It Was Her Doom

Autora: Vivian Darkbloom | Beta: Mily

Prólogo

A moça agarrou o telefone, movendo seus dedos o mais rápido possível para destravar o aparelho. Cada veia do seu corpo estava preenchida com adrenalina. O motivo? A morte se aproximando a cada respiração que ela tomava.

Logo que o telefone mostrou sua tela inicial, com um plano de fundo com um desenho de dinossauro rosado com os dizeres “Chaos is what killed the dinossaurs, dearling” – o qual ela sempre lia quando estava ansiosa com algo, e, normalmente, funcionava. Obviamente, essa situação estava longe da normalidade humana. Todavia, não podia ser considerada inusitada –, bateu no aplicativo gravador, sua unha perfeitamente pintada com uma espécie de branco (de fato, ela tinha comprado o esmalte porque achou o nome engraçado: Manjar de Tapioca então, como seu corpo e espirito tinham, finalmente, alcançado a paz, esmalte branco com um nome engraçado soava como o ideal para si mesma) fez um barulho praticamente inaudível, principalmente ao levar em conta o barulho exterior e ao aceleramento cardíaco dela, que parecia lutar conta as batidas em sua janela para ser o tema musical do momento. Assim que um milésimo de segundo passou, tal como o bater leve de sua unha contra a tela quente e clara do celular, o aplicativo gravador encontrava-se aberto.
Ela não ia se ferrar sozinha, de jeito nenhum.
Sou eu. Hannah. Hannah Baker. – Sarcasmo tem sido usado por milhares de pessoas ao longo dos dias como um tipo de defesa pessoal, não era diferente coma protagonista dessa história. – Estou brincando. Eu sei, eu sei. Brincadeira de mau gosto, piada negra, ou seja lá como você, querido ouvinte, vai definir isso. Não importa. Nada importa para uma garota morta.
Oh, espere! – Sua voz fingiu surpresa, embora o barulho em sua janela tivesse cessado, sabia, sentia em seus átomos, que não tinha muito tempo antes do fim, portanto, era melhor apressar-se. Todavia, seu ego, talvez seu senso de justiça, queria contar cada pedacinho da sua versão da história. A verdadeira versão. – Notaram isso? Eu e Hannah temos algo em comum! Nós duas estamos... Mortas! Se bem que eu preferiria morrer por suicídio do que pelo modo que tenho certeza que irei: assassinada nas mãos de um criminoso. Provavelmente eu devia fazer o que ela fez, é melhor morrer em meus próprios termos do que pelas mãos dele.
Porém, não posso. Pelo menos, acredito que não.
Possuo a necessidade de ditar minha história, embora não esteja plenamente certa do porquê.
Meu ego? Meu senso de justiça? Minha raiva?
Qual será meu motivo?
Estou certa em fazer isso?
Bem, vou deixar você mesmo, ou mesma, decidir.
E, com sorte, você é jornalista ou policial. Se não for, realize o último desejo desta pobre alma atormentada
– Ela fez um beicinho manhoso, usado para manipular o ex-namorado quando queria algo, até notar que o gravador não mostraria isso. – Quando acabar de ouvir, dê essa gravação para as autoridades. Poste nas suas redes sociais, faça o mundo saber disso. Faça o meu último grito ser ouvido. – Uma batida forte em sua parede a fez derrubar o celular no chão, sua respiração entrecortada foi tudo que o gravador conseguiu captar após o baque. segurou as lágrimas que teimaram em descansar nas suas pálpebras, como uma pessoa cansada numa rede. A garota respirou fundo e alcançou o telefone. – Estou prestes a ser morta por um criminoso ardiloso. – Levantou-se e andou a pequenos passos para a cozinha, chegando ao recinta em meio a tremeres de seu corpo, tremores que se tornaram mais óbvios quando ela pegou a faca, apenas no caso, enquanto olhava para porta. Com sua mão trêmula e voz firma, finalmente admitiu: – Meu namorado.


Continua...

Nota da autora: (01/08/2017) Oi, amores! Espero que tenham gostado desse capitulo. O próximo já vai ter os garotos sz
Let me see what you think!



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