I will always be here - Park Jimin

Autora: Bruna Ribeiro | Beta: Marie



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Capítulos:
| 01 | 02 | 03 |


Chapter 1

• Mi Young on •

Entro pela porta de madeira, largando as chaves em cima da mesa de centro. Me jogo no sofá e fecho os olhos na tentativa de amenizar aquela dor de cabeça, sinto um pequeno selar em minha bochecha e logo a outra parte do sofá afundar.
Abro os olhos, com a cabeça ainda encostada no móvel, e passo a analisar Park Jimin, meu marido.
Somos casados há três anos e tudo parece perfeito. Não só parece, mas como é.
— Não me avisou que tinha chegado. — Diz, me olhando também.
Esse olhar, no qual eu sempre me perdia como se fosse a primeira vez que nos víssemos.
Pego uma de suas mãos e direciono ao lado esquerdo. Quando amamos alguém, passamos a sentir coisas estranhas, no meu caso, é o coração acelerado. Sempre que brigamos ou estamos tristes, nós fazemos esse ato para mostrar que ainda há o amor.
Ele sorri e solto uma risada fraca.
— Você me faz a pessoa mais feliz desse mundo, sabia?! — O mais velho proferiu.
— Do mundo inteirinho? — Pergunto.
— Do mundo inteirinho.
— Você sabe sobre a história das estrelas? — Digo depois de um tempo.
— Eu acho que cada estrela é a história de alguém. E você, o que acha? — Tira os olhos, que antes estavam no céu escuro, da janela e me olha.
— Quando desejamos algo, uma nova estrela nasce. Quando estamos quase conseguindo ou quando o desejo é muito grande, a estrela fica cada vez mais brilhante no céu. Mas quando desistimos ou achamos que não somos capazes, as estrelas desaparecem de tristeza.
— Pra mim, você é a estrela mais linda e brilhante de todas as galáxias, porque você é tudo o que eu sempre quis.
Uma lágrima escorre pela extensão da minha bochecha.
— Young jagi, o que há de errado, uh? — Limpa minha lágrima, passando a acariciar minha bochecha.
— Eu esqueci, Jimminie. Hoje eu tinha uma apresentação na reunião e esqueci o que tinha pra falar. Eu nunca esqueço minhas falas.
— É muita pressão. Você é ótima no que faz, é normal esquecer apenas uma vez.
— Hoje de manhã, quando saí de casa, eu esqueci o caminho do trabalho. O que há de errado comigo? — Comecei a chorar mais. Uma criança chorando, isso define o meu estado.
Jimin se aproxima e me abraça, afagando meus cabelos.

• Autora on •

Mi Young é deixada delicadamente sob o colchão macio e é depositado um beijo em sua testa. Realmente, uma mulher de sorte. Muitas mulheres invejavam seu relacionamento, outros diziam até que era por aparência.
A verdade é que ela já sofreu bastante.
Perder o irmão quatro anos mais velho quando se tem apenas 10 anos não é fácil. Quando seu irmão, Mi Sung, tinha 14 anos, um carro desgovernado o atingiu. Ele foi levado às pressas para o hospital, porém não resistiu. Após isso, seus pais só ficaram cada vez mais próximos da garota porque ela e o menino eram muito apegados, não faziam nada separados.
Já Park Jimin sempre fora alguém que vê as melhores coisas nas simples atitudes, um homem bom e de puro coração. Seu primeiro amor foi e é Young, desde o dia em que a viu sentada em um banco qualquer da Universidade.
Começaram a se conhecer melhor. Jimin especializou-se em Direito e Young em Publicidade. Atualmente com 27 e 25 anos, respectivamente.


Chapter 2

8 anos atrás

• Park Jimin on •

— Por que não para de só encarar e não conversa com ela? — Meu amigo, Hoseok, diz enquanto entrávamos na Universidade. Eu a vi sentada em um dos bancos e ela é realmente bonita. Seus olhos puxados e escuros, pele branca, cabelos longos batendo na cintura e uma altura, relativamente, igual a minha.
— Porque não sei se ela quer conversar com um estranho?! — Pergunto óbvio.
— Exatamente, você não sabe se ela quer, talvez ela queira.
— Eu nem sei o nome dela.
— Mi Young. Agora você vai chamá-la pra sair?
— Nós nunca nos vimos antes. Eu não vou chegar e falar "então, é que eu te achei muito bonita, ‘tá a fim de sair comigo?"
— Sim. — Escuto uma voz doce atrás de mim. Arregalo meus olhos e, antes de fechá-los com força, vejo Hoseok rindo surpreso. Ele me paga!
Viro-me devagar e a vejo sorrindo com seus livros nas mãos.
— Eu sempre quis fazer isso. — Ela ri.
— Então... Você quer mesmo sair comigo? — Recebo um peteleco do meu amigo. — Ai! — O encaro bravo.
— Quero. — Sorri e pega um papel, escrevendo algo. — Meu número. Até mais, Park Jimin.
Ela sai andando.
— Como sabe meu nome? — Grito no corredor.
Ela se vira, andando, ainda, de costas
— Você é famoso pela voz e sorriso de anjo. — Grita de volta e retorna a andar normalmente.
Sorrio, encarando o papel.
— Hmm, ‘tá apaixonadinho.
— Não pense que eu esqueci, imagina a vergonha se ela não quisesse sair comigo?! A culpa é toda sua!
— Minha? Mas eu te ajudei! — Diz, indignado.
— É por isso que você é o melhor amigo do mundo!
— Nossa, a bipolaridade passou por aqui hoje, né?!


• Mi Young on •

— Você precisa criar coragem! — HaeWon, minha melhor amiga, que cursa comigo, diz.
Park Jimin é um garoto que venho "observando" há alguns dias. Na biblioteca, já o vi cantar uma bela melodia enquanto estudava, e seu sorriso é encantador. Já o vi também em um jogo que teve entre Universidades, ele estava na torcida e era o que mais apoiava o time.
O primeiro menino que me interesso após todas as mudanças que aconteceram na minha vida.
Depois que meu irmão se foi, eu não consegui seguir em frente, mas então eu lembrei que ele não gostava de me ver naquele estado. Mudei-me da Coréia do Sul para o Japão, depois fui para a Tailândia e voltei há dois anos. Uma loucura.
— Vamos, eu vou com você. Lembra-se? Não custa nada tentar! — Se levanta, estendendo a mão para mim. A pego e vou criando coragem pelo caminho.
Durante o curto percurso, eu tento ir criando falas na minha cabeça, só que a pressão não ajuda muito.
— Espera! — Ela fala, se encostando à parede.
Mi Young. Agora você vai chamá-la pra sair?
Nós nunca nos vimos antes. Eu não vou chegar e falar "então, é que eu te achei muito bonita, ‘tá a fim de sair comigo?"
Largo minha amiga e vou até eles. Espera, e se tiver outra Mi Young? Não dá mais para voltar atrás, estava feito.
— Sim. — Digo e o vejo paralisar. Ele se vira devagar, como se fosse um monstro que iria o atacar. — Eu sempre quis fazer isso. — Rio. É tão legal ver isso nos filmes, melhor ainda é fazer na vida real.


Chapter 3

5 anos atrás

• Mi Young on •

— Oppa, que horas você vem? — Pergunto impaciente ao meu namorado pelo celular.
— Calma, jagiya, já estou chegando, uh? É tão importante assim o que você tem para me contar?
— Sim, você sabe como sou ansiosa. — Escuto sua risada fraca.
— Já estou chegando. — Nos despedimos e desligo o celular.
Não sei como contaria para ele, não sei como ele reagiria, já que somos novos ainda. Eu prometi a mim mesma que trabalharia e depois pensaria nisso, mas, com meus 20 anos e Jimminie com 22, não esperávamos isso.
Alguns minutos se passam e não consigo parar de balançar minha perna, batendo com o pé no chão. Odeio ficar desse jeito. Procuro respirar fundo e me acalmar, mas antes que o fizesse, escuto a campainha.
— Eu atendo, Omma. — Digo à mulher que se encontrava em seu quarto. A mesma planejara ficar ali com meu pai até que a conversa acabasse. Eles estavam felizes por mim, felizes por eu estar feliz.
Abro a porta e o vejo parado na porta com um buquê de rosas vermelhas em mãos.
— Suas preferidas. — Me entrega as flores e logo une nossos lábios.
— Não precisava, foi por isso que demorou? — Assentiu com a cabeça e sorrimos.
— Senta, preciso te contar uma coisa. — Coloco o buquê em cima da mesa e logo entrelaço minhas mãos uma na outra, colocando-as em cima de meu colo.
— Então... — Esperou que eu começasse.
— Eu não ‘tava me sentindo muito bem, então fui ao médico e fiz alguns exames. — Pego o papel e entrego-lhe. — Leia.
Após alguns segundos, ele chega ao final da folha e arregala um pouco os olhos.
— Jagi, você tá...
— Sim, eu ‘tô grávida.
Após alguns segundos tentando processar a informação, esboça-se um sorriso em seu rosto.
— Você me faz a pessoa mais feliz desse mundo, sabia?! — Diz, de olhos fechados, me abraçando.
— Do mundo inteirinho? — Pergunto, sorrindo.
— Do mundo inteirinho. Você e esse bebê aqui dentro. — Toca meu ventre e, quando abre os olhos, algumas lágrimas teimosas insistem em cair, as limpo rapidamente, puxando seu rosto para um longo beijo.


3 meses depois

Odeio essas paredes brancas do hospital. Faz dois dias que estou aqui e ninguém me fala o que aconteceu, só me lembro de ter desmaiado.
Jimin entra no quarto e, sempre que vem ver a mim e ao bebê, começa a chorar. Odeio quando escondem as coisas de mim; odeio ficar deitada nesse lugar; odeio me sentir diferente, como estou agora.
— Senhorita Mi Young. — O doutor entra no quarto acompanhado de Jimin.
— Doutor, o que eu tenho? — Pergunto direta, pulando a parte que ele pergunta como estou, diz que estou me recuperando rápido e que vai passar. — Aconteceu alguma coisa grave comigo? Com o bebê?
Jimin segura minha mão, a acariciando. Estou com o pressentimento de que ele está tentando me consolar.
— Infelizmente você sofreu uma interrupção involuntária de gravidez. É comum acontecer na sua idade e antes da 20ª semana. Como você estava com somente 13º semanas, isso veio a ocorrer.
— Então, eu...
— Você teve um aborto espontâneo.
Eu não escuto mais nada que ele diz, escuto só a porta fechar. Eu estou vazia por dentro, mas algumas lágrimas caem mais e mais sem que eu quisesse. Como alguém vazio transborda?
— Eu ‘tô aqui. Eu sempre estarei aqui... Por você. — Ele encosta nossas testas e ficamos assim por um momento.
— Eu não consegui, Jimmie. A culpa é minha, eu não consegui segurar ele dentro de mim.
— Shiiii. — Segura meu rosto. — A culpa não é sua, meu amor.
— Eu amava tanto ele.
— Eu também. Eu também fiquei assim, meu maior sonho era ser pai de uma criança sua. Ainda é meu sonho e prometo que, quando estiver pronta, nós vamos tentar de novo. E se não der certo, vamos tentar de novo, de novo e de novo. No seu tempo, quando você quiser.

• Mi Young off •

Um narrador que não seja dessa história, que não esteja envolvido na história, a contaria diferente ou mudaria o enredo, dizendo que é triste demais ou que Mi Young nasceu para sofrer. Quem a lê fica triste por ter um vínculo especial com os personagens, ou talvez se identifique com o que é contado.
Mas a verdade é que isso ocorre muitas vezes. Mi Young passa por coisas que qualquer um poderia passar. Quando alguém te ama, ela estará com você nos momentos bons ou ruins. Ela pode ter um casamento perfeito, com o marido dos sonhos e com os pais mais legais do mundo, que a apoiam em tudo, apesar de terem perdido um filho, porque o certo seria os filhos enterrarem seus pais e não o contrário. Mas leis regem o mundo, e uma das principais, se não a primeira, é que nada é perfeito. Você, leitor, pode não estar feliz com a história fictícia contada até agora, pode achar que ela sofre mais que ele, que essa história deveria ser feliz, de colegial, e que não deveria ter tantos problemas na vida de uma pessoa só, mas sempre dizem que o mundo dá voltas e que tudo se supera. Talvez Young supere, num futuro breve, aliás, pessoas em sua volta a amam. Se ela não desistir da sua estrela e ela brilhar forte, você saberá que ela conseguiu.
Jimin tem o sol para si, Young é a estrela mais importante e brilhante de todas para ele, que ilumina tudo. Tenha uma estrela para si, não desista dela e, quando olhar para o céu estrelado e ver a mais brilhante de todas, saberás que pertence a si.



Continua...

Nota da autora: (23/07/2017) Sem nota.

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