Gol de Tabela

Autora: Mari e Mia | Beta: Babi S.

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Capítulos:
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Capítulo 1

Ao ouvir o apito final do jogo, não pensou duas vezes antes de sair correndo do banco de reserva em direção aos jogadores titulares espanhóis, que fizeram um belo jogo contra a seleção da Macedônia, vencendo a mesma por 2x1.

Após cumprimentar e parabenizar alguns amigos, jogou-se no chão encarando o céu ainda claro, pensando na reviravolta que sua vida havia dado. Há alguns dias havia feito um dos gols que garantiu a Champions League pela décima segunda vez ao Real Madrid e aquilo parecia tudo, menos verdade. Lhe perguntava se sua mãe poderia ver tudo aquilo e se ela estava sentindo orgulho por seu filho mais novo estar conquistando tudo aquilo que sempre quis.

— Levanta do gramado, padrinho! — ouviu a voz fina e autoritária de Alejandra e não demorou a erguer os olhos fitando a menina com divertimento no olhar. Ela passou um dos pés para o lado direito do tronco do mais velho, sentando em seu abdômen.

— Como quer que eu levante se a senhorita está sentada em cima de mim? — encarou a garotinha por alguns segundos, logo percebendo o quão esgotada ela estava. — Muito soninho?

— Sim — bocejou e levantou o rosto abrindo um sorriso animado. — Eu brinquei muitão com o Isco, a gente voltou a ser amigo.

— Como se isso fosse alguma surpresa — apertou a barriga dela de leve, fazendo-a se contorcer em cócegas. — Vamos procurar a mamãe e o papai?

Alejandra assentiu e se levantou do colo do padrinho, esperando ele fazer o mesmo para pegar sua mão e guiá-lo até onde seus pais estavam. María e Nacho conversavam com Isco, e a menina por mais cansada que estava, não pensou duas vezes antes de sair correndo em direção ao Isco Jr., que, quando viu a mesma chegando, pediu para seu pai colocá-lo no chão e correu na direção contrária da amiga.

— Tira esse moleque de perto da minha afilhada! — comentou e deu um tapa no pescoço de Francisco.

— Nem adianta tentar — Nacho suspirou, derrotado. — Nada afasta esses dois. Eu já tentei — assumiu, arrancando risadas dos outros presentes. — Tudo certo para a viagem? Já arrumou as malas?

mordeu o lábio inferior e desviou o olhar, tentando focar qualquer canto do estádio que não fosse o casal à sua frente. Acabou encarando a dupla de crianças que brincava no campo como se não houvesse mais ninguém ali. Alejandra pareceu sentir o olhar do padrinho em si, e, ao encarar o mesmo, correu rapidamente até ele, que se aprontou a pegar a garota no colo.

Isco Jr., ao ver que a amiga havia ido até os adultos, tratou de fazer o mesmo e ir até seu pai. Francisco pegou seu filho no colo e fixou o olhar em , soltando uma risada anasalada em seguida.

— Você sabe como são essas crianças, Nacho — riu zombando do mais novo. — Sempre deixando tudo pra última hora.

revirou os olhos, arrancando risada de todos os presentes, até mesmo das crianças que não entendiam nada.

— Bom, eu acho que em três dias eu consigo me virar, não?

! — María protestou enquanto colocava as mãos na cintura. — Faz uma semana que eu estou falando pra começar as malas!

— Mamãe, não fala assim com meu padrinho! — Alejandra falou autoritária antes que ele pudesse falar qualquer coisa para se defender.

— E é por isso que eu amo essa menina. — falou puxando a pequena para si, enquanto María ria e alegava para Isco que já havia perdido sua filha para o mais novo.

— Pode terminar de amá-la depois, porque agora temos que buscar o Nachito na casa da babá — Nacho comentou, tirando a filha do colo de . A garota protestou, arrancando risos de todos, menos seu pai que a encarava com uma careta ofendida.

?

desviou os olhos do filme que passava e os ergueu para encarar a avó, que a encarava de volta com um sorriso maternal. Adorava passar suas férias com a mais velha de uma maneira que nem sabia explicar. A senhora a fazia sentir uma paz que nunca sentira sequer uma vez na casa dos pais.

— Que filme é esse, minha querida? — questionou enquanto sentava-se no braço do sofá e iniciava um lento carinho nas madeixas da menina, que não tardou em deitar no colo da avó.

Mean Girls. É um filme que eu assistia quando era adolescente. Sempre que passa eu assisto, ajuda a tirar o estresse.

— É bom ver que você está dando um tempo para relaxar. Te ver sempre ligada na tomada para estudar era bem preocupante — comentou rindo enquanto a mais nova fazia o mesmo.

— Números são difíceis, vó, eles tem que ser estudados a todo momento — fez uma careta ao se lembrar os perrengues que passou nos dois primeiros semestres da faculdade. — Mas estar com a senhora é sempre melhor que lidar com eles.

— Coisa linda — beijou a têmpora da neta. — O que acha de terminarmos de ver esse filme e irmos no mercado comprar coisas para um bolo?

— Maravilhoso.



andava tranquilamente pelo mercado com a cesta debaixo do braço, procurando mais alguma coisa entre as prateleiras que a interessasse. Parou na prateleira de cosméticos quando a embalagem de um shampoo a chamou atenção, e, após ler a composição e ver que era o mais natural possível, colocou a mesma na cesta, fazendo o mesmo com o condicionador em seguida.

— Já peguei tudo para a ganache — sua avó parou ao seu lado. — Mas não achei os ovos.

riu encarando a avó e fazendo uma expressão óbvia saiu a procura dos ovos. Desde que se conhecia por gente seus avós paternos moravam naquele condomínio, e, desde que se conhecia por gente, sua avó nunca achava a prateleira dos ovos naquele mercado. Assim que alcançou os mesmos, colocou-os na cesta e voltou até onde a mais velha estava, levantando as sobrancelhas de maneira óbvia.

— Você é a única professora de história que tem a memória fraca — a avó revirou os olhos, retirando uma risada da neta.

— Já sou uma senhora, não tenho a mente que eu tinha antes mocinha — mostrou a língua. — Vou buscar um refrigerante, sabe que seu avô não come nada sem algo pra beber — revirou os olhos novamente enquanto se retirava.

sorriu e voltou a caminhar pelo mercado. Seus avós eram uma pérola e ela não se cansava de falar aquilo para quem quer que fosse.

María arregalou os olhos quando entrou com as crianças no mercado e ambos saíram correndo de maneira desenfreada pelos corredores. Carmem havia pedido demissão na tarde passada para que pudesse se dedicar a seu bebê que estava por vir, e ela não fazia ideia de onde arrumar outra babá confiável.

— Nacho! — chamou a atenção do filho mais novo. O garotinho arregalou os olhos se preparando para ir em direção a mãe. Antes que pudesse fazer qualquer movimento, sua irmã gritou por ele, fazendo o menino correr na direção da mesma.

Desistindo de chamar a atenção dos dois, María suspirou e se dirigiu até a pequena lanchonete que ficava no mercado para pegar pães.

— Bom dia — sorriu para Poncho, um senhor que trabalhava no mercado como padeiro desde que ela e sua família moravam no condomínio.

— Bom dia, María — respondeu educado e seu olhar se voltou para as crianças que corriam de um lado para o outro. — Problema com as crianças?

— Nem me fale — revirou os olhos fazendo o mais velho soltar uma risada nasalada. — Carmen pediu demissão e não faço ideia de onde arrumar alguém para me ajudar com eles. Tenho receio de contratar qualquer pessoa por conta do trabalho do Nacho, mas preciso ver isso urgente, porque daqui a alguns dias viajaremos — suspirou cansada novamente.

— Consigo te entender perfeitamente — sorriu carinhoso. — Quando minha filha trouxe meus três netos para passarem as férias comigo, eu não sabia o que fazer — riu com a lembrança. — Minha sorte foi que a neta da senhora Carla me ajudou. Uma menina muito doce. Acho que ela poderia te ajudar durante algum tempo, já que está passando as férias aqui na casa dos avós.

María mordeu a bochecha pensando na ideia. Uma menina a ajudando a tomar conta de seus filhos. Isso poderia dar extremamente errado, ainda mais que adolescentes sempre estavam ligados no futebol. E se ela vazasse alguma coisa que acontecia na casa de ambos para a mídia?

— O que acha da ideia? — Poncho voltou a falar. — Posso te passar o número da casa da avó dela para você ir lá.

Antes que ela pudesse sequer pensar na resposta, ouviu o choro do filho mais novo enquanto a mais velha tentava o acalmar, pedindo desculpas por seja lá o que tivesse feito.

— Pode passar Poncho, por favor. Vou procurar essa menina o mais rápido possível.

cantarolava junto com a música que emanava de seu celular enquanto preparava a calda para o bolo, que já estava no forno. Sua avó havia ido na padaria buscar algumas coisas para complementar o café da tarde, que segundo ela, no mercado era caro demais.

Fernanda, a governanta da casa, sorria enquanto via a felicidade no rosto da mais nova. Apesar de estar ciente que aquela felicidade só existia quando estava na casa de Carla, era gratificante ver daquela maneira a garotinha que ajudara a criar.

A campainha soou e a mais velha deixou o cômodo para atender a porta principal. Ao abrir a mesma, se deparou com uma mulher de cabelos castanhos e corpo esguio, que segurava um menino loiro no colo e dava a mão direita para uma menina um pouco mais velha, com os cabelos idênticos ao da mãe.

— Boa tarde, no que posso ajudá-la? — questionou em dúvida. A criança que obviamente era a mais velha, encarou o interior da casa curiosa, fazendo sua mãe a mandar um olhar feio.

— Estou procurando por Marina — murmurou enquanto lia algo em um papel. Franziu o cenho e depois soltou uma risada nervosa. — Desculpe, na verdade é .

— Ah sim, pode entrar que vou chamá-la — sorriu quando a menina largou a mão da mãe e saiu correndo para dentro da casa. María corou com vergonha, o que fez a governanta acrescentar algo rapidamente para deixá-la à vontade. — Está tudo bem, crianças são assim mesmo.

— Ela é terrível — revelou enquanto adentrava a casa e lançava um olhar feio para a filha, que já estava sentada confortavelmente no sofá. — E o irmão está indo no embalo.

A mais velha riu e pediu licença para chamar a garota. María passou os olhos por todo o enorme cômodo, se perguntando porque uma menina que vinha de uma família obviamente com dinheiro cuidava de crianças esporadicamente. Parou o olhar em um quadro onde havia uma moldura com a antiga camisa 14 do Barcelona, que levava o nome de Cruyff. Mordeu o lábio um pouco risonha enquanto pensava o que Nacho diria daquilo, já que de acordo com ele, o Barcelona era a pior influência que seus filhos poderiam ter na vida.

— Boa tarde.

María desviou o olhar para a garota que havia acabado de entrar na sala. Se levantou rapidamente enquanto analisava a menina da maneira mais discreta possível.

— Boa tarde — sorriu e estendeu a mão para cumprimentar a mais nova, que respondeu o gesto um pouco desconfiada. — Eu me chamo María, esses são Nacho e Alejandra.

— É um prazer conhecer a senhora e essas gracinhas — sorriu para as crianças, mas não demorou a voltar o olhar para a mulher. — Em que posso ajudá-los? — perguntou enquanto se sentava no sofá, indicando-o para María fazer o mesmo.

— Eu vim por conta do Poncho, um senhor que trabalha no mercado do condomínio. A babá das crianças pediu demissão nesta semana e estou a procura de outra — suspirou, mas logo tratou de se explicar. — Não por causa das crianças. Eles são terríveis, mas não a esse ponto — riu nervosa. — Ela está para ganhar um bebê e nós estamos para viajar daqui a uma semana. Poncho me disse que você já cuidou dos netos dele e eu queria saber se você pode me ajudar por um tempo. Claro que seria uma ajuda remunerada — tratou de acrescentar.

ficou quieta um momento, tentando absorver tudo o que havia acabado de escutar. Um emprego era tudo o que precisava agora, mesmo que fosse temporário, mas será que seus avós não ficariam chateados? Afinal, ela estava ali para passar um tempo a mais com eles. Mordeu o lábio pensativa enquanto encarava a família que estava sentada no sofá de sua avó. María parecia uma boa pessoa e as crianças pareciam educadas e obedientes. Seria uma boa oportunidade para finalmente sair da casa de seus pais.

— Eu precisaria conversar com a minha avó antes.

María mordeu o lábio, pensando o que faria caso a avó da garota não concordasse. era a única possibilidade que estava vendo para cuidar das crianças no momento, já que seus filhos eram sua prioridade na vida e não podia confiar em qualquer pessoa, principalmente por conta do trabalho do marido. A garota parecia ser tranquila pelo jeito de falar e agir, e aquilo era ótimo, já que tudo que eles não teriam nas férias em Ibiza era tranquilidade.

— Claro, claro — mordeu o lábio e sorriu em seguida. — Entendo perfeitamente. Posso te passar meu número e você me liga? Independente da resposta.

— Sim, só um minuto que vou pegar um papel para a senhora.

Após passar seu número, María se despediu e foi embora com as crianças, deixando pensativa sobre o que fazer. Não demorou muito para começar a sentir um cheiro de queimado e pensar se havia deixado algo no fogo, mas como não se lembrou de nada deixou de lado, pegando o celular e mandando uma mensagem para Luna, sua melhor amiga, explicando o acontecido e pedindo conselhos sobre o que fazer. A resposta não tardou a chegar, mas, antes que a garota pudesse ver, a porta da casa se abriu e Carla entrou logo em seguida. se levantou para ajudar a avó com as sacolas, mas assim que mirou o rosto da mais velha arregalou os olhos lembrando-se do que estava no fogo e correndo para a cozinha logo em seguida.

— O BOLO!

María e Nacho preparavam o jantar enquanto as crianças assistiam desenho na televisão da sala principal. Cozinhar a noite era uma tradição do casal, que sempre contavam um para o outro o que haviam feito durante o dia. Era uma forma de se manterem unidos no meio da bagunça que era a vida dos dois.

A mulher ouviu o telefone de casa tocar e logo em seguida a filha mais velha adentrou a cozinha o carregando, com o mais novo atrás dela chorando porque ele queria levar o mesmo. Pegou rapidamente o aparelho da mão da criança, agradecendo em seguida.

— Alô? — atendeu com a voz risonha, enquanto encarava o marido tentando acalmar Nachito.

— Dona María? — ouviu a voz da estudante do outro lado da linha e passou a prestar atenção total na conversa. — É a . Tudo bem com a senhora?

— Sim, sim! Por favor, deixe esses donas e senhoras de lado — riu, fazendo a garota rir também. — Está tudo bem e com você? Pensou sobre o que conversamos?

— Tudo bem também — a linha ficou silenciosa, e por alguns segundos, tudo o que ela pode ouvir foi a respiração da mais nova. — Eu aceito a sua proposta, dona María.

Continua...

Nota da autora: (19/08/2017) Sem nota.

Nota da beta: Eu não acredito que vou acabar criando crush no Asensio hahahaha. Ai, que fofurinha ele com a afilhada! E Isco Jr. e Alejandra? Shippo demais e vou shippar mais ainda! Essas crianças quando crescerem vão se odiar só pra dar um tapa na nossa cara. hahahaha Ansiosa pra ver no que vai dar essa PP de babá dessa criançada. ❤️


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