Autora: Line T. | Beta: Babi S. | Capista: Annie

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Prólogo

Uma vez alguém me disse que problemas eram apenas problemas, mas eu cheguei à conclusão de que, não, problemas são acontecimentos positivos. Meio contraditório, certo? Errado. Problemas são acontecimentos que nos fazem superar, são erros que nos fazem mudar, definitivamente, problemas não são só problemas.
Eu de fato comecei a entender isso quando me recordei da história desses dez jovens, todos entre 17 e 19 anos, mas com tantos problemas, a única diferença é que eles aprenderam, que os problemas são de fácil resolução. É tipo problema matemático, você tem uma fórmula e os dados para solucionar, substitui tudo, arruma ali, acha um método mais rápido, procura o X, acha o Y, e pronto, tá feito, no final você nem percebe, mas foi tão simples; você prestou atenção; respirou fundo; concentrou-se e finalmente colocou a cabeça pra pensar. No final X e Y não eram de todo pior, eram apenas situações que pareciam dificultar aquele probleminha simples.
Claro que cada um tem seu jeito de resolver um problema matemático, assim também é na vida. Alguns acham meios mais rápidos, outros complicam ainda mais, mas no fim tudo se ajeita.
Não sou eu quem conta essa história; não me meto; não interrompo; não faço comentários, apesar de ter feito parte dela, eu deixei que outras pessoas contassem o que eu vi, quando a vida daqueles dez jovens se cruzaram. Ei. Não, eu não faço parte do grupo deles, eu era uma pessoa bem distante deles, ou nem tanto, mas eu observava; observava cada passo, cada erro, observei as lágrimas e os sorrisos, mas eu nunca opinei em nada, apenas esperei.
Esperei tudo se revolver, e finalmente eles se darem conta do que estavam fazendo de errado, esperei eles corrigirem todos os erros. Quantos anos eu tinha na época? Oito, mas isso realmente não vem ao caso, afinal, eu só estava lá observando e mais nada.
Eles são novos, mas sabem o que tem de falar, no começo você vai achar clichê, mas depois você vai entender. Afinal, coisas piores tem que acontecer para que tudo termine bem.

A adolescência é a idade dos anseios cósmicos e das paixões privadas, de preocupações sociais e agonias pessoais. É a idade da inconsistência e da ambivalência.
- Haim G. Ginott.

Uno

“So no one told you life was gonna be this way. Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A…”

São quatro da manhã e eu continuo olhando para o nada, a conversa que meu pai decidiu ter comigo e com , minha irmã gêmea, me deixou confusa.
Eu achava que não pretendia ser a adolescente que causava problemas. Ao contrário da maioria que morava na Itália, eu com meus 14 anos era a única que não tinha bebido, fumado ou usado drogas, mas tudo mudou quando fiz 18 anos. Na verdade, eu nunca quis ser assim; na realidade, eu pensei que seria como sempre imaginei, mas parece que tudo caiu sobre mim de repente e eu não consegui definir quando isso começou a acontecer, não consigo lembrar-me da primeira vez que aceitei e cogitei a ideia de me divertir em qualquer festa italiana de minha escola, nem quando coloquei o primeiro copo de bebida na boca ou usei pela primeira vez drogas.
Na verdade, eu apenas perdi a noção de tudo isso, perdi a noção de quantos copos bebi durante o tempo em que tudo mudou, perdi a noção de como consegui aderir a novos apelidos como “vadia”, “puta”, “rodada”, na realidade eu perdi a noção quando comecei a me envolver com pessoas que não prestavam.
Eu nem sequer consegui prestar atenção no que eu estava me transformando aos poucos, eu não vi minha irmã indo pelo mesmo rumo que eu, mas eu encaro o teto agora e me pergunto: quando foi que começamos a ser assim? Foi quando mamãe morreu e eu me vi sem chão? Ou quando Tyler resolveu voltar para Londres e eu fiquei sem meu irmão protetor? Ou quando meu namorado havia sumido e aparecido morto dias depois? Ou foi quando eu pisei pela primeira vez em uma festa e conheci pessoas que não devia?
- ? – Apenas olhei a figura de minha irmã na porta, ela parecia exausta. – Papai disse que você e eu temos que começar a arrumar as coisas, nosso voo sai amanha cedo! – E então eu olhei , ela era totalmente frágil, meiga e durona ao mesmo tempo, ela era da mesma altura que eu, tinha o mesmo corpo, a única coisa que não era igual era seu cabelo e seus olhos verdes iguais do papai, já o meu era azul como de Ty e de mamãe. – ? Tá me escutando?
- Ah! Desculpa, estava pensando. – Eu disse me sentando e olhando ao meu redor. – Quando tudo começou a ir por água abaixo, ? – caminhou até meu lado e sentou.
- Eu não sei, ! Também me pergunto quando passamos de filhas alegres e certinhas para isso! – olhou em volta de nosso quarto, e eu olhei também, nosso quarto que era de um tom de rosa claro com algumas tulipas roxas agora era preto descascado e com frases em francês e italiano com palavrões. – Foi mais estranho eu descobrir que nem você sabe quando tudo isso começou, porque eu não tenho ideia de quando o cabelo do papai ficou branco. – riu baixinho.
- , acha que dessa vez nós fizemos merda demais? – Eu disse mordendo meu lábio inferior.
Eu sabia que havíamos passado dos limites a partir do momento que nosso pai nos encontrou naquela delegacia há algumas horas e viu um bando de adolescentes bêbados e chapados, e eu soube que as coisas estavam feias quando ele apenas direcionou seu olhar para mim e abaixou a cabeça em negação.
- Eu não sei, ! – Ela riu mais uma vez e eu sabia que ela estava sendo sincera. – Agora levanta a bunda gorda daí, e pelo menos dessa vez vamos fazer algo direito. – Eu a olhei negando-me. – , faz por mim, só dessa vez?
Levantei-me e a olhei, eu sabia que dessa vez eu teria que repensar antes de agir, movimentei-me até o closet e o abri, ser mandada de volta para Londres para morar com Tyler era de longe uma das piores atitudes tomadas pelo meu pai, mas continuo me perguntando: quando as coisas desandaram?

Desde pequena escutava minha mãe dizendo para eu estudar se quisesse ser alguém na vida, e foi isso que sempre fiz, mas eu sabia que a qualidade do ensino público não era uma das melhores coisas, principalmente em Bristol, e foi há um ano mais ou menos que minha mãe decidiu por mim que era hora de mudar de escola e tentar um futuro melhor.
Mas isso não era de longe tão ruim, o que foi ruim foi ter que me matar de estudar por um ano para conseguir pelo menos uma bolsa de estudos de 50%, eu estudei, estudei por aquele um ano, recusei-me a sair de casa com meus amigos, recusei-me a me divertir, e foi graças a esse grande esforço que eu chorava enquanto amassava a pequena folha A4 em mãos:

Senhorita , é com grande prazer que nós da escola April School temos o orgulho de lhe comunicar que, graças aos seus esforços, fora uma das selecionadas para bolsa de 75% de nossa escola, e é com grande prazer que dizemos que agora a senhorita terá o prazer de estudar na nossa instituição. Aguardamos você em até 2 dias para realizar sua matrícula. Agradecemos sua escolha e desejamos boas-vindas!
Atenciosamente, April School

Foi naquele momento que eu me dei conta de que estava realizando um dos meus maiores sonhos, mas ainda havia um grande problema, eu havia entrado para uma escola há 190 km/h, significa que eu estou a mais de horas da melhor escola britânica de Londres, no caso a primeira fundada aqui.
- , meu parabéns! – Matheus veio até mim. – Mamãe disse que você havia conseguido entrar para a April School, fico feliz em saber disso!
Matheus era meu irmão mais velho, ele havia se mudado de Bristol fazia um ano, mas estava de férias.
- Obrigada, Math! Está preparado para morar com sua irmãzinha? – Eu disse rindo, Math morava perto de April School, não muito perto, e eu havia descoberto ontem que ele e mamãe haviam feito um acordo. Eu iria morar com Math por esse ano e logo que entrasse para uma faculdade iria ganhar um apartamento.
- Com certeza! Estou cansado de comer comida congelada! – Disse rindo. – Vá arrumar suas malas, pois volto para Londres amanha de manhã.
Sorri e corri até as escadas, mas antes gritei:
- APRIL SCHOOL ME AGUARDE! – Math gargalhou e disse algo como “isso aí, garota!”.

- Você acha que a escola vai estar lotada de novatos amanhã? – Escutei me perguntar, afinal eu era filha do diretor da April School, então sempre sabia de algumas coisas.
- Papai disse que esse ano irão entrar algumas pessoas novas, mas me disse que entre essas pessoas tem um caso muito grande! – Eu disse ajeitando minha cama.
- Caso muito grande? Quando começamos a falar de crimes policiais? – disse rindo, joguei um travesseiro em sua direção.
- Cala a boca idiota! – Eu ri de sua falsa cara de indignação. – É algo envolvendo Pyetro , o presidente do maior e mais conhecido time de futebol A.S Roma da Itália!
- Nossa! Estou surpresa, mas o que tem a ver com nossa escola? – disse confusa.
- Parece que as filhas mais novas do estão vindo da Itália para cá! Parece que as meninas são aquelas típicas rebeldes de livros de romance juvenil! – Eu disse entortando o nariz e fazendo rir.
- Que clichê barato isso, garanto que é falta de vergonha na cara ou só pra chamar atenção! – disse rindo, era um ano mais velha que eu, mas as vezes agia como uma criança.
- Você acha que algo de novo irá acontecer esse ano? – Mudei de assunto. – Sinto que coisas boas irão acontecer, mas que piores também.
- Não sei, , talvez coisas piores tenham que acontecer para que tudo termine bem! – Vi se deitar em sua cama improvisada e suspirar. – Sinto falta de, Liam!
- Achei que você já havia esquecido ele! – Eu disse olhando-a.
- Não é tão simples assim, , ele foi meu primeiro namorado, e antes de ter esse “cargo”, era meu melhor amigo e continua sendo meu vizinho! – Ela disse fechando os olhos. – Não entendo como Liam conseguiu fazer aquilo comigo!
estava falando sobre o escândalo do ano passado envolvendo Liam Payne e Natasha Ryans, a chefe das cheers. Nossa escola havia sido fundada por minha bisavó ha alguns anos atrás e como a velhinha era britânica não tinha como administra-la mais meu pai acabou se tornando o diretor e quase dono do lugar, nossa escola não tinha cheerleaders, mas eu convenci meu pai de colocar a torcida na grade das aulas extraclasse.
- Eu também não sei, ! Mas eu sinto tanto por você ter passado por isso! – Disse sincera, havia sido minha primeira melhor amiga de verdade, afinal todas as outras meninas só falavam comigo por eu ser filha do diretor.
- Obrigada, ! Boa noite pimentinha! – disse rindo do apelido ridículo que me dera pela tatuagem de pimenta no meu tornozelo.
- Boa noite, ! – E logo estávamos dormindo tranquilas ou nem tanto.

Due

“It's like you're always stuck in second gear…”

Estávamos em frente a uma casa branca com um jardim impecável, estava concentrada em seu celular enquanto eu batia meus pés impaciente Tyler não podia ter esquecido que chegávamos hoje.
- Ei, meninas! – Escutei uma voz vinda de trás de nós, achei que era Tyler, mas não, era apenas um grupo de garotos que nós olhava.
- É com vocês que meu amigo falou! – Um menino de cachos disse sorrindo, típico de meninos que se achavam. continuava fitando o celular quando dei uma cotovelada nela.
- Você tem problema, ? – Ela disse brava, logo escutando risadas. Virou-se e encarou os cinco meninos que nos olhavam estranho. – Que foi? Nunca viram gêmeas?
- Claro! – Um menino de cabelos bagunçados disse analisando minha irmã dos pés à cabeça. – Mas não tão bonitas! – Disse sorrindo galanteador, eu iria agradecer quando escutei bufar e a vi revirar os olhos.
Vi subir os degraus de madeira e bater na porta com força, enquanto gritava por Tyler.
- Vocês conhecem o Tyler? – Um menino loiro se aproximava de nós disse.
- Sim! Ou acha que estaríamos batendo na porta dele atoa? – Eu disse com as sobrancelhas arqueadas. O menino riu e coçou a cabeça.
- Ele não está em casa, saiu a algumas horas! – O menino mais alto do grupo pronunciou pela primeira vez.
- Ah! Serio? Não tinha percebido ainda, muito obrigada lindinho! – disse irritada.
- , para! – Eu disse me virando para minha irmã. – De onde conhecem meu irmão? – Eu perguntei voltando minha atenção para os meninos novamente e vi os cinco me olharem confusa. – Ah! Tyler é nosso irmão mais velho.
- Ah! Ele é meu vizinho e de Liam! – O loiro disse sorrindo apontando para o tal Liam. – Na verdade todos nós moramos aqui nessa rua, só que em casas diferentes. – O loiro disse sorrindo, ouvi bufar sentada nos degraus.
- Maldita hora que o papai mandou a gente pra esse inferno! – disse em francês, fazendo os meninos ficarem confusos.
- Desculpe minha irmã, quando fica irritada ela fala francês! – Eu disse sorrindo sem graça.
- Aqui a gente não fala outra língua quando ficamos irritados, a gente bebe! – O menino de cabelos pretos que até agora não havia falado nada disse rindo.
- Afinal vocês são de onde? – O loiro perguntou.
- Caramba garoto, já nos ajudou falando que o babaca de Tyler não está já pode ir embora. – disse chutando a porta. – Que inferno!
- Você consegue ser mais chata menina? – O menino de cabelo bagunçado disse. – Estamos aqui tentando ajudar e você fica ai fazendo cu doce. – Então vi caminhar a passos rápidos em direção ao garoto.
- Escuta aqui... – Ela não sabia seu nome.
- Louis! – O menino disse sorrindo.
- Escuta aqui Louis, ninguém pediu para vocês ficarem aqui e principalmente falar com nós! – Disse cerrando os punhos. afastou-se quando escutou uma buzina e risos.
- Vejam senão são as garotinhas problemas! – Tyler disse rindo enquanto caminhava em nossa direção. – Pelo visto a ultima de ontem deixou o papai realmente bravo, garanto que a ideia foi sua né, ? – Ty disse sorrindo. – Você arrebentou garota! Nunca pensei em ir preso pra deixar o velho furioso.
E então todos os meninos arregalaram os olhos em direção a , e Tyler apenas sorria, mandou o dedo pro nosso irmão e sentou nos degraus novamente.
- Fala, Niall! Vejo que conheceu suas novas vizinhas. – Ty disse olhando para o garoto loiro que apenas olhava com cara de espanto. – Essas são minhas irmãs, e ! – Ty disse apontando para cada uma de nós.
E então todos voltaram a ficar naquele silencio interminável encarando .
- Eu também fui presa, se isso deixa vocês menos abismados! – Eu disse sorrindo sem graça, e então vi cada um dos meninos me olharem estranho.

Niall

Os acontecimentos de horas atrás ainda eram discutidos e comentados por cada um dos meninos na minha sala de estar.
- Sinceramente isso tudo foi tão bizarro! – Harry disse jogado no carpete felpudo vermelho.
- Eu não achava que elas eram tão barra pesada assim! – Louis disse confuso. – Apesar de que a menina de cabelo vermelho usava umas botas de combate bem estranhas, mas a tal era toda fofinha, fiquei bem confuso!
Eu ia comentar algo em relação às gêmeas serem estranhamente diferentes em tudo quando minha campainha começou a tocar, levantei-me do chão e me arrastei até a porta, ao abrir dei de cara com uma vizinha de cabelo castanho e fofinha, como disse Louis antes.
- Posso entrar, preciso falar com você? – Perguntou sorrindo de lado.
- Claro! – Eu disse bobamente.
andou lentamente em direção à sala em que os meninos estavam, entrou e encarou todos e disse:
- Ah! Que bom que todos estão aqui, preciso mesmo falar com vocês! – Ela disse nervosa olhando face por face dos meninos assustados. – Primeiro não me olhem como se eu fosse uma criminosa. – Ela ia continuar, mas Harry resolveu interromper.
- Bem contraditório não acha? Afinal você já foi presa! – Disse sorrindo nervoso.
- Segundo só fui, ou melhor, fomos presas porque estávamos em lugares, momentos e fazendo coisas erradas, não foi bem nossa culpa! E terceiro gostaria que me desculpassem e desculpassem a por causa de toda grosseira, vocês estavam com boas intenções, mas minha irmã não queria estar aqui e nem gosta de Londres. – Todos continuaram olhando a menina. – Droga! Eu não devia ter vindo aqui! – Disse voltando para a saída.
- Não, espere! – Liam disse saindo do transe. – Desculpa, mas você fala rápido e nosso raciocínio estava meio lento! – Ela assentiu. – Mas por que foram presas?
- Eu não quero ser grossa de novo! – Todos a olharam confuso. – Mas acho que não temos uma amizade longa para certos desabafos e relatos! – Disse por fim sorrindo.
- Está certa, ! – Liam disse rindo.
- Eu só queria que vocês entendessem o que aconteceu horas atrás e dizer que a é legal, mas ela esta tendo um ano difícil.
- Legal? – Louis disse exasperado. – Por favor, ela quase me bateu! Ela é louca!
- Louis! – Liam e o papel de papai do grupo. – Desculpe por isso, mas ele não se controla quando está nervoso.
- Não precisa se desculpar, eu entendo Louis! age assim na maioria das vezes, é como se fosse uma armadura de proteção! – sorriu triste.
- Acho que entendo, ! – Louis disse, garanto que se lembrando de Bianca, era bem parecida com a ex do menino.
- Eu só quero agradecer por terem sido simpáticos e nos ajudado! – disse. – Eu já estou de saída, sabe como é, Tyler e estão brigando há horas.
Então a menina acenou para os meninos e eu a segui até a porta de saída.
- Niall né? – Assenti. – Muito obrigada por ter me recebido e me desculpe por tudo! – Andou até mim e me deu um beijo na bochecha rosada de vergonha.
Voltei para sala onde os meninos riam de alguma piada feita por Louis.
- Não acho que ela é totalmente culpada pelas coisas que a gêmea do mal disse! – Zayn disse rindo. – Toma cuidado, Louis, suas irmãs podem ficar iguais a elas.
- Bate nessa boca Zayn! – Lou riu.
- Mudando de assunto, já que amanha é o primeiro dia de aula! – Eu disse sorrindo. – Vamos conhecer a dona do seu coração Harold?
- Por que não? – Harry disse sorrindo malicioso. – Amanhã caras!
- Ainda bem, agora acabaram de vez essas suas competições besta com o Zayn! – Liam disse jogando os braços pro alto.
- Claro, Liam! Eu ganhei afinal Harry desistiu pra namorar! – Z disse feliz.
- Espere até amanha, Malik e repita o que disse! – Harry riu malicioso.
- Ah! Não comecem com essa tensão sexual de vocês! – Louis disse recebendo duas almofadas na cara. – Isso dói caras!
Ficamos algumas horas jogando vídeo game e conversando, Zayn a Harry se provocavam sempre que podiam afinal eles nunca conseguiam ficar sem brigar.

Acordei com o barulho insuportável do meu celular, tentei desligar achando que era o despertador, mas logo vi a hora e percebi que alguém me ligava, atendi sem ver quem era.
- Alô?
- , sou eu o Liam! – Ele disse.
- O que você quer essa hora, Payne? – Rosnei, odiava ser acordada antes da hora.
- Nossa! Que humor ótimo para uma manhã linda! – Disse rindo. – Liguei pra saber se quer carona?
- Porra, Liam, você me trouxe ontem pra casa da ! – Eu disse obvia.
- Ai merda! Esqueci, desculpa, ! – Liam disse. – Mas o que você tem pra estar assim, tão brava?
- Sono, porra! São 6:30 ainda caralho, você não tem mais o que fazer não? – Eu disse com raiva.
- Desculpa! – Disse rindo, senti uma vontade de mata-lo. – Até depois, gatinha!
Apesar de Liam ter me traído com a idiota da Ryans, eu ainda gostava dele e gostava de ser amiga dele, então decidi que mesmo tendo me traído seriamos amigos de qualquer jeito, também seria mais fácil para eu conquista-lo novamente.
Olhei para a cama de e não a vi ali, levantei-me e fui ao banheiro, ela também não estava, resolvi fazer minha higiene matinal e colocar o uniforme, eu sempre quis estudar em uma escola que tivesse uniformes e armários, mas minha grana era curta quando eu queria então minha mãe conseguiu uma herança não muito gorda de meu avô e acabou por me colocar na April School a uns 3 anos atrás, eu amava o uniforme, era uma saia de pregas vermelha com uma camiseta social branca e uma gravata também vermelha, usávamos botas de salto alto preta. Eu amava aquele uniforme que eu poderia andar com ele para qualquer lugar que eu fosse.
Depois de me olhar no espelho que tinha no corredor de , eu desci as escadas encontrando uma com o olhar perdido.
- Caiu da cama? – Eu disse me sentando em sua frente.
- Desculpa por não ter lhe acordado, mas eu sei como você detesta quando é acordada antes da hora. – disse sorrindo. Era incrível como nossa amizade tinha acontecido e durado, apesar da minha classe social ser bem abaixo da de a gente ainda éramos amigas pra todas as horas, mesmo morando em uma dos maiores condomínios e eu em um não muito ruim e nem muito bom, éramos as amigas de sempre e talvez para sempre.
- Aconteceu alguma coisa? – Eu disse percebendo seu olhar perdido.
- Hoje Harry e eu vamos oficializar nosso namoro! – Ela disse cabisbaixa.
- E o que tem de ruim nisso? – Perguntei estranhando.
- Tenho medo do que todos vão pensar! – Mentiu.
- Não, ! – Ela me olhou confusa. – Você tem medo do que seu ex melhor amigo e amor da sua vida vai pensar no caso o Malik!
- Você sabe que Malik e eu não somos mais nada ! – Ela disse entortando o nariz.
- Mas eu sei que você ainda gosta dele e ele não fica pra trás em relação a você!
- Claro que não! Eu gosto do Harry. – Ela disse levantando-se. – Só não sei se é o suficiente!
- Você sabe que Harry está com você apenas para irritar o meio irmão? – Ela assentiu. – E você está com ele pelo mesmo intuito, irritar Zayn Malik.
- Não é nada disso! – Disse exasperada.
- Então por que você está com Harry Styles? – Perguntei bebendo meu suco de laranja.
- Porque eu preciso estar! – Dizendo isso ela subiu as escadas correndo sem nem me dar tempo para dizer algo.

Tre

“When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but…”

- Fala sério! – Foi à primeira coisa que eu disse naquela manhã ao abrir a sacola com o novo uniforme. Não tinha nada mais clichê que a imitação da April School com as escolas londrinas. Senti-me em Amber School.
Coloquei a saia vermelha e a camiseta social branca, bufei ao ver uma gravata vermelha no fundo da sacola, depois de colocar o uniforme coloquei meu blusão azul que dizia “Fuck you!”, não suportava botas e principalmente com salto enorme igual à da escola, então coloquei meu vans bordo.
- Sabe que as botas são obrigatórias né? – disse arrumando sua gravata.
- Desde quando eu me importo com essas idiotices? – Eu disse sínica.
- ! Você prometeu que iria se comportar aqui para voltarmos logo para Itália! – Ela disse triste.
- Desculpa! Mas eu não gosto de botas e nem de salto! – Disse sincera. Ignorei e desci as escadas encontrando Tyler tomando café.
Eu sinceramente achava que meu irmão iria me apoiar sempre, mas parece que eu estava enganada, quanto mais eu achava que as coisas podiam piorar eu estava certa, estava ignorando Tyler por tempo indeterminado.
- Bom dia, ex presidiaria! – Ele disse sorrindo. – O café não é igual ao da prisão, mas é tão bom quanto! – Disse irônico. Ignorei-o, e apenas peguei duas maças.
- Sara vai levar vocês para escola já que meu carro está no conserto! – Ele disse sorrindo. – Bom dia, !
- Bom dia, Ty! – Minha irmã foi até ele e beijo-o carinhosamente, bufei.
- , me ignorar não vai ajudar em muitas coisas. – Ty disse e logo escutamos uma buzina de carro. Fomos até o portão em silencio, Ty beijou Sara, se acomodou no bando traseiro e eu no passageiro, vi os cinco meninos de ontem e revirei os olhos.
Depois de alguns minutos estávamos em frente a um portão vermelho grande, depois de Sara ter nos desejado boa sorte, havia arrancado com o carro rapidamente.
Vi minha irmã arrumar sua mochila e logo pegar em minha mão, era sempre assim, todos os primeiros dias de aulas entrelaçava sua mão na minha e sempre dizia a mesma frase;
- Que tudo dê certo! – Ela disse colocando o pé direito sempre antes do pé esquerdo, nossa mãe sempre fazia o mesmo com nós.
Algumas pessoas sorriam enquanto andávamos em direção à secretaria, outras apenas cochichavam pra nós, puxei que olhava abobadamente para todos os lados daquele pátio. Chegamos rapidamente a uma salinha pequena com uma mulher com cabelos loiros caindo em seus ombros como uma cascata.
- Posso ajudá-las? – Disse sorrindo e olhando de para mim.
- Somos e ! – Eu disse sorrindo falsamente.
- Ah! Claro, as filhas de Pyetro ! – Revirei os olhos deixando a mulher em minha frente sem graça. – O diretor está aguardando vocês.
Seguimos a mulher por um grande corredor cheio de quadros grandes, ela pediu para esperarmos um pouco enquanto falava com o direto, voltou minutos depois e nos mandou entrar.
- Bom dia, senhoritas! É um grande prazer receber duas meninas como vocês em nossa escola! – Ele disse levantando-se. – Vejo que nosso uniforme não agradou muito!
- Talvez! – Eu disse irônica.
- Senhorita , peço que a partir de amanha venha com o uniforme completo! – Ele me disse sorrindo.
- Desculpa, mas não será possível! – Eu disse bufando.
- Como? – Perguntou confuso.
- Não vou usar aquelas botas ridículas e nem andar com essa mini saia por ai! – Eu disse encarando minhas unhas.
- ! – me repreendeu bufando. – Desculpe por isso diretor!
- Tudo bem senhorita, ! – O diretor disse. – Seu pai já havia me avisado que vocês são um pouco rebeldes.
- O quê? – disse brava. – Rebeldes?
- Sim, afinal as duas já tiveram uma passagem pela polícia italiana.
- Vejo que o senhor não soube muito bem como exercer um cargo tão grande como de um diretor! – ralhou irônica. – Ou melhor, seu cargo é esse mesmo? Porque diretores não se metem na vida de pessoas ricas e ocupadas! – Adorava quando minha irmã agia assim, ela conseguia ser pior que eu mesma.
- Exijo respeito em minha sala, senhorita ! – O diretor rosnou.
- Exijo respeito com a minha vida senhor diretor! – Eu disse bufando.
- Podem se retirar! – O homem disse bravo.
Saímos daquela sala rindo do que havia acabado de acontecer, quando estava pronta para dar um high Five com minha irmã, senti minhas costas irem de encontro ao chão.

A secretaria havia me mandado aguardar na frente da sala do diretor, mas como estava demorando resolvi dar uma volta pelo correr, depois de alguns minutos escutei um barulho vindo da sala do diretor e acreditei que as pessoas que estavam lá haviam saído, corri para chegar na hora em que o diretor me mandassem entrar, mas como não consigo ser menos destrambelhada acabei trombando com uma menina, e logo senti minhas costas no chão duro e gelado.
- Qual o seu problema, garota? – A ruiva caída me perguntou logo uma menina com a aparência idêntica da menina ajudou- a levantar e eu fiquei confusa.
- Ou eu que cai feio demais e estou vendo coisas ou eu fiquei louca? – Eu disse estranhando. – Você não era uma só?
- Somos gêmeas, idiota! – A ruiva disse brava.
- Ah! Desculpe por isso. – Apontei para nos duas e o chão. – Sou a !
- Sou ! – Disse a menina de cabelo castanho. – E essa é a !
- Desculpe pelo tombo, ! – Eu disse sincera.
- Tanto faz! – A ruiva disse revirando os olhos.
- Senhorita , pode entrar! – Acenei para as meninas e sentei na cadeira em frente ao diretor, ficamos meia hora falando sobre a escola, e sobre minha bolsa.
Depois de toda a conversa, do tombo e de pegar meus horários comecei a andar em direção as salas de aulas, estava distraída demais, quando senti algo se chocar comigo e logo esperei mais um tombo, mas esse não veio.
Abri meus olhos e encarei um menino de olhos verdes, sorrindo com suas covinhas aparecendo, ele era gato, muito gato!
- Você está bem? – Ele perguntou sorrindo, e minha barriga deu uma volta. – Me desculpa, estava distraído atrás de meus amigos e minha namorada! – Ao escutar aquela ultima palavra senti-me como se fosse uma colegial idiota. Percebi que o garoto me olhava estranho, então percebi que o encarava brava e o deixei no vácuo.
- Me desculpe, eu estava distraída! – Eu disse depois me afastei.
- Você é nova aqui? – O menino estava ao meu lado novamente. Apenas assenti sem encara-lo. – Sou o Harry!
- ! – Eu disse sem querer intimidade com alguém comprometido.
- Qual sua aula? – Ele era insistente.
- Química! – Disse esperançosa parta que ele também tivesse química.
- Tenho historia agora, mas a sala de química é aquela ali! – Ele disse sorrindo.
- Obrigada! – Eu disse seria.
- Obrigado você por ser bonita! – Escutei o menino falar já distante, que cafajeste.
Cheguei alguns minutos atrasada em minha aula, e logo vi um lugar sobrando ao lado da menina que derrubei na secretaria.
- Façam duplas! – Foi à única coisa que escutei desde que entrei na sala. – Agora! – O professor disse olhando para e eu, vi a menina tirar sua mochila me dando espaço para colocar minha carteira ao seu lado.
- O que é pra fazer? – Disse sem graça.
- Escrever um texto sobre carbono! – Disse a menina, ela parecia leve e calma. – Mas eu não sei nada de química, sinto muito!
- Eu sei um pouco, você pode escrever e eu falo! – Ela assentiu tirando uma folha do caderno, depois de uns minutos o texto estava pronto, entregamos ao professor que nos liberou de sua aula.
Estávamos andando em direção ao refeitório.
- Me desculpe por mais cedo! – Ela disse sincera. – Não estou no meu melhor dia, mês e ano!
- Tudo bem! – Eu disse feliz. – Você é de onde?
- Acabei de me mudar da Itália, é meio que um castigo! – Ela disse rindo sem graça.
- Que legal, digo você ser da Itália e não o castigo! Você parece conhecer muito bem Londres! – Eu disse.
- Meu pai é italiano e minha mãe era britânica, nós já moramos aqui antes.
- Desculpe, mas por que era? – Perguntei curiosa vendo-a abaixar a cabeça.
- Ela faleceu! – Boa .
- Desculpe! – Disse chateada.
- Tudo bem! – Ela disse sorrindo sincera.

Zayn

Estava entrando no refeitório quando vi a vizinha louca de Niall e Liam conversando com outra menina. Resolvi ir até lá.
- Bom dia, ! – Eu disse sentando-me ao seu lado, ela bufou.
- Ah! Fala sério! – Ela disse bufando, era bem automático isso e era uma mania, claro.
- Quanto humor! – Disse sorrindo. – E você quem é?
- Sou a ! – Ela disse sorridente, alguém aqui tem bom humor.
- Sou o Zayn! – Disse sorrindo.
- Já a conheceu, então vaza, Zayn! – rosnou.
- , me desculpe por ontem, nós queríamos apenas ser legais! – Eu disse a olhando.
- Desculpe- me Zayn, eu não fui a melhor pessoa ontem! Mas é que as coisas estão complicadas! – Ela disse sincera.
- Amigos? – Eu disse estendendo a mão.
- Colegas! – Ela disse apertando minha mão ri com aquilo, era muito difícil uma menina recusar ser amiga dos meninos e de mim, todas era baba ovo, e eu gostei daquela menina pela atitude.
- Desculpa me intrometer, mas estou meio confusa! Você disse que era nova na cidade, ! – disse.
Então contou como me conheceu, contou cada detalhe que nem eu havia notado ontem.
- Então vocês são meio vizinhos? – Assentimos para .
- Não fui muito bem recebida ontem, mas é isso! – disse engraçada.
- Claro que foi, ! – Disse brincalhão. – Você que foi uma grossa.
- Desculpe esse é meu estado normal! – Ela disse arqueando a sobrancelha.
Ficamos conversando ali, já que elas não tinham a próxima aula de química e eu a de história, o movimento do refeitório estava começando a aumentar, pessoas começavam a cochichar entre si, e foi aí que eu a vi, de mãos dadas com meu meio irmão. Agora tudo fazia sentido, a frase de Styles se repetia em minha mente. “Espere até amanhã Malik e repita o que disse!”
Meu olhar voltou-se para o mais novo casal e então o olhar dela encontrou o meu, ela apenas abaixou a cabeça enquanto eu travava o maxilar e cerrava meus punhos com força. Sabia que não tinha direito sobre aquela garota, eu havia destruído tudo o que ela fez por nós, mas tinha que namorar logo Harry? Liam se aproximou vagarosamente de nós e colocou suas mãos em meus ombros.
- Sinto muito! – Ele disse ganhando a atenção de todos na mesa.
- Eu até teria desconfiado, mas eu não sabia que fosse tão vagabunda assim! – Eu disse bravo, e então o olhar de e encontrou o casal que se aproximava de nossa mesa. Então simplesmente me abraçou de lado me dando conforto, a menina me surpreendia cada vez mais.

Quattro

“I'll be there for you (when the rain starts to pour)…”

Quem era aquela novata? E o que ela estava fazendo abraçando meu Zayn? Aquela novata já entrou para minha lista negra. Harry me puxou indo em direção à mesa em que se encontrava seu meio irmão, Liam e duas meninas.
- Então hoje você está agindo como uma pessoa normal, ? – Harry perguntou para a menina que virou em sua direção revirando os olhos, a ruiva que abraçara Zayn.
- Se quiser posso agir como uma louca novamente e acabar com esse seu lindo rostinho! – Ela disse sorrindo irônica, fiquei surpresa por tal atitude, ninguém jamais enfrentará ninguém naquela escola, principalmente Harry, vi meu namorado engolir seco.
- Não é necessário! – Harry voltou-se então para Malik. – O que me disse ontem mesmo, Malik?
- Harry! – Liam o repreendeu e todos na mesa além dos três ficaram confusos.
- Fique quieto, Liam! – Harry disse. – Olá, ! – Harry disse voltando-se para a outra menina.
- Oi! – Vi a menina olhar sem graça para meu namorado, queria, juro que eu queria sentir ciúmes desses típicos olhares pra Harry, mas era impossível e eu sabia porque.
- Eu já vou! – Zayn disse me olhando bravo. – Vem comigo, ? – Ele estava me provocando, claro que estava.
- Claro! – E a novata pareceu entender. – Te vejo depois, ?
- Claro, ! – A menina acenou para o casal, argh! Vi quando os dois saíram pela porta do refeitório e vi a tal levantar-se.
- Posso te acompanhar, ? – Liam perguntou sem graça. – Não faça mais isso Harry! Isso não é bom para o nosso grupo. – Liam disse triste.
- Claro! Vamos! – Ela disse. – Tchau, Harry! – Me ignorando totalmente, parabéns , você fez merda!
Depois de todos saírem e a mesa ficar vaga Harry e eu sentamos e ele me beijou, o olhei seria, afinal a atitude de antes ainda me deixava um pouco chateada e desconfortável.
- O que Malik tinha que te dizer? – Perguntei seria.
- Nada, amor! – Ele disse. – Coisa de homem!
- Harry! Quero que saiba que tem que parar de provocar Zayn! – Eu disse sem me dar conta do que aquilo queria soar.
- Sério, ? Você está defendendo Zayn? – Ele disse irritado.
- Não é isso, amor, é só que... – Eu disse, mas eu não podia negar. Sim eu estava defendendo Zayn Malik, mas era algo quase automático.
- Nós vemos depois, ! – E então ele levantou e saiu do refeitório bufando.
Então as coisas ruins estavam mesmo acontecendo como disse, mas eu não tinha certeza se iriam melhorar ou só piorar.

Louis

Cheguei atrasado à escola, mas eu não estava ligando, hoje eu estava péssimo, olheiras de sono, sem fome e ainda triste, hoje faz 3 anos que Bianca me deixou, 3 anos que naquele maldito acidente eu fiquei e ela se foi. Avistei Zayn em um banco rindo com uma menina, ao me aproximar pude ver que era a ruiva de ontem, ela ria como nunca e então me lembrei de Bianca vendo ela ali, as duas eram iguais, mas com personalidades extremamente diferentes e pelo jeito tinham o mesmo gosto para melhores amigos.
- Fala cara! – Eu disse sorrindo torto. Zayn me analisou e abaixou à cabeça, a menina sorriu irônica. – Oi, estressadinha!
- Fala cara! Sinto muito! – Ele disse sincero.
- É um tipo de linguagem de vocês? – A menina disse olhando confusa pra nós, e ignorando totalmente meu cumprimento. – É a segunda vez que vejo vocês se cumprimentando e falando isso!
- É mania! – Zayn mentiu e eu agradeci silenciosamente.
- Vocês são estranhos! – Ela disse rindo e logo seu celular tocou e ela se afastou com cara de brava.
- Como tu tá cara? – Z perguntou.
- Sinto falta dela! – Confessei.
- Também sinto! – Ele disse sincero.
- Por que você estava aqui com, ? – Mudei de assunto e vi Zayn ficar desconfortável.
- Harry apresentou a nova namorada! – Ele disse triste ou era impressão?
- Sério que eu perdi isso? – Eu disse bravo. – Quem é a louca?
- ! – Ele sussurrou e eu fiquei confuso. – !
- Harry é um babaca! – Eu disse bravo. – Ele sabe de tudo, que merda, Z! Ele só quer te provocar e você sabe muito bem porque ele está com a .
- Essa foi à gota d’agua, Lou! – Ele disse. – Cansei dela! – Disse tentando convencer mais a ele do que a mim.
Deixei Zayn sozinho para pensar, e entrei para a aula, no caminho vi a menina ruiva falando no celular brava, ela me lembrava demais Bianca. Ela tinha um misto de mistério e rebeldia, mas ela não me lembrava Bianca por isso, Bianca era totalmente o contrario da novata, ela era calma e serena, posso dizer que ela era um livro totalmente aberto.
- Pai, eu não vou usar esse uniforme ridículo! – Ela disse brava e eu sorri com isso. – Eu nem queria estar aqui sequer saber! – Ela esperou aquilo de uma forma me deu uma dorzinha. – Eu queria que mamãe estivesse viva, ela me defenderia, nem Tyler me defendeu! – Ela bufou. – Eu só queria estar na Itália em casa ou em um jogo de futebol! – Ela disse choramingando. – Tchau pai!
Ela abaixou a cabeça e limpou a lagrima que caia, arrumou os cabelos e o blusão azul que usava por cima do uniforme, ignorei sua presença e fui em direção ao meu armário.
- Tomlinson! – disse fingindo estar brava. – Você sumiu seu viado, que saudades! – Ela disse me abraçando.
- Fala, ! – Sorri ao soltá-la. – Desculpa.
- Ficou sabendo que as filhas do presidente A.S Roma estão estudando aqui? – Ela disse se encostando no armário ao lado.
- Mentira? – Ela negou. – Mano, preciso beijar uma delas! – Eu disse rindo.
- Não vou te beijar, Louis! – Uma voz conhecida disse, logo que virei vi a morena de ontem, ela sorriu. – E garanto que também não!
- Como? – Eu disse. E então tudo fez sentido, o porquê a ruiva falara para o pai que queria estar assistindo um jogo de futebol. – Além de escutar minha conversa ainda fala coisas estranhas.
- Eu sou a filha do presidente da A.S Roma, Pyetro ! – Ela disse sorrindo com uma cara de nojo depois de assumir aquilo em voz alta. – Achei que Tyler havia lhes contado isso! – Assenti me lembrando.
- Ele disse uma vez! – Eu ri.
- ! – Ela disse estendendo a mão para .
- ! – Ela disse irritada olhando de cima a baixo e ignorando a mão da morena em sua frente.
- Então você e a esquentadinha são as herdeiras da A.S Roma? – Eu disse balançando a cabeça em negação.
- É o que dizem! – Ela riu e voltou a andar em direção a sua sala, se despediu e eu fiquei ali olhando meu armário e tentando não lembrar a semelhança entre e Bianca.
Andei até minha sala e dei de cara uma sentada perto da janela sozinha, e porra, como ela era bonita e me deixava com lembranças ruins.
- O que faz aqui? – Eu disse assustando-a. – Desculpa, mas é que falta muito tempo pra aula! – Olhei em meu relógio e vi que faltavam trinta minutos.
- Eu sei! – Ela pareceu limpar uma lagrima. – Eu gosto de ficar na sala sozinha, sabe como é, preciso me preparar quando ela ficar lotada!
Aquilo não fez sentido algo, e deve ser por isso que a menina gargalhou e eu acompanhei, sentei-me atrás dela.
- Quero pedir desculpa por ontem! – Ela disse virando-se para mim.
- Não é necessário! Eu fui um babaca também! – Eu disse sorrindo torto.
- Não! Sério, eu fui muito grosa, mas eu odeio Londres – Ela disse triste.
- E posso saber por quê? – Eu disse curioso.
- Minha mãe era britânica! – Ela respirou, eu havia escutado ela falando sobre a mãe, e sabia que ela não estava mais viva. – E antes dela sofrer um acidente viemos todos para cá passar as férias e esse lugar me traz péssimas lembranças e boas também!
- Eu entendo! – Eu disse balançando a cabeça. – Sinto muito! – E então ela riu.
- Sério! Isso é tipo um comprimento! – Ela disse engraçada. – Até que você é legal, Louis! – E então eu sorri para a menina em minha frente e a vi sorrindo tímida.
Ela era totalmente estranha, num dia está me mandando morrer e no outro ela está sorrindo sincera pra mim, ela era bonita, apesar de usar roupas estranhas, ela tem o cabelo bem vermelho o que a deixa extremamente bonita, porque sua pele é quase transparente, o jeito que ela se esconde dentro daquele blusão é magico, isso tudo foi muito gay!
Logo o sinal bateu e ela virou pra frente, o cheiro de seu cabelo chegava até mim e me deixava embriagado, eu definitivamente tinha que odiar aquela garota e não gostar de seu cheiro e seu jeito, e mais uma vez eu por medo seria o babaca.

Liam

Acompanhei até sua sala, a menina era legal, engraçada e bonita, ela sempre me contava uma piada estranha que eu morria de rir sem saber por que, estava encostado no armário do lado do dela quando encontrei o olhar que eu sempre fugia, ela me olhava fixamente, eu não entendia sua expressão, mas sabia que ela estava com ciúmes, eu sabia que ainda me amava e eu sentia algo por ela, mas eu sabia o quanto eu era um babaca e ela não merecia isso,
Deixei em sua sala e marchei em direção a minha, ao entrar a vi sentada no fundo com o olhar perdido, sentei-me calmamente ao seu lado e ela apenas sorriu sem graça.
- Desculpa por hoje de manhã! – Eu disse sorrindo, sabia que ela ia ficar monossilábica e logo soltar a pergunta que tanto a deixava brava em alguns dias.
- Uhum! – Ela disse virando o rosto. – Liam?
- Sim, ! – Eu disse já sabendo onde ela iria chegar.
- Bom, quem era aquela menina do armário? – Ela disse como quem não quer nada. – É que eu nunca a vi aqui, é sua prima?
- Não! – Eu disse e ela ficou seria.
- Sua amiga? – Questionou.
- Mais ou menos! – Eu odiava quando fazia isso, eu sei bem aonde isso ia para e não era nada legal, éramos amigos, apenas isso, mas ela não entendia.
- Como assim, Payne? – Ela já começou a mudar o tom de voz e as palavras.
- A conheci numa aula! – Menti.
- Você está mentindo, Liam! – Ela disse exasperada.
- , eu conheci ela hoje numa aula, minha nova vizinha apresentou ela, que saco! – Eu disse bravo.
- Você... – Ela pensou. – Se interessou nela?
- Que porra, ! – Surtei. – Eu não posso falar com nenhuma menina que eu já estou interessado. – Disse me levantando para mudar de lugar. – Sim, eu me interessei, mas na amizade dela! – Eu disse sentando alguns lugares a sua frente.
Era sempre assim, eu sabia que ia fazer ou falar, ela sempre me via com qualquer menina e já pensava que eu estaria saindo ou ficando com a menina, então ela era monossilábica, depois ela me chamava pelo nome e logo começava o questionário, na maioria das vezes eu falava alguma coisa como “, você é única pra mim garota!” E ela parava, mas naquele momento eu sabia que ia começar a ofender e por algum motivo eu não queria escutar e nem pensar nisso.
A futilidade de havia começado quando ela começou a andar com , a filha do diretor, andava com a menina e essa por sua vez era ignorante e falsa com todos, pisava sem medo em todos e conseguia manipular qualquer um. Lembro-me da quarta serie quando o diretor expulsou um menino da escola porque sua adorada e querida filhinha havia falado que o menino estava querendo beija-la, mas a verdadeira razão era que queria ficar com aquele menino, mas ele queria Ryans, e então todos perceberam o poder de , mas uma única pessoa conseguia fazer com que ela ficasse sem defesas, Zayn!
Zayn conseguia manipular de uma forma constrangedora para mesma, ele tinha ela de quatro por ele e isso era bem usado por ele, mas depois da cena de hoje não acho que isso adiante mais. Voltando a , quando começamos a namorar ela era doce e humilde, havia me contado com um grande sorriso de vitória como havia chegado nessa escola e eu me orgulhava por isso, então há um ano ela mudou, começou a ser mesquinha, a ser ignorante e sempre falava alguma coisa como “Eu posso né amor?”, então eu me cansei.
Comecei a sair com Natasha, apesar de ser ainda mais fútil que Natasha me dava o que não dava, ela era bem mais atenciosa e sempre me dizia que gostava de mim, e então minha atenção e ternuras passaram para ela, e foi sendo um pedaço de mim esquecido.
Então no baile de formatura dos veteranos do ano passado eu beijei Ryans em frente a todos, deixando chorosa, eu não me importei, na verdade eu não demonstrei me importar, eu estava chateado e bêbado, mas sabia que iria aprender algo com aquilo, aquilo não foi nada legal eu sei, mas ela precisava de um choque de realidade.
A aula já havia acabado como sempre eu continuava sentado esperando sair da sala, era sempre a mesma coisa, logo que ela passava por mim me chamava e se desculpava, mas dessa vez isso não aconteceu, ela apenas me olhou triste e saiu da sala.
Eu era um otário, mas eu estava cansado de ser manipulado e controlado daquele jeito, qual era o problema de ter amigas? Qual era o problema de ser livre? O problema era que eu era loucamente apaixonado por .

Cinque

“I'll be there for you (like I've been there before)…”

Harry

Eu não tinha ciúmes e muito menos tinha vontade de estar ao lado de , todos sabiam que eu mantinha um ódio pela menina, ódio por ela ter manipulado Zayn, ódio por ter feito a cabeça do meu ex-amigo, é bem difícil de admitir tal coisa, mas essa era a verdade. A nossa “relação” havia começado nas férias quando eu arquitetei um plano que deixasse Zayn puto, e pelo visto havia funcionado.
caiu direitinho em minhas conquistas, tudo bem que eu sabia que ela queria provocar Zayn tanto quanto eu queria aquilo me ajudou e muito, afinal ela fingir gostar de mim facilitava muito as coisas para o meu lado e claro pro dela.
Não me levem a mal, mas eu amava provocar Zayn, não que eu fizesse isso sempre, mas quando podia eu fazia. Os motivos podiam ser os mais idiotas possíveis, como eu beber suco no café da manhã e ele café. Pode parecer tolice a minha provocar alguém que só respondesse essas idiotices e na maioria do tempo apenas me ignorava, mas era isso que me irritava, ele me ignorar.
Nem sempre foi assim, nós éramos melhores amigos quando pequenos, afinal éramos vizinhos e nossos pais se conheciam desde o colegial. Aonde Zayn estudava eu também estudava, aonde Zayn ia eu ia junto e sempre foi assim, até que nossas vidas dessem uma volta de 360 graus. Tínhamos por volta dos 10 anos quando meu pai descobriu estar com leucemia e quando a mãe de Zayn sofreu um terrível acidente de carro, Zayn ficou abalado, mas eu não tinha condições de ajuda-lo naquele momento, meu pai se foi um ano depois da mãe dele e foi ai que percebemos que devíamos estar sempre juntos.
Tudo mudou de verdade quanto fizemos 15 anos e nossos pais assumiram um compromisso, Zayn já desconfiava, mas eu só achava que a amizade deles estava se fortalecendo, já que os dois passaram por coisas horríveis nos últimos anos. Até ai nada mudou, pois Zayn sempre falava que seu pai não ia ficar muito tempo com minha mãe e eu só concordava por pensar igual, então quando fizemos 17 anos eles nós contaram que iam se casar e que íamos ser uma família, e naquele momento Zayn surtou, ele gritava que minha mãe não ia substituir a mãe dele, ele me culpava dizendo que eu acobertava esse relacionamento e apoiava, mas eu estava tão mal quanto ele, mas ele nunca percebeu.
Então pela primeira vez em anos Zayn foi dormir na casa de um colega sem a minha companhia, mas eu achava que ele precisava se acalmar, mas no outro dia na escola Zayn me ignorou e quando fui falar com ele, foi duro e disse que só porque seriamos meio irmãos não significava que íamos ser amigos como antes e então ele mudou, Zayn ficava com todas as meninas da escola e simplesmente as ignorava depois, ele ficou conhecido como cafajeste, galinha e todos os piores nomes possíveis, mas não ligava e eu resolvi que era minha vez de mudar, se ele podia, por que eu não?
Então eu virei uma copia de Zayn, só que um pouco pior, e foi ai que nossas disputas idiotas começaram, tudo piorou dentro de casa e fora também, até que conhecemos o resto dos caras e foi estranho descobrir que éramos do mesmo grupo de amigos, mas nos odiávamos. Eu estava cansado dessas disputas bestas e foi por isso que eu decidi conquistar , afinal ela era o ponto mais fraco dele. Eu sabia que ia ser fácil, afinal Zayn também virou um completo babaca com ela e ela sabia que ele me odiava, talvez ela também quisesse provar pra Zayn que ela é melhor que ele mesmo sempre estando de quatro por ele.
Nada ia mudar o sentimento de ódio que eu nutria por , mas se pelo menos eu conseguisse acabar com Zayn eu já estava feliz por isso, pode parecer ridículo tudo isso, mas é uma forma de mostrar que ele se tornou um completo babaca em troca de nada, apenas de infelicidade. No momento que ele nos viu no refeitório e cerrou os punhos eu sabia que nossas briguinhas idiotas tinham se tornado uma guerra.
- E aí, Haz! – James um colega do time de futebol me cumprimentou.
- Fala cara!
- É verdade o boato que tá circulando por ai? – Disse como quem não quer nada.
- Depende do boato! – Eu disse rindo malicioso.
- Você está mesmo namorando com ? – Disse rindo.
- Totalmente verídico! – Sorri.
- Cara me explica uma coisa, como você está namorando a menina que mais odeia nessa escola? – Um barulho de algo caindo foi o pouco para chamar nossa atenção. a menina do corredor havia esbarrado em uma lixeira e deixado seus cadernos caírem.
Caminhei em sua direção e a ajudei a pegar os cadernos, eu precisava saber se ela havia escutado tudo o que James disse.
- Está bem? – Eu disse.
- Não se preocupe comigo Harry! – Ela disse e eu entendi que ela referia-se sobre a fala de James. –
- O que você ouviu... – Ela me interrompeu.
- Não me deve explicações. – Ela disse respirando fundo. – Deve apenas para sua odiada namorada! – Disse arqueando a sobrancelha.
- Fique quieta novata! – Disse exasperado. – Você não sabe de nada! – Disse empurrando-a até a parede mais próxima e prensando-a, ela me olhava estática. – Se você abrir a sua linda boquinha eu vou acabar com você, está entendo?
Ela não disse nada, me empurrou e ajeitou sua roupa e pertences e saiu pisando duro.
- Você está fodido, Styles! – James disse gargalhando e me deixando sozinho ali.
Já era a ultima aula do dia, e eu não parava de pensar sobre o que aconteceu no intervalo, tinha medo da novata abrir a boca já que a vi hoje com Zayn e Liam, eu precisava dar um jeito nisso e rápido.
- O que aconteceu, H? – Louis perguntou essa era uma aula que tínhamos em comum.
- Briguei com a ! – Menti.
- Sobre isso, Harry, não acha que tá pegando pesado com o Zaz? – Perguntou chateado.
- Não é por causa de Zayn, eu conheci a garota melhor nas férias e quis tentar algo, qual o problema disso? – Perguntei falsamente.
- A maioria sabe que você detesta cara, você podia ter escolhido qualquer uma, mas ela em questão te ajudaria a “acabar” com Zayn! – Disse me seguindo até a porta da sala, o sinal havia tocado e estávamos caminhando em direção ao corredor principal.
- Louis, as pessoas mudam cara! – Eu disse mentindo ainda mais. – Eu posso ter gostado do que vi nas férias e quis tentar.
- Eu vou fingir que acredito, Harry! – Louis disse rindo. Foi ai que a vi, ela saia de uma sala qualquer com em seu encalço, comecei a andar em sua direção enquanto Louis me seguia perguntando onde eu estava indo, o ignorei.
Seu olhar encontrou o meu rapidamente e puder ver que ela estava com medo do que viria acontecer, me olhou brava e bufou.
- Podemos conversar, ? – Perguntei parando em sua frente com Louis ao meu lado.
- Não, não podem! – disse brava. – Não está vendo que estávamos conversando, garoto?
- Não me lembro de ter perguntado nada pra você! – Rosnei bravo.
- Eu me lembro de ter dito pra você mais cedo que podia arrebentar esse seu lindo rostinho! – Disse rindo falsamente arrancando uma risada nasalada de Louis e um sorriso de . – Sai logo da nossa frente antes que eu cumpra com o que disse!
- Eu só quero falar com ela sozinho, que porra, garota! – Disse passando a mão em meu cabelo nervoso.
- Eu estou avisando, Harry... – ameaçou avançar em minha direção, e a parou.
- Tudo bem, , falo com ele rapidinho! – Ela disse doce como se fosse outra . – Te vejo amanhã, ?
A outra apenas assentiu, falei rapidamente com Louis que saiu junto de , então seguimos até o jardim dos fundos.
- O que você quer? – disse voltando ao seu estado normal.
- Você não falou nada pra ninguém sobre o que ouviu mais cedo né? – Ela assentiu. – Nem mesmo para a Maria João? – Me referi a .
- Se com Maria João quis dizer a , não, eu não perdi meu tempo falando de você pra ela! – Rosnou. – É só isso?
Eu queria dizer que sim, que era só aquilo, eu queria falar que era pra ela sumir da minha frente e nunca mais falar comigo, mas a única coisa que consegui fazer foi puxar aquela menina pelo pulso e beija-la. Ela demorou a me corresponder, mas logo relaxou em meus braços, era um beijo lento sem malicia, um beijo qual eu nunca dei em ninguém, mas tão rápido como começou acabou, me empurrou e me olhou com os olhos cheios de água que demonstravam tristeza e talvez nojo, ela tentou balbuciar algumas palavras, mas não conseguiu, então virou de costas e correu. Eu não entendi o porquê senti vontade de fazer aquilo nem mesmo entendi porque com ela. Eu apenas senti vontade e por incrível que pareça eu gostei.

O primeiro dia de aula havia sido uma grande merda, a começar pela minha briga com Liam, nós sempre brigávamos não era algo novo para nós dois, mas o que foi novo foi quando eu ao invés de sentir vontade de me desculpar, senti vontade de chorar. Eu amava Liam e por isso qualquer frase que eu denominasse dolorosa me machucava muito mais do que pensava.
Antes de sair da escola eu o vi parado ao lado de seu carro falando com um menino, ele esperava Niall e eu para ir embora já que somos vizinhos, sempre foi assim e agora não seria diferente, mas foi, ao invés de me direcionar para o local onde meu amigo estava, eu me direcionei portão a fora, pude sentir seus olhos em mim enquanto fazia aquele pequeno trajeto, não virei-me para trás apenas sai com vontade de chorar. E por esse motivo eu estava voltando para minha casa a pé, a escola fica há uma hora de casa, ou seja, irei andar muito, mas não me importava com isso nesse momento, o que mais me importava era pensar em todos os meus pseudoproblemas, no caso Liam, a falta de dinheiro e mamãe.
Liam era de longe um dos piores problemas que eu tinha meu real problema sempre foi minha classe social inferior de muitos da April School, quando mais nova eu nunca pensara em nada relacionado a isso, eu sempre fui feliz do jeito que era, mas logo isso mudou, quando fiz 15 anos eu comecei a pensar na minha falta de dinheiro, de roupa e de uma escola boa, e foi por isso que eu tomei as decisões que tomei, eu virei um tipo de adolescente mesquinha só para mostra para mamãe que eu queria ser melhor do que era, eu me tornei uma menina fútil, mudei meu comportamento dentro e fora de casa.
Por não ter sido criada com meu pai eu era totalmente orgulhosa da mãe que eu tinha e por saber disso eu acabei tocando na ferida o que fez com que mamãe conseguisse uma herança não tão gorda de vovô, e foi assim que ela me colocou na April, claro que eu me orgulhava disso e por isso sempre falava dessa historia com orgulho, mas logo fui perdendo esse orgulho e me sentindo cada vez pior.
Minhas roupas eram de coleções anteriores que foram usadas por minhas primas mais velhas, meus sapatos eram a mesma coisa, isso em si já me incomodava, incomodava a casa de minha melhor amiga ser maior e melhor que a minha, incomodava que ela não precisasse cuidar do irmão mais novo de 10 anos, me incomodava meu guarda roupa praticamente vazio e me incomodava minha cama ter uma perna que faltava uns 5 cm para chegar ao chão ser apoiada em um livro grosso de historia.
Pra algumas pessoas essas coisas significam muito, mas para mim não, eu queria ter uma vida duas vezes melhor da que tinha, queria ter opções de café da manhã como tinha, queria não almoçar a mesma coisa todos os dias porque tudo isso me mostra que eu sou pobre, e eu não quero ser pobre.
Cheguei em frente à minha casa e vi que o carro de Liam já estava muito bem estacionado em sua garagem, bufei ao me lembrar dele. Observei o jardim que estava uma bagunça enorme, a grama já não tinha a cor verde, era uma cor desbotada e feia, a porta branca de entrada agora estava descascada. Girei a maçaneta e adentrei, o cheiro que vinha da cozinha era o mesmo de todos os dias, macarronada com queijo, minha mãe sempre deixou claro que era o que o dinheiro pagava, eu não ligava muito pra isso, afinal amava queijo, mas se eu fosse comparar com o almoço na casa de eu me sentia totalmente pobre.
- Filha? – Minha mãe saiu da cozinha com um avental por cima das costumeiras roupas de trabalho. – Achei que viria com Liam e Niall!
- Resolvi andar um pouco, mãe! – Disse me jogando no sofá.
- Vá lavar as mãos! – Disse voltando para a cozinha. – querida, não acorde Nathan, ele está doente!
Assenti mesmo ela não vendo e subi as escadas, caminhei até meu quarto, joguei a mochila no canto de sempre e peguei uma muda de roupas, me troquei e lavei as mãos, quando estava passando em frente ao quarto de meu irmão o ouvi me chamar.
- ? – Ele disse quando coloquei a cabeça para dentro de seu quarto.
- Sim, Na! – Eu disse o olhando ainda da porta. – Mamãe disse que você está doente e eu não devia lhe acordar então volte a dormir! – Eu disse começando a fechar a porta.
- Liam veio aqui! – Abri a porta de novo e caminhei em direção de sua cama, me sentei ali. – Veio avisar mamãe sobre vocês terem brigado e você ter decidido vir a pé, quando perguntei a ele qual era o problema de vocês, ele me disse que você o deixava louco, ele não vai ser internado com aqueles caras que usam branco e comem sabão né? – Sorri ao ouvir aquilo, Nathan era muito inteligente, mas tão ingênuo.
- Não, Nathan! Ele quis dizer que eu o deixo bravo ou coisa assim. – Disse rindo.
- Não acho que seja isso, talvez Liam ainda goste de você, ! – Ele disse me olhando docemente. Sorri para ele e sai de seu quarto.
Nathan sempre tirava suas conclusões sobre as coisas isso que o deixava inteligente, Nathan nasceu de um reencontro em Las Vegas de mamãe e papai, ela voltou grávida e achava que dessa vez ele ia mudar e assumir o que fez, mas isso não aconteceu. E então desde seu nascimento somos nós três, apesar de me irritar na maioria das vezes, Nathan sempre se mostrou um irmão maravilhoso.
Ele sempre foi apegado a Liam, mas com todos os acontecimentos, ele me viu chorando e não quis mais falar com Liam por um tempo, mesmo quando eu disse que tudo tinha passado e nada ia mais me machucar, ele só voltou a falar com Liam quando o mesmo lhe deu uma bola “maneira”, como ele disse e se tornou seu melhor amigo.
Costumo pensar que Nathan foi uma onda brava em meio à calmaria do mar, ele veio para alegrar e agitar nossas vidas e tem feito jus a seu cargo. Desci as escadas e caminhei até a cozinha onde mamãe comia. Parei no batente da porta e cruzei meus braços.
- Nathan acordou! – Desviou o olhar de seu prato. – Por que não disse que Liam veio aqui?
- Aquele garotinho fofoqueiro! – Riu baixo. – Ele só veio me avisar que vocês meio que brigaram e você resolveu vir a pé, não achei necessário lhe falar.
- Estou cansada dessa sua amizade com meu ex! – Disse massageando as têmporas.
- , Liam é seu melhor amigo e nosso vizinho! – Disse indo em direção a pia. – Gosto de Liam, é um bom garoto!
- Não devia, mãe! – Disse brava. – Mães comuns obrigam suas filhas a se afastarem do que as machucou!
- ! Não entendo. – Disse me olhando. – Você disse que sua amizade com Liam ficaria acima de tudo!
- Eu estava errada, tá legal? – Disse chorosa. – Eu não devia ter continuado com algo que me matasse a cada dia, e você mãe... – Apontei para ela. – Devia ter me afastado de Liam Payne no momento em que chorei em seus braços!
- Filha, eu não sabia como agir! – Disse aproximando-se. – Eu estava acostumada a presenciar essas brigas de vocês que nem pensei que fosse tão serio daquela vez, achei que no outro dia vocês estariam sentados no sofá dando uns amassos.
- LIAM ME TRAIU, MÃE! – gritei. – PORRA MÃE! ELE BEIJOU A RYANS NA FRENTE DE TODOS DO COLEGIO NAQUELE BAILE IDIOTA, SIM MAMÃE ELE BEIJOU A FILHA DA SUA PATROA! FELIZ? – Minha mãe trabalhava de secretaria para a mãe de Natasha, elas eram amigas quase intimas, mas a adoração da Sra. Ryans por mim deixava Natasha muito brava. – Eu só continuei a porra daquela amizade porque achei que ele pudesse voltar para mim, mas não mãe, eu apenas me machuquei mais!
Minha mãe me olhava assustada enquanto eu deixava todas às lagrimas que segurei de manhã saírem a todo vapor. Eu nunca havia assumido em voz alta a traição de Liam, nunca havia tocado na ferida, mas eu não sabia que quando assumisse aquilo em voz alta ia sentir tanto nojo de mim mesma. Sentia nojo por ter insistido em algo que nunca ia mudar.

- ? – Berta me chamou, Berta era a governanta da casa e era como uma segunda mãe pra mim me criou desde pequena e eu havia criado um grande carinho por ela.
- Sim? – Disse apoiada em meus cotovelos para enxerga-la na porta.
- O almoço está servido! – Disse sorrindo.
- Não estou com fome, Berta! – Voltei a me deitar, a escutei murmurar algo incompreensível e logo fechar a porta de meu quarto.
Eu estava confusa, meu namoro com Harry não tinha sido uma de minhas melhores escolhas, mas eu pensava que ia fazer Zayn voltar a ser o mesmo cara, mas talvez eu esteja muito enganada. Harry não me procurou o dia todo na escola, nem em nossa aula de inglês ele falou comigo, não havia recebido alguma mensagem ou ligação, eu não tinha defendido sem porque quis, era algo automático, eu sempre defendi Zayn e todos naquela escola sabiam que Zayn me tinha de quatro.
Não sentia fome ou sono, minhas mãos tremiam e uma vontade louca de ligar para Zayn me subia, eu queria ligar e falar que não amava Harry e pedir desculpas, mas eu não podia correr atrás de uma pessoa que acabou com tudo que construí, Zayn mudou após o casamento de seu pai com a mãe de Harry e eu não entendia o porquê daquilo, ele culpava-se pela morte de sua mãe sempre, mas depois de alguns anos passou a entender que infelizmente essas coisas acontecem, eu tentei ajuda-lo, mas ele não me escutava, tudo foi por água a baixo quando peguei Zayn beijando uma menina de baixo da arquibancada, naquele dia eu havia me declarado para ele, e ele sorriu sincero pela primeira vez depois da morte de sua mãe, mas no intervalo quando procurei por ele, eu fui obrigada a ver aquela cena, então eu decidi mudar, resolvi pensar apenas em mim, e foi o que fiz.
Sei que todas as escolhas que fizeram nossa amizade acabar foram de Malik, mas eu por mais que quisesse culpa-lo de algo eu não conseguia, e foi por isso que naquele momento eu ligava para Harry.
- Residência dos Malik! – A empregada que eu achava ser Margaret disse.
- Margaret, sou eu a ! – Eu disse contente em escutar a voz dela.
- Senhorita , há quanto tempo, só um minuto vou chamar o menino Zayn! – E antes que eu a pudesse falar algo ela já não estava mais na linha, Margaret sempre foi à empregada de Zayn, ela o ajudou muito depois da morte de sua mãe, e pelo visto ainda ajudava. – Senhorita , Zayn disse que não quer falar com a senhorita, sinto muito, mas meu menino está magoado! – Aquilo doeu e muito.
- Margaret, eu não quero falar com Zayn!
- Ah! Não? – Disse confusa.
- Quero falar com meu namorado! – Disse. – O Harry!
- A senhorita está namorando o senhor Styles? – Ela perguntou. – Por isso que o menino Zayn está trancado no quarto.
- Harry está? – Mudei de assunto, não queria começar a chorar agora.
- Sinto muito senhorita , Harry saiu há algum tempo sem dizer aonde ia! – Ela disse.
- Certo Margaret, diga que o liguei! – Disse. – Obrigada, e cuide do menino Zayn! – Soltei sem querer.
- Pode deixar senhorita! – Disse desligando.
Fiquei pensando no que Margaret disse sobre Zayn, escutei batidas em minha porta e vi Berta entrar logo após.
- Harry Styles, está lá em baixo esperando a senhorita! – Disse formal demais, sabia que Berta não aprovava Harry, ela adorava Zayn, mas logo entenderia o porquê das coisas serem assim.
- Diga que já desço! – Disse saindo da cama.
Ela saiu do quarto, fui em direção ao closet para achar algo descente para vestir, depois de me arrumar desci as escadas vendo Harry sentado no sofá bebericando alguma coisa.
- Demorei? – Disse sorrindo falsamente, Deus como odiava aquele garoto.
- Não muito! – Disse levantando-se, caminhou até mim e me deu um selinho.
- Harry! Acho que devemos ser sinceros! – Eu disse, e o vi confuso. – Todos sabem que não gostávamos um do outro, e todos sabem que eu gosto de Zayn e que você gosta de atingi-lo.
- Não estou entendo, poderia prosseguir? – Disse bravo.
- Estamos juntos só para atacar Zayn isso é mais do que obvio! – Eu disse. – Eu não suporto você Styles, e você não fica muito atrás quanto a isso, todos sabem que você me odeia por ter entrado na vida de Zayn.
- Não te odeio por isso, odeio o que fez com Zayn! – Ele assumiu. – Mas isso não significa que eu não odeie Zayn!
- Você odeia o que Zayn se tornou! – Eu disse me sentando. – Se você quer a mesma coisa que eu, no caso atingir Zayn, por que não fazemos isso certo?
- Como assim? – Disse jogando-se em meu sofá.
- Seria como uma parceria! – Eu disse. – Na frente de todos e claro de Z, fingimos ser um casal apaixonado, e por trás não precisamos fingir nada.
- Até que você pensa garota! – Disse rindo. – Como descobriu tudo?
- Harry, vamos ser francos, você nem me beijava direito e outra você sempre deixou claro que me odiava.
- Verdade, eu também sabia que você estava comigo só para atingir Zayn! – Ele disse sorrindo malicioso. – Mas você joga baixo!
- Eu amo Zayn, é bem diferente! – Eu disse sem me dar conta de como estava jogando baixo. – Eu só estou querendo mostra-lo que eu o amo de verdade e ele também me ama.
- Belo jeito de mostrar que ama alguém! – Ele disse batendo palmas. – Se isso é amar, tenho medo do que possa fazer comigo! – Disse irônico.
- Já pode ir embora, Styles! – Levantei e fui em direção à porta.
- Agradeça a sua governanta pelo suco! – Disse saindo pela porta. – Até amanhã, querida namorada! –Disse frisando o namorada.

- Não acha que tá pegando pesado com o Ty? – Eu disse para depois de presenciar mais uma briga entre meus irmãos.
- Não acha que tá se metendo onde não deve? – Ela disse brava jogada em sua cama com os fones de ouvido.
- , eu só quero voltar para a Itália tá legal? – Eu disse me levantando.
- Aonde você vai? – Ela perguntou.
- Pra algum lugar longe dessas brigas idiotas.
Saí de casa e caminhei a uma pracinha em nosso condomínio, vi várias crianças brincando ali, fiquei olhando ao redor da praça quando vi um menino muito bonito, ele era alto de cabelo escuro e tinha um porte atlético. Sem querer fui pega o olhando, o que fez o menino sorrir pra mim.
Depois de uns minutos o vi se aproximar de mim.
- Oi! – Ele disse. – Sou o Bradley, mas me chame de Brad, nunca a vi por aqui!
- Olá, sou ! – Eu disse sorrindo. – Sou nova aqui, acabei de me mudar!
- Ah! Agora tudo está explicado! – Eu o olhei confusa. – Você ter vindo pra cá. – Sorri envergonhada.
- Claro! – Eu disse tímida.
- Gosta de Londres? – Perguntou me olhando.
- Um pouco! – Eu disse dando de ombros. – Prefiro a minha Itália!
- Você é italiana? – Ele perguntou e eu apenas assenti. – Que maneiro, nunca conheci uma italiana!
- Cá estou eu! – Disse fazendo graça e ele riu.
- O que te trouxe a Londres? – Ele perguntou curioso.
- Problemas! – Me olhou confuso. – É bem longa a história!
- Tenho tempo! – Ele disse.
- Tudo começou... – Fui interrompida por .
- ! – Olhei parada a minha frente respirando rápido. – Que merda menina, demorei pra te achar! – Então Brad olhou de mim para e ficou confuso.
- Mas eu não tenho pelo visto! – Eu disse sem graça por não poder contar a história. – , esse é o Brad! Brad, essa é a , minha irmã gêmea! – Eu disse óbvia.
- Prazer, ! – Ele disse simpático.
- E aí, cara! – Ela disse como um caminhoneiro fala pra alguém. – Seu irmão está te chamando! – Ela disse ignorando Brad e bufando, esse gesto dela era bem automático às vezes.
- Nosso irmão! – Eu disse brava. – Tchau Brad, foi um prazer lhe conhecer! Espero lhe encontrar mais vezes!
- Digo o mesmo a senhorita! – Disse charmoso e eu quase suspirei.
Caminhei com que se limitou a dar um tchauzinho para Bradley, ela não disse nada o caminho todo, andamos até em casa, mas eu entrei e foi para o fundo da casa cabisbaixa.
- Me chamou? – Disse assim que vi Ty na cozinha.
- Sim, você saiu sem avisar! – Ele disse. – E preciso falar com você sobre algumas coisas.
- O que você queria? – Perguntei impaciente.
- Eita! Vocês estão bravinhas hoje, só queria saber como foi o dia na escola? – Ele disse e eu o olhei confusa. – Papai quer um relatório sobre os dias de vocês aqui. – Deu de ombros.
- Certo! – Eu disse. – Foi o mesmo de sempre, Ty, discutimos com o diretor!
- Novidade! – Ele disse revirando os olhos. – Fizeram amigos?
- conheceu uma menina, e os nossos vizinhos estavam lá também.
- Que bom, eu acho! – Ty disse pensativo. – Algo mais?
- Só isso! – Eu disse. – Posso subir?
- Claro, mas antes, cadê a ? – Ele perguntou.
- No fundo da casa! – Eu disse dando de ombros.
- Me ajude a conquista-la de novo, ? – Ele suplicou. – É estranho sua irmã mais nova não gostar mais de você.
- Tyler, ela gosta de você, mas você foi um babaca desde que chegamos aqui!
- Me desculpa, prometo melhorar! – Ele disse sorrindo sincero.
Todos nós desde pequenos sempre fomos muito grudados, e quando mamãe morreu isso pareceu ser ainda mais forte, mas Ty começou a ter muitas brigas com papai e decidiu vir embora pra Londres o que deixou e eu muito chateadas, e foi ai, ou pelo menos eu acho que foi ai que as coisas começaram a desandar.
namorava Adam e eu namorava com John, os conhecemos em uma festa da Amber School, até ai tudo ótimo, mas meses depois da mamãe morrer e de Tyler vir para o Brasil, Adam e John sofreram um acidente de carro, isso acarretou a morte de Adam o que deixou muito mal, John sobreviveu, e como ainda saímos juntos ele sempre estava em casa vendo acabada e foi em um desses dias que ele resolveu ser sincero ou melhor, tomou vergonha na cara.

FLASHBACK:
John e eu estávamos sentados no sofá da sala assistindo televisão, papai estava no trabalho como sempre o que nós dava certa liberdade para namorar e outras coisas.
Horas mais tarde escutamos gritos vindo do andar de cima, eu sabia que era , ela vivia trancada em seu quarto desde a morte de Adam, corremos escada à cima e tentamos entrar no quarto de minha irmã, mas a porta estava trancada.
- Dá espaço, vou tentar arrombar! – Assenti chorosa.
Ele se chocou com a porta umas quatro vezes até que ela abrisse, entramos no quarto e encontramos chorando e gritando, suas mãos estavam puro sangue, o espelho de seu quarto estava totalmente quebrado, e ela estava sentada entre a poça de sangue e os cacos de vidro.
- o que aconteceu aqui? – Eu perguntei desesperada a puxando para meu colo.
- POR QUE ELE ME DEIXOU ? – Ela gritava chorando. – EU O AMAVA TANTO!
- , calma! – Eu disse chorando. – Ele também te amava!
- NÃO! – John gritou. – Para , Adam não merecia você e nem isso que você está fazendo, Adam morreu naquele acidente, mas não estava com a prima dele, nós estávamos saindo há alguns dias com umas meninas que conhecemos em um bar. – John me olhou triste. – Nos envolvemos totalmente com elas e perdemos o controle do que estávamos fazendo com vocês duas! – Ele me direcionou o olhar como se pedisse desculpa, estava paralisada em meus braços e eu o olhava espantada. – Então naquele dia, saímos para um pub em outra cidade, e pegamos a estrada estávamos um pouco alterados, todos estavam bêbados. – Ele fechou os olhos e deixou uma lagrima cair. – Então, Adam perdeu o controle e bateu o carro em um caminhão que vinha na direção contraria, o carro capotou, e eu estava acordado quando escutei ele me dizer “Cara, não merece tudo o que faço”, e então ele apagou, ali na minha frente! – Ele chorava. – Eu queria gritar, eu pedia pra ele acordar, mas a menina que estava no banco do passageiro me disse chorando que ele estava morto, isso me machucou tanto! A menina que estava comigo também não resistiu, eu me culpo todos os dias pelo que houve. – Ele disse se aproximando.
- NÃO! AFASTA-SE DA MINHA IRMÃ E DE MIM! – Eu gritei desesperada. – Eu tenho nojo de você! SAI DA MINHA CASA, EU TE ODEIO!

E foi naquele dia, naquele dia que limpou suas mãos e recolheu os cacos e saiu de casa, não me disse aonde ia e muito menos com quem. E foi naquele mesmo dia que eu fui ao porão e peguei varias garrafas de vinho e subi para meu quarto e bebi muito. Quando chegou em casa chapada e papai encontro-me no quarto bêbada, foi uma decepção e foi o ponto inicial para a vida dele tornar-se um inferno, e acho que foi ai que tudo começou a mudar, na verdade eu nunca vou lembrar mesmo quando foi. Saímos de nossa antiga escola, mas logo já não parávamos mais em escola alguma, mudamos nossos modos de vestir, mudamos nossas gírias e até mesmo o grupo de amigos. Acabamos nos afastando pouco a pouco, andava com um grupo de punk e eu andava com uns LGBTS viciado em drogas e festas, mas na nossa ultima festa na Itália acabamos por nos encontrar, mas foi meio tarde, porque já estávamos na delegacia quando isso aconteceu.
Aquela festa foi uma furada para nós e o ponto final para papai, ele nos tirou da delegacia e acabou por brigar com nós e tomar atitudes drásticas.

FLASHBACK:
- ISSO SÓ PODE SER MAIS UMA DE SUAS BRINCADEIRAS! - Ele gritou para nós. – VOCÊS PASSARAM DOS LIMITES, EU ESTOU CANSADO DISSO!
- Pai, nos... – ia falar algo, quando papai a parou.
- CALADA , OLHA SÓ SUAS ROUPAS! – Ele disse para minha irmã que vestia roupas sujas e rasgadas. – E VOCÊ GRABRIELLI, OLHA SEU ESTADO, ESTÁ FEDENDO A BEBIDA ALCOOLICA.
Ficou nos olhando por um tempo, até voltar a falar.
- Eu sei que a morte da mãe de vocês foi difícil, e a ida de Tyler para Londres foi ainda pior, mas você não podem se acabar assim! – Ele disse calmo. – Adam e John também acabaram com vocês, mas vocês não deviam fazer isso, não estão provando nada a ninguém, nem a si mesmas! – Respirou. – Eu amo tanto vocês meninas! E por ama-las que fiz o que fiz enquanto ia em direção à delegacia. – Nos olhou triste. – Sinto muito, mas amanhã de manha vocês vão para Londres morar com o irmão de vocês!
- O QUE? – gritou. – VOCÊ SÓ PODE ESTAR LOUCO! NAÕ VOU PRA PORRA NENHUMA!
- NÃO ESTOU LHE PERGUNTANDO , ISSO É UMA ORDEM! – Ele alterou-se também, minha irmã mandou o dedo do meio para ele e subiu as escadas correndo. – SAIBA QUE ESSE DEDO SÓ PIORA AS COISAS PARA O SEU LADO, QUERIDA, AMANHÃ VOCÊ ESTARÁ EM LONDRES!
- VAI A MERDA! – Ela gritou do andar de cima e eu ri, papai me direcionou um olhar nada bom e eu congelei.
- Vocês tem que parar de agir assim! – Ele disse depois de um longo tempo em silencio. – Vocês não perceberam que só estão se acabando e mais nada? – Apenas o encarava triste. – Eu não entendo onde errei! Eu só queria ser o melhor pai para vocês, mas eu acho que fiquei perdido quando a mãe de vocês partiu, eu sinto tanto por tudo que vocês passaram! – Ele disse caminhando até mim. – Eu juro que se fosse possível eu tiraria essa dor que corrói as duas, mas eu não posso fazer isso! – Disse me abraçando. – , me promete que dessa vez será diferente? – Eu o olhei chorando. – Me promete filha?
- Prometo, papai! – Eu disse o abraçando e chorando.

E então voltamos para Londres, o lugar onde mamãe nasceu e onde nós passamos as férias antes de mamãe sofrer o acidente, estávamos juntos novamente, mas o que era pra ser legal e divertido se tornou em nosso pior pesadelo. Olhei no quintal do fundo olhando o céu.
Me peguei pensando nos nossos vizinhos e no menino da praça. Será que em algum dia eles teriam envolvimento com nós?

Sei

“I'll be there for you ('cause you're there for me too)…”

Niall

Voltar à escola sempre me dava um ar de responsabilidade demais, e isso me lembrava da vida que tinha com Liam desde que nossos pais resolveram nos deixar morar sozinho enquanto eles moravam em uma cidade no interior da nossa amada Inglaterra.
O ruim de morar sozinho não era tanto pela responsabilidade, era ruim por não termos aqueles paparicos de pais sabe? Liam estava nervoso hoje, então estava andando de um lado para o outro na sala, e eu não tentava o acalmar porque o conhecia muito bem, sabia que só ia o deixar mais puto.
- Eu não entendo, ela simplesmente preferiu vir a pé a vir comigo! – Ele disse referindo-se a , eles haviam brigado e ela havia voltado para casa de a pé o que deixava Liam fora do controle, por mais que os dois sejam apenas amigos Liam ainda acha que tem algum poder de namorado em cima da garota, e eu acho totalmente o contrario. – Ela ignorou-me Niall! IGNOROU-ME!
- Calma cara, não precisa gritar, ela ainda é nossa vizinha! – Eu disse e Liam me olhou serio e sorriu que nem um maníaco.
- Você é um gênio, Niall! – Veio até mim e me deu um beijo na bochecha. Depois se voltou para a porta.
- Que nojo, Liam! EU GOSTO DE MULHER CARALHO! – Eu gritei o fazendo rir. – Aonde vai?
- Falar com a ! – Ele disse óbvio.
- Não seria melhor esperar tia Georgina sair pra trabalhar antes?
- Tem razão, Nini! – Ele me disse sorrindo. – O que aconteceu com você hoje, querido?
- Liam! – Ele me olhou. – Primeiro vai tomar no cu, segundo como assim o que aconteceu comigo?
- Está prestativo e inteligente hoje! – Ele sorriu malicioso. – Tem menina na jogada né? – Lhe joguei uma almofada e ele desviou, correu escada a cima me deixando sozinho.
Liam tinha um pouco de razão, eu estava com uma menina na cabeça, mas não entendia porque, é tão estranho pensar que de uma hora pra outra uma garota aparece e você se perde de um jeito louco. Não que eu esteja apaixonado, jamais! Eu só queria entende-la e quem sabe ajuda-la. Afinal seu olhar estava preso em minha cabeça desde ontem.
Resolvi dar uma volta pelo bairro, deixei um bilhete para Liam que tomava banho com o som na maior altura, sai de casa sentindo aquele friozinho Londrino, fiquei olhando para os lados até que vi Nathan jogando basquete sozinho em seu quintal.
- Ei cara! – Disse parando em frente a sua casa.
- E aí, Niall! – Ele respondeu sorridente.
- está? – Pergunta boba Niall, está cansado de saber que Nathan não pode ficar sozinho.
- Sim, entra lá! – Ele disse sorrindo. – Mas já vou avisando que ela esta com um humor péssimo.
- Certo! – Eu disse rindo. – Não me preocupo com isso! – Ele assentiu e voltou a jogar a bola na cesta, caminhei a passos lentos em direção da porta de , pensei em bater, mas abri de uma vez. – ?
Minha resposta foi o silencio, resolvi olhar em todos os cômodos do andar de baixo, não estava em lugar algum. Subi as escadas rapidamente e caminhei em direção ao seu quarto, à porta estava aberta, dei duas batidinhas, mas o silêncio continuou sendo minha resposta.
Andei até a sacada e a encontrei ali com o olhar perdido e um cigarro em seus lábios.
- Não sabia que fumava! – Disse assustando a menina.
- Niall? – Disse me olhando. – Que faz aqui?
- Desculpe pelo susto! – Disse a olhando. – Estou com a minha cabeça cheia e resolvi dar uma volta, vi Nathan jogando basquete e resolvi ver como está.
- Tudo bem! – Disse tragando o cigarro. – Quer conversar sobre o que esta te atormentando?
- Não , quero conversar sobre o que anda acontecendo com você! – Eu disse suspirando.
- Não está acontecendo nada Nini, sou eu a mesma ! – Disse rápido.
- Não parece, – Eu disse chateado. – Quando começou a fumar? – Eu sei que é quase comum para uma geração de colegiais experimentarem certas coisas e até ter algum vicio, mas eu era diferente deles, Zayn e Louis fumavam e isso vem há muito tempo eu estava acostumado, mas com não.
- Não faz muito tempo! – Ela disse jogando o cigarro no chão do jardim. – Eu precisava achar alguma coisa que me deixasse mais calma, então lembrei quando Zayn e Louis falavam que fumar os aliviava, então experimentei e vi que era verdade. – A olhei triste. – Niall não se preocupe comigo tá legal?
- Como não me preocupar com você ? – Eu disse entrando em seu quarto. – Você é a menina do grupo, a que sofre mais, a que é mais fácil de machucar, eu tenho medo de tudo que te envolva !
- Niall, você está parecendo Liam falando isso! – Ela continuava na sacada. – Mas você parece se importar bem mais que ele!
- Liam se importa tá legal? – Eu disse exasperado. – Ele pode ser um cafajeste, idiota e egoísta, mas ele se importa e muito !
- Não parece! – Ela disse chateada. – Ele só sabe me machucar!
- Sabe por que ? Digo sabe por que vocês vivem se machucando? – Ela negou. – Vocês ainda acham que se pertencem, mas não! Vocês são amigos, AMIGOS, você tem que seguir entende? – Ela assentiu. – Não adianta nada ficar aqui fumando, chorando ou sei lá, não adianta chorar pelo leite derramado, tem mais na geladeira! – Aproximei-me dela que já chorava e peguei seu rosto em minhas mãos. – Vai passar, eu prometo!
- QUE PORRA É ESSA AQUI? – Liam estava parado na porta do quarto de , pelo ângulo parecia que estávamos nos beijando.
- É disso que estou falando ! – Sussurrei só para ela escutar. – Ele ainda age como seu namorado, mesmo não sendo um!
- TO ESPERANDO UMA RESPOSTA! – Liam disse cerrando os punhos.
- Niall e eu estávamos conversando Liam, só isso! – Ela disse enxugando as lágrimas.
- V-você está chorando? – Ele disse calmo. – O que você fez pra ela seu babaca? – Disse me olhando bravo.
- Refaça sua pergunta Liam! – Ele me olhou confuso. – O que você... – Apontei para ele. – Fez pra ela?
Saí dali os deixando sozinho. Estava cansando de ver meus amigos se fodendo por pouca coisa, estava cansado de tentar abrir os olhos de cada um e eles apenas me ignorarem. Sai da casa de e parei na calçada para respirar um pouco, foi ai que eu encontrei o olhar que me perseguia desde ontem. A vizinha louca estava ali sentada, ao contrario de ontem quando entrou em minha casa ela parecia chateada e triste.
Seu olhar encontrou o meu olhar e eu sorri, atravessei a rua e fui em direção onde a menina estava.
- O que faz por aqui Niall? – Ela disse sorrindo, aquele sorriso. – Perdido loiro?
- Oi pra você também vizinha! – Disse brincalhão fazendo a rir. – Estava resolvendo alguns problemas!
- Oi Niall! – Ela disse sem graça. – Que tipo de problemas?
- O tipo que não é meu e sim dos outros! – Disse a fazendo me olhar confusa. – Não quis ser grosso, é só que...
- Tudo bem! – Ela disse batendo ao seu lado. – Senta ai! – Sentei-me ao seu lado e olhei pra frente como ela fazia. – Londres parece tão bonita, mas é tão dolorosa e fria.
- Por quê? – Perguntei curioso.
- Porque sempre que você vai ler uma historia Londres é cativante, mas no final algo acontece que a deixa... – Ela parou e eu completei.
- Nostálgica e clichê? – Disse sorrindo.
- É! Eu não acho que se pode viver em um lugar assim. – Ela disse. – Digo, não por muito tempo!
- Vivo aqui a mais tempo do que imagina e até agora nada ficou nostálgico ou clichê! – Disse a olhando, ela me olhou também assentindo.
- Mas um dia ficará! – Disse seria. – É difícil alguém não viver um clichê idiota!
- Diz isso por experiência própria? – Perguntei tentando manter o contato visual.
- Claro! – Ela logo quebrou o contato. – Quer lugar mais clichê que a Itália?
- Você mesma disse, Londres! – Eu disse a fazendo rir.
- Londres é aquele clichê diferente! – Fiquei confuso e ela entendeu. – A Itália é aquele clichê de máfia e amor! Já Londres é aquele clichê que lhe dá esperança e você sente o friozinho na barriga.
- Que tipo de clichê você prefere? – Ela me olhou estranhando. – Digo que tipo de clichê seria o ideal para você?
- Não sei Niall! – Ela me olhou sorrindo. – Talvez o clichê italiano de amor, sem máfia, isso é com a !
- Sua irmã parece ser louca mesmo! – Eu disse fazendo a gargalhar.
- Tem razão, mas ela é uma boa pessoa! – Ela disse com os olhos brilhando. – Ela só não conseguiu acertar em nada!
- Ninguém nunca conseguiu acertar em nada , a vida é uma espécie de caminhada, o que importa é chegar ao final, não precisa errar ou acertar! – Eu disse e ela me olhou sorrindo mais.
- Acho que você tem razão Niall! – Ela disse me olhando. – O que importa é a caminhada e quem te acompanha e não o resto!
- Isso! – Eu disse me levantando. – Tenho que ir, já está tarde e preciso falar com Liam ainda!
- Claro! – Ela levantou-se também. – Cadê seu celular?
- Está no meu bolso, mas por quê? – Perguntei estranhando.
- Me empresta? – Me pediu com cara de cachorrinho pidão.
- Tudo bem! – A entreguei o celular e a vi digitar algumas coisas e logo me entregar a olhei confuso.
- Marquei meu número! – Ela disse. – Nessa caminhada precisamos conhecer pessoas que ande junto com nós!
- Tem razão! – Digitei uma mensagem e mandei para ela, eu já estava do outro lado da rua.

Então vamos caminhar juntos, amigos? **Niall**.
Claro que sim Nini! Amigos! ****.

Olhei para a menina no outro lado da rua que sorria pra mim, acenei e entrei. Os olhos que tanto me perseguiam agora fazia parte da minha longa caminhada, até onde vamos juntos? Não sei, e sinceramente não me importo! Ter a amizade da vizinha dos olhos verdes já era muito pra mim.

Liam

- Então você estava chorando por minha causa? – Perguntei depois de escutar Niall bater a porta da casa de . A vi andar para a sacada e passar as mãos em seu cabelo nervosa.
- O que importa Liam? – Ela disse virando-se para mim. – Você por acaso se importa Liam? Seja sincero pelo menos uma vez na sua vida!
- , eu... – Ela me interrompeu.
- Não Liam! Não! – Ela olhou para frente novamente. – Eu só queria que você uma vez na vida me desse um motivo, mas um motivo de verdade pra eu... – Não conseguiu falar.
- , eu só quero que você entenda. – Caminhei até ela. – Você é importante pra mim, eu te juro!
- Não pareço ser Payne! – Disse chorando. – Alguma vez, digo alguma vez você me amou de verdade? – Ela me olhou triste, e eu apenas fiquei quieto. – Sai da minha casa, por favor! – Ela pediu triste.
- , eu não sei tá legal? – Me aproximei, e ela esquivou-se.
- Não Liam! – Ela entrou no quarto de novo e me olhou triste. – Por favor, só sai tá legal? – Passei as mãos em meu cabelo nervoso, eu não sabia se amava ou se amei , a única coisa que eu sabia era que eu me importava com ela, e que eu preciso cuidar dela. – LIAM, SAI! – Ela gritou em meio ao choro.
- Me desculpa! – Eu tentei me aproximar de novo. – Eu sou um babaca!
- Sabe Liam, eu jurei, jurei pra mim mesma que não voltaria a chorar por você, mas você só piora as coisas entre nós! – Ela disse enxugando as lagrimas. – Quero que você saia da minha casa, e pare de agir como meu namorado, porque você escolheu não ser mais, então me deixa! – Disse triste, mas com toda certeza que ela conseguia ter ou pelo menos queria ter.
Olhei para ela uma ultima vez e sai de seu quarto, eu era um babaca, eu queria tanto aquela garota, na verdade eu a quis desde quando a vi entrar no portão da nossa escola pela primeira vez há dois anos, seu andar, seu olhos, sua postura em meio aos problemas, foi isso que me fez sentir por o que jamais senti antes.
Saí de sua casa vendo Nathan sorrir, fiquei feliz em perceber que o garoto já havia entendido o que rolava entre e eu, ele um dia ia sentir o que sinto por alguma garota. Entrei em casa e fiquei parado por alguns minutos ali na porta, minha cabeça girava e meu coração doía.
- Que bom que chegou! – Niall disse aparecendo na porta. – Precisamos conversar!
- Agora não! – Eu disse passando por ele.
- Agora sim, Liam! – Ele me puxou. – Quando vai parar de fugir de seus problemas? Quando vai parar de ignorar o que sente por ?
- Do que você está falando cara? – Perguntei tentando soar confuso. – e eu somos ex-namorados e pelo jeito ex-melhores amigos! O que você disse pra ela cara? – Disse tentando culpar Niall por algo que eu comecei a ferrar antes.
- Não precisei dizer nada pra ela, Liam! – Ele disse me olhando serio. – Estou cansado disso, cansado de ver você sofrer porque é um covarde e não consegue assumir o que sente, cansado de ver você agindo como um namorado sendo que você escolheu deixa-la. – Ele pausou, e eu o olhava concentrado. – Estou cansado de ver você se acabando e a ver indo pelo mesmo caminho! Você não imagina o poder que você tem sobre ela!
- Niall, eu não tenho ideia do que você está falando, aonde quer chegar? – Perguntei bravo.
- Ela está fumando, Liam! – Abri minha boca para dizer algo, mas ele continuou. – Disse que aquilo a acalma, mas todos nós sabemos que aquilo apenas a faz pensar em você e em como ela pode acabar com a vida dela! – Niall suspirou triste. – Eu só acho que... – Passou. – Que se você a ama devia deixa-la viver!
- Eu a deixo viver Horan! – Disse exasperado.
- Eu digo sozinha, Liam! Deixa-la se encontrar, ela precisa pensar que você é apenas o amigo e não o ex-namorado que ainda a quer! Porque é assim que você age!
- Você quer que eu me afaste? – Perguntei confuso e bravo com tal hipótese.
- Quero que você a deixe se encontrar por um tempo, Liam! Mas claro isso não precisa ser sua obrigação se você a amar e quiser assumir o sentimento e tentar!
- Eu não posso! – Eu disse indo em direção à sala. – Eu não posso, eu a fiz sofrer, eu fui um babaca!
- Tente Liam, apenas tente! Você pode reverter esse erro. – Ele disse calmo. – Vá até ela e diga que quer tentar, que a ama!
- Não! – Disse tonto, eu queria, claro que eu queria, mas eu tinha que deixar se encontrar antes de tudo. – A deixe viver! – E dizendo isso eu corri escada acima.
- NÓS SABEMOS QUE VOCÊ NÃO QUER ISSO LIAM PAYNE! – Escutei Niall gritar do andar de baixo.
Eu queria mesmo que tudo mudasse entre nós, mas eu era o erro entre nós, talvez eu fosse o problema que tinha que ser cortado, e como ela me disse ela me queria fora de sua vida, e era isso que eu devia fazer, mas eu não queria isso, espero resolver isso amanha na escola.
Joguei-me na cama depois de um longo banho, eu queria sair na sacada e chama-la para ficarmos conversando por cartazes como sempre fizemos, mas resolvi dormir.
- Liam! – Alguém me chamava. – Liam, acorda vamos chegar atrasado!
- Para, caralho! To indo! – Levantei com raiva e Niall saiu do quarto, olhei para a janela e vi fumando e então eu percebi que eu tinha a feito sofrer mais do que pensava.
Desci depois de um tempo e chamei Niall para irmos em direção a escola, dirigia, mas era meio automático, eu só pensava como seria quando ela me visse, ela ia me abraçar? Sorrir como sempre fazia? Ou apenas me ignorar?
Essa última opção me deixava tenso e com medo, sempre foi a minha menininha e sempre seria, mas o medo de perdê-la sempre foi maior, então eu a protegia de qualquer coisa que pudesse a machucar, nunca pensei que ela ia se sentir presa, mas eu me sentia, por que ela não ia? Já havíamos chegado à escola, andamos em direção aos caras que riam de alguma piada sem graça de Louis, eu estava aéreo, procurava por todos os lados a menina de cabelo longo e preto, mas não a achei.
- Fala caras! – Harry disse. – Liam?
- Esquece cara hoje Liam está aéreo! – Escutei Niall dizer e logo sai do meu transe.
- É, oi! Vejo vocês depois. – Disse e sai de lá, não estava com cabeça pra nada naquele momento, andei até o lugar onde ficava com , mas não vi nenhuma delas ali, continuei andando pela escola até escutar o sinal bater, caminhei em direção ao corredor de armários, foi quando ouvi uma risada já conhecida por mim, era ela.
Levantei minha cabeça e olhei na direção de onde vinha à risada, era ela sim, ela sorria feliz para a amiga que lhe contava algo, foi ai que seu olhar encontrou o meu e eu sorri, mas em resposta eu recebi apenas uma negação feita com sua cabeça. Não ia deixar isso acontecer com nós, não ia deixar que tudo acabasse e foi por esse motivo que eu caminhei até ela.
- Bom dia ! – Disse a que me olhava seria.
- Se fode Payne! – disse e eu apenas ri. – Vou pra sala, te encontro lá ! – Disse para a amiga que apenas concordou com a cabeça.
- Podemos conversar? – Perguntei calmo.
- Sabe que não! – Ela disse dura. – Eu mandei você sair da minha vida!
- somos amigos acima de tudo! – Eu disse e ela me olhou. – Você mesma disse isso!
- Eu pensei que agíamos como amigos, mas eu me enganei! – Disse virando de volta para seu armário. – Eu tentei, juro que tentei, mas você nunca mudou e nunca vai!
- Você está bem errada sobre isso, eu to tentando caramba, mas não dá tá legal? – Eu disse e ela apenas me olhou negando, fechou seu armário e começou a caminhar em direção a sua sala, mas foi impedida por meus braços, puxei pela cintura e ela veio de encontro a mim, ficamos nos encarando.
- Eu quero mudar, tá legal? – Disse e ela assentiu nervosa. – Você é importante pra mim, você não imagina o quanto! – Ela sorriu, nossa respiração se misturou e eu queria beijá-la, ela olhou para minha boca e eu fitei a sua, me aproximei lentamente.
- Liam finalmente! – Louis era o típico empata foda. – Ah! To atrapalhando?
- Não! – disse se afastando de mim.
- Tá sim! – Eu disse e me deu um tapa no braço.
- Te vejo depois Payne! – Ela disse e saiu acenando para Louis.
- Vocês estavam? – Louis perguntou confuso.
- Estávamos conversando! – Respondi bravo.
- Nunca vi conversar assim tão pertinho! – Ele disse. – Comigo você não faz essas coisas! – Disse fazendo um biquinho.
- Louis para de ser gay! – Disse dando um tapa em sua cabeça.
- Eu sofro bullying com vocês! – Ele disse bravo. passou por nós brava e Louis ficou observando ela e eu percebi certo brilho em seu olhar, mas sabia o porque.
- Ela lembra a Bi né? – Eu perguntei.
- Lembra e muito! – Ele disse serio, era raro quando Louis conversava com nós serio, mas quando o assunto era Bianca ele se transformava. – Até esqueci! – Ele disse e eu o olhei confuso. – Zayn teve uma grande ideia por isso estava te procurando!
- Zayn tendo ideias? – Perguntei surpreso. – Esse mundo está mesmo perdido! – Disse dando um tapa em minha testa fazendo Louis gargalhar ao meu lado.
- Cala a boca idiota! – Louis disse se recuperando da gargalhada. – Zayn pensou em darmos uma festa de boas vindas e pra comemorar nosso ultimo ano aqui! – Disse sorrindo feliz, comecei a andar ignorando totalmente Louis. – Qual é Liam? Niall até concordou em emprestar a casa de vocês!
- Cadê aquele pigmeu filho de uma... – Respirei. – Eu vou arrebentar Niall quando o ver! – Eu disse olhando nos lados para ver se achava Niall.
- Liam? – Louis me chamou e eu finalmente o olhei. – é só uma festa cara, só pra comemorar nosso ultimo ano e dar as boas vindas para os novatos, nada demais! – Continuei em silencio. – Vai ser legal, e juro que vamos arrumar tudo depois. – Disse erguendo a mão direita em juramento.
- Vou pensar Tomlinson! – Eu disse e comecei a caminhar em direção a sala.
- Por que você sempre é o do contra? Até Harry assumiu que a ideia de Zayn era ótima! – Entrei em nossa sala. – Para de bancar o papai cara, você só tem 17 anos!
- Você tem 18 e age como uma criança de 8, Louis! – Disse me sentando, Louis sentou ao meu lado e ficou me encarando. – Que é?
- A vida não tem graça quando enfrentamos ela com a idade que temos! – Ele disse. – Fingir não ter responsabilidades e tentar viver sem medo às vezes é ótimo, Liam! Por que não tenta?
- Porque no outro dia quem vai arrumar a merda da bagunça sou eu! – Disse mudando de assunto e voltando para festa, era sempre a mesma coisa, eles bebiam tanto que não aguentavam nem falar e a bagunça era toda minha.
- Eu não estou falando isso cara! – Louis disse obvio. – Por que você tem tanto medo de arriscar e viver? – Encarei Louis que me encarava serio. A verdade era que eu não sabia o porque, eu não tinha uma resposta pra dar para ele, eu só cresci desse jeito, talvez eu escondesse o medo, mas muito bem escondido, até de mim mesmo.
- Eu só... – O professor entrou na sala.
- Bom dia! – Ele disse para nós, logo se voltou para lousa. – Vamos trabalhar turma!
- Você não escapou assim tão fácil bonitão! – Louis disse rindo, virou-se para a lousa e começou a copiar alguma coisa que o professor passava na lousa.
A pergunta feita por Louis se repetia em minha cabeça e eu queria entender porque não consegui responder uma pergunta tão fácil, o que me impedia de viver? Eu tinha a resposta, tinha sim, mas como sempre eu tinha medo, medo de todos saberem o quão fraco era.

Zayn

Depois da ideia que dei de fazer uma festa para nós divertir, todos os meninos foram procurar as devidas pessoas que nós ajudaria, eu por outro lado não sabia quem procurar na realidade eu queria ir falar com , mas eu não entendia mais essa garota, o namoro dela com Harry foi uma grande duvida entre Margaret e eu após a ligação da menina, eu contei a Margaret tudo e disse estar muito magoado com , mas com que direito? Margaret me fez até uma sopa dizendo que corações partidos se curam com comida, eu não pude deixar de rir.
Comecei a caminhar pensando em , parei em meu armário e comecei a rir, essa menina ainda me deixaria louco. Peguei o material necessário e comecei a caminhar em direção a sala, vi James e comecei a andar de costas contando da festa, foi quando senti alguém colidir com minhas costas.
- PORRA! – A pessoas disse. – Não olha por onde anda não? – Virei-me dando de cara com . – Ah! É você Malik.
- Nossa que humor ! – Olhei a garota discretamente, ela estava com o cabelo todo bagunçado e olheiras, ela parecia aqueles zumbis, eu ia fazer uma piadinha sobre seu estado, mas vi que não era uma boa.
- Me erra! – Ela disse passando por mim, a impedi puxando seu pulso. – Que é?
- Clama! – Disse soltando seu pulso. – Vamos fazer uma festa no sábado e bem, você está convidada! Não aceito não como resposta! – Eu disse sorrindo, ela apenas me encarou como se eu fosse um ET.
- Quem disse que eu quero ir? – Ela cruzou os braços em frente ao peito e arqueando sua sobrancelha.
- Qual é ? – Eu disse jogando os braços pros lados. – Vai ser uma festa de boas vindas para os novatos!
- Ah! Saquei, eu sou novata! – Disse sarcástica. – Valeu Malik, mas não rola!
- Como assim não rola? – Perguntei confuso.
- Estou de castigo por esse ano! – Continuei encarando a menina confuso e ela pareceu me entender, pois continuou. – Não posso frequentar festas enquanto estiver em Londres!
- Isso tem alguma coisa a ver com sua prisão? – Perguntei como quem não quer nada.
- É tipo isso! – Disse ajeitando a alça da mochila e dando de ombros.
- Posso falar com Tyler! – Eu disse e ela me olhou sarcástica.
- Tyler não pode fazer nada Malik, são ordens do papai! – Ela disse. – Se Tyler não cumprir papai o faz voltar pra Itália e e eu vamos pra um reformatório! – Disse suspirando triste.
- Ele não precisa contar! – Eu disse feliz achando ser a melhor ideia. – Ele pode até ir junto se quiser!
- Não sei! – Ela disse triste. – Ele está irredutível.
- Me deixa tentar ? – Eu disse fazendo biquinho e ela riu.
- Vá em frente cowboy! – Disse rindo da minha cara de indignado com o apelidinho estranho.
- Certo! – Eu disse a olhando. – Quando chegarmos da escola vou falar com Tyler!
- Tudo bem, Malik! – Ela disse sorrindo engraçada. – Espero que consiga, preciso de álcool! – Disse jogando as mãos para o lado, acertando a pessoa que eu estava evitando, no caso .
- OW GAROTA! – gritou brava. – NÃO TEM OLHOS? – a olhou como quem quer muito uma briga.
- Eu tenho, mas pelo jeito você não né, gatinha? – disse sorrindo irônica. Garotas quando chamam outras por apelidos não da nada certo. – Precisa até de um auxilio! – Disse apontando para os óculos que usava e sorrindo debochada.
- Você sabe quem eu sou? – perguntou colocando a mão na cintura.
- Não! – balançou a cabeça negando. – E nem quero, se me da licença! – Disse voltando a me olhar.
- Sou a filha do diretor querida, posso fazer você sair daqui voando. – disse para as costas de , fazendo um gesto com as mãos.
- Acho que além de ceguinha tá surda né, lindinha? – disse virando-se para . – EU DISSE QUE NÃO QUERIA SABER! – gritou e então todos se voltaram para nós. – Não me importa quem você é. Você pode ser uma lata de lixo, não irá mudar nada pra mim. – Disse rindo irônica. – Apesar de que a lata de lixo é bem mais importante que você! – disse e vi querer avançar nela, me coloquei entre as duas.
- Para ! – Eu disse olhando a menina que pareceu notar minha presença, seu olhar demonstrava surpresa, magoa e talvez raiva. – Chega de dar show!
- Você está defendendo a novata? – Ela perguntou brava. – Não acredito Zayn! – Ela disse girando em círculos. – Você já quer pegar ela!
- Cala a boca ! – Eu disse a olhando bravo. – Isso não é da sua conta!
- Zayn, você está falando na minha cara que quer pegar ela! – Ela disse e eu escutei bufar. – Você é um cafajeste mesmo!
- Você está louca! – disse. – Ele não disse nada disso garota, to falando que ela tá bem surda! – disse e urrou.
- Cala a boca! – disse. – Estou falando com o meu... – Parou de falar quando eu a olhei com cara de quem quer saber o que era dela.
- Seu o que ? – Harry disse chegando por trás da namorada com uma expressão não muito amigável. – O que tá acontecendo aqui?
- Nada, Styles! – Eu disse rindo irônico. – Só sua namorada tendo uma crise de ciúmes por minha causa! – Disse debochando de Harry.
- Malik? – Eu olhei serio. – Cala a porra da boca! – Harry disse cruzando os abraços em frente ao peito. – O que está acontecendo aqui, amor? – Cerrei meus punhos, eu queria soca-lo.
- Nada Harry! – disse me olhando de canto de olho, jurei ver um sorrisinho vitorioso. – Só vamos sair daqui! – Ele apenas assentiu, e deu um selinho na namorada, entrelaçaram as mãos e saíram.
- Qual é teu lance com ela? – perguntou, havia me esquecido da menina.
- Como assim? – Disse me virando pra ela.
- Não é normal alguém fazer um show desses porque um desconhecido está defendendo outra pessoa! – Disse dando de ombros. – Então presumo que alguma coisa vocês tem!
- Não temos nada, ! – Eu disse calmo massageando as têmporas. – era minha melhor amiga, mas gostava de mim de outro jeito e eu meio que estraguei tudo!
- Ela ainda gosta Malik! – disse rindo. – Eu já vou, te vejo depois! – Disse me dando um beijo na bochecha.
Fiquei mais alguns minutos parado raciocinando o que havia me falado, não gostava de mim, pelo menos achava que não.
- ? – Eu disse quando ela estava na metade do corredor. Ela me olhou sorrindo. – Talvez eu queira te pegar mesmo! – Disse debochado, e ela me mandou o dedo do meio.
Rumei até a sala da minha primeira aula calmamente, às vezes cumprimentava alguém e falava sobre a festa.
- E aí, Malik? – Niall disse. – Por que demorou? – Disse rindo sarcástico.
- Nossa! As noticias correm rápido demais por aqui! – Disse sentando-me em sua frente.
- O que aconteceu lá fora? – Niall perguntou dando de ombros.
- deu um mini show por causa de nada e Harry chegou! – Eu disse calmo. – Ela está com ele só pra me atingir!
- Nós sabemos que sim Zayn! – Niall disse sorrindo. – E pelo que vejo está conseguindo!
- Não, eu só fiquei bravo porque ela ia bater na ! – Me olhou confuso. – A irmã gêmea da vizinha do bem.
- Ual! Já virou amiguinho dela? – Me perguntou sorrindo malicioso.
- Você não presta! – Eu disse dando um soquinho em seu braço. – Como ela diz, somos “colegas” ainda! Ela me lembra muito a Bi.
- Não é só pra você! – Ele disse suspirando triste. – Quando a olhei vi a Bi ali, o jeito meio marrento e reclamona!
- Foi isso que pensei! – Eu disse sorrindo triste. – Imagino como Tomlinson está tendo que conviver com alguém que lembra a ex-namorada que faleceu!
- Nem fala cara! – Niall disse olhando para o chão. – Espero que com essa festa ele se anime mais, sei que já passou três anos, mas imagino que Louis ainda sofra por isso!
- É uma barra! – Eu disse. – Ele tem toda aquela pose de menino brincalhão e alegre, mas por dentro deve ser uma bagunça! – Eu disse imagino o que Louis sentia depois de tudo que passou nesses anos.
O professor entrou na sala antes que Niall me desse uma resposta, começou a escrever qualquer coisa na lousa, mas eu já não prestava mais atenção à frase que disse repetia-se em minha mente.
“Ela ainda gosta Malik!”

Sette

“You're still in bed at ten, and work began at eight…”

Louis

Hoje, ontem, semana passada ou há um mês, não sei ao certo quando tudo começou a mudar. As coisas são assim, num dia você está sorrindo feliz e noutro só quer ficar o resto da vida na cama, eu vinha enfrentando esse dilema.
Já havia se passado um mês desde a ideia da festa e muita coisa mudou, a começar por Liam que se recusou a deixar a festa ser em sua casa o que fez com que Zayn ficasse puto da vida e parasse de falar com ele, um mês que Niall anda digitando em seu celular e sorrindo apaixonado, um mês que Haz anda agindo estranho, um mês que a amizade de Liam e voltou ao normal, e faz um mês que a olho e vejo minha Bianca Cooper.
, a novata que veio da Itália, a menina que eu observo entrar na escola todas as manhas, a menina que chega com cabelo bagunçado e olhos vermelhos, a menina mistério que me faz querer aproximar-me. Bianca e ela não tinham muitas coisas em comum, elas têm o mistério que paira por elas em comum, e talvez por esse motivo eu a vejo em .
Quando conheci Bianca ela estava passando por coisas difíceis, mas ela aparentava ser calma e perturbada ao mesmo tempo. Seus pais na época estavam se separando e seu irmão mais velho estava preso por um crime qual eu nunca descobri. Lembro-me de vê-la sentada em um café, que eu frequentava muito na época, quando meu olhar cruzou com o seu foi algo bem estranho, mas eu senti vontade de me aproximar dela, e foi o que fiz.
Bianca era frágil, doce, mas seu olhar deixava bem claro, o quão atormentada era e não era muito difícil perceber isso, era tão aparente seu desespero e sua dor, mesmo tudo isso sendo meio louco era o que me fazia gostar cada vez mais dela. Peguei seu número naquele dia e desde então ficamos conversando por dias ou até meses, eu perdia a noção do tempo quando estava com ela. Ela era como uma ópera, fascinante e ao mesmo tempo tumultuada.

FLASHBACK:
- Ei Bi? – Chamei a menina assim que parei na frente de sua casa, ela estava sentada em sua sacada.
- Louis? O que faz aqui? – Perguntou, surpresa.
- Consegui uma grana com a minha mãe. – Disse, dando de ombros. – E pensei de a gente ter um encontro de verdade! – Disse, sorrindo.
- Eu sabia que não era uma boa ter te passado meu endereço, Tomlinson! – Disse brincalhona. – Aguenta aí, já desço!

Naquele dia eu me senti como um colegial virgem, quando ela sorria meu mundo girava e eu me sentia cada vez mais apaixonado. Durante meses convivi com Bi, conheci seus pais que já estavam separados e ela conheceu minha família, por conta da separação dos pais Bi teve que frequentar terapia, ela dizia que estava progredindo muito, e isso me deixava feliz. Mas assim como a felicidade vem rápida, a tristeza também, Bianca começou a mudar, parecia estar piorando ao invés de estar progredindo, eu descobri que ela havia largado a terapia.
Bianca era como uma montanha russa me levava para cima só para me trazer para baixo de novo. Durante aquele ano eu me sentia sempre assim, naquele ano eu fui feliz e triste ao mesmo tempo, então ela partiu e eu fiquei.
Perder Bianca foi a pior coisa que me aconteceu em toda a vida, era difícil saber que nunca mais acordaria com suas mensagens de ‘bom dia’, que não íamos tomar sorvete em seus dias especiais, era como ela nomeou os dias que estava feliz. Eu a conhecia tão bem, ou pelo menos achava que a conhecia, mas eu sem perceber deixei passar algo. Bianca era tão perturbada a ponto de ter pensamentos suicidas, eu demorei a acreditar que minha Bianca era assim, demorei tanto que ela se foi.
Então 3 anos passaram e Bi não está mais aqui comigo e eu de certa forma também não estou. Levarei comigo um pouco de Bianca Cooper, tenho seus medos, seus desejos e seus sonhos, nunca me esquecerei de seu sorriso, de sua fisionomia, de suas manias, minha pequena Cooper, sou tão grato por aquele ano.
- Você está bem, filho? – Minha mãe perguntou, assim que apareci na cozinha. – Quer faltar?
- Estou bem! – Menti. – Eu até queria, mas tenho prova hoje! – Disse, sorrindo triste e meio forçado, peguei uma maça, dei um beijo em minha mãe e sai de casa.
Meus pensamentos continuam confusos, eu não sei bem o que pensar ou fazer, sorrir me parece tão errado sem ela. Mas não posso ficar com cara de enterro sempre, afinal as pessoas percebem e como são curiosas querem saber o motivo. Entrei em meu carro e dirigi até a escola, coloquei a “máscara” de pessoa feliz e adentrei na escola, todos que me conheciam e os que não me cumprimentavam e eu apenas sorria, estou mal para fazer outra coisa.
- Fala cara! – Harry era o único sentado em nosso banco de costume, me joguei ao seu lado.
- E aí, Haz! – Disse, sem emoção.
- Vejo que alguém não dormiu essa noite! – Ele disse, sorrindo de lado e eu apenas dei de ombros.
- Sabe como é! Essas provas me matam. – Menti, sorrindo falsamente.
- Sai pra lá com essa, Tommo! – Harry disse, e eu o olhei confuso. – Te conheço muito bem pra saber que algo te incomoda e que não dormiu nada todos esses dias.
- Só estou com insônia, Haz! – Eu disse, ignorando o resto da frase de Harry. – Serio!
- Louis, você sabe que não me engana né? – Eu apenas assenti, triste. – Faz um mês que você está assim!
- Assim como? – Perguntei, confuso.
- Quieto, sem fazer piadas e com cara de enterro! – Respirou. – Você só está de corpo presente, porque tua alma nunca está aqui! – Disse, apontando pra mim. – Você parece perdido, Tommo!
- Eu estou bem! – Disse, sorrindo. – Já você parece outro Harry! – Disse, tentando mudar de assunto.
- Ei, não muda de assunto não! – Haz suspirou. – Estou confuso sobre a faculdade! – Mentiu, mas eu ignorei, porque quando Haz quer, ele conta sem pressão de ninguém.
- Tudo bem, Haz! – Eu disse, vendo Niall e Liam aproximando-se de nos. – Quando você quiser você conta! – Disse, e ele sorriu agradecido.
- VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR! – Niall disse gritando, assim que parou em nossa frente.
- Se você contar, talvez vamos! – Haz disse, tentando fazer graça.
- Liam deixou fazermos a festa em nossa casa! – Niall disse, ignorando Haz e dando um tapinha nas costas de Liam.
- MENTIRA! – Harry empolgou-se. – Digo legal cara! – Harry disse e todos nós gargalhamos.
- Agradeçam a ! – Liam disse, depois de se recuperar da gargalhada.
- Zayn vai ficar bem animado. – Eu disse, olhando Liam. – Talvez volte a falar com você, Payne! – Disse apontando para Zayn que caminhava em nossa direção.
- Zaz, querido! – Niall disse, abraçando Zayn de lado. – Que saudades, amor! – Zayn revirou os olhos, o que fez Niall fazer uma encenação bem falsa, diga-se de passagem.
- Niall, tem gente olhando! – Zayn disse, afastando Niall. – Depois, amor! – Sussurrou, mas nós ainda escutamos, o que fez mais uma vez termos um ataque de risos. – O que aconteceu? – Ficamos em silencio e olhamos para Liam.
- Deixei rolar a festa! – Liam disse, depois de entender o que queríamos que ele fizesse, Zayn o olhou e o ignorou. – Não vai mesmo falar comigo?
- Alguém pode me responder o que aconteceu? – Zayn perguntou, ignorando Liam novamente.
- Qual é, Zayn? Liam já respondeu e você escutou, para de ignorar e responde o cara! – Niall disse, calmo.
- Zayn, eu não sei porque está tão bravo comigo. – Liam disse calmo. – Eu apenas neguei uma festinha!
- Uma festinha? – Zayn disse irônico. – Eu chamei a escola inteira e assumi o compromisso de falar com Tyler para que as gêmeas fossem e tive que desmarcar! – Zayn suspirou. – Isso foi vergonhoso! Eu to cansado de você ter que mandar ou desmandar em nós, só porque você... – Apontou para Liam. – Não consegue viver sem culpa!
- Você está equivocado, Zayn! – Liam disse, exasperado. – Eu vivo sim, mas do meu jeito.
- Claro que vive! – Zayn disse, sarcástico. – Vive com medo de tudo, com um pé atrás para qualquer coisa. – Zaz disse, andando em círculos. – Por que será que e você brigaram? – Zayn disse, colocando a mão direita em seu queixo como se estivesse pensando.
- Não coloca no meio dessa porra! – Liam disse, bravo. – Você só está bravinho assim por causa de ! – Liam sorriu irônico. – Não consegue entender que até ela, pode seguir em frente sem você, e ainda por cima, com seu meu irmão! – Liam disse, e Zayn cerrou os punhos. – Você está tão bravo a ponto de achar qualquer besteira pra brigar com um de nós!
- Calma caras! – Niall disse, colocando-se entre os dois.
- Você está blefando! – Zayn disse, empurrando Niall. – Você é ridículo, pensa que todos caem nesse seu papinho de “Oi, sou o Liam Payne ou como penso ser, o senhor perfeito. ” – Zayn disse, tentando imitar a voz de Liam. – Sinto em lhe dizer que todos ainda se lembram do que aconteceu verão passado!
- VOCÊS DOIS! – Eu gritei, quando percebi que Zayn ia tocar na história que todos queríamos esquecer. – PODEM, POR FAVOR, PARAR COM ISSO! – Os dois me olharam assustados, abaixei meu tom. – Vocês são amigos há tanto tempo, mas por um capricho idiota estão brigando e ferindo um ao outro. Zayn, combinamos de esquecer o verão passado. E Payne, combinamos que seria apenas a namorada de Styles e mais nada!
- Louis tem razão! – Niall disse, suspirando. – Vocês não estão apenas se machucando, estão machucando nós! – Niall disse, apontando para Harry e depois pra mim.
- Me tirem dessa! – Harry disse, e eu lhe dei uma cotovelada. – Serio, parem com isso!
Zayn nos olhou triste, pegou sua mochila e foi em direção à rua, Liam fez o mesmo, mas caminhou em direção a escola, se conheço os dois, eles vão pensar e talvez, apenas talvez guardem o orgulho.
- Que merda foi essa? – Haz perguntou.
- Não sei! – Eu disse, me levantando. – Só sei que já basta suas briguinhas idiotas com Zayn!

A minha rotina e de tem sido tediosa, desde que chegamos a Londres, mas há um mês a de mudou completamente, todas as tardes ela ia para aquela pracinha que eu a encontrei, ela não falava o motivo e nem avisava se ia demorar ou não, mas quando chegava, parecia feliz. indo todos os dias para aquela pracinha fazia com que Tyler e eu ficássemos sozinhos, e isso não era tão ruim, como eu pensei que podia ser.
Eu gosto do meu irmão, claro que gosto, ele sempre me ajudou em tudo, mas desde que chegamos ele vem sendo um babaca. Apesar de todas as tardes ficarmos sozinhos em casa, não nos encontramos em nenhum cômodo, costumo ficar em meu quarto, e ele? Bom, não sei.
Mas naquele dia resolvi sair de meu quarto, Tyler não estava em lugar nenhum da casa, talvez em seu quarto trancado, escutando aquelas merdas que ele chama de música. Sentei no sofá e liguei a TV, comecei a sapear pela TV, até que vi um filme que me chamou atenção, eu conhecia aquele filme, em casa éramos todos viciados naquele filme, parei naquele canal e aumentei o volume, foi quando escutei passos rápidos vindos da escada.
- Não me diga que esse filme é... – Tyler disse, de pé ao lado do sofá que eu estava.
- Batman: o cavalheiro das trevas! – Falamos juntos, e depois começamos a dar risada que nem loucos, foi quando percebi que Tyler me olhava sério. – O que foi? – Disse o olhando, também séria.
- É a primeira vez desde que vocês chegaram, que você. – Apontou para mim. – Está rindo comigo e até meio que falando comigo!
- Ah! – Eu disse, dando de ombros, um pouco envergonhada. – Isso não quer dizer que eu ainda não esteja brava por você ter concordado com papai.
- Sobre isso ... – O interrompi.
- E também por ter agido como um babaca na frente daqueles idiotas que eu nem conhecia direito. – Disse, o olhando nos olhos pela primeira vez.
- Desculpa ! – Disse, suspirando. – Eu às vezes sou um babaca e você sabe disso, e sobre o papai, tenta entender que não tive escolha! – Ele disse, e eu o encarei.
- Ah! Que bom saber que somos um peso para você, Tyler! – Eu disse, me colocando de pé. – Fica bem melhor assim, sabe? – Ele me olhou confuso. – Fica bem melhor pra eu continuar te evitando.
- Não! Para, por favor! – Ele disse, triste. – Estou cansado disso , cansado dessas suas atitudes de criancinha ridícula, estou cansado de viver na mesma casa que minha irmã e não poder nem falar “bom dia”! Isso está me irritando.
- Você que começou! – Eu disse, parecendo uma criança, como ele mesmo disse. – Eu só acho que, Tyler, você podia ter brigado por nós! – Eu disse, me entregando ao choro.
- Eu briguei! – Ele disse, aproximando-se. – Eu tentei falar para o papai que essa ideia era maluca, eu tentei ficar em casa com vocês, eu tentei manter contato, eu juro que eu tentei tudo isso, mas o papai não queria mais eu dentro de casa, disse que eu era o erro de vocês, e então eu vim pra Londres.
- Por que tão longe? – Eu disse, chorosa.
- Londres me lembra da mamãe, e você sabe como mamãe nós fazia bem, eu precisava me sentir acolhido, ! – Ele disse, com os olhos cheios de lágrimas.
- Você não devia ter deixado à gente! – Eu disse, triste. – Você não sabe o quanto foi horrível sem você.
- Claro que eu sei! – Ele disse, chorando. – Foi ainda pior pra mim! – Então eu corri até meu irmão e o abracei, um abraço que eu precisava desde que cheguei a Londres, um abraço de perdão, de saudade e de dor. – Amo tanto vocês! – Ele disse, e eu sorri.
- Amo você, Ty! – Disse, depois de nos abraçarmos.
Começamos a assistir ao filme que estava na metade, mas não ligávamos, assistíamos comentando a maior parte dele, às vezes repetíamos as falas ou falávamos adiantado, era tão bom estar com meu irmão mais velho de novo. Ficamos assistindo uma maratona de Harry Potter, depois que o Batman acabou, HP era filme que Tyler ama, e eu não ligo muito, após uns três filmes de HP, Tyler resolveu que devíamos comer alguma coisa e eu concordei.
- me disse que você tem amigos novos! – Ele disse, como quem não quer nada, enquanto fazia nossos lanches. – Principalmente um tal de Zayn! – Sorriu malicioso.
- Você sabe que fala demais! – Eu disse, revirando os olhos. – E sabe que Zayn é nosso vizinho!
- Claro que sei, mas não sabia que ele fazia seu tipo! – Disse, malicioso.
- Que horror! – Eu disse, o olhando brincalhona. – Onde estamos vivendo, Deus? Não posso mais ser amiga de homens que já os quero! – Disse, como uma mão no coração fazendo cena.
- Zayn é legal, e parece importar-se com você! – Tyler disse, sério.
- Por que está dizendo isso? – Perguntei, confusa.
- Ele veio pedir permissão para você ir a uma festa na casa de Niall e Liam! – Disse, por fim. – Acho que alguém vai dar uns beijos no final de semana.
- Ele veio pedir por mim e por ! – Eu disse, bufando. – Você deixou mesmo?
- Claro que deixei! – Disse, mordendo seu lanche e falando de boca cheia. – Papai não está aqui, não vou deixar vocês perderem a adolescência!
- Você sabe que papai não gosta dessas festas! – Eu disse, seria.
- Você ainda se droga? – Perguntou do nada, ignorando toda nossa conversa. Claro que me drogo, mas Ty não podia saber, ninguém podia.
- Maconha! – Eu disse, dando de ombros. – Só quando estou estressada.
- Maconha? – Assenti, mordendo meu lanche. – Não é tão forte, maconha me deixa feliz, gosto de maconha! – Desatei a rir e meu irmão também. – não quero que volte naquela época ruim, entende? – Disse, sério. – Maconha pode não ser tão forte, mas ainda assim é droga, então manera!
- Tá bom, papai! – Disse, zoando meu irmão, que mandou o dedo.
- Mas quanto a Zayn. – Ele disse, bebericando seu refrigerante. – Acho que você devia tentar algo com ele!
- Ty, Zayn é apenas meu amigo! – Eu disse, por fim. – Ele tem uma paixonite por uma menina idiota da escola, e não me sinto no direito de fazê-lo parar de sentir algo por ela, afinal eu não sei mais o que são sentimentos por terceiros!
- Achei que tinha esquecido Adam! – Tyler disse, me olhando serio. – Sabe, ele até pode ter sido o cara que você mais amou na sua vida, mas ele já se foi. E acho que ele não tem direito de te prender para ele, afinal ele quis lhe deixar.
- Não estou presa a Adam. – Disse, sincera. – Ele foi uma parte muito boa da minha vida, mas ele mentiu pra mim! – Disse, lembrando de Adam. – Ele se foi, e bom, não posso negar, que ainda me sinto mal por ter perdido alguém que amava, mesmo sabendo que ele morreu ao lado de sua amante!
- Você nunca procurou a menina? – Tyler perguntou, levantando-se e indo até a máquina de lavar louça.
- Uma vez! – Eu assumi, meu irmão virou-se para mim e me olhou espantado. – Eu precisava saber. – Disse. – Precisava saber porque ele havia feito o que fez!
- E como foi? – Ty perguntou, sentando-se em minha frente novamente.

FLASHBACK:
Andava apressada em direção à rua que havia ido várias vezes, mas não imaginava ser a rua, da amante de Adam.
Parei em frente a uma casa azul desbotada, fiquei fitando a porta branca em minha frente, criei coragem e bati. Minutos se passaram e ninguém apareceu, logo uma mulher loira de meia idade apareceu e sorriu.
- Oi! Deve ser amiga de Nikki! – A mulher disse, me encarando. – Ela precisava de uma visita mesmo, desde que o namorado se foi, está tão sozinha! – Aquilo doeu, Adam não era namorado da tal Nikki, ele era meu, eu queria gritar para aquela mulher e dizer o que sua filha era, mas me senti tão mal a ponto de apenas assentir. – Como você se chama? – Ela disse, me dando passagem para entrar.
- ! – Eu disse. – .
- Nossa! – Ela disse, sorrindo. – Filha de Pyetro, como cresceu menina!
- Conhece meu pai? – Eu perguntei, confusa.
- Claro! – Ela disse, seria. – Você não se lembra, pois era tão pequena. Eu trabalhei para ele. – Apenas assenti. – O quarto de Nikki é o último da direita, pode ir até lá, sei que ela ficara feliz em vê-la. – Disse, e eu apenas assenti.
Comecei a subir a escada da casa da tal Nikki, eu nem sabia seu nome, eu apenas havia procurado John e pedido o endereço da tal menina, queria olha-la pela primeira vez e entender, entender porque Adam havia feito o que fez. Fui até a última porta do corredor, parei em frente a uma porta na cor rosa e vi uma foto de Adam e Nikki na porta e logo abaixo uma frase, reconheci a letra.

Te amo, minha Nikki!
Do seu Adam.

Lendo aquilo, eu não aguentei e comecei a chorar silenciosamente, eu o amava tanto, mas não era reciproco, criei coragem e bati na porta, apenas o silencio foi ouvido, logo passos tomaram conta do silencio e a porta escancarou-se em minha frente. Olhei uma menina dois centímetros mais baixa que eu, tão loira quanto a mulher que havia aberto a porta e me deixado entrar, seus olhos eram azuis, ela me encarou e ficou me olhando estranho. Então, me dei conta de que ela não sabia quem eu era, ela não sabia que era a amante, e foi por isso que voltei a chorar, a menina apenas me encarou aflita, me deu passagem e fechou a porta atrás de nós.
- E-eu sou ! – Eu disse, tentando me recuperar. – A namorada de Adam! – Eu disse, e ela me olhou estranha. – Acho que nunca deve ter se perguntado onde ele estava todos os sábados à noite, e eu sinto tanto por isso! – Eu disse, e ela me olhou séria. – Eu nem devia estar aqui, mas eu precisava saber porque. – Pausei, me recuperando. – Por que ele fez isso comigo?
- Não estou entendendo você! – Ela disse, sincera. – Adam e eu, namorávamos a um ano mais ou menos! – E foi então, que eu chorei mais. – O que foi?
- Eu comecei a namorar com Adam. – Eu disse, e ela me incentivou a continuar. – Quando tinha 14 anos, agora tenho 16. – Então, foi aí que a ficha dela caiu, foi aí que ela se tocou do que eu falava. – Desculpa! Mas eu sou a namorada e você era a outra!
- Não, Adam me amava! – Ela disse, chorando, e eu apenas neguei. – Você não pode falar isso, ele acabou de morrer!
- Eu sei! – Eu disse, tirei o pacote que trazia em baixo do blusão e a entreguei. – Pode ler, uma por uma! São as cartas que ele me mandou quando me conheceu em uma festa da Amber School, estão em ordem cronológica, e pode conferir as datas. – Ela abriu o pacote, e pegou a primeira carta, passou o dedo por ela e começou a ler em voz alta.
- , pode parecer pouco o que estou escrevendo aqui, mas é o suficiente para mim, desde que te vi pela primeira vez fiquei perdido, seus olhos, sua boca, seus cabelos macios. – Ela pausou, e limpou a lágrima teimosa. – Era para ser uma carta, mas eu não sei muito bem como escrever uma, sei que nossa diferença de idade é mínima, mas eu queria tanto que você soubesse que mesmo que fosse enorme, nada me impediria de dizer o quão apaixonado estou! – Ela pausou novamente, me olhou triste, eu já estava chorando novamente. – Seu jeito delicado, sua voz calma, suas mãos, e seu jeito de rir, foi tão pouco, mas tão suficiente para que eu me entregasse para você! – Ela me olhou novamente, e eu apenas a encarei chorosa. – Estou completamente apaixonado por você! Assinado seu, inteiramente, Adam! – Ela disse me olhando, mas logo voltou para carta. – Junho de 2012.
Fiquei encarando a menina que continuava a olhar a carta, ela colocou a carta em cima de sua cama e logo pegou a próxima, mas essa ela não leu em voz alta, a única coisa que disse foi:
- Agosto de 2012! – Era explícito a dor em sua voz, sua tristeza era tão aparente, eu me perguntei mais uma vez, o por que de Adam ter feito duas pessoas sofrerem assim? Pegou a próxima carta, e última. – Estamos completando 4 meses de puro amor, te amo tanto minha ! – Ela disse, chorando. – Dezembro de 2012!
Então ela continuou abrindo e lendo os pequenos cartões de 1 ano, 1 ano e meio, até o último que era de 2 anos de namoro.
- Nesse dia! – Ela disse, apontando para o cartão de 2 anos. – Ele e eu estávamos fazendo um ano! – Ela chorou, ali na minha frente, e eu chorei junto. – Sinto muito, por você! – Ela disse, por fim.
Eu não respondi nada, apenas assenti triste, limpei minhas lagrimas e fui em direção a saída de seu quarto, desci as escadas correndo, dei um tchauzinho para a mulher loira e corri para fora daquela casa, quando cheguei a rua deixei que o frio da Itália me acolhesse e comecei a correr em direção a qualquer lugar, eu chorava tanto, me sentia péssima, mas ainda não entendia porque Adam fez o que fez.

- Depois daquele dia, chegou uma carta em casa! – Eu disse, limpando as lágrimas. – Era de Nikki, ela me pedia desculpas, e havia dito que não amou tanto Adam como eu amei! – Eu disse, e Tyler me olhou triste.
- Nossa! Sinto muito! – Ele disse, sincero. – Sinto por não ter descoberto o que fez Adam levar a se afastar de você e ter feito o que fez!
- Apesar de tudo, Ty, eu não consigo o culpar! – Eu disse, sincera. – Eu o amei tanto, que a saudades é bem maior que o ódio, me sinto perdida as vezes.
- Acho normal, você sentir-se assim! – Ele disse, sincero. – Mas já passou, você tem que seguir em frente! – Ele disse, sorrindo. – Sei que essa armadura que você vestiu te faz melhor, então continue a usando! – Ele disse, por fim. – Mas quando algo de bom acontecer, não deixe passar! – Ele disse, e entendi sobre o que estava referindo-se. – Zayn é um cara legal!
- Mas não é o cara que eu quero! – Eu disse, sincera. – Não que eu queira alguém, mas no momento não preciso de ninguém! – Disse, explicando-me.
- Eu sei disso! – Ele disse. – Tenho que me encontrar com Sara agora, mas continuamos a assistir Harry Super Foda Potter depois! – Apenas assenti, ele veio até mim, deu um beijo em minha testa. – Vocês podem pedir uma pizza se quiserem.
Tyler logo saiu de casa, subi até meu quarto e puxei a caixa que trouxe da Itália, eu a escondi de baixo de minha cama, acho melhor assim, comecei a procurar a carta de Nikki, vi fotos minhas com Adam, Tyler, John, , mamãe e papai, por fim achei a maldita carta, a abri e comecei a ler.

Querida ,
Demorei para lhe escrever por falta de coragem, eu sei que lhe devo milhares de desculpas por ter sido a outra, mas o que eu realmente quero lhe dizer é que, hoje eu entendo que não amei Adam do jeito que você amou, talvez eu possa tê-lo amado um pouco, mas não tão intensamente como você! Eu comecei a entender que a intrusa nessa história toda, era apenas eu, afinal eu cheguei depois, mas não me sinto tão culpada por isso, me sinto culpada por não ter amado Adam do jeito que você amou, afinal sabemos que você o tinha mais do que eu.
Espero que você entenda, que Adam não tinha um porque para tudo o que fez, entenda também, que nenhuma de nós somos culpadas, afinal em partes acabamos por usar uma a outra de forma indireta, isso pode até soar bem estranho, mas com o tempo você irá entender.
Quando ele se foi, ali do meu lado, eu fiquei destruída, não saia de casa, não atendia o telefone, não comia ou dormia, mas sua vinda de certa forma me ajudou muito, eu devia ter lhe agradecido naquele dia, mas estava sendo bem difícil acreditar, que eu, era a outra, obrigada por sua visita, , obrigada por ter me mostrado que mesmo estando muito mal, eu ainda podia continuar a viver, afinal quem se foi, não fomos nós, e sim Adam!

Setembro de 2014.
Com carinho,
Nikki.

Eu, de certa forma, acabei por entender o que Nikki queria me dizer, acabei por entender porque Adam se foi e nós duas ficamos, acabei também por entender o porquê Adam fez o que fez, mas eu não queria que as pessoas soubessem que, eu de certa forma nutria um rancor por ele, afinal ele foi o cara que eu mais amei em toda minha vida. Guardei a caixa e limpei as lagrimas teimosas que insistiam em cair, ao todo eu sabia que um coração inteiro não entendia o que era uma decepção, e talvez, um coração pela metade saiba.

- Então, Zayn Malik resolveu me convidar para uma festa? – Eu disse, Zayn esta em minha frente. – Harry, já me convidou Malik, somos namorados, esqueceu?
- Como esquecer isso, quando você sempre fala disso, como se fosse uma maravilha? – Ele disse, debochado. – Mas não vim lhe chamar, ao contrário, vim agradecer a ! – o encarou confusa, e eu o olhei brava. – Obrigado, por ter convencido Liam a fazer a festa.
- Ah! Sobre isso. – disse, falando pela primeira vez. – Eu só disse que esta na hora dele esquecer o passado e seguir a vida em frente, se tudo passou para mim, pra ele também tem que passar! – Ela disse, sorrindo sincera.
- Mesmo assim, quero lhe agradecer! – Ele disse, olhando para ela. – E quanto a você. – Ele disse, voltando-se para mim. – Pouco me importa se você está namorando o rei da Inglaterra, só quero que você fique bem longe de mim! – Ele disse, com repulsa em sua voz. – , mais uma vez lhe agradeço!
E dizendo isso, ele se afastou de nós, me deixando de boca aberta.
- Não acredito que ele falou isso! – Eu disse, andando em círculos. – Ele pensa que é quem para falar assim comigo? – Eu disse, parando em frente a e puxando meus cabelos. – Filho da ... – me interrompeu.
- , chega! – Ela disse, seria. – Você sabe que Zayn não tolera Harry, então você não pode reclamar de nada, se acha que o que está fazendo é certo, prossiga, mas por favor, sem reclamar que Zayn está falando alguma coisa ou fazendo! – Ela disse, e eu a olhei brava. – , desculpa, mas está na hora de alguém olhar pra você e falar algumas verdades!
- Ah! Então é assim? – Eu disse, brava. – Então vamos lá , e quanto a Liam e você? – Perguntei, irônica. – Já não se cansou de ser a outra? Ou melhor, ser a segunda opção para ele? Eu sinto muita pena de vocês dois, mas principalmente de você, afinal a enganada é você e não Liam! – Eu disse, sorrindo maliciosa, ao contrário da reação que eu esperava, apenas virou-se de costas e saiu pelo mesmo lugar de qual vi Zayn sair. – Ah! Eu odeio esses dois!
- Quem você odeia, meu amor? – Harry disse, colocando-se atrás de mim, revirei os olhos, e quando me virei para ele dei apenas um selinho em seus lábios.
- Ninguém, Haz! – Disse, no mesmo tom dito por ele antes.
- Então, como as coisas estão entre Malik e você? – Ele me surpreendeu com a pergunta.
- Como assim? – Perguntei confusa, me afastando de seus braços.
- Acha que não vi ele parado aqui? – Perguntou, rindo sarcástico. – O que ele queria?
- Isso tudo é ciúmes? – Perguntei, rindo irônica. – Ele veio me mandar ficar afastada dele!
- Ciúmes de você? – Harry perguntou, logo soltando uma risada e atraindo olhares confusos. – Claro, meu amor! – Disse mentindo, depois sussurrou. – Por mim, Zayn e você estariam no inferno! – Sorriu sarcástico.
- Sabemos que não, meu lindinho! – Disse, dando outro selinho. – Você quer, que eu vá para o inferno, já Zayn! – Disse rindo, da cara de indignado de Styles!
- Vou apenas lhe ignorar! – Ele disse, rindo.
Logo o sinal tocou e me separei de Harry com um beijo rápido em seus lábios, como odeio beijar aquele menino, mas tinha que fazer isso, espero que dure muito menos do que o esperado. Caminhei lentamente em direção a minha sala, e só então percebi que não caminhava ao meu lado, apesar de sempre estarmos juntas, nunca foi tão dura comigo, e de certa forma, olhando agora pelo lado de minha amiga, talvez, apenas talvez, tenha razão sobre o que disse, mas claro, eu já mais voltaria atrás.
Adentrei em minha sala, sentei no lugar de sempre, e esperei enquanto a sala era abarrotada por aqueles animais, a professora já havia entrado em sala e formado duplas, eu seria a única sem dupla, foi quando algo me chamou atenção, a novata batia na porta para entrar.
- Senhorita , por que está atrasada? – A professor perguntou a olhando séria.
- Meu irmão se atrasou. – Disse simples, sem nada a mais. – Posso entrar?
- Sim, mas que isso não se repita! Sente-se com a senhorita ! – A menina apenas assentiu, quando ia começar a caminhar se deu conta de que não sabia quem era a senhorita , no caso eu.
- Desculpe professora? – A professora virou-se para a menina. – Quem é essa senhorita ? – Disse simples.
- Sou eu! – Me levantei, chamando a atenção de todos ao meu redor, a menina que ainda encarava a professora, virou-se lentamente em minha direção.
- Ah! Tá de brincadeira né? – Ela disse, e eu apenas sorri debochada.
- Como disse senhorita? – A professora a olhou brava.
- Nada não! – Eu sabia que era da mesma turma de ciências que eu, mas eu nunca a vi frequentar as aulas, o que foi uma surpresa ela estar assistindo aquela aula. A menina caminhou em minha direção, e quando chegou, sentou-se. – Então patricinha, seu nome é? – Perguntou parecendo um caminhoneiro.
- ! – Eu disse, revirei meus olhos, a menina apenas sorriu sarcástica.
- ! – Disse por fim, como se eu não soubesse quem ela era.
- Bom, pessoal quero que vocês façam um trabalho do livro. – Todos olhavam a professora. – Dá pagina 60 até a 70. – E um grito de ‘ah’ pode ser ouvido por toda a sala. – Isso é para entregar hoje, valendo nota! – Disse, sorrindo feliz, professores e suas manias idiotas.
- Achei que ia brigar para que eu não fosse sua dupla! – disse, me encarando.
- Eu até ia, mas não vale a pena! – Eu disse, sem dar muita importância abrindo meu livro na página que foi mandada. – Se eu brigasse, ela ia colocar a gente de dupla permanente, uma vez é bem melhor do que para o resto do ano, não concorda? - A menina apenas assentiu, abriu seu livro na página também.
- É, como vamos fazer esse trabalho? – Ela disse, ignorando o que disse antes.
- Os trabalhos dela em duplas são sempre para cada um entregar sua folha, então podemos fazer juntas, ou cada uma por si.
- Opção dois! – Ela disse, rindo. – Valeu patricinha.
Apenas ignorei a menina, comecei a fazer meu trabalho, enquanto a menina ao meu lado fazia o mesmo, me corroía para perguntar sobre Zayn e ela, mas tinha medo de sua resposta, foi quando o sinal para a segunda aula de ciências tocou, eu num impulso toquei em seu braço, chamando sua atenção, ela me olhou com aqueles olhos tão azuis.
- Que foi patricinha? – Disse, me encarando brava.
- Ah! Esquece. – Disse, afastando minha mão de seu braço.
- Você quer saber sobre Zayn, não é? – Perguntou óbvia.
- C-como você sabe? – Perguntei, a olhando com curiosidade.
- Está bem na cara que você é bem afinzona dele! – Ela disse, dando de ombros. – Não se preocupe, não vou me envolver com ele! – Disse, me olhando sincera.
- Eu namoro! – Eu disse, só para deixar claro, a expressão dela foi estranha.
- Tudo bem! – Disse, rindo irônica.
Preferi não continuar aquela conversa, mas o que me disse, ficou voltando em minha mente, até uma estranha sabia sobre Zayn e eu, como isso é possível?

Harry

Já se passou mês desde o começo de meu namoro com , um mês que beijei e não consegui falar com a menina, eu não conseguia entender como meu namoro com era algo tão sem importância quando eu penso no beijo.
Os meninos estavam se resolvendo quando cheguei em nossa mesa no refeitório.
- Não, sério! – Malik disse, olhando para Liam. – Eu fui muito otário!
- Concordo! – Eu disse, ganhando a atenção de todos na mesa.
- Acho que ninguém chamou você na conversa! – Zayn disse, me olhando irônico.
- Ah! Que pena, não te perguntei nada! – Eu disse, debochado.
- Vamos parar! – Niall disse. – Uma briga acabou de ser finalizada, e vocês já querem começar uma nova? – Ele disse, nos olhando serio. – Estou farto disso! – Dizendo isso Niall levantou-se e saiu da mesa.
- Merda! – Liam disse, levantou-se também. – Zayn, desculpa mesmo cara! – Saiu correndo atrás de Niall.
- To vazando também! – Zayn disse, levantou-se. – Falou, Tommo!
Então, sobramos Louis e eu, um de frente para o outro, ele me encarava em silencio, e eu retribuía seu silencio, eu sabia que ele estava esperando para que eu lhe contasse sobre o que estava me incomodando, mas como confessar que meu namoro com era falso, e que eu estava pensando na novata tímida?
- Então, tudo bem? – Ele perguntou, como se lesse meus pensamentos.
- Sim e você? – Dei de ombros.
- Tudo! – Ele disse, logo rindo. – Cara, sério, esse não é nosso tipo de conversar, sei que você não gosta, mas o que tá pegando Haz?
- Você me conhece melhor que ninguém! – Eu disse, suspirando. – Que porra, Tomlinson! – Ele riu, e eu apenas neguei com a cabeça. – Se eu te contar você vai ficar muito puto!
- Já não estou gostando muito disso! – Ele disse, me olhando sério. – Fala logo!
- Por onde eu começo? – Perguntei mais para mim do que para ele. – Olha, eu sei que eu fiz muita merda nessa vida, mas eu juro que uma das coisas que vou te contar agora, não foi bem. – Pausei, Louis me encarava sério. – Planejada.
- Styles, to começando a ter medo de você! – Louis disse, sorri com a frase dita por meu amigo. – Diga logo, antes que o sinal bata!
- Certo, bom, eu não queria ter que assumir isso, mas tenho. – Eu disse, e ele deu uma risada nasalada. – Meu namoro com a ... – Ele me interrompeu.
- É falso. – Ele disse, dando de ombros. – Todos sabemos!
- É, isso ai! – Disse de cabeça baixa. – Achei que ia ficar bravo!
- Estou bravo, mas quero saber a outra coisa, pra eu te xingar em dobro! – Disse, dando de ombros.
- Certo, olha, isso que aconteceu foi por puro impulso! – Ele apenas assentiu. – Eu beijei uma novata!
- Ah! Eu sabia que aquele ódio todo por , era amor incubado. – Ele disse rindo.
- Não, não beijei a ! – Ele me olhou negando, apenas assentiu para que eu continuasse. – Beijei a .
- Puta que pariu! – Ele disse, passando as mãos em seu cabelo nervoso. – Ela é tão tímida, e na dela. – Ele disse, olhando em direção a mesa onde se encontrava as novatas gêmeas e . – Como isso aconteceu? – Eu ia responder. – Não, vamos do começo. – O olhei confuso. – Por qual motivo concordou em namorar com você?
- Pelo mesmo motivo que eu. – Ele me olhou com aquele olhar de interrogação. – Queremos mostrar para Zayn, que ele é um bosta!
- Nossa, vocês são bem adultos! – Ele disse, revirando os olhos. – Eu não entendo! Vocês dois podiam simplesmente conversar com o Zayn, mas não, querem fazer do pior jeito!
- Olha, nós sabemos o que estamos fazemos, eu acho que isso vai funcionar. – Eu disse, empolgado.
- Claro! – Ele disse, revirando os olhos. – Se der merda, não diga que eu não avisei!
- Mas você não avisou! – Disse, tentando fazer graça, ele bufou.
- Foda-se então, Styles! – Ele disse, e eu mandei o dedo. – E agora vamos para o segundo assunto, como beijou ?
Então contei para Louis tudo, desde escutando minha conversa com James, e então quando ele saiu com e eu fui para o jardim atrás da escola, e então a minha atitude louca.
- Então você quis beija-la? – Ele disse, rindo malicioso, eu apenas o olhei bravo. – E como foi?
- Eu não quis beija-la! – Disse, e ele riu de minha cara. – Aconteceu! – Suspirei irritado, e Louis riu mais ainda. – Cara, eu não sei o que me deu!
- Eu sei! – Ele disse, rindo malicioso, olhei bravo para ele. – Você está interessado na novata! – Disse, apontando o dedo em minha direção.
- Louis, da onde vem tanta merda? – Ele me olhou confuso, eu apenas neguei com a cabeça. – Já disse, foi impulso, que merda! – Eu disse, com raiva. – Não gosto da novata, acho ela interessante, só isso!
- Tudo bem, Styles! – Ele disse, suspirando cansado. – Desta vez eu irei acredita, mas só dessa vez! – Eu ia retrucar, mas o sinal acabou tocando informando o final do intervalo, caminhei a passos lentos em direção a minha sala, Louis estava em meu encalço, e ficava cantando uma musiquinha chata.
- Dá pra calar a boca? – Me virei para Louis, que me olhou estranho. – Estou com dor de cabeça! – Menti, estava cansado, mas cansado de tudo o que estava acontecendo, cansado dos sonhos que vinha tendo com , cansado de sentir o que eu esperava não sentir por ninguém.

Otto

“You burned your breakfast so far, things are going great...”

Zayn

O que posso falar desse mês? Bom, as coisas aconteceram gradativamente, mas não pareceu acontecer assim, pareceu que tudo cai sobre nós de uma forma louca. Não estou afim de comentar sobre esse mês, afinal ele não valeu nada.
Uma semana havia se passado desde que Liam havia deixado fazermos a festa, hoje é sábado, ou seja, dia de festa. Eu estava muito animado em relação a essa festa, eu achava que alguma coisa ia acontecer, mas não tinha ideia do que seria.
Sai de minha casa, caminhei até a casa de , pode parecer bem estranho, mas nós estávamos mesmo virando amigos, e eu gostava muito de nossa amizade, ela era engraçada, mas as vezes um pouco ogra. Toquei a campainha de sua casa, escutei um “Calma”, fiquei batendo meus pés até alguém aparecer.
- Zayn? – Tyler disse quando abriu a porta. – O que faz aqui?
- Vim falar com a ! – Eu disse, Tyler sorriu malicioso, ignorei isso.
- Ah! Entra aí cara, ela não acordou ainda, eu ia acorda-la agora! – Ele disse, caminhamos até a sala. – Se quiser fazer isso por mim, ficarei grato! – Disse rindo. – O quarto dela é o da porta preta! – Ele disse, revirando os olhos, assenti rindo.
Caminhei em direção a escada, subi lentamente, estava com preguiça, entrei no único corredor que existia ali, caminhei, avistei uma porta toda preta, de todas as brancas, a de era única preta, Tyler nem precisava ter me falado, eu logo saberia. Parei em frente a porta, fiquei meio receoso se entrava ou batia, mas como Tyler havia dito ela estava dormindo, resolvi abrir de uma vez. Abri a porta devagar para não fazer muito barulho, entrei no quarto e pude ver deitada com um monte de edredons e travesseiros, era incrível a capacidade de sentir frio dessa menina, ri com aquilo, caminhei até sua cama, tentando fazer o máximo possível para não fazer barulho.
Ela estava de briga para baixo, seu cabelo estava jogando em seu rosto, o que eu achei super fofo, ri com esse pensamento. Então me joguei sobre .
- SOCORRO! – Ela gritou, comecei a rir. – Zayn? – Continuei rindo. – Ah! Que porra, sai de cima de mim, veado! – Ela disse me empurrando. – O que tá fazendo aqui? – Perguntou mal-humorada.
- Bom dia para você também, ! – Eu disse, ela revirou os olhos e eu ri com isso. – Vim te acordar para me ajudar na casa do Niall e do Liam! – Disse sorrindo feliz, ela me olhou com um olhar de que ia me matar.
- Que horas são? – Perguntou, colocando o travesseiro sobre sua cabeça.
- Umas nove horas, sei lá! – Disse dando de ombros, ela tirou o travesseiro de sua cabeça e me olhou brava.
- Caralho, Zayn! – Disse levantando-se, caminhou até o banheiro. – Vou tomar banho, e não reclama! – Não me deu tempo para dar uma resposta, como era o ser mais adorável desse mundo!
Resolvi ver se já havia acordado, sai do quarto de e caminhei até o quarto ao lado, abri a porta e dei de cara com uma dormindo, sorri malicioso, caminhei lentamente até sua cama, ao contrário de , dormia com um edredom e um travesseiro, e estava toda jogada, não pensei duas vezes, me joguei sobre ela, assim como fiz com .
- QUEM MORREU? – Acordou gritando assustada, comecei a rir. – Zayn? – Fez a mesma pergunta que a irmã. – Que porra você tá fazendo aqui?
- Nossa, sua irmã foi mais delicada! – Eu disse me fazendo de triste. – Vim acordar você, lindinha!
- E quem pediu? – Perguntou grossa. – Sai de cima de mim, caralho!
- É de família! – Ela me olhou confusa. – Vocês não tiram o caralho da boca! – Eu disse rindo malicioso, me olhou brava e jogou o travesseiro. – Vai, levanta!
- Por quê? – Disse com o edredom em cima de sua cabeça. – Tá cedo e é sábado!
- Por isso mesmo! – Disse feliz, ela tirou o edredom e me olhou irônica. – FESTA!
- A festa é a noite, Zayn! – Disse óbvia.
- Mas preciso da ajuda de vocês! – Me olhou com deboche. – Qual é, ? Só hoje!
- Você é folgado! – Ela disse levantando-se. – Sai, vou tomar banho! – Eu ia reclamar. – Vai se foder! – E entrou no banheiro.
As gêmeas eram muito diferentes em algumas coisas, mas quando o assunto era acorda-las, agiam iguais, era bem engraçado. A mais difícil de lidar era , ela era completamente bipolar, em alguns dias ela me abraçava, noutros me mandava tomar no cu e saia andando, ela era uma ótima companhia, e valia a pena passar tudo que estou passando nesse um mês de amizade.
Desci a escada e caminhei em direção a cozinha, Tyler estava sentado na mesa tomando seu café.
- Senta ai, cara! – Disse me olhando engraçado. – Fica à vontade, porque aquelas duas demoram um século pra se arrumar!
- Sorte que eu vim cedo! – Disse me sentando em sua frente. – Elas sempre foram assim?
- Assim como? – Tyler deu um gole em seu café.
- Bipolares, estranhas, irritadas? – Eu disse dando de ombros. – Sabe, extremamente diferentes, mas bem iguais! – Disse confuso.
- É comum, todos nós ficamos assim com elas. – Ele disse. – Elas são completamente diferentes, mas parecem tão iguais às vezes, que fico confuso pra caramba, mas depois de um tempo parecem normais! – Ele disse sorrindo. – Elas já foram piores do que isso e talvez agora estejam melhorando!
- Elas são... – Não consegui pensar em uma palavra.
- Iguais? – Tyler disse rindo. – Elas são iguais a nossa mãe, complicadas, mas são muito boas aqui. – Disse apontando para o coração. – Elas sabem dar o valor que todos merecem, é isso que as deixam tão iguais e tão boas!
- Entendo! – Disse sério. – Gosto delas!
- Até demais, né? – Disse rindo malicioso, fiquei confuso. – e você. – Disse fazendo um gesto estranho.
- Não! – Eu disse negando com a cabeça. – Somos só amigos, eu meio que sou preso a alguém do passado!
- Ela também! – Ele disse como quem não quer nada, fiquei curioso. – Mas você devia tentar, ela parece gostar de você! – Ele disse e eu o olhei sério. – Quem sabe o passado dos dois não fica pra lá?
- Não sei, Tyler! – Eu disse colocando a mão direita em meu queixo. – Gosto muito de , mas não desse jeito!
- Entendo! – Ele disse, levantou-se da mesa, mas antes de sair da cozinha, voltou-se para mim. – Só pensa bem, Zayn!
Dizendo isso ele saiu, não entendi o que Tyler quis me dizer, era afim de mim, era isso? Mas somos apenas amigos e mais nada, é como se ela fosse minha irmã, ela é companheira, engraçada, mas não é com ela que eu quero estar todos os dias, mas e se ela gosta mesmo de mim, o que vou fazer?
- ZAYN! – gritou parando em minha frente.
- Que isso, menina? – Perguntei colocando uma mão no peito.
- To te chamando faz tempo, mas você tava com cara de morto! – Ela disse rindo. – Que foi?
- Nada! – Disse dando de ombros, arqueou uma sobrancelha. – Tá, tá, seu irmão me falou umas coisas e eu fiquei confuso.
- Tipo? – Disse se sentando em minha frente e começando a comer.
- Ele deu a entender que a gosta de mim! – Não devia ter falado nada para , primeiro porque ela ia me zoar, segundo porque o suco de laranja dela estava espalhado em meu rosto e cabelo nesse momento.
- Desculpa! – Ela disse se levantando e correndo atrás de um pano. – Eu fiquei surpresa.
- Sabe que nem percebi? – Disse irônico, ela revirou os olhos.
- Termina de contar isso! – Ela disse me jogando um pano, se sentou em minha frente novamente, pegou o copo de suco e levou a boca.
- Só deixa eu pegar isso aqui! – Tomei o copo de sua mão, me olhou confusa. – Só deixa eu terminar, é melhor você sem nada na boca! – Revirou os olhos. – Então, seu irmão me disse algumas coisas relacionadas com ela e eu entendi que ela gosta de mim...
- Quem gosta de você, Malik? – disse assim que chegou a cozinha, me olhou com os olhos arregalados, e eu engoli em seco. – Posso saber? – Olhei para minha amiga que estava parada com as mãos em sua cintura.
- U-uma menina do fundamental. – disse nervosa. – Pensa, ela tem só 13 anos e já quer nosso querido Malik! – Olhei para , sorri agradecido.
- Nossa! Tá podendo em? – disse sentando-se ao lado da irmã. – Deixa descobrir, vai surtar! – Ela disse rindo maliciosa.
Eu não consigo entender, será mesmo que Tyler quis dizer que gosta de mim, ou eu estou ficando louco? A reação de também deixou a desejar, será que até sabe? Só não entendo porque não me disse nada, somos amigos acima de tudo.
- Acordou a gente atoa, Malik? – disse me tirando de meu devaneio.
- Hã? – Eu disse, ela me olhou com uma cara de brava. – Ah! Desculpa, vamos?
- Fazer o que né? – Ela disse suspirando quase triste.
- Vai ser legal! – disse passando em nossa frente e dando pulinhos.
- Qual a idade mental dela? – Perguntei para .
- Nem sabia que ela possuía mente! – Ela disse e eu ri, escutou e parou com tudo, riu ainda mais.
- Ai, ! – Ela disse triste. – Se eu não tenho mente, você também não tem! – E dizendo isso ela deu a língua para a irmã e voltou a pular. e eu começamos a rir, e foi nesse momento que eu parei para observa-la, seu cabelo tem um tom avermelhado, ela fecha os olhos quando ri, seus dentes são alinhados, quando ela fala sua voz é suave, seu jeito de andar rebolando, seu corpo não muito volumoso e nem tão magro, suas pernas brancas demais, e naquele momento ela me agradava mais do que eu queria.
- Zayn? – disse me olhando assustada. – Zayn?
- Ah! O quê? – Disse sorrindo confuso.
- Chegamos! – Ela disse óbvia. – Você está estranho hoje!
- Eu? – Perguntei, ela apenas assentiu. – Impressão sua!
- Claro! – Disse irônica.
- Vocês chegaram! – Niall apareceu na porta cheio de glitter, nem havia percebido que alguém tocou a campainha. – Que bom!
- Por que você está cheio de glitter? – perguntou, o olhando chocada.
- Louis! – Disse dando de ombros, eu ri e as meninas me olharam estranho. – Vamos, entrem!
Entramos na casa dos meninos, tudo estava uma bagunça, tinha caixas jogadas por todos os cantos, glitter no carpete e as paredes estavam enfeitadas com coisas estranhas.
- Que bagunça! – disse para mim, concordei com um aceno de cabeça.
- O pessoal está lá fora! – Concordei com a cabeça. – Vou ao banheiro me limpar, já volto!
Assentimos, puxei as meninas para fora da casa, abri a porta de correr e me deparei com a pior cena da minha vida. estava sentada no colo de Harry, os dois se beijavam como num filme pornô, eles não ligavam para ninguém ao redor, até para Nathan que estava brincando com Liam e . Olhei para , e ela colocou sua mão em meu ombro direito, apertando carinhosamente, tentei me sentir melhor, mas a cena me machucava.
- VOLTEI! – Niall disse atraindo a atenção de todos, se soltou de Harry, e os dois ao verem minha expressão sorriam cumplices, fiquei desconfiado naquele momento. – E trouxe mais ajuda!
- Que bom! – Louis disse correndo em minha direção, me abraçou. – Sinto muito! – Ele sussurrou, sorri agradecido e puxei em direção a Liam e .
- , esse é o Nathan irmão da ! – Eu disse apontando para o menino loiro em minha frente. – E Nathan, essa é a !
- Sua namorada? – Ele perguntou sorrindo, vi engolir em seco, olhei para trás e vi o sorriso de desaparecer, sorri vitorioso.
- Não! – disse antes de mim. – Somos apenas bons amigos! – E foi nessa hora que vi a expressão de Louis, ele cerrava os punhos e me encarava bravo, não estava entendo sua atitude, ele gosta da ? – Prazer, Nathan! Olá e Liam! – disse sorrindo para os três. – Essa é minha irmã !
- Uau! Vocês são iguais! – Nathan disse engraçado. – Vocês são robôs?
- Não! – disse rindo, começou a rir também.
- Poxa! – Nathan disse e voltou a brincar com Jack, o cachorro de Liam e Niall.
- Não liguem para ele! – disse, sorrindo engraçada. – Ele é muito sozinho, então fica sempre animado com a presença de várias pessoas. – Quando escutou isso pareceu sorrir feliz, caminhou até Nathan.
- Posso brincar com você? – Ela perguntou sorrindo.
- Sério? – Ela assentiu. – não gosta de brincar comigo, diz que pessoas da idade dela odeiam crianças.
- Claro que não! – disse rindo, Nathan abriu um largo sorriso ao escutar aquela frase. – Vamos brincar!
Todos, exceto ficaram de boca aberta, era raro ver ser simpática como estava sendo, achei que ela ia concordar com e ignorar Nathan, mas ao contrário, ela estava correndo com ele atrás de Jack, isso era até engraçado de ver.
- Ela sempre gostou de crianças! – disse sorrindo, todos nós olhamos para ela. – Ela era que nem ele quando pequena, ficava muito sozinha, mas por opção, acho eu!
Concordamos, sorri com aquilo, é mais incrível do que parece e de certa forma isso está começando a chamar minha atenção, claro que no sentido mais puro que se existe.
- Ei, Zayn? – Olhei para Louis, que me chamava, apenas assenti me aproximando. – Pode me ajudar com algumas coisas lá dentro?
- Claro! – Comecei a andar junto de Louis. – , já volto! – Ela fez um joinha e voltou a brincar com Nathan.
Quando chegamos a cozinha, Louis foi pegar um copo de agua, eu não quis nada, então apenas fiquei olhando para o nada.
- Você gosta dela né? – Foquei meu olhar em Louis, ele estava encostado na pia, me olhava com uma expressão fechada, era na verdade indecifrável.
- O quê? – Eu perguntei, ele apenas arqueou uma sobrancelha. – Espera, você tá falando de quem?
- Dá ! – Disse dando de ombros, olhei para meu amigo com a boca aberta.
- O que te faz pensar isso? – Perguntei cruzando os braços em frente ao peito.
- Não sei, talvez o sorriso vitorioso que você deu quando Nathan perguntou se vocês namoravam! – Ele disse depositando o copo na pia, o encarei, Louis fez um barulhinho com a boca. – Qual é, Zayn? Sou eu, o Louis, seu amigo, sabe que pode contar comigo, não sabe?
- Louis, não estou entendo onde você quer chegar! – Eu disse andando até a sala de estar. – Pode ser direto?
- Estou apenas querendo que você seja franco uma vez na vida e me diz se quer pegar a , simples! – Ele disse assim que parou ao meu lado.
- Dá onde você tirou essa ideia louca? – O olhei sério, ele sorria calmo.
- Zayn, você nem conhece a menina direito e já anda pra cima e pra baixo com ela, quer o que? – Ele disse dando de ombros.
- Você tá com ciúmes? – Eu disse, Louis arregalou os olhos espantado. – É isso!
- Ah! Pelo amor né? – Ele disse andando. – Não estou com ciúmes, só quero saber.
- Essa história toda não faz sentido! – Eu disse o seguindo, ele parou.
- Por quê? – Perguntou virando-se para mim.
- Porque você não está fazendo sentido, só por isso! – Disse, passei em sua frente e sai, encontrei todos conversando.
- Nossa, que demora! – Liam disse quando me viu. – Já ia ver se tava tudo bem!
- Tudo certo, papai! – Eu disse, Liam revirou os olhos. – Vocês já terminaram de arruma tudo?
- Claro! Vocês demoraram um século para voltar! – disse, todos apenas concordaram com um aceno.
- Louis e eu não estávamos achando algumas coisas para a decoração de dentro! – Menti, dando de ombros.
Todos apenas assentiram, olhei para Louis que me olhava sério, não entendi onde ele quis chegar com aquela conversa toda, não fazia sentido esse interesse todo por e eu, nem mesmo o interesse sobre eu sentir algo por alguém.
- Então, podemos ir para casa? – me tirou de meu devaneio, a olhei, ela sorria feliz, seus cabelos vermelhos agora estavam presos em um coque mau feito e ela estava com Nathan em seu encalço.
- Ah! Acho que sim, não é, Niall? – Eu disse ao meu amigo que conversava com .
- Sim, tudo está perfeito! – Ele disse sorrindo satisfeito. – Vão se arrumar seus putos!
Nos despedimos de todos, caminhei com as gêmeas até a casa da frente, não falei nada, assim como as duas não conversaram comigo e nem entre si, parei em frente à casa delas, me deu um beijo na bochecha e entrou, ficou ali parada me olhando com seus olhos azuis grandes.
- Bom, hoje foi bem legal, Malik! – Ela disse sorrindo. – Gostei de verdade!
E num impulso eu a beijei, beijei com vontade, um beijo que eu precisava dar a muito tempo, coloquei minhas mãos em sua cintura, enquanto as suas iam direto para meu cabelo, odiava quando as pessoas tocavam em meu cabelo, a única que tocou foi , mas eu estava permitindo que a tivesse esse prazer. Quando o beijo começou a se tornar voraz, o partiu, me empurrou de leve pelo peitoral, demorou alguns segundos para abrir seus lindos olhos azuis, eu a encarava fascinado, eu nunca a vi do jeito que estava vendo agora, era totalmente diferente de tudo que eu imaginava que aconteceria entre nós dois.
- Z-Zayn, o que foi isso? – Disse ofegante, sorri com isso.
- Um beijo, ! – Avancei para abraçá-la.
- Não! – Ela me empurrou novamente. – Para! Por que você me beijou?
- Porque eu achei que você também queria! – Eu disse obvio, ela revirou os olhos e eu entendi.
- Você falou com o meu irmão por acaso? – Ela perguntou cruzando os braços em frente aos seios. – Responde, Zayn!
- Eu falei! – Disse dando de ombros. – Ele disse que...
- Cala a boca! – Ela disse brava. – Você não pode sair por ai beijando quem você acha que quer, sem ao menos perguntar antes! – Não estava entendo. – Zayn, eu gosto de você, gosto mesmo, mas não desse jeito, gosto como um irmão, como se você fosse o Ty!
- , eu... – Tentei falar, mas meus olhos apenas se fecharam com raiva, raiva por ter beijado e não se quer perguntar se ela queria.
- Zayn, tudo bem! – Ela disse calma. – Sério, eu não estou brava. – Ela tentava falar, mas eu apenas a ignorava. – Zayn, olha pra mim! – Puxou meus braços, mas eu relutei.
- EU SOU UM IMBECIL, UM BABACA! – Comecei a gritar bravo, andei até uma lixeira e a chutei com toda a força que eu tinha. – Desculpa, ! – E falando isso, eu corri, corri para a minha casa, para longe de , para longe da dor que eu sentia, para longe de tudo, mas eu pude ver ela e ele me olhando. estava ali, parada com Harry, ela não sorria e nem chorava, só me olhava estática e ao lado dos dois estava Louis, com a mesma expressão indecifrável de antes.

Eu nunca havia me apaixonado, já havia sentido atração, gostado, já fui afim, todas essas baboseiras de sentir algo por alguém, mas nunca havia me apaixonado, mas há um mês eu conheci o Bradley Thomaz, um calouro da faculdade de engenharia química, vindo de família rica e tradicional, viciado no A.S Roma, fã de papai e por incrível que pareça primo de Sara, namorada de meu irmão.
Quando vi e falei com Brad pela primeira vez, foi estranho e cativante ao mesmo tempo, estranho por sentir uma atração tão forte por alguém desconhecido, cativante pelo seu jeito de ser, mas eu me pergunto se toda essa atração e esse cativo que tenho por ele, pode ser uma paixão? E é aí que entra meu medo, meu medo de me apegar por alguém e acabar como acabou com John.
Fora isso, esse um mês em Londres foi muito bom, não que conhecer Brad tenha sido ruim, mas a minha amizade com Niall foi uma das vantagens de vir para Londres, nossa amizade havia crescido muito desde aquele dia em que eu marquei meu número em seu celular.
Ah! E claro, a festa dos meninos, era a coisa mais esperada por todos da April, o que eu achava extremamente clichê, sim, eu tenho uma teoria para tudo, mas na maioria das vezes, tudo será clichê demais pra mim.
- ? – Escutei alguém me chamar do outro lado da porta, era . – Posso entrar?
- Entra! – Eu estava parada em frente ao closet, procurando algo para vestir.
- Tudo bem? – Ela disse, sentou-se em minha cama e me olhou seria, desde que Tyler e voltaram a se falar, tudo ficou mais leve em casa.
- Claro! – Eu disse, me virando para minha irmã. – Por que?
- Você anda quieta demais! – Disse, dando de ombros. – Tem algo que queira me contar?
- N-Não! – Gaguejei, merda! – Tá, tem sim!
- Eu sabia, você anda estranha demais! – Ela disse, olhando as unhas. – O que aconteceu contigo?
- Certo! Lembra do Brad? – Perguntei mordendo meu dedão direito.
- Brad? – Perguntou, arqueando uma sobrancelha. – Esse nome não me é estranho!
- Claro que não é! – Eu disse, dando um tapa em minha testa. – O menino da praça!
- Ah! O bonitinho da praça, claro que lembro! – Disse, rindo maliciosa.
- Então, eu meio que ando me encontrando com ele! – Eu disse, me afastei dela e fui para a sacada.
- EU SABIA! – disse, pulando da cama. – Eu sabia que tinha homem nisso, porque ficar pra nós, você sair todos os dias no mesmo horário e demorar uma década pra voltar, não é muito normal né? – Concordei com um aceno. – E o que tem demais nisso, são apenas amigos né?
- Sim, digo, não sei! – Olhei para que estava parada em minha frente na sacada, ela abriu a boca, mas não deixei ela começar. – , você sabe que a única experiência quase amorosa que tive, foi com o John e bem, eu não considero muita coisa! – Bufei cansada, me olhou seria. – Eu acho que estou começando a gostar do Brad!
- Eu não sei o que falar! – Ela disse, voltando para o quarto. – Eu nunca fui boa com coisas que envolvem sentimentos amorosos por terceiros, eu nem sei o que sinto por Zayn!
- Pera aí, você gosta do Zayn? – Perguntei, entrando para o quarto novamente.
- , estamos falando de você! – Ela disse, neguei com a cabeça. – Depois, pode ser?
- Claro! – Disse, me jogando na cama.
- Mas me diz, o que te faz achar que está começando a gostar dele? – Eu a olhei, ela apenas sorria calma.
- Só de imaginar, que não vamos nos encontrar hoje como todos os dias, eu já me sinto vazia! Não sei. – Eu disse, mordendo meu lábio inferior.
- Você gosta mesmo dele! – disse, sorrindo de lado. – Sabe, chega de ter medo das coisas, chega de ser aquela rebelde, chega de se privar de coisas que te fazem bem, , segue teu coração! – Ela disse, sorri agradecida.
- Promete que se ele quebrar meu coração, você vai estar aqui? – Perguntei, ela sorriu doce.
- Prometo que consertarei seu coração como se fosse uma escultura cara de alguma galeria! – Ela disse, corri para abraçá-la.
- Segue teu conselho também! Você merece. – Sussurrei em seu ouvido.
- Vou pensar! – Ela disse, nos separamos, sorri e ela sorriu também! – Agora vou me arrumar!
- Também vou! – Disse, sorrindo feliz.
Depois que saiu de meu quarto, fiquei sentada na cama pensando sobre o que ela disse, apesar de nem termos nos beijado, mas estar com Brad, era como correr descalço na neve, apesar do frio, era bom. Resolvi me levantar, tomei um banho longo, fiquei refletindo em baixo do chuveiro, odeio banheiras, me dão agonia, sequei meu cabelo com o secador e deixei que os fios castanhos caíssem sobre meus ombros nus, voltei para o closet e fiquei analisando todas as opções que eu tinha, optei por colocar uma saia preta e um cropped, coloquei uma sandália de salto alto preta, e por fim me maquiei, não exagerei em nada, gostava do meu estilo, apesar de ser um tanto incomum.
Saí do meu quarto e fui até o de minha irmã, essa por sua vez usava um short de cintura alta jeans, um cropped cinza com listras brancas e um salto branco, em sua boca usava um batom do tom vermelho e em suas pálpebras uma sombra clarinha, seus cabelos vermelhos estavam jogados sobre os ombros.
- Uau! – Disse, batendo palminhas. – Você está linda!
- Tem certeza que sou eu? – disse, sorrindo feliz. – Vamos?
- Claro! – Eu disse, o tempo havia voado. – Tyler vai ir também?
- Ele disse que vai ir buscar a Sara primeiro, mas depois vai! – disse, dando de ombros.
Pegamos as chaves de casa e saímos, fomos andando lado a lado em silencio, atravessamos a rua, a casa da frente já estava cheia, o barulho da música podia ser ouvido de longe e a rua estava cheia de carros de todos os jeitos. Entramos na casa dos meninos, já que a porta estava aberta para qualquer pessoa, sorria, mas demonstrava insegurança.
- O que foi? – Perguntei, meio gritando em seu ouvido.
- Nada, por que? – Ela disse.
- Você está insegura! – Disse, dando de ombros.
- Ah! Estou apenas com medo de encontrar com o Zayn! – Disse, dando de ombros.
- Por que, ? – Perguntei, estranhando essa atitude.
- Porque... – Ela disse, mordendo o dedão direito. – Ele me beijou hoje!
- MENTIRA? – Gritei, algumas pessoas ao meu redor olharam assustadas, acho que gritei alto demais.
- ! – disse, gritando em meu ouvido.
- Desculpa, mas você me pegou de surpresa! – Eu disse, ela me olhou engraçada. – Como assim ele te beijou?
- Não sei, ele só me beijou e depois saiu chutando tudo! – Ela disse. – Foi estranho!
- Imagino mesmo! – Eu disse, vendo Zayn se aproximar de nós. – E ele está vindo, bye!

Estou brigada com , sem pique para festa e ainda por cima tenho que levar o Nathan comigo, qual é, Deus? Desde aquele dia em que briguei com , ela não me procurou, ela nem sequer me olhava quando me via nos corredores de nossa escola, eu também, não vou ficar correndo atrás dela, cansa ser manipulada por , sinceramente nossa amizade só começou porque eu achava que seria uma ótima imagem, a amiga da filha do diretor! Grande merda, certo? Talvez, mas eu gostava de nossa amizade, apesar de tudo, posso sempre contar com ela pra qualquer coisa, mas ela tem que perceber que não está agindo como alguém que vai pra faculdade ano que vem e sim como uma criança mimada, mimada ela sempre será!
Me arrumei para a tal festa, eu só estava indo por conta do Liam, outro que me causou tantos problemas nesse maldito começo de ano, mas aos poucos vamos nos ajeitando ou não. Estava usando um vestido azul bebê que ia até metade de minhas coxas, meu cabelo loiro estava jogado sobre os ombros com algumas ondas, minha maquiagem era um batom vermelho sangue e uma sombra marrom clara com um preto esfumado, em meus pés estavam um par de salto alto usado por minha prima em sua formatura.
Eram essas coisas que me deixavam brava, coisas usadas. Eu queria tanto ter poder como tinha, queria tanto ser uma pessoa da alta sociedade, mas de alta, eu tinha apenas o tamanho.
- Nathan! – Escutei mamãe chama-lo no andar de baixo. – Venha cá, quero lhe ver!
Escutei passos, provavelmente de meu irmão, escutei um gritinho do andar de baixo, mamãe sempre exagerada.
- Você está tão lindo! – Disse, escutei um barulho, como o de uma máquina fotográfica.
- Mãe, eu to parecendo um pinguim de geladeira! – Escutei meu irmão bufar. – Não posso ir com outra roupa? – Comecei a descer as escadas.
- Não, maninho! - Disse, assim que cheguei ao final da escada. – Vai arrasar! – Nathan me mandou o dedo e vi mamãe abrir a boca em um perfeito O.
- Nathan ! – Ela disse. – Aonde o senhor anda aprendendo essas coisas?
- Com a , mamãe! – Disse, sorrindo irônico para mim.
- Que mentira! – Eu disse, dando um tapa em sua cabeça.
- Oh, mãe! – Ele disse. – Ela tá me batendo.
- Vocês dois, parem! – Ela disse, e eu ri. – Bom, está na minha hora, vou ter que ficar até mais tarde hoje, então quando chegar espero encontrar os dois dormindo. – Disse, arrumando sua roupa. – , voltem antes das três da manhã, não quero nada a mais que isso! Nathan, se comporte. Amo vocês!
Então ela deu um beijinho em cada um de nós e saiu, a caminhada era grande, mamãe ia até o metro, depois ia até um ponto de ônibus e logo saltava no bairro chique de Londres, onde a mãe de Ryan morava e trabalhava.
- Vamos? – Ele disse, me tirando de meus devaneios.
- Ah! Claro! – Eu disse, peguei minha bolsa de mão e coloquei as chaves. Saímos andando lentamente, e pude ver que a casa já estava quase cheia, vi Zayn, parado fumando, ele parecia nervoso. – Na, vai entrando! – Meu irmão apenas assentiu, entrando. – Zaz?
- ! – Ele disse, dando um pulinho, jogou a bituca de cigarro e me cumprimentou.
- Você está bem? Parece nervoso.
- E-eu? – Zaz disse, gaguejando, em seguida arrumou o cabelo e bufou. – Eu estou com medo de encontrar uma pessoa!
- A ? – Eu disse, rindo de tal reação vinda dele.
- Não! – Disse. – A !
- ? – Perguntei, tentando me recordar quem era a pessoa na qual ele falava.
- Uma das gemes, a ruiva! – Ele disse, arregalei meus olhos.
- Você gosta dela? – Eu disse, Zayn sentou-se na guia.
- Não, na verdade não sei! – Ele disse, olhando para a casa da frente. – Eu só estou cansado de gostar tanto de , então achei que podia tentar algo com .
- Da mesma forma que tentou algo com a Bi? – Eu disse, me lembrando do caso rápido de Zayn com Bianca, ex namorada de Louis.
- As coisas com a Bianca, não foram do jeito que planejei. – Ele disse. – Eu me apaixonei por ela, mas ela era totalmente apaixonada por Louis.
- Isso eu lembro, afinal quando você a beijou embaixo da arquibancada e viu, ela lhe empurrou.
- Eu devo ser um bosta! – Ele disse, colocando as mãos em seu rosto.
- Zayn, pode ser que goste mesmo de você! – Eu disse, dando de ombros.
- Duvido muito! – Ele disse. – Ela disse que somos apenas amigos e que eu entendi tudo errado.
- Zaz, a está vindo, muda essa cara! – Eu disse, vendo junto de Harry.
- Oi, lindinhos! – disse, com um sorriso falso.
- Oi, ! – Harry disse, olhando feio para Zayn.
- Oi, Haz! – Disse, cumprimentando ele com um beijo.
me encarou surpresa, acho que pela atitude não olha-la ou qualquer coisa parecida. Ignorei sua feição e puxei Zayn, para entramos, vi revirar os olhos e apenas sorri irônica.
- Acho que sua dama está logo ali! – Disse, assim que entramos na casa e vimos as gêmeas conversando.
- Acho que vou embora! – Zaz disse, o puxei pelo braço.
- Para, Malik! – Eu disse, ele me olhou sério. – Está agindo como uma criança que fez xixi e não quer que os amigos o zoem.
- , estou com medo do que ela vai me falar! – Ele disse, mordendo os dedos, bati em sua mão.
- Zayn, você só vai saber se enfrentar!
- Tem razão! – Disse, sorrindo.
- Vá até lá, cowboy! – Eu disse, dei um beijo em seu rosto e o vi sorrir feliz. – Boa sorte!
Virei e comecei a andar em meio a toda aquela “pista”, vi um bar improvisado num canto qualquer e resolvi caminhar até lá, assim que cheguei chamei o barman e lhe pedi uma vodca, estava cansada, me lembrei de Nathan no momento em que coloquei o copo em minha boca. Comecei a andar apressada em direção ao jardim, havia muitas pessoas no jardim, estava escuro e eu mal enxergava a piscina que era a única coisa iluminada do jardim.
- ? – Escutei alguém me chamar. – ?
- Ah! Niall, é você! – Disse, aliviada por achar alguém conhecido. – Eu me perdi de Nathan!
- A última vez que eu o vi foi com Liam e Louis! – Ele disse, rindo malicioso, cruzei meus braços em frente aos meus seios. – Estavam definindo a nádega de ouro de hoje!
- Vocês só pensam nisso? – Perguntei, cruzando os braços e negando com a cabeça.
- Me tira dessa! Estou aqui e não com eles! – Ele disse, sorrindo engraçado.
- ? – Escutei Liam me chamar.
- Fala senhor, nádega de bronze! – Eu disse, tentando soar engraçada.
- Irlandês filho da puta! – Liam disse, batendo em Niall.
- Ai! Liam, minha mãe é um amor com você, vou conversar com ela sobre isso! – Niall disse, me fazendo rir da piada ridícula.
- Vaza! – Liam disse.
- Cadê meu irmão? – Perguntei.
- Levei ele para meu quarto! – Disse, dando de ombros. – Achou uma gatinha de 15 anos!
- Seu bosta! – Eu disse, indo em direção as escadas.
- Espera, é mentira! – Ele disse, me puxando. – Ele ficou com sono, então o levei e tranquei o quarto para que ninguém tente se reproduzir lá!
- Idiota! – Disse.
- Mas você ama! – Disse, se gabando. – Vamos, quero lhe mostrar algo!
E falando isso, Liam me puxou, saímos do jardim e pulamos a cerca que dividia minha casa com a sua.

Nove

“Your mother warned you there'd be days like these...”

Louis

- Esse negócio de nádega de ouro é mesmo uma bosta! – Falei, olhando para Liam.
- Claro que não! – Ele disse. – É sempre bom, porque aí você sabe se tem chance com a garota ou não.
- Claro, claro! – Disse, revirando os olhos.
- Tomlinson, para de ser gay! – Ele disse, me dando um tapa. – Vou levar Nathan para o quarto!
- Certo! – Disse, sorrindo irônico, Liam
- Vá se foder! – Ele disse, me deu as costas.
Resolvi andar um pouco, desde que cheguei estava no bar com Liam, até Nathan chegar e dizer que estava falando com Z e precisava que ele entrasse, então ele ficou com nós e Liam o ensinou sobre as nádegas de ouro, teoria na qual eu acho a pior merda, mas fazer o que! Cumprimentei algumas pessoas e continuei andando em direção a qualquer lugar, foi quando algo me chamou atenção, Zayn estava falando com , e aquilo de certa forma de prendia tanto, parei e comecei a encarar, a feição de Zayn era de arrependimento e a dela de raiva e surpresa.
Resolvi sair para o jardim, sentei perto de umas cadeiras e peguei um cigarro, cigarro, minha válvula de escapa, desde que Bi se foi, aquilo virou a única coisa que eu precisava para me acalmar. Fiquei ali tragando, até sentir alguém se aproximar, não levantei a cabeça, nem me movimentei, apenas fiquei escutando os passos.
- Posso sentar aqui? – Escutei uma voz, quase conhecida. Levantei minha cabeça e me deparei com a gêmea boa.
- Pode! – Disse, por fim.
Ela se sentou e ficou ali, em silencio total, , esse era seu nome, ela é umas das meninas mais diferente que eu já conheci, apesar de ser na dela, ai esconde coisas que me dão vontade de descobrir.
- Tudo bem? – Soltei, sem querer.
- S-sim! – Disse surpresa. – Só não queria ficar sozinha e vi você aqui!
- Tudo bem! – Disse, sorrindo em sua direção. – Quer dar um trago?
- Não fumo! – Disse, sorrindo meiga.
- Você é diferente... – Soltei, sem querer novamente.
- Como? – Disse, virando-se para mim.
- Você é diferente, diferente da sua irmã, da , da ! – Eu disse, me virando para ela. – É calma e estranha!
- Obrigada, eu acho! – Disse, sorrindo. – Você também é diferente, Louis!
- Lou! – Eu disse, ela me encarou confusa. – Me chame de Lou!
- Certo! – Então o silêncio voltou, peguei mais um cigarro e continuei tragando.
- Me dá! – Escutei ela dizer, o olhei confuso. – O cigarro, quero experimentar!
Entreguei o cigarro a ela, ela tragou, mas começou a tossir em seguida.
- Calma! – Disse, me colocando de pé e a puxando junto. – Respira.
Ela respirou, umas vinte vezes e depois disso começou a rir descontroladamente.
- O quê? – Eu disse. – Isso não é maconha!
- Não, não, é que foi engraçado! – Disse, voltando a rir novamente. – Desculpa!
Comecei a rir junto, logo várias pessoas que estavam por ali, nos olhavam espantadas, mas era engraçada e estar com ela estava sendo legal, ficamos mais alguns minutos por ali, mas sua companhia estava sendo muito agradável.
- Quer entrar? – Perguntei a olhando.
- Vamos! – Ela disse. – Quero encontrar minha irmã e beber um pouco!
Começamos a caminhar em direção a porta da sala, desde o momento que cheguei até agora, parecia que a quantidade de pessoas estava bem maior que antes e do que todas as festas que fizemos. Não encontrei nenhum dos meninos, se Harry conta com um menino, eu o encontrei com , mas nem nos falamos, apenas acenei, ficava nas pontas dos pés a cada vez que passávamos por um grupo de pessoas, devia estar procurando a irmã. Chegamos até o bar improvisado.
- Vai querer o quê? – Me direcionei para a menina em minha frente, ela estava de costas. – ?
- Ah, quero um conhaque! – Disse, sorri com aquilo.
- Um conhaque, e uma cerveja! – Falei para Gabb, que estava no bar, ele assentiu e saiu para pegar. Ele veio com nossa bebida, colocou em cima do balcão improvisado e saiu para atender outras pessoas.
- Não consigo achar a , eu a deixei com Zayn, eles já devem ter se resolvido e devem estar se pegando! – Comecei a tossir loucamente, a cerveja que estava na minha boca, saia por minha boca como um vomito. – Você tá bem?
- S-sim! – Eu disse.
- Pareceu que você tem ciúmes deles! – Ela disse, arqueando uma sobrancelha.
- N-não, mas você me pegou desprevenido, não sabia que eles estavam juntos!
- Não estão! – Ela disse, pegando seu copo e levando a boca, fez uma careta. – Ele a beijou hoje e acho que ela gostou.
- Ah, maneiro! – E Zayn ataca novamente.
Eu nunca fico contra os relacionamentos de Zayn, mas o problema é que ele sempre escolhe as pessoas erradas ou as que lembram a Bi, essa paixão que ele nutriu por ela acabou com a vida dele em tantos aspectos e é tão igual a ela, por isso esse meu ódio, Zayn mudou praticamente tudo em sua vida, mas algo não mudou, o amor que ele sempre sentiu por , apesar de ser loucamente apaixonado por Bianca, ele ainda amava de uma forma assustadora para todos nós, o que o deixava totalmente alucinado, talvez esse seja um desespero muito grande pra ele, por isso ele tentava se apaixonar por pessoas opostas a .
- Louis? – Escutei alguém me chamar. – Oi, seu veado!
- ! – Eu disse, saindo do meu transe, abracei minha melhor amiga. – Nathan disse que você estava com Zayn!
- Ah! Sim, eu estava. – Disse, sorrindo. – Ele estava meio triste, mas agora está bem melhor.
- Bom saber! – Disse, dando um gole em minha cerveja.
- Oi, ! – Escutei falar.
- Olá, ! – A implicância de com as meninas da nossa escola, sem ser , me dava medo.
- E aí, cara! – Liam, chegou!
- Ah, você de novo não! – Eu disse, fazendo as meninas rirem e Liam semicerrar os olhos.
- Veado! – Ele disse, mandei o dedo. – Alguém viu o Zayn?
- Não! – Eu disse.
- Eu vi ele com a quando chegamos! – e falaram juntas. Se olharam e reviraram os olhos.
- Com a ? – Liam disse. – Isso não é tão novidade, daqueles dois não se desgrudam.
- Zayn está afim dela! – disse, dando de ombros. – Na verdade ele não tem muita certeza
- acha que está afim dele! – disse.
Bebi mais um gole de minha cerveja e fiquei olhando os três conversando, resolvi sair para o jardim, não aguentava mais todos falando do casal dois mil. Comecei a andar perto da piscina, algumas pessoas estavam ali, sentadas bebendo ou apenas bebendo. Vi uma menina deitada na grama, olhando o céu de um jeito engraçado, resolvi me aproximar. Era .
- Sua irmã está te procurando! – Disse, ela me olhou, seus olhos estavam vermelhos, e ela sorria feliz.
- Louis! – Ela disse, lentamente, sorrindo ainda mais quando me viu. – Deita aqui, o céu tá lindão! – Ela disse, e começou a gargalhar. – Lindão.
- Você tá chapada? – Perguntei, me sentando ao seu lado.
- Eu? – Ela disse, pegando minha cerveja. – To com fome, quando vão cortar o bolo?
- Não tem bolo, ! – Eu disse, ela me encarou como uma criança.
- Não? – Assenti. – Que festa de criança não tem bolo? Vamos comprar bolo, Louis. – Ela disse, levantando-se.
- , isso não é uma festa de criança! Você tá chapada demais!
- Quero bolo, Lou. – Ela disse, me olhando com um biquinho.
- Certo, vamos! Meu carro está lá fora! – Ela começou a caminhar saltitante, fomos pela lateral da casa, onde ninguém nos veria, destravei meu carro, mas parei para ver uma cena cômica, estava falando com uma lixeira.
- Eu sei, deve ser difícil feder, mas pensa bem, você não precisa ir pra escola! – Ela falava. – Você é fantástica. – Abraçou a lixeira. Caminhou até o carro de trás e tentou abrir.
- , o carro tá aqui!
- Eu sabia! – Ela disse, abrindo a porta e se sentando. – Que horas são?
- Meia noite! – Eu disse, dando partida no carro. – Por que?
- Quero ir no Burguer King!
- Agora? – Perguntei, parando no sinal.
- Por favor, Lou! – Ela disse, me dando um beijo na bochecha. Apenas assenti.
Chegamos ao Burguer King, ela saiu do carro, mas logo parou.
- Puta merda! Esqueci todo meu dinheiro! – Ela disse, dando um tapa em sua testa. – Vamos embora!
- Vamos, eu pago! – Disse, abrindo a porta. – Vamos, depois te levo pra comer bolo!
- Você é um amor, sabia que você seria um ótimo crush! – Ela disse, e saiu saltitante em minha frente.
“Você é um amor, sabia que você seria um ótimo crush!”
Ela estava completamente chapada, já estava fazendo seu pedido.
- Quero uma pepsi grande, onion rigs e um duplo cheddar! – Ela disse, sorrindo.
- E o senhor?
- O mesmo! – Disse, estava com fome também. Paguei os lanches e fui me sentar com , ela olhava para todos os lados feliz.
- Já percebeu como tudo é lindo?
- Você não estava com Zayn? – Perguntei, mudando de assunto.
- Sim, mas Zayn acha que eu gosto dele! – Ela disse. – Mas ele é como Ty para mim, ele ficou bravo quando eu disse isso, e sumiu!
- E te deixou sozinha?
- Sim! – Ela disse, sorrindo engraçada.
Nossos lanches chegaram, começou a comer rápido demais, mas eu não ligava, sabia que era o efeito das drogas, isso era uma novidade sobre ela, além de ser toda durona, ela também usava drogas, nisso ela e Bianca não tinham nada a ver, afinal Bi odiava drogas.
- Sabe, você não consegue afastar as pessoas sendo assim. – começou a dizer do nada. – Você é uma pessoa boa, sei que seu passado te machucou muito, mas você ainda mexe comigo!
- Eu mexo com você? Mas quase nem nos falamos.
- Mexe, seu jeito, você tem um jeito que chama minha atenção! – Ela disse, depois bebeu seu refrigerante, sem me olhar. Fiquei encarando a menina, ela olhava para o copo sorrindo. – Eu dei o fora em Zayn, porque ele não é como você!
- , você só está falando isso por causa das drogas, nunca nos falamos direito, você sempre foi grossa.
- Talvez você tenha razão! – Ela disse, terminei de comer. – Quero bolo!
- Claro, vamos! – Terminamos de comer, e saímos da lanchonete, eu estava na frente.
- Louis?
- Sim? – Eu disse, me virando. se aproximou de mim, me olhou com seus lindos olhos azuis, sorriu.
- Obrigada! – E dizendo isso, ela me deu um selinho, depois andou em direção ao carro saltitante. Fiquei parado olhando ela entrar no carro, caminhei até o carro e comecei a dirigir em direção a uma confeitaria.

Cheguei em frente à casa dos meninos, fiquei parada olhando toda a faixada, havia muitos carros estacionados de ambos os lados da rua, dei um passo para trás me arrependendo de ter ido, fechei os olhos com força e respirei fundo, quando abri vi um casal discutindo, revirei os olhos, virei de costas, mas quando estava indo até meu carro escutei alguém me chamar.
- ? – Harry disse. – Achei que iria entrar. – Congelei ali, olhei para baixo, bufei.
- Eu vou, mas esqueci algo no carro! – Menti.
- Posso lhe acompanhar? – Me virei para ele, seus olhos verdes me olhavam com um brilho estranho.
- Sabe que não, Harry! – Disse, fechando meus olhos triste. – Você foi um babaca!
- Eu sei, tá legal? – Ele disse, apenas o encarei com desdém. – Mas eu não consegui me controlar, você sabe que meu namoro é uma mentira e sabe que ela me odeia, por que ser difícil assim?
- Você alguma vez na vida pensou em outras pessoas além de si mesmo? – Ele me encarou confuso. – Sentimentos, é isso que pessoas comuns costumam sentir.
- , eu...
- Harry, para, por favor! – Eu disse, suspirando. – Eu preciso ir para casa.
- Eu... – Ele pausou. – Me desculpa, não quis brincar com você, se você sente...
- Harry, eu mal te conheço, cheguei aqui há um mês, não seja convencido! – Eu disse, revirando os olhos. – Eu só não quero que brinque com as pessoas, apenas isso. Se acha que pode brincar comigo e com ...
- está comigo para magoar Zayn!
- Como? – Perguntei surpresa.
- Ela quer mostrar para Zayn, que ele ainda a ama, ela está me usando também.
- Tchau! – Eu disse, virando de costas, não estava com coragem para falar alguma coisa, depois do que escutei.
- Olha, ... – Escutei ele falar, mas continuei andando. – Eu me interessei por você, então entenda que não vai ser fácil me fazer desistir, nem que eu tenha que terminar com ...
- Não perca seu tempo... – Eu disse, me virando. – Eu namoro, Harry!
- V-você está mentindo! – Ele disse, não acreditando em minha mentira. – Claro que está.
- Continue achando isso! – Voltei a andar em direção ao meu carro.
- ? – Escutei alguém me gritar, me virei e vi . – Amiga não vai entrar? Você está linda, não é, Harry?
Eu estava vestindo um vestido rosa clarinho, nos pés estava com um salto alto azul bebe, minha maquiagem era leve, uma sombra com misturas de azul claro e rosa, um batom rosa clarinho e meus cabelos estavam solto sobre os ombros com cachos nas pontas.
- É-é... – Harry disse, gaguejando, senti meu rosto esquentar. – Vou procurar minha namorada! – Sorri sem graça e ele entrou.
- É, estava rolando uma tensão aqui? – disse.
- N-não, claro que não!
- , ele gosta de você, estão na cara!
- , vamos entrar, esquece isso! – Disse, aflita.
- Você e a são iguais! – Ela disse revirando os olhos, e entrando, a segui.
- Falando em , cadê ela?
- Não sei, já procurei ela em todo lugar, mas não achei, ela estava com Zayn! – disse, à musica entrou em meus ouvidos como um tiro, era tão alta, odiava festas.
- Com Zayn? – Gritei em seu ouvido.
- Sim, ele a beijou hoje à tarde! – Ela disse, dando de ombros.
- Que? – Gritei alto demais.
- Isso que você ouviu.
- Caralho! – Disse, riu, continuamos andando. – O Zayn tá ali, dançando.
- Verdade, vamos perguntar da ! – Andamos até lá. – Z?
- Oi, . Oi, ! – Ele disse sorrindo, acho que estava bêbado.
- Cadê a ?
- me deu um fora. – Ele disse, fazendo biquinho, quis rir.
- Tá, mas cadê ela? – é o ser humano mais sensível que conheço.
- Não sei... – Ele disse, dando de ombros.
- Merda! – disse.
- O quê?
- não pode ficar sozinha nessas festas?
- Por que não?
- Longa história, temos que achar ela antes que Tyler apareça.
- Não é por nada, mas se Tyler for o irmão de vocês, e deve ser, ele parece vocês né?
- Sim! – disse, confusa.
- Então já era, ele tá entrando! – Eu disse, se virou e pela sua expressão, pude saber que era Tyler que entrava.
- Merda! – Ela disse, indo ao lado contrário ao qual i irmão dela andava. – Vamos procurar ela, qualquer coisa digo que ela foi pra casa, sei lá!
- Vamos!

Acho que procuramos aquela festa inteira por , mas não a achamos, Niall, Harry, e Zayn estavam nos ajudando, já que Louis, e Liam, também haviam sumido, estávamos achando que os quatro estavam juntos, mas odiava todos, menos , Zayn e eu, o que era estranho.
- Merda! – disse, todos a olhamos. – Ty, está vindo para cá, o que vou fazer?
- Já sei! – Niall disse.
- Oi, pessoal! – Ty disse. – Já conhecem minha namorada, Sara?
- Oi, gente! – Sara disse, tímida.
- Ué, cadê a ruiva? – Olhei para , que olhou para Niall.
- Ela saiu com Louis, eles foram comprar uns doces, só tem coisa salgada nessa casa!
- Ah, que legal! fez um novo amigo, ela não vai demorar né? – Engolimos em seco.
- Eles acabaram de sair! – disse rápido.
- Certo, vou dançar um pouco, nos vemos pode ai! – Dizendo isso, ele saiu.
- Nossa, muito obrigada, Nini! – disse, dando um beijo em Niall.
- Por nada, vamos ligar para o Lou, vai que eles estão juntos! – Zayn bufou, atraindo nossa atenção.
- Vou ao banheiro, qualquer coisa me chame. – Ele disse.
- Vou pegar meu celular no quarto! – Niall disse.
- Vou com você! – disse.
- Vou no banheiro. – disse. Niall e subiram e foi ao banheiro, sobrando apensa Harry e eu, comecei a caminhar em direção ao jardim, eu sabia que Harry me seguia, mas eu não me virei para conferir, apenas continuei andando. Tirei meus saltos, e me sentei na beira da piscina, colocando meus pés ali na agua gelada.
- Tá uma noite bonita né? – Harry disse, sentando-se ao meu lado, sem por os pés na água.
- É! – Respondi simples. Ficamos em silencio, resolvi olhar para o lado, mas me arrependi, seus olhos verdes me encaravam com o mesmo brilho de horas atrás. Harry se aproximou de mim, colocou sua mão direita em minha bochecha e fez um carinho ali, automaticamente fechei meus olhos. – Harry...
- Shhh! – Ele disse, se aproximando, primeiro ele me deu um selinho, abri meus olhos quando ele se afastou, ele sorria me encarando, sorri tímida e abaixei a cabeça, ele levantou meu queixo e me deu mais um selinho, fechei meus olhos, então ele pediu passagem com sua língua e eu cedi rapidamente, nossas línguas entraram em uma “briga”, ele me beijava calmamente, minhas mãos foram para seus cachos, e as suas puxaram minha cintura para mais perto.
- Harry? – Escutamos uma voz, nos afastamos ofegantes. Era . – É, acharam a e eu estou indo pra casa, por favor, não a beije na frente de ninguém, senão já era nosso plano, tá?
- Tá, tá, garota! Valeu por avisar. – Ele disse, revirando os olhos, ela sorriu e saiu.
- E-eu... – Disse, abaixando a cabeça com vergonha. – Eu vou embora!
- Ei, ei! – Ele disse, o olhei. – Pode me dar uma carona? – Ele sorriu malicioso.
- Vamos, Styles! – Eu disse, sorrindo. Peguei meus saltos nas mãos, ele tirou seu casaco e me deu, saímos pela lateral da casa para que ninguém nos visse.
- Caralho, você tem um camaro! – Ele disse e eu ri.
- Na verdade ele é do meu irmão, mas ele quase não usa, então eu vim com ele! – Entrei no banco do motorista e ele no passageiro.
- Maneiro! – Ele disse.
- Eu achei que ela iria ficar brava.
- ? – Eu assenti. – Não, eu disse que ela só estava me usando.
- Disse mesmo! – Eu disse sorrindo. – Harry, eu acho que é melhor, eu não sei...
- , eu sei que não é certo, mas eu não consigo evitar! – Ele disse, sincero. – Sempre sinto vontade de te beijar, é estranho, nunca senti isso!
- Quando entrei na escola, Zayn disse que você era, o pior cara do mundo.
- Talvez eu seja. – Ele disse, estacionei onde ele me indicou. – Mas você terá que descobrir! – Então ele se aproximou e selou nossos lábios em um selinho. – Boa noite, !
Fiquei ali parada olhando Harry entrar em sua casa, que era na mesma rua dos meninos só que no final, ele olhou para trás e sorriu, depois entrou.
- Boa noite, H! – Eu disse, dando partida no carro.

Liam

- Vamos logo, ! – Disse, enquanto pulava a cerca que separava a casa de e de seu vizinho.
- Liam, eu to de vestido porra! – disse, brava, comecei a rir. – Qual a graça?
- Lembrei que poderíamos ter saído pela porta da frente! – Comecei a rir descontroladamente.
- Você é um idiota, Payne! – Ela disse, descendo da cerca e indo pela lateral da própria casa, pulei a cerca e a segui.
- Desculpa, eu esqueci! – Eu disse, sincero, ela continuou em silencio. Chegamos a calçada.
- Pra onde vamos?
- Vamos a pracinha, quero ver se você lembra de uma coisa! – Disse, sorrindo.
- Que coisa seria essa? – , perguntou curiosa.
- Você vai saber. – Disse, tirando meu casaco e colocando sobre os ombros de .
Continuamos andando em direção a pracinha, andava em silencio, e eu ia chutando uma pedrinha que encontrei no caminho, estávamos quase chegando quando algo nos chamou atenção.
- Não é e Louis, naquele carro! – disse, olhei em direção ao carro, e realmente eram os dois.
- Estranho! – Apenas dei de ombros. Continuamos andando até chegar na pracinha, estávamos apenas nos dois ali, o silencio era ouvido por nós dois, o que era engraçado de se pensar.
- Então... – Ela disse.
- Não se lembra de nada? – Eu disse, ela negou com a cabeça, puxei sua mão e a arrastei até uma casinha na arvore. – E agora?
- Meu Deus! – Ela disse, colocando as mãos na boca. – Ela ainda existe!
- Na verdade, eu passei as férias inteira arrumando ela, mas como brigamos, esqueci de te trazer aqui! – Eu disse, dando de ombros.
- Ela continua igual!
- Sim. Quer subir?
- Eu estou de vestido, Liam! – Ela disse, fui até atrás da arvore e peguei um são.
- Aqui tem uma calça minha, pode vestir! – Eu disse, sorrindo. Ela negou com a cabeça rindo, e pegou a calça.
- Pronto! – Ela disse, comecei a rir, quando a vi vestida com minha calça e o vestido.
- Tire os saltos! – Ela me olhou com os olhos arregalados. – Tem um tênis meu ai dentro, também!
- Você pensa em tudo, Payne!
- Com certeza! – Depois que se vestiu por completo, peguei em sua cintura a e a ajudei a subir na arvore, ela chegou a casinha rapidamente, ela ainda se lembrava, sorri com isso. Logo estávamos os dois sentados dentro a pequena casinha. – Você está linda...
- Obrigada! – Ela disse, sorrindo envergonhada. – Por que me trouxe aqui?
- Gosto daqui, da mesma forma que gosto de você!
- Liam...
- Shhh. – Eu disse, colocando meu dedo indicador em sua boca. – Não estraga! – Ela apenas assentiu. Substitui meu dedo indicador por meus lábios, dei um selinho lento em , que logo colocou suas mãos em meu pescoço, entendi aquilo como um sim, então a puxei para meu colo. Começamos a nos beijar com voracidade, logo o vestido de e minhas roupas estavam jogados no canto da casinha, e já éramos mais uma vez, um só.

- Liam? – Escutei me chamar, estávamos deitados no chão da casinha, ela com minha camiseta e eu apenas com minha boxer, ela estava deitada em meu peitoral.
- Sim!
- Isso está errado! – Ela disse, sentando-se ao meu lado.
- Por que?
- Liam... – Ela disse, se colocando de pé e pegando suas roupas. – Por Deus, você sabe o que nós somos?
- Amigos, !
- É isso que eu não queria escutar, Payne! – Ela disse, terminando de vestir o vestido. – Eu te amo, Liam, mas você não é capaz de retribuir esse sentimento, você nunca me enxergou como uma...
- Como uma o que? – Eu disse, me colocando de pé.
- Como uma namorada, eu sou apenas a amiga que tá ali para te satisfazer!
- , por que isso agora? – Eu disse, pegando minha calça. – Por que você não pode deixar as coisas acontecerem, ao invés de ficar fazendo esse drama?
- PORRA, LIAM! – Ela gritou, chorando. – QUANDO, ME DIZ QUANDO, VOCÊ VAI VER QUE VOCÊ SÓ ME ILUDI? Liam, durante anos eu imaginei você me amando de verdade, durante dias eu imaginei você me pedindo desculpas por tudo, mas sabe o que eu recebi durante dias e anos? – Ela disse, limpando lágrimas. – Nada, isso foi o que recebi de você!
- ...
- Liam, para, tá legal? – Ela disse, colocando meu tênis. – Se você nunca vai me querer como sua namorada, por favor, não venha me querer como um objeto que te satisfaz. Porque é isso que eu sou para você, alguém que transa com você. – Ela falava triste. – Estou cansada, eu amo você demais, para ser apenas a pessoa que...
- Que?
- Que transa com você e mais nada! – Ela disse. – Por favor, me deixe viver, somos apenas amigos, certo?
- S-sim.
- Amigos não se beijam, transam e nem tem o que resolver, certo?
- Acho que sim! – Eu disse, terminando de me vestir.
- Então seremos esse tipo de amigos, só isso! – começou a descer. – Tchau, Liam, até segunda!
- Eu te deixo em casa!
- Não se preocupe, vou voltar para a festa!
- Então, vamos juntos! – Eu disse.
- Liam, preciso de um tempo pra mim! Se quiser pode ir atrás de mim ou na frente, mas, por favor, mantenha distância!
- ...
- Por favor! – Ela disse, chorando. Apenas assenti!
- Desculpa... – Ela sorriu, triste e assentiu, descendo da arvore. Respirei fundo e desci atrás, ela andava lentamente, resolvi acompanhar seu andar de longe.

- Liam, porra, onde você tava? – Niall, disse assim que eu entrei atrás de . – Na onde vocês dois estavam?
- Fui até minha casa! – disse, mentindo.
- Eu fui atrás de Louis e ! – Menti.
- Ah, você viu eles então?
- Sim, eles estavam indo dm direção a saída do condomínio, de carro! – Eu disse, sorrindo.
- Ai, Liam! – disse. – Muito obrigada!
- Hã? – Fiquei confuso.
- Tyler está aqui e quer ver , espero que ela não esteja chapada!
- Não deu pra ver isso direito. – Eu disse, dando de ombros.
- Tudo bem. – disse, sorrindo agradecida.

A festa pra mim já havia acabado, mas eu conseguia escutar a musica alta e as pessoas rindo e gritando nos corredores de minha casa, minha vontade era expulsar todos dali.
Minhas brigas com eram sempre assim, mas algo nessa nova briga me fez ficar com medo, o olhar de , o pedido, tudo, nada estava certo para mim, 2016 estava sendo um porre, e eu não sabia mais o que fazer.
Abri meu closet e peguei uma garrafa de vodka que estava escondida ali há um tempo, a abri o mais rápido que conseguia e comecei a beber, tentei beber a maior quantidade do liquido que queimava em minha garganta, as lagrimas escorriam de meus olhos, e a vontade de gritar e quebrar alguma coisa, só aumentava dentro de mim. Ficar sem , era como ficar sem respirar.
Eu me sentia preso a ela, me sentia tão preso a ela que precisava lhe mostrar que eu era quem mandava em mim, eu era quem controlava meus sentimentos, mas isso não era possível, porque mesmo não querendo, era quem comandava cada pedacinho de mim.
Era sempre assim, e sempre seria, afinal as pessoas fazem coisas idiotas quando tentam agir como se não estivessem aprisionadas. E era isso que eu vinha fazendo durante todo o tempo em que conheci , eu não queria me sentir aprisionado a alguém que eu amava, mas eu sabia que no final eu me sentia totalmente aprisionado sempre.
As coisas entre nós eram assim, o que eu podia fazer? Num dia eu a tinha, noutro eu já havia a perdido, e mesmo que eu quisesse lutar por ela, eu não conseguia, na verdade eu podia e talvez eu nunca consiga, ou possa.

Dieci

“But she didn't tell you when the world has brought, you down to your knees that...”

Havia me arrumado toda bonita para nada, comprei um cropped maravilhoso preto e uma saia florida linda e um salto bege, para nada, arrumei meu cabelo num rabo de cavalo e fiz uma maquiagem perfeita, para nada!
Quando cheguei a festa Zayn estava cabisbaixo conversando com , que parecia aflita, mania chata de me preocupar com Zayn. Fiquei o tempo todo com Harry, mas sempre procurando por Zayn, tentei beber até esquecer, mas parecia que isso só fazia com que eu pensasse mais nele, o que estava me matando. Quando cheguei em casa, me joguei na cama e comecei a pensar, Zayn me tem tão fácil, me sinto fraca por isso, mas não posso mudar muita coisa. Talvez , tenha razão em tudo que disse.
- Senhorita ? – Escutei Berta me chamar. – Devia tirar suas roupas e a maquiagem.
- Eu sei... – Disse, começando a chorar.
- Ei, o que houve, pequena? – Berta disse, sentando-se na ponta da cama.
- Zayn, Berta! Zayn! – Eu disse, chorando mais alto.
- Não chore! – Ela disse, me puxando para seu colo. – Achei que seu namorado fosse o senhor Styles!
- Isso foi tudo um plano, que não em nada! – Eu falava conta Berta. – Ele está apaixonado, apaixonado por uma novata que lembra a Bianca Cooper, lembra dela?
- Sim, eu me lembro! – Ela dizia calma. – Zayn não consegue se enganar, senhorita!
- Como? – Perguntei, levantando meu rosto.
- Ele tenta buscar pessoas diferentes da senhorita, para que consiga te esquecer, mas Zayn, sempre será apaixonado por você! – Ela disse. – Eu me lembro de que quando você conheceu Zayn, ele ficou encantado, isso que vocês eram tão pequenos, mas ele sorria largamente e os olhinhos castanhos brilhavam, era tão bonito!
- Sério? – Disse, enxugando minhas lagrimas.
- Sim, querida! – Ela disse. – Mas agora, vamos tirar essa roupa e maquiagem, e dormir.
Berta me ajudou a tirar as roupas, a tomar banho e lavar o rosto, ela sempre fazia isso quando eu estava triste, enquanto me trocava ela desceu e trouxe uma xicara de chá bem quentinho, nós tomamos o chá e ela ficou me contando sobre sua infância e adolescência, então eu adormeci com a imagem de Zayn beijando .

Harry

, , .... Não sei o que pensar, a não ser nela, seus beijos, seu jeito tímido, o jeito que ela fala, tudo nela. Minha briga com também havia sido outra coisa que estava me perturbando.

FLASHBACK:
- O que você quer que eu faça? – me perguntou. – Você sabe que aquele beijo ridículo dele com foi para me atingir.
- Nunca pensou que ele pudesse desistir de você, não?
- Harry, por favor, vamos ser francos, Zayn nunca vai me esquecer. – Ela disse, sorrindo.
- Não foi o que pareceu, parece mexer com ele! – Eu disse, me encostando em meu portão.
- Harry....
- , para, Zayn não gosta mais de você, tente entender isso!
- Vamos ver isso na festa, Harry! – Ela disse, me dando as costas

- Vamos entrar logo! – disse, eu estava abaixado amarrando meu tênis.
- Pronto! – Eu disse, me levantando. – É a e o Zayn ali?
- Aonde? – Ela disse, andando mais a frente. Apenas apontei. – Ele está bem?
- Como vou saber, ? – Disse, revirando meus olhos.
- Vocês moram na mesma casa, Styles!
- Margaret disse para mamãe que ele estava mal, o pai dele não havia chegado ainda para ver o que aconteceu e minha mãe preferiu não ir falar com ele.
- Será que tem a ver com a ? – Ela perguntou, mordendo o dedão.
- Você e essa mania... – Eu disse, revirando os olhos. – Deve ser.
- O que? – Ela disse espantada, comecei a rir da cara de assustada dela. – Vai se foder!
- Sinceramente, pode ser que tenha a ver com a sim, afinal eles se beijaram né? – Eu disse, dando de ombros.
- Vamos até lá! – Ela disse. – Briguei com a , quero ver se ela vai pedir desculpas.
- Você e essa mania de querer que o mundo gire ao seu redor.
- Claro, afinal eu sou demais! – Ela disse, jogando seu cabelo para o lado e começando a andar em direção aos dois.
- E lá vamos nós! – Eu disse, correndo até ela e grudando nossas mãos.
- Oi, lindinhos! – disse, com um sorriso falso.
- Oi, ! – Eu disse, olhando feio para Zayn.
- Oi, Haz! – Disse, me cumprimentado com um beijo.
encarou surpresa, acho que pela atitude não olha-la ou qualquer coisa parecida. ignorou e eu, e saiu puxando Zayn para a entrada da casa dos meninos, revirou os olhos e sorriu irônica para ela, comecei a gargalhar com isso.
- Cala a boca, palhaço!
- Desculpa, mas foi incrível isso! – Eu disse, me recuperando. – Quando eu falo que o mundo não gira ao seu redor, você não acredita!
- Vai se foder, babaca! – Ela disse. – Vamos entrar logo.
- Menina chata do caralho! – Eu disse, mas ela não me escutou.

- ? – Eu disse, depois de ter deixado conversando com James. – Achei que iria entrar. – Ela olhou para baixo e bufou, eu ri com aquilo.
- Eu vou, mas esqueci algo no carro! – Disse, dando de ombros.
- Posso lhe acompanhar? – Se virou para mim e eu sorri. – Sabe que não, Harry! – Disse, fechando os olhos. – Você foi um babaca!
- Eu sei, tá legal? – Eu disse, ela me encarou com desdém. – Mas eu não consegui me controlar, você sabe que meu namoro é uma mentira e sabe que ela me odeia, por que ser difícil assim?
- Você alguma vez na vida pensou em outras pessoas além de si mesmo? – A encarei confuso. – Sentimentos, é isso que pessoas comuns costumam sentir.
- , eu...
- Harry, para, por favor! – Ela disse, suspirando. – Eu preciso ir para casa.
- Eu... – Eu pausei. – Me desculpa, não quis brincar com você, se você sente...
- Harry, eu mal te conheço, cheguei aqui há um mês, não seja convencido! – Ela disse, revirando os olhos. – Eu só não quero que brinque com as pessoas, apenas isso. Se acha que pode brincar comigo e com ...
- está comigo para magoar Zayn!
- Como? – Perguntou surpresa.
- Ela quer mostrar para Zayn, que ele ainda a ama, ela está me usando também.
- Tchau! – Ela disse, virando de costas.
- Olha, ... – Comecei a falar , mas ela continuou andando. – Eu me interessei por você, então entenda que não vai ser fácil me fazer desistir, nem que eu tenha que terminar com ...
- Não perca seu tempo... – Ela disse, se virando. – Eu namoro, Harry!
- V-você está mentindo! – Eu disse, gaguejando. – Claro que está.
- Continue achando isso! – Voltou a andar em direção ao carro.
- ? – Escutei alguém gritar, vi . – Amiga não vai entrar? Você está linda, não é, Harry?
- É-é... – Disse, gaguejando. – Vou procurar minha namorada! – Ela sorriu sem graça e eu entrei.

- Vou no banheiro. – disse. Niall e subiram e foi ao banheiro, sobrando apenas e eu, Ela começou a andar em direção ao jardim e eu a segui, quando chegou até a piscina tirou os saltos e colocou seu pés na agua.
- Tá uma noite bonita né? – Eu disse, sentando-se ao lado dela, sem por os pés na agua.
- É! – Respondou simples. Ficamos em silencio. Me aproximei dela, coloquei minha mão direita na bochecha dela bochecha e fiz um carinho ali, automaticamente ela fechou os olhos. – Harry...
- Shhh! – Eu disse, me aproximando, primeiro eu dei um selinho, ela abriu os olhos quando eu me afastei, eu sorria a encarando, ela sorriu tímida e abaixou a cabeça, levantei o queixo dela e dei mais um selinho, ela fechou os olhos novamente, então eu pedi passagem com a minha língua e ela cedeu rapidamente, nossas línguas entraram em uma “briga”, eu a beijava calmamente, as mãos dela foram para seus cachos, e eu puxei sua cintura, afastando nossa distancia.
- Harry? – Escutamos uma voz, nos afastamos ofegantes. Era . – É, acharam a e eu estou indo pra casa, por favor, não a beije na frente de ninguém, senão já era nosso plano, tá?
- Tá, tá, garota! Valeu por avisar. – Eu disse, revirando os olhos, ela sorriu e saiu.
- E-eu... – Disse, abaixando a cabeça com vergonha. – Eu vou embora!
- Ei, ei! – Eu disse, ela me olhou. – Pode me dar uma carona? – Sorri malicioso.
- Vamos, Styles! – Ela disse, sorrindo. Pegou os saltos nas mãos, tirei meu casaco e o deu, saímos pela lateral da casa para que ninguém nos visse.
- Caralho, você tem um camaro! – Eu disse e ela riu.
- Na verdade ele é do meu irmão, mas ele quase não usa, então eu vim com ele! – Entrei no passageiro.
- Maneiro! – Disse.
- Eu achei que ela iria ficar brava.
- ? – Assentiu. – Não, eu disse que ela só estava me usando.
- Disse mesmo! – Ela sorriu. – Harry, eu acho que é melhor, eu não sei...
- , eu sei que não é certo, mas eu não consigo evitar! – Eu disse, sincero. – Sempre sinto vontade de te beijar, é estranho, nunca senti isso!
- Quando entrei na escola, Zayn disse que você era, o pior cara do mundo.
- Talvez eu seja. – Eu disse, ela estacionou onde eu indiquei. – Mas você terá que descobrir! – Então eu me aproximei e selei nossos lábios em um selinho. – Boa noite, !

Essa noite foi umas das melhores para mim, era diferente de todas as meninas que eu já fiquei, talvez seja isso que me deixa louco por ela, talvez seu jeito tímido, suas manias estranhas que ando acompanhando há um mês.

- Está melhor? – Louis perguntou, sentado em minha frente.
- Sim! – Eu disse, fria.
- O que foi?
- Nada, por que?
- Você tem algum problema comigo? – Disse, arqueando uma sobrancelha.
- Por que teria? – Desafiei
- , vamos parar né? Há algumas horas você estava chapada, toda feliz e agora tá assim, qual foi?
- Tomlinson, você sabe muito que esse é meu estado normal!
- Não, não sei! Eu não sou o Zayn, não percebeu ainda? – Ele disse, levantando-se.
- Claro que você não é, Zayn não me deixaria aqui sozinha! – Ele parou, virou-se para mim, chegou perto, e me beijou, do nada.
Ele pediu passagem com sua língua e eu dei, ele estava curvado e eu sentada, com a boca suja de bolo. Nossas línguas travaram uma briga entre si, o beijo de Louis era calmo, o que me deixava com mais vontade de não parar, mas infelizmente ficamos sem ar, ele deu um último selinho em meus lábios. Abri meus olhos e encarei aqueles olhos azuis esverdeados.
- Zayn também te deixa sem folego? – Perguntou, com um sorriso malicioso. Dei uma risada.
- Posso terminar de comer meu bolo? – Ele assentiu, sorrindo.
Fiquei encarando ele, enquanto terminava de comer, ele estava com um sorriso malicioso em seu rosto e eu ria, vendo aquilo.
- Que foi? – Perguntei, rindo.
- Nada! – Ele disse. – Pronto?
- Uhum! – Eu disse. – Tava ótimo.
- Que bom! – Ele sorriu. Caminhamos em direção a porta, fui surpreendida por uma mão, Louis pegou minha mão esquerda e enlaçou com a sua esquerda, abaixei meu olhar para nossas mãos e sorri. Mesmo tudo estando acontecendo rápido demais, eu estava gostando, mesmo que fosse tudo por uma noite. Chegamos em seu carro, entrei no banco do passageiro e ele no do motorista. Ele deu partida no carro, levei minha mão até seus cabelos e fiquei acariciando. Tyler estava certo, eu devia aproveitar alguns momentos, mesmo que soubesse que eles não iriam se repetir.
- Você está quieta! – Ele disse.
- Estou cansada, maconha me deixa lenta depois do efeito.
- Por que você fuma? – Ele perguntou.
- Não sei! – Menti.
- Você sabe sim!
- Talvez eu saiba! – Ele riu. Chegamos a minha casa, a casa dos meninos ainda estava cheia, resolvi entrar, já que Louis havia recebido uma ligação de e Niall, dizendo que Ty estava me procurando.
- Obrigada por hoje! – Eu disse. – Foi bem legal, depois eu te pago.
- Mulheres não pagam encontros! – Ele disse, rindo, sorri.
Louis se aproximou de mim e me beijou, escutei uma batida na janela do carro, quando vi era Zayn, merda!
- Eu posso explicar! – Eu disse, descendo.
- Pode? – Ele disse, rindo irônico. – Então começa!
- Pra começo, você e eu não temos nada e nunca vamos ter. – Eu disse, fria, ele me olhou triste, arrependi. – Porra, Z! Eu disse, que eu te considero como um irmão, Louis e eu também não temos nada e nem vamos ter! – Louis saiu do carro, balançando a cabeça positivamente, como se concordasse comigo.
- É, Zayn! – Louis disse, rindo. – A gente só ficou!
- CARALHO, ! – Ele começou a gritar comigo, ignorando o que Louis havia dito. – PORRA, EU DISSE QUE GOSTO DE VOCÊ, E VOCÊ VAI E FICA COM LOUIS! – , Niall, Liam, correram em nossa direção, quando escutaram os gritos.
- ABAIXA ESSE TOM, ZAYN! – Eu comecei a gritar também. – VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM, VOCÊ GOSTA DE , MAS FOGE DESSE SENTIMENTO! – Eu bufei. – Entenda, você tem que parar de procurar o que está aí, na sua frente!
- VOCÊ NÃO SABE DE NADA, CHEGOU AGORA!
- TEM RAZÃO, EU NÃO SEI DE PORRA NENHUMA! – Eu disse, atravessando a rua. – VAI SE FODER, MALIK, EU NÃO SOU COMO A !
- O que está acontecendo aqui? – Tyler saiu da festa.
- SUA IRMÃ É UMA VADIA! – Quando escutei aquilo, atravessei a rua de volta e corri em direção a Zayn, dei um soco no rosto dele, minha mão fez um barulho quando se chocou com o rosto dele, ele caiu de tão bêbado que estava, Tyler correu até mim, me segurando, ele conhecia a irmã que tinha, Louis, Niall e Liam foram ajudar Zayn.
- ESCUTA AQUI, MALIK! – Comecei a gritar, chorando de raiva, ele estava de pé com a ajuda dos meninos, ele me olhou com um sorriso irônico, aquilo me irritou mais. – ISSO É PRA VOCÊ SABER, QUE EU NÃO SOU COMO , NÃO SOU COMO VOCÊS! EU VIM DA ITÁLIA, E SOU UMA ITALIANA, ENTÃO VÊ SE APRENDE QUE EU NÃO AGUENTO PLAYBOY ME INSULTANDO, ME ESQUECE, MALIK! – Disse isso, me soltei de Ty, e atravessei a rua correndo e chorando.
Pela primeira vez na minha vida eu havia falado que era italiana e estava me orgulhando disso, apesar de tudo que havia passado na Itália. Corri em direção a minha casa, entrei e fui até meu quarto. Puxei a caixa, e abri a tampa, peguei outra carta de Nikki, que havia chegado, mas por medo e falta de coragem eu a joguei junto com as coisas que tinha naquela caixa e fingi esquecer, mas era como se as palavras de Nikki me fizessem refletir e pensar.

Querida ,
Já se passou dois anos desde a primeira e última carta, descobri seu paradeiro e resolvi lhe escrever, fiquei sabendo que as coisas andam difíceis pra você, espero que isso não tenha a ver com Adam, porque eu estou bem sem ele e espero que você também! Sua prisão e de sua irmã foi uma das notícias mais comentadas da Itália, todos queriam saber o que levou as irmãs a mudarem, eu realmente espero que não seja Adam!
Quando lhe escrevi pela primeira vez, estava querendo dizer que do outro lado do arco-íris ainda tem o pote de ouro, você não pode se acabar por algumas coisas, temos missões, ! Talvez a de Adam, fosse amar alguém como ele te amou, eu sei que Adam te amava, ele te amava mais do que qualquer coisa e eu sempre soube que ele não era inteiramente meu. Ele foi egoísta, mas ele amou de verdade, eu espero que você possa ver que existe mesmo um pote enorme de ouro no fim do arco-íris.
Eu pensei milhares de vezes antes de lhe mandar essa carta, eu sou apenas a outra e de certa forma isso ainda me machuca, mas quando eu terminei de escrever seu nome no envelope, eu tive a certeza de que eu tinha de mandar essa carta, tinha que saber como você está, eu fiquei triste quando Adam se foi, mas eu não deixei que meu pote fosse levado com ele. , você não pode mais ficar presa a alguém que já se foi, não pode se culpar, porque todos nós sabemos que Adam era mais seu do que meu, que Adam te amava infinitamente mais, que Adam fez o que fez por medo de ficar preso a alguém.
Adam se foi, mas deixou o desejo de viver que tinha com cada pessoa que conviveu, eu me agarrei a esse desejo e espero que você também se agarre a ele, eu agradeço por tudo que Adam fez, sem brincadeira! Ontem fui ao túmulo dele e eu chorei agradecida por ele ter me dado essa louca vontade de viver, apesar de ser estranho não conviver mais com ele, eu ainda o sinto perto e de certa forma sei que você também. Não preciso de uma resposta sua, não preciso que você me mande nada, eu só espero que essa e talvez outras cartas que eu lhe mandar sejam lidas e de algum modo sirvam para você.

Com carinho e felicidade,
Nikki
Março de 2016

Terminei de ler a carta de Nikki com lagrimas. Nikki tinha razão, Adam havia levado minha vontade de viver, ele havia levado meu pote de ouro. Escutei alguém entrar em meu quarto, olhei para porta com lágrimas nos olhos, estava ali, me olhando. Ela correu até mim.
- Por que ele se foi? – Perguntei chorando. – Ele me amava tanto, eu o amo tanto, preciso dele pra viver!
- Não, você não precisa! – Ela disse, calma. – Vai passar, eu to aqui!
- Adam, eu preciso tanto de você! – Disse, me entregando ao choro ainda mais. – Você não devia ter me deixado, não devia!
- Shhh! – fez um barulho com a boca. – Vai passar.
Eu não entendia, eu não conseguia mesmo entender, dois anos se passaram e eu ainda preciso de Adam, dois anos se foram e eu ainda o amo da mesma forma, mesmo se passando dois anos eu ainda sofro com tudo o que envolve ele. Fui até a janela de meu quarto e joguei a maldita carta lá no chão, eu entendia o que Nikki queria, minhas lagrimas pretas, iriam ficar marcadas naquele papel e eu precisa me livrar de todo esse peso.

Undici

“No one could ever know me, no one could ever seem me…”

Niall

Ficar com por alguns minutos era uma coisa, mas procurar e Louis por horas dentro da minha casa e depois ficar a sós em meu quarto, era totalmente diferente.
- Niall? – Ela me chamou, assim que terminei de falar com Louis. – Posso te fazer uma pergunta?
- Claro! – Eu disse, me sentando em minha cama.
- Bom, se você estivesse apaixonado ou pensa estar apaixonado por uma pessoa que você conheceu há pouco, o que você faria? – Ela disse, mordendo o dedão.
- Pera aí, to muito confuso! – Eu disse, rindo. – Se eu me apaixonasse por alguém que não conheço tão bem, é isso?
- É, basicamente seria isso!
- Bom, vou ser sincero, eu nunca me apaixonei, o máximo que senti foi aquela vontade de beijar a boca de alguma pessoa e pronto. – Eu disse, e ela negou com a cabeça, rindo. – Mas se eu estivesse nesse dilema, eu seria sincero com a pessoa...
- Tenho medo.
- , você tem de pensar positivo, a pessoa te corresponde?
- Não sei, parece gostar. – Ela disse. – Mas não tenho certeza.
- Você pode descobrir isso...
- Como?
- Abre o jogo com a pessoa, se ela gostar de você... – Eu pausei. – Ela vai falar. Pensa assim, o não você já tem, vai em busca do sim.
Levantei de minha cama em um pulo, comecei a andar em direção a porta.
- Niall? – Meu coração disparou e eu não entendia o porquê. – Obrigada!
passou por mim, saindo de meu quarto, posso dizer que me senti feliz e triste, afinal eu esperava que no fundo .... Nada, devo estar ficando louco. Desci as escadas correndo, vi conversando com Liam, ela estava feliz.
- Liam viu com Louis! – Ela disse, contente.
- , eu acabei de falar com Louis, esqueceu? – Eu disse, e ela me olhou confusa.
- Estava no mundo da lua...
- Tudo bem! – Eu disse. Olhei para Liam, ele parecia assustado. – Liam, tudo certo?
- Não, Nini! – Ele disse, cabisbaixo. – Procure a . – Neguei com a cabeça bravo e fui a procura de .
- Niall? – me acompanhava e eu nem havia percebido. – Niall?
- O que? – Disse, parando com tudo. Ela me olhou triste, neguei. – Desculpa, ! é como uma irmã mais nova pra mim e eu fico louco quando Liam faz alguma coisa, eu saio do sério...
- Tudo bem, Niall... – Ela disse, sorrindo feliz. – Vamos achar ela.
Continuei andando a procura de , estava junto, ela não falava nada e eu muito menos, resolvi procurar perto dos quartos, andei até lá, quando ia começar a subir a escada, escutei um barulho, como se alguém estivesse fungando.
- ? – Eu disse, me aproximando. – , eu estava te procurando.... Você tá bêbada?
- Niall.Eu.Não.Sei.Por.Que.Ele.Faz.Isso? – Ela disse pausadamente, as palavras que saiam de sua boca depois dessa frase não faziam mais sentido, alternava entre chorar, falar coisas sem sentido e dar uns gritinhos, a olhou, sentou-se ao seu lado e a puxou para si. me olhou surpreendida, mas logo abraçou e voltou a chorar, fiquei olhando a figura das duas.
me fez um sinal, entendi o que ela queria dizer, dei as costas para as duas e comecei a caminhar em direção a multidão, procurava Liam com pressa. Avistei ele sentado no bar, caminhei lentamente até lá.
- Liam, pode me dizer o que fez pra ela? – Eu disse, assim que cheguei. Ele me olhou surpreendido.
- Do que você tá falando?
- Do que eu to falando? Porra, Liam! – Eu disse, bufando. – Você só faz merda, quando vai perceber que aquela menina te ama de verdade?
- De quem você tá falando, Horan? – Ele disse, bravo. Fiquei puto ao ouvir aquilo.
- DA ! – Gritei. – De quem mais séria?
- E-eu... – Ele começou a gaguejar. – Eu não tenho ideia de onde você quer chegar, Niall, você quer o que?
- Liam, eu só quero entender, só quero isso!
- Entender que?
- Entender porque você faz uma pessoa que te ama tanto sofrer, entender os motivos para isso, eu quero entender porque você foge do que tá aqui. – Apontei para o coração dele. – Liam, me explica, explica por que faz isso?
- Niall, eu não quero falar sobre... – Liam, começou a andar.
- Não, Liam! – Eu disse. – Esquece a merda do passado, por Deus, você sabe que nada daquilo foi verdade, você sabe disso!
- Não, Niall! Eu não sei de nada! – Liam disse, triste. – Eu sei que foi errado, mas eu não sei se posso falar isso para , ela não merece descobrir a verdade.
- Ela merece! – Eu disse. – Não creio que você se afasta de por conta do passado.
- Niall, entenda que o passado me marca muito, principalmente meus erros, tenho medo, não merece saber isso, não merece mesmo! – Ele disse, abaixando a cabeça, me senti mal por pressionar tanto Liam.
- Me desculpa, Liam! – Eu disse, envergonhado por minhas atitudes. – Eu só queria que você seja sincero com , e conte a ela tudo que aconteceu no verão passado, sei que será complicado, mas garanto que ela irá entender, se nós te entendemos, ela pode!
Liam apenas assentiu, me senti mal por ter feito ele lembrar do que havia acontecido, me sentia um idiota com tal atitude. Caminhei em direção a saída de minha casa, estava com a mãos em meus bolsos.
- Niall? – Escutei alguém me chamar. Virei-me para ver quem era. – Você falou com Liam?
- Sim, . Mas acredito que tenha feito ele se sentir pior ainda! – Eu disse, ela sorriu triste. Me lembrei de . – E ?
- Eu a levei para seu quarto, ela estava muito bêbada! – Ela disse, dando de ombros. – Ela até esqueceu que me odeia. – Eu ri e ela também. Fomos caminhando em direção a pracinha, apenas olhava para o chão e eu para frente, o silencio entre nós era constrangedor.
- Você já se decidiu? – Perguntei, me olhou confusa.
- Sobre?
- Se está apaixonada ou não?
- Ah, não sei! Acho que sim, mas as vezes acho que não, estou cada vez pior! – Ela disse, rindo sem graça.
- Imagino, mas quem é ele? – Perguntei.
- Não sei se você o conhece, ele mora aqui também! – Ela disse, fiquei pensando em quem poderia ser. – O nome dele é Brad.
- Ah, Bradley! – Eu disse, desapontado, nunca fui com a cara de Bradley, ele sempre foi um galinha ridículo, mas pelo que vejo, está encantada por ele, uma pena!
- Você o conhece?
- Claro, jogávamos futebol juntos, mas as coisas deram meio erradas, acontece sempre!
- Imagino. – Ela disse, chegamos a pracinha, me sentei e um balanço e em outro, ela ficou fitando seus próprios pés, e eu a encarava. – O que foi?
- Nada! – Eu disse, ela sorriu sem graça.
- Pode falar, sério! – Ela disse, soltei um suspiro.
- É só que, não imaginava que Bradley teria uma sorte tão grande!
- Como? – Ela disse, ficando vermelha.
- É, tipo, ele tem sorte de ter alguém como você!
- Alguém como eu?
- Sim, você é diferente, ! – Eu disse, me virando para ela.
- Você segunda pessoa que me diz isso hoje!
- Imaginei, afinal é perceptível o seu jeito de ser, você encanta a todos!
- Menos ! – Ela disse rindo alto.
- Sim, menos ela! – Eu me virei para frente novamente. – Por que Bradley?
- Ele foi encantador quando o conheci! – Ela pausou. – Ele acabou me perseguindo todas as vezes em que vim aqui, nessa praça, acho que eu acabei me encantando com cada frase, cada palavra dita por ele.
- Vocês já ficaram?
- Sim, algumas vezes; mas, eu não sei o que ele sente por mim, é estranho pensar nele como uma coisa maravilhosa e não saber o que sou pra ele.
- Se eu estivesse no lugar dele, eu deixaria bem claro o que você significa pra mim!
Então, o silencio foi o suficiente para eu entender o que havia falado, eu acabei falando demais, o que eu não deveria ter feito!

Zayn

Domingo, o dia de descanso, mas no caso não para mim. Estava deitado em minha cama fitando o teto. Flashes de ontem voltando em minha cabeça, a ressaca bate e eu continuo sem entender o porquê de tudo ter acontecido daquela forma. Escutei alguém bater em minha porta.
- Entra! – Digo.
- Zayn, eu...
- O que você quer, Styles?
- Vim saber se você está bem! – Ele disse, claramente preocupado comigo.
- Por que?
- Ontem te trouxeram para casa e claramente seu pai ficou preocupado. – Eu o olhei, não estava entendo. – Zayn, por Deus, lhe deu um belo de um soco, não dói não?
- O que? – Saltei da cama, corri em direção ao meu banheiro. – PUTA MERDA! O que eu fiz pra ela fazer isso?
- O que você fez? Sério que você não lembra? – Styles disse, sentando em minha cama. – Certo, chegou com Louis, você pirou e chamou ela de vadia, ela ficou louca e tá aí o que aconteceu!
- O que? – Perguntei. – e Louis? Puta merda!
- Zayn, vamos ser sinceros, você não sente nada por ela! – Styles disse. – Você só fez tudo isso por causa de , todos nós sabemos!
- ! – Eu disse, batendo em minha testa. – Merda! Ela viu isso?
- Malik, foi embora! – Ele disse, estranhei sua atitude.
- Vocês terminaram? – Ele me olhou confuso. – Você está agindo estranho.
- e eu nunca namoramos de verdade! – Ele disse, cansado. – Estou cansado de agir assim, Zayn! – Ele disse. – Fiz tudo isso pra te mostrar o quão idiota você fazendo essas merdas, realmente te ama, pode ser um amor estranho, mas eu consigo compreendê-la.
- Por que está falando isso?
- Zayn, você pode querer, tentar, mas todos nós sabemos que será a pessoa que você ama, não importa o tempo! – Harry tinha razão. – Bianca, e todas as outras garotas que você acabou se envolvendo não mudam nada, Zayn! O que você sente por tá aí. – Ele apontou. – No teu coração e ninguém pode tirar isso de você. – Harry percebeu meu desconforto pela conversa. – Espero que esteja arrependido pelo que fez ontem, Louis é seu amigo e tem sido uma ótima pessoa para você.
- Eu sei! – Eu disse. – Vou ajeitar tudo com eles. – Ele virou de costas. – Quanto a , acho que preciso de um tempo para entender tudo!
- Eu sei que você precisa! – Ele disse, sincero. – Ela precisa mais ainda
Fiquei encarando a porta depois que Harry saiu, no fundo eu sentia falta da nossa amizade, mas meu orgulho era imenso, o que eu podia fazer? Me ajoelhar aos pés de Harry e pedir perdão por tudo? Jamais.
Balancei a cabeça em negação, queria espantar todos os pensamentos que eu estava tendo. Caminhei em direção ao banheiro novamente, me encarei no espelho.
- Belo soco, ! – Eu disse rindo. – Que merda! O que eu fiz ontem para ela fazer isso? Eu sei que fiz mais merda do que apenas chamá-la de vadia.

Parei em frente à casa dos , coloquei as mãos nos bolsos da calça e caminhei até a porta.
- Zayn! – disse com surpresa, ela estava saindo quando eu ia bater na porta. – O que faz aqui? – Ela perguntou, fechando a porta atrás de si.
- Vim me desculpar com a ! – Eu disse, sorrindo torto.
- Péssima ideia! – Ela disse, colocando as mãos em seu moletom. – não está nada bem! – Ela disse, triste. – Ela está numa crise horrível, não para de chorar. Tyler ligou até para o papai!
- Foi por causa de ontem? – Ela assentiu. – Foi por minha causa?
- Uma parte! – Ela disse. – Mas as coisas pioraram por causa de Adam! Lembra-se dele?
- me falou sobre ele. – Disse. – É o ex dela que morreu né? – Ela assentiu. – Posso tentar falar com ela?
- Zayn, não acho que....
- Deixe ele entrar, ! – Tyler disse, abrindo a porta atrás de . encarou a figura do irmão, Tyler estava com olheiras e seu cabelo estava despenteado. – Zayn pode ajudar!
- Ou não, Tyler! – disse, revirando os olhos.
- Posso tentar? – Eu disse, acanhado.
- Vamos, Malik! – Tyler disse, me puxando e mandando ficar em silêncio. – Não se assuste, ela está deitada olhando para o teto, parece estar morta, mas não está.
- Okay! – Eu disse, Tyler abriu a porta do quarto, o quarto estava escuro, sendo iluminado apenas por uma fresta da cortina, não se mexeu, era quase impossível escutar sua respiração. – ?
- Perdeu a chance de ser meu amigo, Malik! – Ela disse, continuei caminhando até a cama, parei onde a fresta pegava seu rosto, realmente parecia morta, sua pele branca estava num tom mais branco ainda, olheiras eram visíveis e seu corpo estava descoberto, deixando marcas de alguma coisa que ela havia ter feito.
- ... – Eu disse, passando as mãos em meu cabelo, estava nervoso. – Eu vim aqui pedir desculpa, eu nem sei o que eu fiz, mas...
- Mas o que? – Ela disse, ainda encarando o teto. – Você disse que eu sou uma vadia... Malik... Você é a primeira pessoa que eu deixei se aproximar depois de tudo o que aconteceu... A primeira pessoa que eu confiei, mas você fez tudo ficar pior.
- , eu... – Eu estava começando a chorar. – Me perdoa!
- É tão simples, não é? – Ela disse. – Você pede desculpa, eu te perdoo, mas dentro de mim tudo parece piorar. – Ela fungou, nunca entrava em prantos na frente de ninguém, era o que eu sabia dela, mas pelo que vejo tudo está horrível para ela e eu só piorei tudo. – Por favor, sai daqui; me deixa sozinha!
- Eu... Eu, me perdoa? – Perguntei, secando minhas lágrimas com as costas das mãos. – Eu sou um infeliz, um imbecil, mas eu gosto tanto de você, gosto de verdade, !
- Gosta tanto que me humilhou, que humilhou seu melhor amigo! – Ela disse, agora ela estava sentada, eu pude ver sua face triste e cansada. – Isso é gostar, Malik? Me diz, isso é realmente gostar de alguém?
Não consegui responder, minha resposta travou em minha garganta e eu abaixei a cabeça, eu ainda ouvia a respiração pesada de , ela chorava baixinho, mas sua respiração estava descompassada. Eu queria me aproximar, mas tinha medo, medo de que me empurrasse, medo de que ela gritasse, seus olhos subiram de encontro com os meus, entendi aquilo como uma possível aproximação, mas ainda mantinha o medo dentro e mim, dei um passo em sua direção, ela continuava a me encarar, as lágrimas grossas caiam de seus olhos rapidamente, eu queria abraçá-la, queria poder ajudar, eu sabia que sua dor era maior que a minha, afinal ela havia perdido duas pessoas importantes para ela, uma seguida da outra.
Dei outro passo em sua direção, ela fez algo que eu nunca iria desconfiar, levantou-se em um pulo de sua cama e se jogou em meus braços, seus braços estavam em volta de me pescoço, seu rosto pequeno estava encostado em meu peitoral, ela chorava como uma criança, coloquei meus braços em volta de sua cintura e apertei, a cada segundo que se passava eu conseguia compreender o que todos queriam me dizer. Eu não sentia nada por , muito pelo contrário, ela era uma amiga maravilhosa, o único problema com , era que ela não era .

- Eu vou entrar lá! – Eu disse, nervosa. Zayn estava há mais de uma hora no quarto de , o estranho era ele estar há tanto tempo lá e nada ser ouvido.
- , se controla! – Tyler disse, encostado na parede de braços cruzados.
- Como você consegue ficar calmo? – Perguntei, bufando. – Sua irmã está tendo mais uma crise, e....
- Ela vai melhorar! – Ele disse, calmo.
- Não entendo, Tyler! – Eu disse, bufando novamente. Comecei a caminhar em direção a escada.
- . – Tyler disse, vindo logo atrás de mim. – Entenda, é forte, isso é fichinha pra tudo o que ela passou.
- Tudo o que ela passou? – Eu disse me virando. – Só ela quem passou? É isso, Tyler?
- , eu não....
- Tyler, não acredito nisso! – Eu disse, meus olhos já estavam com lágrimas. – Você acha que eu não sofri? – Pausei. – Mamãe morreu, Tyler! Meu suposto namorado me traiu, meu irmão mais velho sumiu, e minha irmã gêmea estava tentando se matar!
- Eu... Eu sinto muito! – Ele disse, de cabeça baixa.
- Sente? – Eu disse, irônica. – Sente tanto, que me deixou ver tentar se matar milhares de vezes, sente tanto que nunca ligou para saber como estávamos, você sente tanto, ao ponto de nunca ter descoberto que ficou um ano internada!
- Eu sabia... – Ele disse baixo, o encarei com raiva. – Eu só não conseguia acreditar.
- Não acredito! – Eu disse. – Você é um babaca! Então, você acha que isso foi fichinha só pra ela? Acha mesmo que foi fácil cuidar de uma garota de 16 anos, quando você tinha 16 anos? Acha que foi fácil ser babá?
- Ela é sua irmã, , você não podia deixa-la.
- Ela é a porra da sua irmã também! – Eu disse. – ESTOU FARTA, TYLER! FARTA DE FINGIR QUE VOCÊ FOI O MELHOR IRMÃO ESSES ANOS TODOS, PORQUE SINCERAMENTE, VOCÊ DEIXOU CADA PEDAÇO DE NÓS MORRER, VOCÊ NEM SE PREOCUPOU!
- EU ME PREOCUPEI, TÁ LEGAL? – Ele começou a gritar também. – EU TIVE MEDO, ! MEDO DE ENTRAR NAQUELE QUARTO DE HOSPITAL E VER QUASE MORTA E VOCÊ MORRENDO AOS POUCOS.
- O que tá acontecendo aqui? – apareceu com Zayn em seu encalço, ela estava mais pálida do que nunca. – Vocês estão brigando por quê?
- Eu... – Tyler abriu a boca, mas a campainha foi tocada, Tyler caminhou em direção a porta.
- Filho, que saudade! – Papai disse entrando, Tyler o olhava triste, assim como eu, estávamos em meio a uma discussão e papai havia chegado, ficou encarando o chão, ela sabia o que iria acontecer. – Cadê minhas princesas? – Papai disse, caminhando em minha direção, me deu um abraço apertado e caminhou em direção a . – Sua pentelha! – Direcionou o olhar para Zayn, que continuava em pé atrás de . – E você quem é?
- Zayn. Zayn Malik! – Zayn disse, sério. Tyler estava com a porta aberta, ele olhava para o nada, lágrimas brotavam em meus olhos, continuava olhando para o chão. – Eu vou indo, se cuida! – Zayn disse, depositando um beijo na testa de , depois correndo até mim e fazendo o mesmo, saiu pela porta dando tchau para papai e Tyler.
- Podem me dizer que merda foi essa? – Papai disse, assim que Tyler fechou a porta. – Eu estava escutando os gritos ali de fora.
- Sinto muito, papai! – Eu disse, arrependida, eu ia subir a escada, mas fui impedida.
- Sente-se! – Ele disse. – Os três.
Sentamos os três, lado a lado, estava no meio para evitar uma briga, papai sentou-se em nossa frente.
- Eu mandei e para cá, achando que as coisas iriam se resolver. – Ele pausou. – Mas então eu recebo a porra de uma ligação falando que minha filha estava tendo uma nova crise, e quando chego, meus outros dois filhos estão gritando. Eu mandei vocês duas aqui, com a intenção de que as coisas pudessem ser melhoras, mas vejo que não.
- Pai, eu posso explicar! – Tyler disse.
- Então, comece!
- tem razão! – Tyler começou a falar.
- Eu pedi uma explicação!
- Estou te dando a porra da explicação, ela tem razão, nós estamos fingindo há anos que eu sou o melhor irmão, que eu sou a salvação para as duas, mas não sou. – Tyler disse, triste. – Eu não fui capaz de ligar para elas, enquanto estive aqui. Eu sou uma negação, acho melhor levá-las para a Itália!
- Tyler, não posso levá-las! – Papai disse, sério. – Sabe que não tenho tempo para cuidar delas, sabe que não posso dar a atenção que ambas merecem.
- Essa é sua melhor desculpa, pai? – soltou, com raiva. – Está tão cansado de nós que nem ao menos tentar dar desculpas melhores!
- Vocês também não podem decidir tudo por nós! – Eu disse, cansada daquela discussão. – Não somos sacos de batatas, que podem ser jogados de um lado para o outro, desde que mamãe se foi vocês dois veem tentando fazer isso! Estou realmente farta disso.
- Filhas, eu...
- Você nada. – interrompeu. – Você nunca se esforçou para que nós duas fossemos diferentes, você sempre deixou a gente fumar, beber e quase morrer, foi se preocupar quando viu que a situação podia ser manchete!
- Sabemos que o senhor nunca quis seu lindo rostinho em uma capa de jornal, revista ou em sites!
- Tyler, faz o favor de me ajudar! – Papai disse, aflito.
- Pai, você sabe que as duas estão certas! – Tyler disse, calmo. – Nossas vidas são uma mentira desde que mamãe partiu. Ninguém, isso mesmo, pai, ninguém nunca mais conseguiu ser uma pessoa normal depois dela ter partido, nos tornamos pessoas calculistas e amargas, principalmente você, que de uns tempos apenas se preocupou com seu emprego miserável. – Tyler pausou. – Acha mesmo que apenas seu dinheiro seria suficiente para duas garotas que enxergavam o pai como o super-herói delas?
Papai ficou em silêncio, Tyler respirava pesadamente, olhava atenta com seus olhos azuis, ela parecia assustada. Papai encarava o chão com vergonha, eu sabia que a qualquer momento ele iria explodir, eu realmente sabia que essa discussão não iria servir para nada.

- Chega, Tyler! – Escutei vozes, estava deitada em minha cama, depois da discussão de ontem nada mais parecia estar normal dentro de casa. – Você não pode apontar a merda desse dedo na minha cara, você me disse que ia ajudar a cuidar delas.
- E eu venho tentando ajudar, mas você não se esforça para que elas fiquem felizes em ter o pai que tem. – Tyler falava no mesmo tom que papai, me levantei, quando abri a porta dei de cara com parada no corredor, ela olhava perdida para o chão. – Você já ouviu como elas contam para os amigos sobre serem filhas de Pyetro ?
- Não diga como se você fosse o melhor de nós dois! – Papai continuava com o tom bravo, se encolheu, caminhei em sua direção e a abracei. – Você deixou elas comigo e veio para Londres, você fugiu de tudo, Tyler! Foi tão fraco!
- NÃO DIGA COMO SE VOCÊ FOSSE FORTE, PORQUE SABEMOS QUE DEPOIS DA MORTE DA MAMÃE VOCÊ NÃO CONSEGUIA OLHAR PARA ELAS E NEM PARA MIM! – Tyler gritou.
- Não diga isso, Tyler! – Papai disse, claramente triste. me olhou com seus olhos azuis e eu a encarei triste.
- VOCÊ NOS ODIAVA! – Tyler disse com raiva. – VOCÊ NOS ODEIA!
- Tyler, não diga isso! – Papai suspirou nervoso, puxei em direção a escada, queria escutar. – Vocês não fazem ideia do quão difícil era olhar para vocês, principalmente para você, seus olhos são iguais aos dela, me doía a cada vez que eu olhava para você e via a mulher que eu mais amei em minha vida, doía tanto saber que no outro dia eu não iria acordar e ver os lindos olhos azuis que eu tanto amava. – Papai disse com a voz embargada, chorava baixinho e eu também. – A mãe de vocês... Ela foi a melhor coisa que me aconteceu, não foi fácil perdê-la assim, não foi fácil chegar em casa e ver duas crianças me olhando com aqueles rostos são semelhantes a ela, não era fácil encarar o teto a noite e lembrar que aquela puta cama de casal, era só minha! – Papai parou novamente. Comecei a descer os degraus da escada lentamente, me seguia. – Tyler, eu tinha tudo e depois eu não tinha nada! Essa era a sensação depois que sua mãe havia ido. As duas melhores coisas que me aconteceram foram vocês e a mãe de vocês, mas então, eu a perdi e me vi perdido. Quando me dei conta meus filhos haviam seguido meu caminho. Eu... Eu... Só peço que não me culpe e nunca mais diga que eu não amo vocês, porque Deus, vocês são as melhores coisas que eu tenho.
e eu nos olhamos com os olhos lacrimejados e terminamos de descer a escada correndo, entramos na cozinha como um furacão, Tyler encarava papai, ambos estavam chorando, abraçou papai e puxou Tyler para o abraço, me envolvi entre eles assim como minha irmã e me aconcheguei ali, aquela era minha família, apesar de sermos diferentes, éramos uma família, e mais do que nunca sabíamos que mamãe estava orgulhosa por tudo dê certo e errado que fizemos.

Dodici

“Seems you’re the only one who knows, what it’s like to be me…”

- ! – escutei minha mãe me gritar na sala de estar. – Telefone!
Desci a escada correndo, peguei o telefone e pedi licença para minha mãe, que me olhou desconfiada, sorri sem graça.
- Alô?
- ? – respondi apenas com um “uhum”. – Ótimo, aqui é a Clarice Jones, sou a responsável pelo recrutamento de novas mulheres para trabalhar conosco, vi que você fez uma entrevista com uma de nossas meninas, e gostei do seu perfil. – ela pausou, e eu apenas afirmei com um “hum”. – Então, gostaria de dizer que estamos interessadas no seu perfil e gostaríamos que você viesse até nossa loja para começar de imediato a trabalhar conosco. O que me diz?
- Desculpe, mas como eu fiz várias entrevistas poderia estar me informando qual das lojas e o que seria meu trabalho?
- Claro. É uma lojinha aqui perto o Central Park Hotel, do lado da cafeteria, vendemos alguns perfumes e joias, você irá trabalhar no caixa, depois de suas aulas até a noite, o que me diz?
- Um minuto! – comecei a pensar em Nathan, com quem ele iria ficar, o que eu iria fazer? – Até quando posso lhe dar uma resposta?
- Oh, o mais rápido possível, mas se precisar pensar eu espero até amanhã, se for preciso! – Clarice disse calma.
- Ok, eu agradeço pela oportunidade! – Clarice se despediu de mim, soltei o telefone e cai sentada no sofá. Merda!
- Filha, o que aconteceu? – mamãe disse aflita após me olhar sentada no sofá com as mãos no rosto.
- Ah, mãe! – eu suspirei cansada. – Acabaram de me ligar de uma das lojas onde fiz entrevista, a moça disse que eu passei, mas o horário deixa a desejar, porque Nathan teria de ficar sozinho, e....
- Filha, temos como achar alguém para cuidar dele! –ela disse sorrindo calma. – Você me disse que tinha uma menina que havia ficado encantada com Nathan, ele até me falou sobre ela, disse que ela parece uma Barbie.
- Ah, , ela realmente gostou dele! – mamãe pareceu ficar feliz. – Mas ela é rica, não vai querer dinheiro para cuidar dele e nem vai aceitar...
- Podemos tentar, filha! Não custa nada! – ela disse com um brilho nos olhos. – Vá com Nathan até a casa dos , ofereça dinheiro, peça que ela aceite!

O que eu estava fazendo parada em frente à casa do ? Não sei, mas mamãe havia feito eu ir até lá! Nathan estava do meu lado, ele estava inquieto, o que me deixava com raiva.
- Para!
- Então toca logo a campainha! – ele estava mais nervoso que eu. Assenti, ignorando sua euforia. Toquei a campainha e escutei alguém gritar, esperei alguns segundos até abrir a porta.
- ? – ela perguntou arqueando uma sobrancelha. – O que faz aqui?
- Eu queria falar com a ! – Nathan me cutucou. – Digo, nós!
- Oh, Nathan! – ela foi abraçar Nathan. – Vamos entrar então!
Adentramos a casa dos , minha surpresa foi grande ao ver Pyetro sentado com um jornal em mãos. – Vou chamar a . – correu em direção a escada e sumiu.
- Olá! – Pyetro disse. – Sou o pai das gêmeas! Creio que você já me conheça!
- Sim, senhor! – eu disse envergonhada. – Esse é Nathan, meu irmão!
- Olá, rapaz! – Pyetro foi até meu irmão, estendeu a mão para ele. Antes que eles continuassem o cumprimento, apareceu correndo escada abaixo.
- Nate! – Ela correu até ele, o girou no ar e depois deu um beijo em sua bochecha. Mamãe tinha razão, ela seria a pessoa ideal. – ? – perguntou surpresa. – O que fazem aqui?
- Eu preciso falar com você, é importante!
- Claro, vamos lá fora. – acompanhei a menina, ela abriu uma porta de correr, e logo estávamos lá fora, ela sentou-se e eu me sentei junto a ela. – Me diga!
- Bom... Eu... Er... – não sabia o que falar.
- quer saber se você pode cuidar de mim todas as tardes! – Nathan disse sentando-se no colo de .
- Cuidar de Nathan? Por quê?
- Bem, eu arrumei um emprego, e não posso de forma alguma recusá-lo, preciso ajudar em casa, mas a questão é que eu não posso deixar Nate sozinho em casa. – respirei fundo e prossegui. – E bem, como eu havia comentado sobre você com a minha mãe, ela deu a ideia de... – ela me olhava perdida. Me levantei. – Esquece, vamos embora!
- Tudo bem, eu aceito! – eu estava de costas quando escutei ela se pronunciar. Virei para ela, encarando espantada. – Por que não? Gosto de Nathan.
- Ual! – eu disse vendo ela dar um beijinho na bochecha de Nathan! – Muito obrigada. Eu vou pagar para você, mas não é grande coisa...
- Olha eu iria recusar seu dinheiro, mas quero mostrar ao meu pai autonomia então, o que você me pagar será ótimo. – escutei ela atentamente e dei um sorriso concordando.
- Nossa, muito obrigada! – me levantei e fui até ela. – Você não sabe o quanto isso significa, eu jamais iria trabalhar sossegada com o Nathan em mãos erradas.
- Acho que isso já não me encaixa. – ela dá de ombros e eu olho confusa. – Não sou uma das melhores pessoas e acho que você sabe o porquê.
- Sim, Louis me contou! – falei sorrindo triste. – Sinto muito por tudo isso. – ela apenas me encara com um sorriso triste. – Bom, agora eu realmente preciso ir, desculpa por tudo e obrigada também.
Nathan saiu do colo dela e pegou em minha mão, começamos a caminhar, vi que ninguém estava na sala, então apenas continuei a caminhada. Virei para trás e sorri agradecida para . Saímos e eu dei de cara com quem eu não queria.
- Podemos conversar? – Liam perguntou do outro lado da rua. Olhei para Nathan indicando nossa casa, ele apenas assentiu, acenou para Liam e correu até lá.

- Então? – falei assim que paramos na pracinha do condomínio. – O que quer me falar?
- Eu acho que está na hora de você saber de tudo, mas eu tenho medo de te contar toda a verdade. – ele suspirou e aquilo começou a me matar aos poucos, o que fosse que ele quisesse me falar, eu sabia que era doloroso.
- Me diz, Liam! – fui até ele e sorri. – Sabe que pode contar comigo pra tudo, você sabe disso.
- ... – Liam respirou fundo antes de continuar. – Eu não sei se posso…
- Liam, me deixa entender porque de tudo isso! – eu disse caminhando em sua direção, ele deu um passo para trás. – Liam…
- Eu sou um monstro, você não devia ficar perto de mim….
- Liam, eu te amo! Por quê isso agora? – eu disse sorrindo, mas Liam continuava triste. – Me conta logo.
- Eu não queria, ... – ele disse negando com a cabeça. – Juro que eu não queria, mas aconteceu, eu não sei porque, juro que não sei.
- O que, Liam?
- Lembra do verão passado? – apenas assenti. – Então, nas férias… Eu… Eu…. Eu conheci alguém, uma garota na verdade, ela era bonita, estava fazendo intercâmbio aqui. E… E…. E eu acabei mostrando Londres pra ela e ela ficou encantada com tudo, falava que eu estava sendo um ótimo britânico, que minha companhia era ótima, que eu era lindo, essas coisas….
- E então?
- Eu saí com ela por uma semana, na verdade nem isso, eu acho, mas nessa semana eu levei ela pra vários lugares... – ele abaixou a cabeça. – Fomos a um pub, ele fica bem longe de tudo e lá eu e ela bebemos muito, usamos todos os tipos de drogas desde maconha à ecstasy… E…. Foi aí que as coisas fugiram do meu limite…. – ele começou a chorar e eu comecei a me preocupar ainda mais. – Eu não entendo até hoje que aconteceu comigo naquele época pra eu fazer o que fiz, todos que me conhecem sabem que eu não sou assim…. – ele parou. – Um dos motivos para eu não namorar com você de novo e pra eu não beber mais, é esse, Jeni… Essa menina, ela foi estuprada....
- Nossa! E o que você fez em relação a isso? Devi ter sido horrível saber disso.
- O problema é esse, ... – ele chorava. – Ela não me contou sobre isso. Porque eu era o estuprador!
- Liam, como? – eu comecei a chorar desesperada. Meu Lima!
- A gente saiu do pub, … E ela queria ir pra casa, mas não podíamos ir para homestay onde ela estava ficando, eu resolvi levar ela para minha casa, já que Niall estava na Irlanda e foi ai…. Foi aí que tudo aconteceu… Não sei se pelo efeito das drogas, mas quando ela estava na cama dormindo, inconsciente, eu acabei fazendo o que eu não devia, eu acabei estuprando ela e eu dormindo em cima dela, eu continuei dentro dela até o outro dia, quando eu acordei… Ela chorava… eu me dei conta do que havia feito quando, vi ela…. Sangrando…
- Liam, por Deus, você não fez isso, não, não…
- Eu fiz... – comecei a chorar ainda mais quando ele afirmou isso em voz alta. – Eu me levantei e fiquei observando aquela cena, ela chorava em volta do próprio sangue, ela chorava tanto e eu não sabia o que fazer… Eu busquei toalhas, lençóis, mas ela gritava com medo de mim, pedia pra eu sair da frente dela, ela pegou o celular e ligou para o “pai” dela, contou tudo, acho que depois de minutos minha casa estava cheia de policiais... – ele limpou as lágrimas. – Vocês estavam viajando, menos o Louis, que foi o único que me ajudou naquele dia….
- Eu não acredito, isso é mentira…. –me negava em acreditar que o meu Liam, havia feito algo assim para alguém.
- Eu fiz isso, me arrependo disso, você não sabe como me arrependo. Ver aquela menina sentada no banco na delegacia, em prantos e com medo de mim, era doloroso, ela não tinha ninguém com ela, o pai verdadeiro dela teve que fazer uma ligação internacional, pensa no que aquele pai sentiu, eu queria morrer.
- Por que você não foi preso?
- Eu fiquei preso, durante aquele verão inteiro, mas como eu estudava, o juiz me deixou cumprir a pena fora da prisão, mas até hoje sou vigiado, compareço sempre a delegacia para conversar com um delegado, lá eu fico o dia todo fazendo algumas coisas.
- E a menina? – perguntei limpando minhas lágrimas.
- A única coisa que sei é, que ela voltou para o país de origem dela e que lá ela entrou em tratamentos fortes, mas pelo que me parece ela mora em uma clínica de reabilitação para pessoas traumatizadas, ou seja, ela ficou paranoica. Outra coisa que sei é, que ela ficou grávida de mim, mas por ser fraca demais e por não querer olhar a imagem de uma criança que seria do fruto de um estupro, ela abortou.
- Não consigo acreditar que você foi capaz de fazer isso, não você, Liam! – eu disse o olhando seria, ele apenas sorria triste.
- Você não sabe o quanto me dói isso tudo, eu fiquei tão ferido aqui. – apontou para seu próprio coração. – Eu queria que tudo isso fosse apenas mentira, mas não é! – me virei de costas. – , eu sei que deve ser difícil para você, ainda mais toda vez que nós dois fazíamos sexo e eu agia com indiferença, mas eu realmente espero que você me perdoe um dia!
- Liam, o que eu sinto por você é muito grande, mas isso é tão complicado, eu não imaginava que você podia ter feito algo assim, e muito menos pensava que algo tão grave o separava de mim. – eu o olhei triste, ele chorava novamente. – Liam, eu preciso de um tempo, na verdade eu preciso de um longo tempo, porque eu não sei como encarar tudo isso, não sei mesmo, eu sei que deve ser difícil para você, mas eu me sinto tão suja depois disso tudo que eu ouvi… Eu te amo, mas você precisa se restabelecer e eu preciso me encontrar novamente depois de tudo isso!
- Jeni….
- Liam, por favor, não dificulta as coisas, você tem noção da gravidade que isso pode trazer pra minha vida? – eu estava tão triste. – Eu não sei se irei conseguir ficar com você, porque eu posso lembrar sempre disso e eu.... Eu não posso, juro que não posso, tudo é muito difícil pra mim, isso só dificultou ainda mais tudo pra nós dois, eu sinto muito por tudo que você teve de passar e agradeço por ter me protegido de você mesmo por esse tempo todo. Sério, eu agradeço por tudo e espero que algum dia nós dois fiquemos juntos, porque, Liam, eu te amo tanto. – eu disse chorando descontroladamente, ter Liam, era como não ter nada, afinal ele ainda mantinha as lembranças do verão passado e ainda agia frio, talvez esse tempo fosse o melhor para nós dois, eu realmente esperava que fosse.

Acordei me sentindo um pouco cansada, era domingo e eu não teria nada para fazer. Desci a escada rapidamente, não ligava de estar apenas de pijama. Fui até a cozinha e preparei uma vitamina de mamão com cereais. Me sentei em cima da bancada e comecei a lembrar da festa. Alguns flashs me voltaram, mas eu espanto todos eles com a cabeça e desço da bancada e desliguei o liquidificador me servindo com um copo da minha vitamina.
- Como foi a festa? – escutei a voz de Math e me virei para ele. – Belo bigode!
- Bom dia pra você também. – rolei meus olhos e servi mais um copo com a minha vitamina maravilhosa. – A festa foi boa, aproveitei um pouco.
- Deve ter beijado várias bocas, te conheço!
- Me conhece tão bem que é capaz de pensar isso! – terminei de beber minha vitamina e levei até a lavadora de louças e a liguei. Math me encarava estranho. – Desculpa, aconteceram algumas coisas estranhas.
- Quer conversar?
- Por hora não, depois quem sabe! – dei um beijo em sua bochecha e subo a escada indo para o meu quarto tomar um banho.

Depois de um banho relaxante e muito confortável resolvi que era hora de dar uma volta pela cidade. Desci a escada e vi Math sentado com um dos amigos dele.
- ? – apenas assenti. – Esse é o Freddie meu colega da faculdade.
- Ah, olá, Freddie! – me aproximei do sofá e ele se levantou me dedando um beijo no rosto. Sorri envergonhada. – Vou dar uma volta por ai!
- Tá bom!
- Eu posso te levar, estou de saída! – Freddie se pronunciou.
- Eu...
- Vá com ele, ! – meu irmão intrometido falou prestando atenção na televisão. Sorri para o loiro em minha frente e concordei indo até a porta com ele em meu encalço.
- Tchau, quer alguma coisa? – Math murmurou alguma coisa inaudível e eu dei de ombros. – Você vai pra onde?
- Vou para o central park, moro lá perto e você?
- Vou para lá mesmo, queria sair pra tomar um café! – dei de ombros e fecho a porta olhando para o rover em minha frente. – Belo carro!
- Que tal eu te mostrar algumas coisas da cidade? Matheus disse que você é nova aqui! – ele abriu a porta do carro para eu entrar e eu sorri em agradecimento. – Claro, se eu não parecer oferecido demais.
- Claro, seria muito bom! – claro que seria um gato desse me dando uma carona e ainda me chamando para sair, tô podendo!
Acho que todo mundo se pergunta como estou depois do que rolou com Harry. Indiferente, seria o termo mais usado para isso. Harry não me traz sentimentos e nem os tira, afinal eu o conheci agora, beijar era normal, mas sentir não seria.
- Que bom que gostou da ideia! – saio de meus devaneios quando ele entra no carro e dá a partida. – Não vou te levar para um Starbucks, acho que isso você já conhece muito bem, vou te levar para um café maravilhoso.
- Eu acho Starbucks tão clichê, talvez isso seja estranho, mas eu acho! – dei um sorriso de lado e ele concorda com a cabeça. Fico olhando para ele, sua barba está dando vestígios de crescimento, seu cabelo loiro está bagunçado e um sorriso de canto está presente.
- O que foi?
- Oi? – me assusto e acabo me remexendo no banco desconfortável. – Eu estava no mundo da lua, sabe como é?! – ele apenas assente e eu volto meu olhar para a frente. Meu corpo se arrepia assim que passamos pela rua de e meu coração tem esperança de ver alguém. E lá está ele, parece estar bravo, discutindo com .
Olho para, ele já que o carro está lento por conta deles estarem atravessando a rua. Por um tempo ele se dá conta e me olha também, seus olhos fuzilam Freddie e eu estremeço, sei que ele me deixa indiferente, mas a possibilidade dele sentir alguma coisa por mim, me deixou totalmente estranha.
- Tá tudo bem? Você conhece ele?
- Tá sim! – acordo para a vida e percebo que o carro está em movimento novamente. – Aquele garoto? – ele assente e eu nego, mas sei que ele não está me olhando. – Ah, não!
- Pareceu que sim!

- Imagina como minha mãe ficou, ela ficou tão brava que fez ele comer o pote todinho de pasta de amendoim. – não tinha certeza de quanto tempo estávamos naquele café, mas a conversa estava tão boa que eu nem havia me dado conta de que estava escurecendo.
- Eu vou usar isso contra ele, pode ter certeza que vou! – a companhia de Freddie era tão agradável que eu me sentia nas nuvens e olha que eu nunca me sinto assim com ninguém.
Mesmo estando com outra pessoa minha cabeça ainda vagava para o momento em que senti os lábios de Harry nos meus, o que me deixava completamente perdida, afinal logo eu que não queria sentir nada por ninguém estava me sentindo perdida.

E lá estava eu, depois de ter a conversa mais bizarra com minha família e ter chorado litros com todos eles. Depois de atender corri para a pracinha perto de casa. Meu ponto de encontro com Brad. Me sentei em um banquinho que tinha bem afastado das pessoas e fiquei balançando meus pés em um ritmo sincronizado. Mexia minha cabeça conforme ia cantando baixinho uma música da Halsey.
Sinto aquele cheiro maravilhoso de pipoca quentinha e dei um sorriso quando vejo alguém estender em minha frente um saquinho com uma porção delas. Pego uma levando a boca e sorrindo ao sentir o gostinho da manteiga. Brad se senta ao meu lado dando um beijo em minha bochecha.
- Que saudade, princesa! – ele sussurra perto de meu ouvido e eu dei um sorriso.
- Também estava.
- Por que seus lindos olhinhos estão vermelhos? – levo automaticamente uma de minhas mãos para um dos meus olhos e passo ela lentamente sentindo um leve inchaço ali.
- Nada! – peguei mais um pouco da pipoca levando a boca e enchendo ela toda para não precisar responder mais alguma pergunta dele.
- , sabe que eu odeio mentiras!
- Sério, não foi nada demais, meu pai chegou em casa e eu chorei de felicidade de vê-lo. – que mentira mais descarada e ridícula. Ele arqueou uma sobrancelha e eu dei um selinho em seus lábios.
- Vou fingir que estou convencido, só porque quero te encher de beijos!
- Você é tão ridículo que me embrulha o estômago!
- Fala sério, você adora isso?!
- Pior que é verdade! – ele leva a mão até minha cintura me puxando para mais perto e colando nossas bocas. Dei um sorriso entre o beijo e levo minha mão até sua nuca, puxando o cabelo dele com leveza e aprofundando o beijo da melhor forma possível. Assim que nos separamos ele sorri malicioso e eu rolo os olhos.
- Não provoca! – ele diz rindo e eu dei um tapa em seu ombro rolando os olhos novamente.
- Não tô provocando ninguém! – dei de ombros e pego o saquinho de pipoca levando a boca mais um punhado e sorrindo enquanto mastigo.
- Não tive a oportunidade de perguntar como foi a festa!
Me lembro de toda a conversa que tive com Niall, a conversa na qual me ajudou a não me declarar para Brad e deixar as coisas seguirem levemente.
- Foi legal, apesar da te sumido com o Louis e ter uma briga horrível com Zayn! – ele arregala os olhos e logo gargalha.
- Me diz com quem sua irmã nunca brigou!? – paro para pensar e dei um sorriso.
- Harry, Liam, , Niall, e acho que só. Porque ela vive brigando com a , ainda mais depois que Zayn beijou ela.
- Tá brincando que Zayn beijou a ? – nego com a cabeça e ele abre a boca em formato de “o”. – Olha nada contra sua irmã, mas ela não é beijável!
Solto uma gargalhada alta ao escutar isso. Bradley era o melhor, sem dúvidas. Ele sorri e me rouba um selinho demorado.
- pode ser difícil às vezes, mas ela é legal, te juro isso! – me lembro quando disse isso para os meninos no primeiro dia que cheguei em Londres. Não era mentira, ela era apenas difícil de lidar.
- Sei disso! – ele segura minha mão e eu encaro o saquinho de pipoca, que já estava chegando ao fim. – Precisamos conversar sobre dar um passo em nossa relação. – me engasgo com a pipoca e arregalei meus olhos. Eu não era virgem, mas também nunca iria imaginar que Bradley quisesse que nosso relacionamento fosse adiante.
- Er... Eu... Er... Como?
- , tá com medo? Você é...
- Virgem? – ele assente. – Claro que não, mas me pegou de surpresa.
- Linda, estamos juntos há um tempinho já, está na hora de deixar rolar...
- Brad, você é um imbecil! – me levanto rapidamente e jogo o pacote de pipoca no colo dele. – Se é sexo que você, ache outra pessoa que queira dar isso pra você.
Quando eu começo a andar ele segura meu braço, me fazendo virar para ele. Olho em seus olhos e rolo os meus com raiva. Ele sorri de lado e eu bufo.
- O que foi?
- , para com isso! – ele suspira e eu olho para o lado. – Eu só achava que você também queria dar esse passo, mas se não quer, não vou te forçar a nada.
Encaro seus olhos e relaxo meu corpo, ele podia estar sendo um imbecil, mas eu era uma otária por estar dando chilique atoa.
- Desculpa, eu pensei merda, eu... – levei uma mão até seu rosto e fiz um carinho ali. – Foi um mal-entendido, Brad! Perdão!
- Ei, não precisa pedir desculpa! – ele levantou minha cabeça com a mão e eu olhei em seus olhos e dei um sorriso. – Eu fiz parecer que eu fosse um babaca interesseiro.
Dei um sorriso ao escutar aquilo que ele fala, Brad era o cara mais fofo que eu conhecia, eu estava perdidamente apaixonada por ele, mas o problema era não saber se ele sentia o mesmo. Apesar de pensar que sim, afinal ele sempre agia tão naturalmente ao meu lado e era tão fofo comigo. Ele podia não ser apaixonado por mim, mas pelo menos alguma coisa ele sentia, tinha certeza disso.

Depois de ter passado uma tarde maravilhosa eu estava indo para casa feliz da vida. Brad havia se desculpado e sido mais fofo do que nunca, eu sorria como uma idiota e as pessoas me olhavam estranho, não me importava com isso. Assim que paro em frente à minha casa vejo Niall sair da dele bufando.
- Hey! – começo atravessar a rua indo em sua direção, ele parece finalmente prestar atenção em mim, já que ele abre um sorriso feliz e caminha até a calçada.
- ! – assim que ele chega perto de mim, me segura pela cintura e me gira no ar, me fazendo dar uns tapinhas em seus ombros.
- Você está com uma cara péssima!
- Liam teve uma daquelas brigas horríveis com a e o ar de casa parece poluído de tantos palavrões que ele está soltando.
- Quer que eu converse com ele? – me ofereço mesmo não falando muito com Payne.
- Acho melhor não, mas me diz, qual o nome dessa felicidade toda?
- Nossa, tá tão aparente assim? – dei risada e ele apenas concordou. – Brad estava sendo um amor comigo hoje.
- Ah, que bom, né? – ele pergunta incerto e eu apenas concordo, eu podia duvidar dessa reação de Niall, mas eu sabia que ele estava meio perdido porque os dois melhores amigos estavam brigando. – Tava indo aonde?
- Eu pensei em falar com , mas acabei de desligar o telefone, o irmão mais novo dela disse que ela tá morrendo de chorar.
- A coisa foi feia pelo jeito!
- Liam contou um segredo que ele escondia há um tempo, mas é um segredo pesado.
- Sei bem como é descobrir um segredo pesado da pessoa que você ama. – disse me referindo a tudo que havia rolado com Adam e John no passado.
- Quando eu descobri o segredo dele, fiquei mal por dias. – arregalei os olhos. – Sei que não devia contar, mas não adianta nada eu ficar falando em “códigos”.
- Não precisa, eu...
- Liam estuprou uma garota no verão passado! – ele disse aquilo como se não fosse nada.
- Como?
- É isso aí! – ele coloca as mãos nos bolsos da calça e começa a caminhar sentando na guia da calçada. Me sentei ao seu lado e encarei minha casa.
- Sinto muito por Liam!
- Acho que esse segredo matou todos nós e ninguém nunca pode reverter esse problema, foi a pior coisa que aconteceu com Liam, eu não consigo entender porque justo ele tinha que perder a cabeça e fazer uma coisa tão... Tão...
- Tão horrível? – ele me encarou e apenas assentiu, Sei que devia ser horrível para ele saber que o melhor amigo estava acabado por um passado tão cruel.
Abracei Niall de lado e deixei ele relaxar junto ao meu corpo, eu sabia que aquela maldita dor era horrível e estava matando não só Liam, como todos eles. Continuei olhando para o nada esperando que tudo o que estava acontecendo passasse o mais rápido possível e que tudo melhorasse.

Depois de ter conversado com eu havia ficado mais um tempo no jardim olhando para o céu, eu estava pensando em Zayn, nossa conversa tinha sido tão rápida, mas tinha sido uma das melhores que eu já tive apesar de tudo o que conversamos. Escutei alguém tocar a campainha e bufei por ter que me levantar e ir até a porta.
Caminhei me arrastando praticamente, assim que abri a porta me surpreendi vendo a morena parada em minha frente.
- ?
- Eu sei que sou a última pessoa que você esperava aparecer aqui, mas acho que temos algumas coisas para conversar!
- Certo! – dei passagem para ela que entra e para me olhando, indico o jardim e começo a caminhar junto a ela até o lugar. Assim que paramos ali fora, puxo as cortinas e fecho a porta atrás de mim. Indico a cadeira e ela se senta. – Pode falar!
- Primeiramente me perdoe por estar vindo até sua casa para termos essa conversa. – ela pausou e eu apenas assenti, apesar de não entender aonde ela queria chegar com tudo aquilo. – Eu vim falar sobre Zayn!
- ...
- Não, . Me deixa falar, por favor! – apenas assinto e ela continua. – Não sei o que Zayn sente por você, nem tenho ideia do que você sente por ele, na verdade seus sentimentos não me importam. – dei um sorriso irônico e ela sorrio de lado. – O que eu quero dizer é que, se ele escolheu você, quem sou eu para me opor?
- , você é burra assim mesmo ou tá se fazendo?
- Como é? Eu tô sendo calma com você e você tá me falando isso, como sou ingênua.
- Escuta. – ela tinha levantando, aponto a cadeira para ela novamente e ela volta a se sentar. – Zayn não gosta de mim, ele acabou confundindo as coisas e percebeu isso depois, percebeu que ele nunca deixou de sentir o que sente por você. – apesar dele não ter assumido tudo isso que eu estava dizendo em voz alta, eu sabia que Zayn sentia algo incomparável por e para isso não era preciso ele assumir em voz alta, bastava olhar em seus olhos.
- Você está ficando louca! – ela tentou levantar novamente e eu apontei a cadeira.
- Olha, você veio até minha casa falar o que quer, então eu também vou fazer o mesmo, se eu precisar te fazer sentar de novo, vai ser a força. – ela arregalou os olhos e eu sorri vitoriosa. – , você está acostumada a ter todo mundo fazendo o que você quer, mas comigo as coisas não são assim.
- , eu vou embo...
- Senta, porra! – me irritei com a garota, ela pensava que mandava em todo mundo? Estava enganada. – Escuta, . Você acha que Zayn é seu brinquedinho, acha que ele não deve seguir em frente e é isso que ele anda fazendo, você não percebe, mas fode a cabeça dele mais do que o suficiente.
- Você está blefando.
- Blefando? Quem usa esse termo? – ela tomba a cabeça e me encara com cara de poucos amigos. – Escuta, por que ficar fazendo isso com ele?
- Eu estou apenas dando o troco!
- Que merda de amor é esse? Quem ama não dá o troco! Acha que isso é amar?
- Quem você pensa que é para dizer alguma coisa sobre amar?
- Eu sou a pessoa que não está prendendo Zayn, mesmo ele implorando por um amor que não tem.
- Você... Você não sabe de nada, chegou aqui agora, como pode achar que conhece todos tão bem?
- Não preciso conhecer ninguém, vocês são mais previsíveis que qualquer coisa, você nem tentam disfarçar o passado e nem tentam seguir em frente.
- Acha que é a certa aqui? – ela se levanta batendo com as duas mãos na mesa. – Você veio pra cá porque foi presa, veio fugindo de tudo e acha que pode falar que somos previsíveis, acha que pode falar o que quiser de nós e pronto?
- E-eu... Como você sabe?
- Eu sou a filha do diretor, acha que na sua ficha não consta tudo o que te acontece, acha que ninguém sabe de quem você é filha? Em que mundo você vive? – ela fica ereta e me encara com os olhos pegando fogo. – Não me importo com o que Zayn quer com você, sabe por quê? Porque é pra mim que ele sempre volta, porque é comigo que ele quer estar.
- Tem razão, quem eu sou para julgar uma patricinha metida que não recebe atenção do papai, que apenas tem tudo o que quer para o próprio pai poder viver a vida? Eu não sou nada mesmo, eu sou apenas uma italiana que foi presa e foi mandada para outro país, porque estava perdida, mas perdida porque a mãe morreu, não por conta de um amor banal! – cuspo todas as palavras em sua cara e ela arregala os olhos.
- E-eu... Não sabia!
- Claro que não sabia. Não sou a certa, , nem tento ser, acho que isso já ficou claro. – as drogas, as bebidas e minha vida deixavam muito claro o que eu queria da minha vida. – Não me preocupo com o que você sente aí dentro desse seu coração, nem me preocupo com você, eu só acho que se você ama alguém tem que deixar a pessoa livre e seguir a vida, se ela for sua, uma hora dá certo.
- Concordo com a minha filha! – dei um pulo ao escutar a voz de papai e me viro para ele que está parado, olha para ele, ela está respirando pesado. – Pyetro . – ele estende a mão e ela estende a dela que tremia mais que as minhas.
- !
- A filha do diretor! – ela apenas assente e ele me encara. – Desculpe atrapalhar ambas, mas eu queria saber se sua amiga vai jantar conosco.
- Ela não é minha amiga! – praticamente rosno para papai, apesar do clima ter melhorado, não estava tudo tão bem assim.
- ! – ele me repreende e dá um sorrisinho.
- Estou de saída senhor e tem razão, não somos amigas e acho que nunca vamos ser! – ela empina o nariz e eu tenho vontade de socar a cara dela.
- Uma pena! – meu pai dá de ombros e estende a mão mais uma vez para . – Foi um prazer conhecer você, senhorita!
- Digo o mesmo. – eles apertam a mão e papai sai me encarando com um olhar que diz “Depois vamos conversar.”
- Acho que já falou tinha que falar, não é? – chamo atenção da garota que me olha sorrindo irônica.
- Você pode ter ficado por cima dessa vez, mas eu juro que vou acabar com você, nem que eu leve o resto do ano todo! – ela jogou os cabelos para o lado e eu rolei os olhos.
Vejo ela entrar e me jogo na cadeira respirando pesadamente. Que merda tinha acontecido aqui?
- , precisamos conversar! – papai aparece segundos depois e me encara. Olho para ele e nego rolando os olhos.
Me levanto tirando o chinelo e a roupa que usava ficando apenas de lingerie, corro até a piscina e me jogo nela. Eu queria que a água limpa limpasse minha alma, mas seria um caso impossível. Afinal, minha alma era mais suja que um lixão.

Tredici

“Someone to face the day with, make it through all the mess with…”

Harry

- Você consegue calar a boca por um minuto pelo menos? – me virei para que não parava de tagarelar um só minuto. – Eu não quero te acompanhar até a cada dos , quem fez a merda foi você.
- Harry, eu não fiz nada sozinha. Você concordou. – paramos em uma faixa de pedestres e eu rolei meus olhos. – Olha você devia ter consciência que é mais culpado que eu...
Não escutei mais o que ela falava, meus olhos correram para o carro que estava parado dando passagem para nós dois. Na verdade, meus olhos estavam concentrados na passageira do carona. .
- Harry, tá me escutando?
- Cala boca, porra! – dei um surto, não me importei com a expressão de , meus olhos estavam focados em e os dela estavam fazendo o mesmo.
Fuzilei o cara do lado dela e ela pareceu estremecer, não dei a mínima importância para ela naquele momento. Assim que chegamos ao outro lado da rua, me encarou com os braços cruzados.
- Que cena mais ridícula! Você é patético.
- O que eu fiz? Eu? Quem está indo se desculpar pelas merdas que fez? – rosnei cansado daquela conversa e cansado dela.
- Harry, dá pra para de pensar em si mesmo por um minuto?
- Parar de pensar em mim? Tá brincando, né? – rolo meus olhos e dou as costas para ela, mas ela segura minha mão.
- Desculpa, eu sou uma idiota!
- Você tá com ciúmes da ? – ela bufou e eu negou com a cabeça. – , seu negócio é com Zayn.
- Não, nada disso! – ela abaixou a cabeça e eu levantei segurando seu queixo. – Eu... Eu nunca tive um amigo, Harry. E todo esse tempo que estamos juntos fazendo planos e fodendo a vida das pessoas, eu meio que me apeguei a você, que idiota! – ela se soltou de mim e começou a caminhar em direção a cada dos .
Fiquei sem reação ao escutar aquilo tudo vindo dela. estava sendo minha... Amiga? Então, foi ai que eu percebi que o que falava não vinha só dela, eu, Harry Styles, estava sentindo algo por alguém, mas algo que eu só senti por Zayn.
- , espera! – corri até ela e puxei seu braço, fazendo ela virar e encarar meus olhos. – Entendo o que você quis dizer. Estamos passando tanto tempo juntos, que de certa forma nos consideramos algo.
- S-sim! – ela sorriu envergonhada, puxei ela para um abraço.
- Obrigado, ! – sussurrei em seu ouvido e me afastei. – Boa sorte!
- Obrigada, Harry!
Depois desse agradecimento estranho e desse abraço meio sem sentido, eu me virei e fui embora. Não era o tipo de cara que me metia na vida dos meus amigos, ainda mais sendo .
Assim que parei em frente à minha casa, suspirei fundo e empurrei o portão de ferro. Andei pelo jardim calmamente, mas algo me chamou atenção, olhei para o lado e vi Zayn sentado com o violão no colo. Fiquei batendo meu pé nervosamente, um lado me mandava ir correndo pra lá, mas outro lado me mandava entrar na maldita casa e fazer o que eu sabia fazer de melhor. Deitar e ficar pensando.
- Harry! – antes mesmo de tomar uma decisão, Zayn já estava me chamando. Dei um sorriso forçado e caminhei colocando as mãos no bolso das calças.
- Zayn! – respondi o cumprimento dele parando em frente ao mesmo e olhando para meus próprios pés.
- Queria agradecer o conselho que me deu, acho que eu consegui entender tudo de uma vez. – assenti ainda olhando para meus pés. – E queria pedir desculpa.
- Pelo que?
- Por tudo, eu acho! – fitei seu rosto, ele parecia sincero. – Acho que, essas nossas briguinhas são tão idiotas que, eu me acostumei.
- Não é as nossas briguinhas que são idiotas, somos nós mesmo. – ele concordou com um aceno. – Sinto por tudo que aconteceu com a nossa amizade e com a nossa família.
- Eu sinto também, mas sei que as coisas não irão voltar ao normal.
- Nem quero que voltem, não agora. – ele me olhou confuso. – Por anos eu fui sua sombra, fui uma pessoa que ficava pensando, “será que o Zayn vai fazer isso?”, e se vocês fizesse, eu fazia. Depois de toda a nossa briga, eu aprendi que eu não precisava esperar por você para fazer o que eu queria, bastava eu fazer. – respirei fundo antes de continuar, Zayn me encarava sério. – Desse jeito eu aprendi a ser quem eu sou, tá que eu sou um merda, mas eu sou assim, eu só precisei me libertar de você.
- Espera! – ele levantou e ficou em minha frente. – Está dizendo que todos esses anos, você fez o que fez, porquê precisava?
- Não, eu estou dizendo, que eu me dei conta, de que você não era nem um rei e que estava na hora de eu crescer.
- Harry, não tem sentido o que você está dizendo!
- Não? – ele negou. – Vamos lembrar de uma coisa?
- Vamos, estou curioso para saber isso.

FLASHBACK:
Alguns anos antes

Primeiro dia de aula, eu estava me arrumando para a escola nova, desde que papai e a mãe de Zayn haviam morrido, tudo tinha ficado um pouco confuso. A campainha tocou e eu dei um pulo, lembrando que Zayn e eu íamos juntos.
- Fala, dude!
- Que demora, Haz. Vamos nos atrasar para ver as gatinhas. – rolei meus olhos e fechei a porta. Desci os degraus e cheguei na calçada. – Louis disse que hoje vamos ter as líderes de torcida dançando.
- Não vejo nada nelas. – Zayn levou a mão ao coração fazendo cena. Começamos a caminhar.
- Você tem que se abrir, dude.
- Vou fingir que você não me disse isso.
- Sério, Haz. Você precisa achar uma garota e...
- E ser um babaca com ela? Assim como você é com a ? – sorri de lado. – Obrigado, mas eu passo.
- Não mete a no meio, eu só estou dizendo que...
- Cuida da sua vida, Malik! – me irritei, aumentei os passos virando o quarteirão e avistando a escola.
- Harry, vamos lá.
- Zayn, me deixa.
- Não, você precisa viver, superar seus amores não correspondidos.
- Você precisa parar de ser um babaca e ver que te quer.
- Não quero ela. – ele nunca soube mentir.
- Ok, e eu sou o filho da rainha.
- Cara, que massa. – Zayn riu irônico e entramos na escola, vendo um bando de líderes de torcida se mexendo com aqueles pompons horríveis.
Eu sabia que se Zayn fosse até uma delas, eu teria de ir e foi justamente o que fizemos. Caminhei ao lado de Zayn, ele sorria presunçoso, ele tinha um ar de cara fodão, mas era só um merdinha.
- Sou Malik, ele é o Styles! – sorri para a garota ruiva e depois me virei de costas rolando meus olhos. – Haz, fica calmo, são só garotas.
- O problema não é esse, Zayn!
- Qual é então?
- O problema é elas serem tão ridículas que eu odeio olhar para elas. – soltei a frase e vi Zayn rir descontroladamente.
- Só faz o que eu mandar.
- Mas, Zayn...
- Só faz o que eu faço, Styles. – concordei voltando a olhar para aquelas meninas.
Naquele dia Zayn me fez ficar com duas delas, eu não queria, mas Zayn estava fazendo e Zayn mandava eu fazer, e eu fiz, fiz com raiva, mas fiz, mas só fiz porque ele tinha poder sob mim.

- Não te obriguei a ficar com nenhuma delas.
- Você disse, “ Só faz o que eu mandar”, me diz o que isso devia significar? – ralhei, eu tinha razão e Zayn não.
- Você podia ter ido embora.
- Claro que eu podia, afinal, eu podia andar tranquilamente pelos corredores me sentindo o fodão, espera, esse era você.
- Styles, você nunca precisou fazer o que eu mandava, você fazia, porque...
- Porque você praticamente me olhava com um olhar mortal, eu tinha medo de apanhar de você.
- Você apanhar de mim? Tá brincando comigo, né?
- Estou com expressão de brincadeira? – perguntei e Zayn negou. – Você sempre colocou medo em todos ao seu redor. Inclusive em mim.
- Nunca foi minha intenção, mas eu nunca percebi que eu te forcei.
- Você fez eu perder minha virgindade com uma garota qualquer em uma festa da escola.

FLASHBACK
- Dude, eu não quero ir pra essa festa.
- Qual é, Haz, o que está acontecendo com você? – Zayn cruzou os braços e eu rolei meus olhos.
- Eu nunca gostei de festas, nunca quis sair para esses lugares.
- Mentira, você sempre foi comigo, vamos lá, só mais essa!
- Jura? – ele assentiu e eu me levantei colocando uma roupa qualquer e vendo ele comemorar isso.
Algum tempo depois estávamos parados em frente a mansão de Daniel, um cara da escola que era conhecido pelas melhores festas e por usar mais maconha do que o povo da Bolívia.
- Vai ser legal! – Zayn disse entrando na casa pulando com a música do fundo.
- E lá vamos nós! – entrei na festa e fiquei encarando aquele pandemônio. Algumas garotas desciam até chão com alguns caras em volta. Bufei e fui em direção a cozinha, aonde alguns bêbados estavam jogados com algumas garrafas.
- Fala, Harryzão! – um bêbado passou por mim, abraçando o batente da porta, arregalei meus olhos e soltei uma risadinha. Algumas bebidas estavam largadas pela bancada, andei até lá e fiquei observando.
- Finalmente achei você! – Louis apareceu na cozinha com a respiração descompassada e a boca vermelha.
- O que é?
- Zayn está te procurando como um louco, disse que arrumou algo que você vai gostar.
- Preciso de alguma coisa forte pra me preparar para Zayn. – Louis olhou por cima dos meus ombros e observou a bancada.
- Começa com aquela garrafa e termina com aquela, vai fazer um efeito bom. – ele apontou para a garrafa de Jack Daniel’s e depois para uma garrafa de absolut. – Confia!
Fiz o que ele havia mandado e bebi dois copos de cada, ficando um pouco tonto.
- Vamos! – Louis assentiu rindo e fomos em direção ao andar de cima, onde Louis disse que Zayn estava. No meio do corredor pude perceber que Louis já não me acompanhava mais, dei de ombros, apostando que ele estava pegando alguém.
Caminhei mais um pouco até chegar perto de um quarto que tinha um barulho estranho, a porta estava encostada, quando virei para voltar embora, uma voz me parou.
- Harry, eu mandei Louis te chamar, então venha aqui. – pisquei algumas vezes e empurrei a porta e vi uma cena nojenta. Zayn estava com uma menina ajoelha em sua frente abocanhando seu membro, outra beijava seu pescoço.
- Porra, dude!
- Dia de perder uma coisa preciosa. – ele sorriu malicioso e eu arqueei minha sobrancelha.
- Perder o quê?
- Sua virgindade. – neguei umas três vezes, saindo do quarto e respirando fundo no corredor. Zayn apareceu atrás de mim, arrumando suas roupas.
- Para de agir como um marica. – Zayn encostou em uma parede e cruzou os braços. – Você me envergonhou em frente as garotas, entra naquele quarto e faça alguma coisa direito.
Minha cabeça rodou naquele momento, eu nunca havia pensado, sobre perder minha virgindade, não que eu tivesse algo clichê para perder ela, mas eu só não queria naquele momento. A bebida estava começando a fazer efeito, minha vontade de rir daquela cena aumentava cada vez mais.
- Haz, vai logo! – neguei algumas vezes liberando a gargalhada desesperada que estava presa.
- Virgindade? – ele assentiu. – Não! – disse preguiçosamente gargalhando junto. Zayn veio até mim e me jogou dentro do quarto fechou a porta atrás de si e observou a cena toda com os braços cruzado. Além de ter que perder minha virgindade com uma garota estranha, tive que ter a companhia de Zayn, que hora beijava a garota e hora observava o que acontecia, eu sabia que não devia ter confiado em Louis, bebi demais e mais uma vez eu obedeci Zayn, era só ele estalar os dedos e eu fazia, igual um cachorrinho adestrado.

- Você podia...
- Escutou bem a parte que eu disse “você me empurrou para o quarto”? – ele assentiu abaixando a cabeça. – Não vem me dizer que eu podia ter dado um soco, Louis me fez beber aquelas bebidas e você me jogou num quarto escuro, bêbado e com duas garotas seminuas.
- Você tem razão.
- Detalhe, depois daquele dia nossa relação piorou e finalmente você se afastou.
- Finalmente? Isso foi bom, então?
- Perfeito, eu diria. – cruzei meus braços com um sorriso irônico. – Naquele momento foi ruim, muito ruim, mas depois eu percebi que foi ótimo. Depois daquele dia que eu transei com uma mulher estranha com você olhando, eu percebi que era hora de fazer tudo direito e mudar minha vida.
- Então, você virou uma cópia de Zayn Malik?
- Um pouco melhor.
- Na verdade, bem pior, Haz! Eu nunca fiz planos pra te atingir, nunca voltei a ficar perto para não te machucar. – ele me parecia tão sincero, umedeci meus lábios e fiquei encarando ele. – Teve um tempo que eu achei que você era gay.
- Gay? – arregalei meus olhos e ele soltou uma risadinha.
- Você ficava atrás de mim todos os minutos do dia, tinha os mesmos gostos. Quando era pequeno até dizia “Zaz, acha que eu sou bonito?” Eu ria todas às vezes que eu lembrava disso.
- Eu era um ser totalmente iludido, mas, gay? Não, nunca! – se eu fosse gay, Zayn jamais seria meu tipo, preferi não falar nada sobre isso, afinal, ia pegar muito mal. – Eu via em você um irmão, afinal, você me protegia desde pequeno, nem Louis que sempre foi meu melhor amigo fazia isso, ele teve a época ruim e o Louis bom morreu, mas você esteve comigo na época ruim.
- Nem sempre, não fiquei com você até o fim, era o que eu devia ter feito, mas eu resolvi me afastar.
- Você mudou, eu mudei. – suspirei colocando as mãos nos bolsos da calça. – Isso foi melhor.
- Você não vai pedir desculpa, não é?
- Desculpa? – ele assentiu e eu estranhei. – Pelo quê?
- Por ...
- Quem te deve isso é ela, não eu! – me virei de costas, mas parei. – Ela te ama, mas não sabe como fazer isso, te atingindo comigo é a melhor forma dela se vingar daquele beijo que presenciou.
- Mas e você?
- Você me pediu desculpa? – ele soltou o ar pelo nariz, pude entender isso como um não. Ele podia sentir muito por tudo, mas nunca havia me pedido desculpa da forma certa, por que eu iria fazer o mesmo? – Por que eu iria me desculpar?
- Para ser diferente, para mostrar que é melhor que eu.
- Eu não sou melhor que você, Malik! – me virei novamente para ele, os olhos de Zayn estavam arregalados. – Você é melhor que eu, porque mesmo escutando isso de mim, você não consegue me odiar, nem odiar .
- Como pode me dizer isso? – Zayn parecia estar com raiva. – Você não me conhe...
- Conheço, Malik! Você só tentou, só tentou... – depois de terminar de falar comecei a caminhar para meu quarto.

Louis
*aviso da autora: a carta que Nikki escreveu para a Louis Girl será repetida nesse capitulo, mas ela terá algo há mais, mas só no final.

Mamãe havia me pedido para cuidar das meninas quando chegasse da escola e foi exatamente o que eu fiz, afinal, ela estava ocupada demais com o trabalho e com a preparação do casamento. Elas saíram pulando na minha frente, quase caindo, quando passei na frente da casa dos , observei um papel branco amassado, caminhei até lá pegando o papel e lendo as primeiras palavras, resolvi guardar ele em meu bolso e segui para a pracinha.
Abri aquele papel umas cinco vezes, li as primeiras linhas, mas parei, eu realmente devia fazer aquilo? Não devia, a festa tinha sido há dois dias, não tinha me encontrado com Zayn ou , eu devia desculpa ao meu amigo e devia falar com ela sobre aquele maldito beijo, sobre as malditas palavras que ela me disse naquele dia.
O problema era que eu não tinha coragem de procurar e conversar sobre tudo que aconteceu naquele dia, eu tinha medo da resposta dela, isso era o que eu menos entendia, afinal, eu devia tratar desse assunto como se ele não fosse importante.
Minhas irmãs correram em disparada para os brinquedos e eu fique olhando de longe.
- Daisy e Phoebe, parem de correr, vão se machucar! – me sentei no banco segurando o maldito papel, foi quando vi se aproximar com Nathan. Meu coração acelerou e uma pontada de medo, tomou conta de mim.
- O que faz aqui? – perguntei, o que as pessoas costumam fazer em locais públicos, Louis?
- A é minha babá! – o garoto disse contente e eu encarei a garota ruiva.
- Como assim?
- arrumou um emprego e eu falei da pra mamãe, ela conversou com ela e ela aceitou! – ele disse sorrindo para a garota que o olhava feliz, ela não me encarava, nem havia dado um sorriso em minha direção. – Isso não é demais, Lou?
- Sim, Nathan! – disse rindo. – Daisy e Phoebe estão ali! – então ele saiu correndo, vi colocar as mãos dentro do agasalho e olhar para rua. – Você está bem?
- Eu gostaria de entender porque você não falou nada quando Zayn fez aquela cena toda. – disse sem me olhar.
- Eu achei melhor deixar vocês dois se resolverem.
- Você achou? – ela disse e pela primeira vez me olhou. – Desde quando você acha alguma coisa? Você deixou ele me xingar.
- Zayn mexe muito com você pelo jeito! – ignorei tudo o que ela disse, não sei porque, mas só de pensar que Zayn mexia mais com ela, do que eu, algo me incomodou.
- Tomlinson, vá a merda! – ela disse e começou a caminhar para outro banco.
- Não, espera! – disse puxando ela. – Quem é ela?
- Ela quem?
- Quem é Nikki e Adam, ? – ela parou bruscamente, virou lentamente pra mim e então vi algo que nunca imaginei, os olhos de estavam lacrimejados. Ela continuou parada me olhando, foi quando a primeira lágrima caiu de seu olho, pude ver a dor que ela sentia. – D-desculpa!
- Você leu? – apontou para o papel em minha mão. – Você teve mesmo coragem de ler a carta que Nikki me mandou? – respirou, limpou as lágrimas. – Não acredito, Louis! Eu não acredito que você fez isso comigo, você... – as palavras morreram, ela virou de costas e entendi que ela não queria chorar na minha frente.
- Me desculpa!
- Você leu tudo? – ela perguntou, ainda de costas.
- Não, li até a parte que ela diz que está bem sem ele! – virou e puxou o papel da minha mão, achei que ela fosse rasga-lo, mas ela coçou a garganta e começou a ler.

Querida ,
Já se passou dois anos desde a primeira e última carta, descobri seu paradeiro e resolvi lhe escrever, fiquei sabendo que as coisas andam difíceis pra você, espero que isso não tenha a ver com Adam, porque eu estou bem sem ele e espero que você também! Sua prisão e de sua irmã foi uma das notícias mais comentadas da Itália, todos queriam saber o que levou as irmãs a mudarem, eu realmente espero que não seja Adam!
Quando lhe escrevi pela primeira vez, estava querendo dizer que do outro lado do arco íris ainda tem o pote de ouro, você não pode se acabar por algumas coisas, temos missões, , talvez a de Adam fosse amar alguém como ele te amou, eu sei que Adam te amava, ele te amava mais do que qualquer coisa e eu sempre soube que ele não era inteiramente meu. Ele foi egoísta, mas ele amou de verdade, eu espero que você possa ver que existe mesmo um pote enorme de ouro no fim do arco íris.
Eu pensei milhares de vezes antes de lhe mandar essa carta, eu sou apenas a outra e de certa forma isso ainda me machuca, mas quando eu terminei de escrever seu nome no envelope, eu tive a certeza de que eu tinha de mandar essa carta, tinha que saber como você está, eu fiquei triste quando Adam se foi, mas eu não deixei que meu pote fosse levado com ele. , você não pode mais ficar presa a alguém que já se foi, não pode se culpar, porque todos nós sabemos que Adam era mais seu do que meu, que Adam te amava infinitamente mais, que Adam fez o que fez por medo de ficar preso a alguém.
Adam se foi, mas deixou o desejo de viver que tinha com cada pessoa que conviveu, eu me agarrei a esse desejo e espero que você também se agarre a ele, eu agradeço por tudo que Adam fez, sem brincadeira! Ontem fui ao túmulo dele e eu chorei agradecida por ele ter me dado essa louca vontade viver, apesar de ser estranho não conviver mais com ele, eu ainda o sinto perto e de certa forma sei que você também. Não preciso de uma resposta sua, não preciso que você me mande nada, eu só espero que essa e talvez outras cartas que eu lhe mandar sejam lidas e de algum modo sirvam para você.

Com carinho e felicidade,
Nikki
Março de 2016

Quando ela terminou de ler a carta, olhei para ela e pude ver que ela me encarava triste, então com uma súbita vontade, eu a tomei em meus braços e ela chorou, sua carta estava com vestígios de lágrimas, mas agora eu compreendia tudo, Bianca não havia deixado essa vontade de viver, mas eu a tinha, já , ela não tinha vontade de viver, mas Adam tinha. se afastou de mim, limpou as lágrimas com as costas da mão.
- É isso aí! – ela disse forçando um sorriso. – Nikki era a amante de Adam e me escreveu uma vez, não sei porque me escreveu de novo, mas o que ela me diz, são palavras que me confortam.
- Acho que consigo entender! Quando ele se foi?
- No final de julho de 2014! – ela disse olhando o nada. – Ele estava dirigindo quando voltava de uma balada com Nikki, John e mais uma garota, então perdeu o controle, e ele e a garota morreram, sobrando apenas Nikki, John e as lembranças de Adam!
- Você descobriu quando... – deixei a frase morrer, afinal, eu estava entrando em algo que não devia, estava me metendo na vida de alguém que me odiava. – Que ele te traía?
- Alguns dias depois, o namorado da , ou sei lá o que ele era dela, me contou! No começo não quis acreditar, mas quando cheguei na casa de Nikki, tudo caiu em mim como um balde de água fria. – ela ainda encarava o nada podia sentir a dor dela.
- Como você se sentiu? – perguntei, então ela me encarou, seus olhos imploravam para que eu não lhe perguntasse nada, mas já era tarde demais.
- Você quer dizer como eu me sinto, né? – ela disse com a voz carregada, apenas assenti. – Eu me sinto sem vontade de viver, me sinto culpada, me sinto uma idiota, mas me sinto feliz por ter feito parte da vida de Adam!
- Me desculpa por ler a carta e por todas essas malditas perguntas.
- Tudo bem! – disse dando de ombros. – Eu só não esperava que você fosse achar a carta, justo você.
- Quando li a primeira linha, percebi que não era nada de tão grave, então, parei, mas fiquei com o nome de Nikki e Adam na cabeça.
- Entendo! – ela parecia um pouco mais calma. – Eu só quero lhe pedir algo. – assenti para que ela continuasse, sua expressão mudou para fria e eu a olhei confuso. – Me deixa em paz, esquece aquele beijo, esquece a festa, a briga com Zayn, esquece tudo, eu não gosto de você, se eu disse isso em algum momento, saiba que eu estava muito chapada pra entender qualquer coisa. – não sei porque, mas as palavras que saiam de sua boca, me machucavam bastante. – Nathan! Vamos!
- Quanto a isso, fique tranquila! – disse por fim, ela não me olhou, Nathan veio correndo, deu um tchauzinho e os dois começaram a andar.
O ódio que nutria por mim, era praticamente recíproco, eu a detestava da mesma forma, ela era a pessoa que eu odiava em todo o mundo e eu não entendia o porquê, o beijo havia despertado o ódio que nos sentíamos e por mais estranho que pareça, isso é bem melhor. Foi aí que percebi que a carta continuava em minhas mãos e algo que eu não havia reparado no verso me chamou atenção.

Adam uma vez me disse que conheceu uma menina maravilhosa, mas ele disse que eles eram apenas amigos, ele me contava sobre essa menina com um brilho no olhar, é por isso, . É por isso que eu lhe digo que ele lhe amava, afinal eu era a prima dele e você era a amiga maravilhosa.

Me joguei no banco e fiquei olhando para o nada, eu estava me arriscando demais por uma garota que não valia a pena, eu estava arriscando tantas coisas, comecei arriscando minha amizade com Zayn e agora me arrisquei entrando na vida dela, ela não sabia nada sobre mim, mas, eu em compensação, sabia mais do que queria e do que devia.

Liam

Não sei porque fui escutar Niall, olha a merda que eu fiz. Acabei de contar para a garota que eu amo, que sou um estuprador. Eu sou um lixo, sou um completo idiota que nem ao menos foi capaz de se defender de um crime idiota que cometeu enquanto estava bêbado. Merda, isso não importa, eu violei uma mulher sem o consentimento dela, isso não se deve fazer. Idiota, idiota, idiota.
- Hey, Liam! – Niall apareceu na sala todo feliz com seu pacote de batatas. Levantei a cabeça, que eu mantinha abaixada desde que entrei em casa.
- É melhor você sair da minha frente antes que eu cometa um homicídio e seja preso de vez.
- Hey, dude, o que foi?
- O que foi? Porra, Niall. – suspirei algumas vezes, tentando me concentrar, Niall colocou uma batatinha na boca e aquele barulho irritante me tirou do sério. – Eu contei a merda que fiz pra , e advinha?! Ela me deixou.
- Ela tinha deixado você antes, isso não muda nada. – ele deu de ombros e se jogou em uma poltrona que estava perto da porta da cozinha. – Você foi um babaca bem antes de tudo, acho que começou sendo um babaca quando nasceu.
- Sério isso? Você só pode estar de brincadeira. – respirei fundo, me virando para ele, que me encarava calmamente. – Eu nunca fui um babaca. Comparado ao Zayn e Harry, eu sou quase um... Niall! Isso, sou quase um Niall, o cara que fica babando por onde a vizinha gata/geek passa, mas eu não tenho coragem de falar com ela, então em contento com uma punheta antes de dormir.
- Eu nunca escutei tanta merda na minha vida. – a parte ruim de discutir com Niall, era que ele sempre se mantinha calmo e te acabava em uma frase. – Pra começo de conversa, eu pelo menos não acabei com a minha vida por nada e não fodi com meu relacionamento, a vizinha gata/geek, continua falando comigo e sendo minha amiga. Sobre a punheta, você anda me espiando? Tem noção do quão gay isso é?
- Eu não fodi minha relação com a , eu fiz merdas, claro que eu fiz, mas, eu.... Eu, quem não faz merda? – ele arqueou uma sobrancelha e eu concordei com um aceno de cabeça. – Você já fez merdas, mas não tão graves como as dos caras e as minhas, mas isso não vem ao caso, porque eu tentei consertar. – dei de ombros e me levantei indo em direção a cozinha, sabia que ele me seguia, claro que ele ia me seguir.
- Liam, você tentou consertar sendo um idiota. – senti sua mão em meu ombro direito e me virei. – A coisa era simples, você só tinha que contar quando ela voltou de Cancun com a naquele verão, você pedia desculpa por tudo o que fez e contava a merda que aconteceu durante o verão, ela podia ficar brava pra caralho, mas ela ia entender com o tempo, mesmo sendo uma coisa imperdoável. Por mais difícil que isso pareça, ela ia, e sabe por quê? – neguei. – Because she loves you, yeah, yeah, yeah... – ele cantarolou uma música dos Beatles e eu cruzei meus braços.
- Pra você tudo é simples, não é? – ele tirou a mão do meu ombro e me olhou confuso. – Veio da Irlanda feliz da vida, perdeu virgindade com uma garota gostosa pra porra e depois ficou vivendo a vida como se tudo fosse perfeito, nunca se arriscou e quando tentou, deu certo. Agora olha para os caras e pra mim, a cada passo que damos uma merda acontece, e a única coisa que você faz é tacar na nossa cara, pensando estar ajudando, mas sabe de uma coisa? Você só fode com a nossa mente, porque tem medo de ser quem você é.
- Por que acha que é fácil pra mim, Liam? Só porque em alguns momentos eu me dei bem? – Niall se apoiou na pia e ficou me encarando. – Eu não faço isso, o que eu tento fazer é mostrar que vocês erraram pra caralho, ver os erros ajuda sabia?
- Eu não acho que seja fácil, tenho certeza disso, só de olhar para você, sempre sorrindo, quando acorda fica cantando músicas alegres, se isso não é bom, eu não sei o que é ruim. – suspirei cansado, eu odiava discutir com Niall, mas em alguns dias ele me pegava pra Cristo. – Ah, é? E qual é o erro que você lembra que te deixa melhor? Porque ficar pra nós, você nunca contou uma merda grande que você fez, então, não tem como saber que isso vai ajudar
- Para de agir como um idiota. Harry acorda cantando e Louis vive sorrindo, ou vivia, não sei. – ele suspirou e eu bufei alto. – Essas coisas não são motivos para nada, tá entendo? Para nada. – ele pausou e eu semicerrei meus olhos. – Eu nunca fiz uma merda grande, quer que eu invente? Posso fazer isso pra lhe agradar, o que acha? Afinal, nós cinco sabemos que uma amizade verdadeira é a base de mentiras, não é, Payne?
Fiquei de boca aberta quando escutei tudo aquilo, Niall sempre acabava tendo razão em relação a tudo, não sei se porque ele era o mais sensato de todos nós ou porque todos faziam besteiras idiotas, que eram irreversíveis.
- Não vai rebater o que eu disse? – sai de meus devaneios, quando escutei a voz dele me chamar pra vida. Encarei seus olhos azuis e engoli em seco, o que eu podia dizer para ele? “Ah, Nini, você tem razão em tudo que está dizendo, eu sou um merda, na verdade, todos somos e você é o cara.”?
- Eu não tenho nada a dizer, você pode ter razão em metade do que disse, mas, se realmente acha que nossa amizade é a base de falsidades, por que ainda faz parte dela?
- Porque amo todos vocês, e apesar de aguentar tudo que vocês fazem, eu tenho meu momento de explodir e mandar você se foderem, só não faço, porque não sou assim, e quando jogo na cara de vocês o que fizeram, não é por mal, eu só quero que entendam que a vida não é dessa forma. – assenti meio atordoado com tudo o que ele disse.
- Niall, eu não tenho ideia do que você quer ouvir da minha boca, nem eu tenho ideia do que eu quero falar pra você, porque, cara, as merdas que eu fiz e faço são irreversíveis e você sabe disso. – suspirei cansado de tentar não discutir com ele. – Se quer dar conselho a alguém que vai te escutar, procure as meninas, porque nenhum de nós aguenta conselhos.
- Tudo bem, Liam. Acho que entendi. – ele sorriu sem mostrar os dentes, o que deixou claro que ele estava chateado pelo que eu disse, afinal, Niall é o cara mais sensível que eu conheço, e talvez escutar que os conselhos que ele nós dá não faz diferença doa. – Vou encontrar com a , boa sorte.
- Niall? – assim que ele vira de costas e começa a andar em direção a sala, o chamo. – Saiba que você é a única coisa verdadeira que todos nós temos. – ele assente e eu sorrio.

- Tem alguém nessa casa? O lugar parado! – escutei a voz de Harry do andar de baixo. Bufei, era só o que me faltava. – Liam? Niall? Gente, tem comida?
- Cala a boca, Harry, eu tô indo! – levantei da cama, e desci a escada. Minha discussão com Niall tinha sido há algumas horas, ele não tinha voltado pra casa até agora, e duvido que ele volte cedo.
- Finalmente. – Harry diz assim que apareci. – Cadê meu Niall? – dei de ombros e ele me olhou estranho. – Vocês brigaram?
- Tão visível assim? – ele assentiu. – Niall deixou claro o ponto de vista dele de algumas coisas, isso inclui todos nós.
- Como assim isso inclui todos nós? – ele arregalou os olhos. – Nem estávamos aqui, como pode dizer que isso inclui nós? Meu Deus, você deve ter irritado muito ele, Payne!
- Legal, agora a culpa é minha! – rolei meus olhos sem acreditar que Harry estava mesmo me falando aquilo.
- O que aconteceu dessa vez?
- Contei tudo pra , ela me mandou ir embora, eu surtei, Niall achou ruim e começou o discurso. – Harry abriu a boca, mas não disse nada, dei de ombros indo até a cozinha e pegando um pacote de Oreo.
- Espera, espera, espera. – me virei para ele, que roubou uma bolacha do pacote e colocou na boca. – Você contou mesmo pra ela? Porra!
- É, eu contei, foi a pior coisa que eu já fiz na minha vida.
- A pior? Mas não tinha sido o estu... – ele parou de falar assim que eu olhei sério pra ele. – Desculpa, mas ele falou o que exatamente?
- Resumindo tudo, ele disse que nossa amizade era falsa, porque vivemos a base de mentiras. E quando digo nossa amizade, isso inclui nós cinco.
- Você sabe que ele tem razão, né? – concordei com um aceno de cabeça. – Acho que nossa amizade já foi melhor, Liam.
- Você acha? Eu tenho certeza. Haz, Zayn e você não conseguem manter uma amizade, nem conseguem pelo menos tentar, Louis se perdeu desde a morte da Bi, eu sou o cara perdido e Niall é o único que pensa antes de fazer.
- Niall pensa com a cabeça de cima, nós pensamos com a cabeça de baixo, essa é a verdade. – mais uma vez tive que concordar com Harry. – Eu não posso dizer que isso vai mudar ou melhorar, porque não vai, Louis é o único que podemos dizer que talvez melhore, porque ele consegue, mas minha amizade com Zayn morreu há muito tempo, duvido que um dia volte a ser a mesma.
- Eu sei que a amizade de vocês foi uma coisa boa antes disso tudo, e por isso, deve restar algo que ainda dê certo, não acha?
- Sinceramente? – sorri para ele afirmando, vai que algo realmente mudasse. – Não.
- Assim você não facilita muito. – peguei mais uma bolacha e ele fez o mesmo concordando com a cabeça. – Acha mesmo que vivemos a base de mentiras?
- Tenho certeza. – ele disse com a boca cheia, jogando farelo para todos os lados.
- Eu sempre jurei que nossa amizade fosse verdadeira e sensata, mas pelo jeito não. – me protegi dos farelos e fiquei com cara de otário.
- Liam, isso aqui não é uma historinha, cara! – assenti. – Tem que entender que nada é confiável, nem mesmo anos de amizade.
- Diz isso por conta da sua amizade com Zayn. – dei de ombros e ele entortou a boca. – Vai me dizer, que agora eu estou mentindo?
- Quer que eu diga o quê? Discordar disso vai te fazer falar mais que sei lá o que. – ele deu de ombros e voltou para a sala, parando perto do sofá e virando de volta para mim. – Acho que Niall tem razão em tudo.
- Nunca disse que ele não tinha.
- Pode não ter dito, mas no fundo vocês quis.
- Chega disso por hoje. Já sofri o bastante, não acha?
- Não. – ele soltou uma gargalhada e se jogou no sofá. – Vou ligar para os caras, inclusive Niall.
- Acha mesmo que ele vai aceitar um convite, para vir para própria casa? – arqueei a sobrancelha e sorri de lado.
- Tem razão, mas não custa tentar. Precisamos conversar. – assenti, mas ao invés de ficar ali do lado dele, fui em direção a escada. – Aonde vai?
- Eu disse que sofri demais por hoje. – dei de ombros, subindo alguns degraus. – Vou dormir um pouco, pode ficar aí, sei que deve ter discutido com Zayn, você sempre vem pra cá quando isso acontece.
- Touché! – ele deu um sorriso de lado e eu neguei com a cabeça, subi o resto. – Liam, sinto muito!
Sorri ao escutar isso e caminhei em direção ao meu quarto. Minha conversa com Harry não tinha tido sentido algum, mas lá dentro, eu sei que ele queria me dizer alguma coisa. Pode ser um arrependimento dele em relação a tudo ou só um apoio básico, mas enquanto eu não consigo decidir se isso foi bom, vou tentar resolver o problema que vaga em minha mente. .

Continua...

Nota da autora: (28/01/2017) Hello, nossa, eu demorei mais do que tinha planejado, senhor. Peço perdão pela demora e não desistam de mim, por favor. Esse é um capitulo um pouco confuso, tanto para mim, quanto para os personagens, eles andam brigando muito, hein? Mas prometo que tudo vai melhor, sério. Eu acabei mudando o prólogo, por motivos de força maior – isso ficou estranho -, mas é basicamente isso. Beijos, não esqueçam de entrar no grupo.

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