.
- Ele não desviou o caminho. – disse e os meninos riram na mesa, inclusive .
- Cadê os noivos? – perguntei à , que estava do meu lado e com os ombros cobertos pelo braço do .
- Ainda nas fotos. Acho que daqui a pouco eles chegam. – ela olhou para – Vocês demoraram.
- Foi... – disse, depois passou a mão no cabelo. – Eu peguei o desvio que dava nos fundos daqui.
- Ele achou que vocês também estavam indo por lá. – falei. – Pensamos que tinha menos gente.
- Vocês ainda passaram por muito tumulto? – perguntou. levantou o polegar.
- Parece que a parte de trás tinha mais gente do que a da frente. – ele falou.
- Não mesmo. – rebateu.
- Você é corajosa, . – falou rindo.
- . – eles afirmaram. – Acho que nem deu pra me ver direito. – ri sem graça, os meninos riram.
- Eles te viram sim. – falou em alerta, ia abrindo a boca para falar alguma coisa, mas minha amiga cutucou ele.
- Meninos, hora das fotos. – uma moça apareceu avisando, ele confirmaram e começaram a levantar das cadeiras. Fiquei sentada.
- Levanta, . – disse.
- Quê? Eu? Não eram os padrinhos?
- É criatura, você. – ela meneou a mão. – Mas você foi quase madrinha. – ela disse e eu ri, levantando da cadeira.
- Só não foi por falta de tempo. – disse e nós rimos. Nos organizamos para ir até o casal e me estendeu o braço, aceitei de bom grado, sorrindo. E o grupo foi caminhando e conversando.
- , o que você faz no Canadá? – perguntou, abraçado a .
- Ajudo nos negócios da família, nada demais. – respondi.
- Mas o quê? Você administra? – perguntou de mãos dadas com a noiva.
- É, digamos que sim, eu tomo de conta de basicamente tudo. – falei rindo.
- Trabalha feito uma condenada, mas você estudou pra isso. Então... – disse e eu ri afirmando.
- Então você é de confiança? – perguntou abraçando a esposa.
- Sou ? – perguntei rindo.
- É sim, ela preside bem as coisas por lá. – ela disse e deu joinha.
- Bom saber, temos uma conselheira de segurança à vista. – falou.
- Sempre que precisarem. – respondi simpática.
- Nós vamos chamar a Lottie. – disse e me levou na direção da mesa em que ela estava.
- Cara, isso vai ser bem confuso, não vou aparecer nas fotos dos padrinhos, vou logo avisando...
- Fique sabendo que se você for trabalhar pra alguém, esse alguém serei eu. – ele disse autoritário e perto do meu ouvido, só pra que eu ouvisse.
- Oi? – olhei pra ele confusa e perplexa.
- Eu quem falei nisso primeiro. – ele disse, me guiando para onde a garota estava.
- Você fala como se eu viesse de vez pra Inglaterra, só pra trabalhar com vocês.
- E não vem? – ele perguntou rindo. – Achei que a proposta fosse tentadora.
- Na verdade, é, mas meu pai precisa de mim tomando conta das coisas por lá. – falei.
- O problema é esse? Aceito trabalho à distância. – eu ri. – Claro que vamos ter que marcar reuniões ao vivo, mas fora isso...
- , relaxa, estamos em um casamento. Negócios são coisas a se pensar e nem sabemos se isso vai dar certo. E, com tanta gente querendo trabalhar com você, por que eu? – porque ele era do contra, fora dos padrões, era o .
- Primeiro que eu não vou pelo que todo mundo vai. – eu sabia. – Depois, que eu estava tomando conta de tudo só, às vezes pedia ajuda, mas agora eu realmente preciso de alguém.
- Tudo bem. Mas eu repito, tem quilos de gente querendo trabalhar com você. – falei e sorri para alguns conhecidos.
- Já falei, não quero o que todo mundo quer. Mas, sobre isso, acho melhor conversar com mais calma, outra hora. – afirmei e chegamos à mesa onde a Lottie estava.
- Olá. – ela disse animada e levantou da cadeira. – As fotos. Estou certa?
- Sim. – falou e afirmamos.
Nos cumprimentamos, ela chamou o namorado pra acompanhá-la e fomos para onde os outros já estavam. e Lottie, como padrinhos, se juntaram aos meninos e tiraram várias fotos, que ficaram maravilhosas. Elas com os vestidos da mesma cor e modelos diferentes e os meninos todos de paletó e a gravata da cor dos vestidos das madrinhas. Depois das fotos tiradas, me chamou.
- . Vem, agora é sua vez. – ela falou, Lottie voltou para a mesa junto com o namorado e os meninos ficaram me esperando para a foto.
- Pra onde eu vou? – perguntei rindo.
- Corre pra cá. – falou e ela e apontaram para onde estava. – Pra não ficar desigual e vocês dois desolados. – eu ri e fui pra onde elas mostraram e fiquei do lado dele, porém um pouco afastada.
- Meninos, por favor. Quero vocês mais juntos. – o fotografo disse e fiquei onde estava. – Obrigado, muito bom. – os meninos pareciam ter se mexido, estávamos, abraçando a noiva, eu e , um do lado do outro, os noivos no meio, abraçando por trás, abraçando quase do mesmo jeito e também do mesmo jeito com a esposa. – Mas , mais perto da moça. Sim? – ele pediu de novo e falou que sim, depois afastou para perto de mim, ficando com metade do corpo atrás do meu e a mão na minha cintura. – Mais uma vez, muito obrigado. – ele ajeitou a câmera.
- Não se preocupe, eu não mordo. – o garoto disse baixo, perto de mim. Respirei fundo, mas não respondi.
- Aqui vamos nós. – o cara baixinho falou e deu os primeiros cliques, acho que saí sorrindo. – Agora eu quero vocês sérios. – ele disse e levantou a câmera no nível do rosto – Isso. – mais alguns cliques e o fotografo fez sinal de Ok com os dedos.
- Joseph, eu quero umas fotos com elas. – disse apontando para a gente.
- Com ou sem eles? – o tal Joseph perguntou. deu de ombros. – Então vamos fazer assim, você e o com elas duas, depois e junto. Pode ser?
- Claro. – respondeu.
Apenas o ficou e nos juntamos pra foto, depois Joseph pediu pra que e ficassem ao nosso lado e foi o que eles fizeram. Quando terminamos, voltamos pra mesa onde estávamos, era quase de frente pra o palco que havia lá. Passamos pouco tempo conversando, até que eles foram avisados que era hora de cantar. Os cinco levantaram da mesa, sim os cinco. A formação original da One Direction estava de volta. Os convidados saldaram com palmas e eles sorriram largamente.
- Alguma música em especial, senhoritas? – perguntou à gente. sorriu para ele, como se com apenas um sorriso, ele já soubesse de tudo que se passava na cabeça dela.
- Nops, sou uma admiradora. – falei rindo. – Então todas são especiais.
- Directioner incubada. – disse e as meninas riram.
- Jura? Você precisa ver as coisas direito, caro nanico. – disse rindo e eu ri também.
- Descobri muitas hoje. – ele piscou pra mim e puxou um sorriso no canto dos lábios. – E você é mais baixa que eu, Vic. – ele disse antes de ser puxado pelos meninos em direção ao palco. Depois que eles saíram, as garotas me olharam com a maior cara de Lua. [n/a: aquela luazinha do wpp]
- HHHMMM.
- Vamos parar? – falei, tentando soar séria, mas acabei rindo depois. Elas continuavam com a mesma expressão. – Parem, sério. A gente só conversou muito.
- Nada mais? – perguntou surpresa e eu ri negando.
- Cara fraco. – disse e os garotos já se aprontavam para cantar.
- Olha, , teu marido vai cantar. – apontei para onde os meninos estavam e elas olharam, eles deram tchauzinho e mandou um beijo para .
- Mas é tão perfeito o meu marido. – ela falou encantada e nós rimos. – Mas, é gente, é sim, muito maravilhoso.
- Deu uma arrasada básica na escolha, viu? – falei, fazendo joinha, e ela me olhou convencida.
- Eu sei. – a garota respondeu e mandou um mega beijo para o marido, que mostrou um sorriso prestes a rasgar o rosto e soprou outro beijo para ela.
Sentei de lado na cadeira pra ver melhor o palco e em poucos minutos eles começaram a cantar e cantaram as músicas mais bonitas de toda a carreira, juntamente com os sucessos mais inesquecíveis. A cada melodia tocada, era possível lembrar algo relacionado a eles, minha adolescência maravilhosa embalada por os cinco rapazes. Claro que, dentre as românticas, também vieram aquelas que causavam histeria nas garotas, como Alive, Better Than Words e No Control. E pude jurar que, durante a terceira, me encarava algumas vezes, relevei e continuei cantando as músicas junto com eles.
Depois da maravilhosa apresentação, de certa forma particular, eles deram início aos discursos e foi cada um mais lindo que o outro. Todos eles, fora o noivo, falaram um pouco sobre o Mr e Mrs e de como eles formavam um casal tão maravilhoso, fazendo também vários votos de felicidade, cumplicidade e amor. Com os discursos muito bem feitos, anunciaram a primeira dança do casal. veio até onde estávamos, beijou a mão da e levou-a junto com ele pra o meio do salão, aos poucos os meninos iam chegando e levando as garotas da mesa junto. Casamentos são sempre tão lindos e cheios de alguma coisa diferente no ar. diria que é a magia do casamento e, por isso, as coisas pareciam ser diferentes. Continuei observando eles dançando e ouvi alguém puxando a cadeira que estava atrás de mim.
- Vai ficar aí, rindo sozinha e vendo os outros dançando? – perguntou e olhei para trás, ele estava com um dos braços no encosto da minha cadeira.
- Você não era pra estar dançando? – perguntei divertida virando de frente para ele.
- Não tem mulher que queira dançar comigo aqui. – ele disse olhando ao redor e depois olhou para mim.
- Aposto como tem uma dúzia de garotas aí que matam para dançar com você.
- Não falei garotas, falei mulher. – ele me corrigiu.
- Mesmo assim, tem um monte delas. – voltei a falar.
- Não quero dançar com elas. – ele falou me encarando.
- Então não diga que não tem. Você quem não quer. – falei e ri de canto.
- Vai dançar comigo ou não? – ele tomou minha mão.
- Faço esse sacrifício por você. – falei levantando da cadeira e ele me olhou com um sorriso no canto dos lábios. – Vai dançar comigo ou não? – repeti a frase dele e gargalhou, levantando em seguida. Fomos pro meio do salão, ele colocou minhas mãos em volta do seu pescoço, depois repousou as dele na minha cintura e dançamos durante um bom tempo.
Já era bem tarde, fim de festa, após todas as obrigações cumpridas, sentamos em uma mesa, bebendo, rindo e conversando, contando histórias do casal da vez, desde a mais romântica, até as mais engraçadas. E, sinceramente, os meninos contavam cada uma que eu não conseguia me controlar rindo.
- Você não tem jeito. – eu ria com a taça na mão.
- Mas é sério. Tinha um monte de mulher louca gritando, aí ele abaixou a roupa e mostrou a bunda. – disse gargalhando.
- , você não disse nada? – perguntei curiosa.
- Claro que ela falou, se não tivesse falado não seria a . – ria também.
- Eu gritei: “Mas que gostoso esse meu namorado, bunda linda, meu amor!” – depois disso ninguém se aguentou e caímos na gargalhada.
- Ai caramba, só você ! – eu ri mais e depois senti alguém esbarrando em mim, seguidamente de um líquido gelado escorrendo pelo meu ombro. Virei o rosto devagar. – Droga. – suspirei frustrada.
- Ai desculpa. – a moça falou culpada.
- Não foi nada. – meneei a mão, ela sorriu agradecida e saiu.
- Que foi? – perguntou.
- Derramaram alguma coisa em mim. Onde é o banheiro? – falei tirando o excesso de líquido com a mão.
- Você vai aqui reto, chegar no fundo você vira à esquerda. – falou apontando.
- Ah, obrigada. – sorri e coloquei a taça na mesa, levantei e fui limpar minha roupa.
Entrei no enorme banheiro, o lugar tinha umas dez cabines, uma bancada com pias e vários espelhos enormes, onde umas três moças retocavam a maquiagem. Andei até perto do secador, recolhi uns lenços de papel e tirei o máximo do molhado que consegui o que durou em torno de uns sete minutos. As garotas já tinham saído, fiquei um pouco imprensada na parede e coloquei o ombro embaixo do secador, os jatos de ar quente iam e vinham, iam e vinham e acabaram secando a manga minúscula do meu vestido. Sacudi os ombros e me olhei no espelho, droga, tinha escorrido bebida pelo decote do vestido, maravilha. Mas que gente desastrada. Como se você não fosse , mas eu, pelo menos, nunca derramei bebida em ninguém. Comecei a limpar meu busto com o lenço e ouvi a porta do banheiro batendo. Me assustei e olhei de uma vez.
- ? – perguntei meio assustada. O que ele fazia ali?
- Quer ajuda? – ele vinha andando devagar e olhava pra minha mão, olhei pra baixo e vi onde ela estava, tirei de lá imediatamente.
- Não, consegui me virar. – ri sem graça, jogando os papeis no lixo. – O vestido deu mais trabalho, mas dá pra aguentar até o fim da festa.
- Não seria melhor tirar? Que aí dava pra secar direito no secador. – ele escorou na bancada perto de mim e me olhava fixamente. O garoto transbordava malícia.
- Sim... quer dizer, não. – pisquei os olhos com força, mas não seria nada mal. – O que você veio fazer aqui?
- Vim ver se você estava viva. – ele riu de canto. – Demorou tanto que o pessoal saiu pra fazer qualquer coisa e eu fiquei só. – fez um bico enorme e depois riu.
- Eu já terminei aqui. Vamos pra lá? – perguntei, recolhendo a carteira da bancada.
E de pensar que eu disse uma vez que agarraria esse homem nesse casamento. Cadê a coragem ? afirmou com a cabeça, desencostou da pia e foi andando até a porta, seguido de mim, chegou perto dela e abriu.
- Primeiro as damas. – ele disse com um sorriso galanteador.
- Obrigada. – sorri agradecida. Mas, quando ia passando pela porta, fui puxada violentamente para dentro do cômodo e encostada na parede. Escutei um estrondo e vi que ele tinha empurrado a porta com o pé. – ... o que... – você é burra por acaso?
- Shhhh. – ele colocou um dos dedos indicadores em meus lábios. Eu estava meio que muito pasma com aquilo. – Só relaxa e aproveita. – ele encostou o nariz no meu e fiz o que ele mandou, só que do meu jeito.
Espalmei as mãos no peito de , coberto pela camisa, e o empurrei, que bateu com as costas na porta, me olhando com as sobrancelhas arqueadas. Segurei-o pela gola da camisa de botão e puxei para perto de mim, afrouxando o nó da gravata.
- Ok. Então vamos aproveitar, baby. – falei encarando aqueles lábios finos e corados.
deu um sorriso cheio de malícia e beijei aquela boca maravilhosa, enquanto ele me agarrava pela cintura com as mãos firmes. Em um movimento único e rápido, me colocou contra a porta, ainda com a boca colada a minha, nossa respiração se misturando e ele foi descendo as mãos pelas minhas pernas cobertas pelo vestido longo, quando achou a abertura da fenda lateral, colocou a mão por dentro e foi subindo aos poucos, arrastando apenas as pontas dos dedos, fazendo minha pele se arrepiar em todo o corpo. Agarrei seus cabelos e ele apertou sem delicadeza minhas coxas. Aquele homem era a perdição em pessoa, desde ele pagando de sério usando terno, até os sorrisos safados que ele soltava vez ou outra. me suspendeu e enlacei as pernas na cintura dele, que me apertou mais na porta com o corpo.
Meus dedos ainda estavam misturados aos belos cabelos castanhos dele, que antes estavam arrumados em um topete, mas agora tinha sido desfeito. não usava mais o paletó e a camisa branca já estava amarrotada e para fora da calça, punhos desfeitos e primeiros botões desabotoados, mostrando, em partes, a tatuagem do peito. Desci uma das mãos para o ombro dele, que mordeu meu queixo e passou a língua depois, me arrancando um gemido baixo e o fazendo respirar fundo. O cara soltou um de seus sorrisos safados me desencostou da porta, começou a distribuir beijinhos pela minha mandíbula e, depois, foi descendo pelo meu pescoço. Ao passo que andava pra algum lugar dentro daquele banheiro enorme, começou a beijar e sugar a pele do meu pescoço com força, me fazendo apertar a nuca dele com as unhas. E também lembrando como iria ficar depois, se ele continuasse.
- Nada de marcas. – falei entre suspiros e senti ele rindo.
- Você quem manda. – ele me colocou sentada na bancada e ficou entre minhas pernas, ainda enlaçadas nele. – Mas não tenho culpa se me dá vontade de deixar você marcada. – ele disse ao pé do meu ouvido, com aquela voz perfeitamente sexy e de um jeito safado. Caramba, aquilo me fez tremer na base.
voltou a me beijar, com as mãos atrevidas em minhas pernas por debaixo do vestido. Uma delas estava cravada na perna e a outra ficava dançando entre a bunda e a coxa. Eu já não estava muito em mim no momento, a cada movimento que ele fazia, minhas mãos agarravam o tecido claro da camisa sem dó. Fui descendo minhas mãos pelas costas do garoto, enfiei-as nos bolsos embutidos da calça social e puxei-o, apertando aquela bunda avantajada e durinha, ao mesmo tempo em que mordia o lábio dele. Em resposta, foi puxando a cabeça devagar e me apertando contra ele. Puxei-o de volta pelos cabelos e continuamos num beijo ardente. As mãos do seguiam perna acima até chegar em minha bunda, que ele apertava, hora leve, hora forte. Fechei minhas pernas com força ao redor de , ele gemeu baixo e senti que o cara estava bem animadinho para continuar a brincadeira, tanto que foi subindo a mão pelo meu corpo por baixo do tecido do vestido e arrastando um fogo por onde ia.
De repente um surto de sanidade me atingiu. Ah não, mas eu não ia fazer aquilo, não dentro de um banheiro. E muito menos em um banheiro no casamento da . Afrouxei as pernas e ele desceu a boca para o meu pescoço, ainda me apertando contra ele.
- O que foi? – perguntou perto do meu ouvido e mordeu vagarosamente o lóbulo da orelha e apertou minha cintura, fazendo cada pelo do meu corpo se eriçar. Me contorci puxando os cabelos dele.
- Nada. – saiu meio gemido. – Só que... – respirei profundamente. – dentro de um banheiro não.
- Porque não? Não tem ninguém. – perguntou baixo perto do meu ouvido, ainda beijando e mordendo.
- Porque eu não sou mulher pra transar dentro de banheiro. – falei baixo, tentando me convencer daquilo. Eu precisava muito me convencer daquilo, de verdade.
- Mas não tem ninguém aqui, só eu e você. – ele ainda continuava com o rosto no meu pescoço e as mãos chegando onde ele queria. Na verdade, não era só ele.
- , eu falo sério. – NÃO, NÃO ME DÊ OUVIDOS! Mas eu sou muito idiota, retardada, burra e babaca. Para de doce e se entrega logo. Respirei fundo.
Juntei forças e segurei firme nos ombros dele, pra afastá-lo. tirou as mãos de mim cautelosamente, apoiou-as na bancada e me olhou bem nos olhos, suspirou frustrado. Deu pena de vê-lo daquele jeito, todo tristinho. Me deu um beijo rápido e resolveu falar.
- Beleza. – suspirou mais uma vez – Só deixa eu me acalmar e a gente sai daqui.
Ele olhou para baixo e lutei para não fazer o mesmo, mas foi inevitável. Ok, digamos que ele estava bem inspirado. passou uma das mãos no cabelo, me pegou pela cintura e me ajudou a descer, quando encostei os pés no chão, ele me abraçou bem forte e colocou o rosto em meu pescoço. Eu sinceramente, não entendi direito porque ele fez aquilo. Bem dizer, a gente nem se conhecia direito. Ora ele respirava normal, ora respirava fundo, e ficou nisso por uns cinco minutos.
- Você ‘ta bem? – perguntei afagando o cabelo dele. Não , o cara não ‘ta bem, você fez o favor de jogar um balde de água fria nele.
- Estou. – ele disse e levantou o rosto rindo. – Melhor, obrigado.
- Vamos sair daqui? Eu ‘to meio sufocada. – falei fazendo careta e mentindo claramente.
- Vamos. – ele me soltou e andamos até a porta em silêncio, a abriu e começou a rir do nada.
- Que foi? – perguntei curiosa.
- Você é mais atrevida do que eu imaginava. – ele gargalhou segurando a porta do banheiro pra eu sair.
- Queria que eu saísse correndo? – perguntei debochada, passando a mão no vestido, pra tentar ajeitar e saindo do local.
- Não, é que você tem uma carinha de menina besta. – dessa vez quem gargalhou fui eu.
- Por isso aquelas cantadas baratas? – perguntei rindo.
- Não me leve a mal, mas era o que parecia. - ele soltou a porta, que fechou, e fui ajeitar a gravata dele, que estava frouxa e a camisa que estava aberta.
- As aparências enganam, meu bem. – terminei com o nó e bati de leve no rosto dele, levantei o meu e estávamos quase no mesmo nível de altura por causa do enorme salto que eu usava. Ele sorria largamente.
- Ainda bem, não é? – me segurou pela cintura, me beijando, e deslizei os braços ao redor do pescoço dele.
- Não sei. – falei baixo e parei de beijá-lo. – Talvez sim, depende do ponto de vista. – ele riu me beijando de novo.
- Devem estar dando na nossa falta. – ele me encarou.
- As meninas sabem que não devem se preocupar. – falei, me soltando dele e andando de volta para as mesas.
- Quê? Por quê? – ele começou a me seguir. – Espera, , você armou tudo isso? - ele segurou meu braço. Olhei para a mão dele.
- Você acha mesmo que eu ia sujar meu vestido de propósito, pra ter um pretexto de ficar contigo dentro de um banheiro. Quer dizer que você foi atrás de mim porque eu fiz você ir através das forças do além? - ele me olhou meio confuso e mordeu a boca.
- Não o fato de você sujar o vestido, mas digo, o que aconteceu lá dentro do banheiro.
- O quê? – perguntei com uma surpresa fingida. Afinal, digamos que a intenção tinha sido planejada sim, até certo ponto. – Você me colocou na parede. - ele sorriu safado.
- E na bancada também... - resmungou baixo.
- Achei que você quisesse alguma coisa.
- Na verdade ainda quero. Você me deixou querendo. – ele disse descendo a mão pelo meu braço. O celular tocou, ele me soltou, era .
- Vem, vamos logo. - saí andando e ele me acompanhou.

’s Pov

- Deixa só eu recolher minhas coisas. - falei pro .
- Claro. – ele disse e me acompanhou até a mesa, na esperança de já ter aparecido, fazia 30 minutos que ela tinha ido limpar o vestido. Até os noivos já tinham saído para a lua de mel.
- sumiu. – falou.
- É, e pelo visto o também. – falei pegando minha bolsa na mesa. Oh! Claro que eles tinham sumido, ela conseguiu o que queria desde o começo.
- Será que eles...? – disse e vi caminhando até onde a gente estava e logo atrás vinha o , com o cabelo fora do lugar. – É. – ele disse e começamos a rir.
- Hey! O que houve? – ela perguntou sorridente e com a maior cara de pau. Parou na nossa frente, cruzando os braços na altura do peito, parou perto dela e colocou os braços para trás.
- Você que foi abduzida. – me estendeu o braço.
- Eu? Não, estava limpando meu vestido. Cadê a e o ? Oh meu Deus, você pegou o buquê! – ela exclamou com a mão na boca.
- É. – falei meio envergonhada, olhou para mim e para com a sobrancelha arqueada. – Eles já saíram pra viagem.
- E você, , onde se meteu? – perguntou e riu, achando graça em alguma coisa.
- Eu? Estava ajudando a limpar o vestido. – ele disse e ela ficou sem ter onde enfiar a cara de tanta vergonha.
- Meu Deus. Nem no casamento dos outros, . – disse e ele riu.
- Que foi? – ele perguntou como se tivesse sido acusado de algo.
- Nada. Enfim, a gente já vai. Vocês vão agora? – perguntou a eles.
- Claro. – respondeu. – Onde você ta ?
- Estou usando o antigo apartamento da , pega suas coisas e vai pra lá também. – falei e ela acenou que sim, fez careta.
- Okay, tem como a gente passar no hotel? – perguntou para mim e para o .
- Claro, eu te levo. – respondeu passando a mão pela cintura dela. – Pra eles passarem fica bem contramão. – olhei para a cara dele querendo rir muito. Como se para ele também não fosse.
- Só não sumam e nem inventem de sujar roupas. – falei debochada e riu. – Vamos? – segurei o braço dele.
- Claro. – respondeu e saímos rumo à saída do lugar.
- Esses dois. Sei não. – falei rindo e caminhávamos pela grama, a brisa batia em meu rosto e nada poderia estar melhor.
- E a gente? – perguntou de uma vez e meio que me assustei com o significado da pergunta.
- Oi?
- Nós dois. Você pegou o buquê, dizem que vai dar em casamento. Pelas tradições, a próxima a casar é a senhorita. – ele disse, sorrindo. Eu ri nervosa. Não sabia se era uma pergunta qualquer, ou algo intencionado.
- Eu acho que está um pouco cedo pra se pensar nisso. – meu estômago rodava e eu estava bem nervosa.
- Se você diz. – ele beijou minha cabeça. – Só não vamos esperar muito pra pensar. Okay?
- Okay. – sorri e fiquei na ponta dos pés.
me abraçou e beijei meu namorado, com as mãos em volta do seu pescoço e o buquê pendurando. Parecendo aquelas cenas de filme, o campo verde, flores como decoração, o vento balançando nossos cabelos e roupas, aquele clima de casamento pairando, o romantismo tomando conta e o momento perfeito onde sempre o beijo termina com tudo. Mas será que era realmente o fim?

Fim?

Nota da autora: Oeee pessoinhas! Cá estou eu com mundo novo, história nova, fandom novo! Tuts tuts tuts. E para a alegria de vossa senhoria, NÃO, esse não é o fim, teremos uma segunda, uhuuul! Ok, parei. Então, obrigada por lerem, espero que tenham gostado. E como diria a Little Anny, “Aah, casamentos são tão mágicos! – suspiro – .”
Ps1: Danada você viu, pensa que eu não sei? De agarramento com o amigo do noivo... To sabendo.
Ps2: Agora me respondam. Vocês também acreditam na magia do casamento?

Quer entrar no grupo do Facebook, conhecer pessoas legais e saber mais sobre a fanfic? Clique aqui.

Nota da beta: Taty, que fic maravilhosa! Esse PP ficou TÃO Louis. Dei altas gargalhadas com os atrevimentos dele. Preciso dizer que um dos meus momentos favoritos foi quando ele pegou o atalho. Pensei aqui "pronto, vai assediar a menina no meio do mato" HAHAHAHAHA. Já tô louca pra betar mais fics suas. Parabéns! <3

 



Se encontrar algum erro, me avise pelo e-mail.