Autora: Flávia Coelho | Beta: Isla Kiepper


(I have been searching for traces of what we were. A ghost of you is all that I have left. Is all that I have left of you to hold. I wake in the night to find there's no one there but me and nothing left of what we were at all. - Eu tenho procurado por pistas do que éramos. Seu fantasma é tudo que eu tenho. É tudo que sobrou para eu abraçar. Eu acordo a noite para descobrir que não tem ninguém a não ser eu e nada do que nos foi deixado. - Ghost Of You, Good Charlotte)

- Obrigado. – Falei para a assistente que colocou diversos papéis do relatório mensal em minha mesa e ela se afastou, sem antes dar uma piscadela para mim e eu suspirei, virando minha cadeira para a parede envidraçada do meu escritório.
Bebi um gole do meu café e olhei para a noite nublada e para o relógio, estava quase na hora. Girei minha cadeira novamente, ficando de frente para o largo escritório com o piso e os armários de madeira escura e me levantei, puxando a chave de meu bolso e andando até o cofre que estava atrás de um quadro com uma paisagem de Berna, aqui na Suíça. Abri o cofre e entre algumas notas de francos suíços e joias da família, peguei o arquivo preto no mesmo e o abri, encontrando sua foto. O cabelo claro que eu me lembrava, agora estava escuro, preso em um penteado estilo anos 60, a franja para o lado e a parte de trás estava para cima.
Olhei a foto por alguns segundos e a guardei novamente no arquivo e no cofre, fechando-o e guardando a chave em meu bolso, em seguida. Andei até o cabideiro ao lado da porta e tirei meu paletó claro do mesmo e o vesti, conferindo a carteira no bolso novamente. Guardei os relatórios em cima da mesa em uma das prateleiras vazias na parede, cuidaria daquilo depois, e segui até a porta, desligando a luz do meu escritório. Puxei a porta, trancando a mesma e guardando a chave em meu bolso, caminhando pelo corredor do último andar da empresa.
Quando passei pela sala de minhas assistentes, me assustei ao encontrar uma delas ainda presente no recinto, sentada em sua mesa, com as pernas cruzadas e o decote da blusa social mais aberto que o normal.
- O que ainda faz aqui? – Perguntei, ajeitando minha gravata longa.
- Pensei que poderíamos passar a noite juntos. – Suspirei.
- Hoje não, tenho compromisso até tarde. – Respondi, revirando os olhos.
- Mas eu conferi sua agenda, ela está livre. – Ela respondeu, se levantando desajeitada.
- Eu não coloco meus compromissos pessoais em uma agenda. – Respondi, voltando a andar. – Desligue as luzes ao sair, por favor. – Falei e entrei no elevador, apertando o botão do térreo, vendo o elevador fechar.

Parei o carro na frente do mesmo restaurante e desci, cumprimentando o valete com um aceno e passei a mão no cabelo, ajeitando-o para baixo. Acenei para o maître que estava na porta com uma prancheta na mão e ele me cumprimentou.
- Novamente aqui, senhor. – Afirmei com a cabeça. – Mesma mesa?
- Por favor. – Falei e segui o senhor de meia idade até a mesa na lateral esquerda do restaurante italiano no lado norte da cidade.
Era um pequeno bistrô, um local não muito bem frequentado, mas com uma comida magnífica, e claro, o motivo que eu iria lá todas as noites, a música. Ou melhor, a pessoa que as interpretava. O local era simples, não muito grande, as luzes discretas, as cortinas cor creme, as mesas de madeira cobertas com longas toalhas e um pequeno castiçal no meio da mesma. A cadeira era confortável, mas não era o tipo que te faria querer ficar sentado por muito tempo.
- Obrigado! – Falei para o maître e ele acenou com a cabeça, se retirando do local e eu me sentei na pequena mesa, em frente ao palco e olhei para o cardápio, vendo as mesmas opções das últimas duas semanas e eu escolhi um dos dois pratos que eu não experimentara ainda, macarrão com cogumelos, eu não era muito fã de cogumelos, mas, precisava de novas opções.
Fiz meu pedido ao garçom, junto de uma garrafa de vinho branco e agradeci, era sexta-feira, não teria que aparecer no escritório no dia seguinte, também não teria que dar satisfação ao meu pai e ao meu quase sogro por chegar de ressaca. “Quase sogro”, e pensar que amar uma pessoa, não era mais o suficiente, não quando a pessoa não amava a si mesmo mais.
E era aquilo que eu fazia naquele mesmo restaurante todos os dias, há duas semanas, tentava resgatar alguém que não queria ser resgatada, mesmo que já tivesse passado doze anos. Tirei o celular do bolso e cliquei no botão central, o vendo acender e mostrar o horário, faltava meia hora, era o tempo de eu jantar.
Agradeci pela taça cheia de vinho e bebi um gole da mesma, me contendo, eu estava precisando tomar um porre, na verdade, correr atrás de quem não me queria, estava machucando meu ego. Parece que ser dono de uma das maiores empresas do mundo muda a gente, com certeza alguém diferente do que eu era há doze anos, mas levar alguns tombos era bom para me fazer aprender que nem tudo é do jeito que gostaríamos.
O prato foi colocado em minha frente, não era exatamente do jeito que eu imaginava, mas ele estava muito bonito e os cogumelos estavam escondidos, parecia que minha mãe havia feito esse prato, já que quando eu era mais novo, era isso que ela fazia para eu comer legumes, escondia-os no meio do prato. Além do bonito pedaço de carne grelhada na lateral. Só faltava a companhia.
Enquanto a companhia não chegava, eu tratei de me alimentar, talvez aquilo fazia com que o útil e o agradável se unissem, eu ia atrás de algo que eu precisava e jantava, mesmo que fosse sozinho, mas aquilo não importava mais. Bem, eu esperava que não importasse mais.
Cruzei os talheres em minha frente e limpei os lábios, clicando novamente no botão do celular e vendo que faltava poucos minutos para que o show começasse. Exatamente por isso, o restaurante ficava mais cheio, as pessoas ocupavam os lugares, faziam o pedido e ficavam de olho caso as luzes do palco acendessem.

Quando a luz do palco se acendeu, eu prendi a respiração por um momento, meus olhos foram guiados para o centro do palco, onde uma mulher e três homens se dispunham no mesmo, os músicos atrás e a cantora principal na frente.
Eu lembrava dela de forma diferente, com seus dezessete anos, os curtos cabelos loiros, os olhos azuis, o corpo magro demais para a altura, mas parece que fugir, fazia com que a necessidade de mudar falasse mais alto. Seus antes cabelos claros, agora tinham um tom preto desbotado, igual da foto que o detetive tirava para mim, nele, uma fita branco com um laço na lateral, prendia seu cabelo, no mesmo penteado da foto. Seus olhos estavam castanhos, parece que até nisso ela tinha conseguido mudar, lentes de contato colorida, fugir era fácil demais, mas ser encontrada também. E seu corpo estava mais cheio, os seios maiores do que eu me lembrava, deixando um decote se destacar pelo seu vestido preto simples, um bolero com pelagem branca estava colocado em seus ombros, e seus braços e pernas também pareciam maior, como se ela tivesse passado os últimos anos malhando.
Enquanto ela começava a primeira música, deixando sua voz melódica ecoar pelo microfone, eu só não entendia uma coisa, porque se esconder na Suíça? Sua família sempre teve bastante dinheiro, assim como a minha, tanto que era por isso que nos casaríamos, as duas famílias mais poderosas da Suíça se uniriam e construiriam a maior empresa de transportes da Europa. Eu sempre tive uma queda por ela, desde que nos conhecemos lá na educação infantil, mas ela tinha outros planos, se afastar de mim o máximo possível. Se envolver com pessoas que não a mereciam, se envolver com drogas, se rebelar contra a decisão da família e sumir... Por doze anos.
Aquilo me abalou completamente, eu só tinha dezoito anos, e acabara de ser lindamente chutado pela menina que eu secretamente amava. Como os contratos já haviam sido assinados, quando eu me formei na faculdade de engenharia de mobilidade e na de administração simultaneamente, eu virei o presidente da empresa da mesma maneira, mas sem Flávia, que tinha planos em ser a publicitária ao meu lado. Planos... E agora ela cantava todas as noites em um restaurante no pior canto de Berna, há poucos minutos da casa de seus pais e de mim, e nós nem suspeitávamos.
Ela poderia ir para diversos lugares, contratamos detetives mundiais para encontrar ela, mas um jovem detetive local teve a sorte de encontrá-la, recebendo uma bela quantia em dinheiro, vinda de mim. Mas eu ainda não tinha contado para nossos pais, eu não tinha certeza, mas na primeira vez que eu a vi, e ouvi sua voz, eu sabia que era ela, ela sempre se dava bem em karaokê, deixando todos nós no chinelo, mas ela ainda falava que sua carreira seria no escritório, como uma grande executiva... Parece que os planos mudaram.

Eu marcava no guardanapo quantas músicas haviam sido e agora ela começava a décima e última, dando um sorriso para a plateia que a aplaudia depois de todas as músicas. Após essa última música ela agradecia, virava de costas e saía do palco, e eu ficava parado, esperando que ela saísse por ali, para que eu pudesse confrontá-la de alguma maneira, mesmo não sabendo exatamente ao certo o que falar a ela, o que fazer com que ela mudasse de ideia, mas ela não saía, e quando eu ia atrás dela, me falavam que ela já havia saído pelos fundos.
Parte disso eu via como falta de coragem também, porque não ser o rude que eu havia me transformado e a segurar pelo braço, dar uma chacoalhada nela e implorar para que ela viesse comigo, ou ao menos conversasse comigo, mas não, eu esperava a noite acabar de forma trágica e ligava para alguma mulher que me daria nada mais, nada menos do que uma transa, e viraria a noite acordado, pensando no próximo dia, na próxima canção, no próximo sorriso.
- Obrigada! – Ouvi sua voz suave e a aplaudi, como todos os presentes, ela virou a cabeça levemente, acenando para todos os cantos do restaurante e seu olhar passou por mim, mas ela não havia me notado, eu também não era mais o mesmo.
Fiquei alguns segundos pensando no porque, porque sim, porque não, porque eu estava fazendo aquilo? E de repente, eu sabia, ou pelo menos achava, aquele menino que a entregou uma folha de grama, achando que era flor no primeiro dia de aula, ainda a amava, mesmo ela tendo mudado.
Puxei a carteira do bolso e bati uma nota de cem na mesa, fazendo com que algumas pessoas em volta olhassem para mim e me levantei, esquecendo todas as aulas de etiqueta e empurrando a cadeira para trás, a ouvindo raspar sobre o piso de madeira e dessa vez, ao invés de eu ir para a entrada do restaurante, eu fui para trás, subindo no palco, me apertando por entre os três músicos e entrando nos bastidores do cinema, encontrando um camarim vazio.
O cheiro de perfume feminino estava forte no local, mas ela não estava lá, a porta do banheiro estava aberta, mas também nem sinal dela. Ouvi um barulho de porta batendo e corri em direção ao corredor e segui para a única porta do local, a do fim do corredor. Puxei a mesma com força e encontrei a parte de trás do restaurante, uma larga rua, onde algumas pessoas um pouco alteradas devido à bebida, passavam pela rua.
Avistei o bolero branco por entre algumas pessoas, entrando em outra porta, exatamente do outro lado da rua e franzi a testa por um minuto, seguindo em frente, quase tropeçando nos degraus a minha frente e descendo os outro quatro, olhando atentamente para o chão. Quando olhei para frente novamente, e ela agora olhava rapidamente em todas as direções, antes de ser colocada por um homem alto e grande para dentro do local.
Corri pela rua, esbarrando diversas vezes nas pessoas que passavam felizes na rua, alguns casais abraçados, outros só cantando alto e rindo, e pedia desculpa para algumas delas, ouvindo palavras sem nexo, mas eu seguia em frente, até que parei abruptamente pelo mesmo homem alto e grande na frente do local.
- Por favor, eu preciso entrar. – Falei, sentindo uma dor na lateral do corpo, provavelmente por ter esbarrado em alguém.
- A entrada dos clientes é na frente, aqui é só para as dançarinas, senhor. – Franzi a testa com a palavra dançarinas, mas agradeci com a cabeça e dei a volta no quarteirão, a passos lentos, mantendo as mãos no bolso, eu realmente nunca havia andado por aquela parte da cidade.
Não precisei nem perguntar se ali era o lugar certo, porque as luzes em neon, algumas queimadas, em meio a diversas casas baixas, denunciavam que definitivamente aquele era o local. Me aproximei da entrada do mesmo, subindo os degraus e empurrei a porta, entrando no local escuro, onde as luzes vinham somente do palco principal, mas antes de notar alguma outra coisa, eu fui parado novamente.
- Caso queira aproveitar, são 500 francos só para entrar. – Franzi a testa, já havia ido a diversos bordéis, mas nenhum caro assim. Abri a carteira, rezando por ainda ter essa quantia e achei mais algumas notas, e entreguei o monte para o homem barbudo a minha frente e ele assentiu com a cabeça. – Divirta-se, senhor. – Eu ainda estranhava quando as pessoas me chamavam de senhor, eu só tinha trinta anos.
Entrei no bordel e ele estava cheio, a maioria homens estavam jogados nos sofás dispostos pelo local, virando os copos diversas vezes e rindo alto, enquanto outros jogavam notas altas de francos suíços para as mulheres que dançavam em volta dos postes. Olhei para os diversos postes e a cada um que eu olhava, eu via mulheres diferentes, asiáticas, negras, orientais, de diversos lugares, mas em uma dessas passadas de olho, eu a vi.
Ela parecia desengonçada em cima do palco, girando a mão no poste, com uma lingerie preta e algo similar a um baby doll preto, quase transparente, cobrindo seu tórax. Seus cabelos agora estavam soltos e os pés descalços, andando pelo dinheiro que era jogado aos seus pés. O resto era o mesmo. Então era para ali que ela vinha. Soltei um suspiro, sentindo uma dor no peito e mordi meu lábio inferior, ela não precisava disso, ela não precisava de nada daquilo, e mesmo assim estava ali, tentando a todo custo parecer sensual. Ela já era sensual, os homens que riam a seus pés e pediam para que ela tirasse a roupa achavam isso também, mas ela não precisava se esforçar.
Dei alguns passos para frente, passando pelos homens nas laterais e virei o corpo, tentando me manter ao máximo escondido naquele lugar, mas eu não conseguia tirar os olhos dela. Ela era a minha menina, mas ao mesmo tempo ela também não era. Fisicamente ela estava diferente, e aposto que, mentalmente, ela havia mudado também. Não era possível que não.

Após os ritmos das músicas mudarem umas três vezes, denunciando que a música mudava, as coisas começaram a dar problemas. Não sei se era a bebida barata que fazia com que as risadas ficassem mais altas e os copos de vidro voassem pelo local, mas ela começara a ficar incomodada com a situação, ela dançava com mais dificuldade pelo local, desviando dos cacos de vidro, e respirando fundo a cada palavra chula que era dirigida a ela.
Eu não gostaria de ter presenciado o que veio em seguida, mas agradeço por estar lá naquele momento. Em um dos movimentos que ela fez, mantendo o corpo bem próximo ao chão, um dos caras que estava próximo a ela, puxou seu cabelo com uma força que eu não conhecia, fazendo com que ela se desequilibrasse e caísse de cara no chão, raspando seu corpo nos cacos de vidro espalhados pelo palco.
- Tira sua roupa para gente, docinho! – Ouvi sua voz e antes que eu desse algum passo para ajudá-la, ela puxou seu corpo, caindo de costas no palco, com o olhar assustado, respirando fortemente.
- Não encosta em mim! – Ela falou, e o homem, com alguns de seus amigos, simplesmente riram.
- A gente tá te pagando para isso, amor, dança para gente. – Ela suspirou, movimentando as mãos fortemente, abrindo e fechando os punhos e soltando a respiração diversas vezes. – Vem, dança! – Em um movimento talvez de surto ou só vontade, ela meteu o pé no homem do meio, fazendo com que a situação mudasse de figura.
Um dos homens a puxou pelo pé, a arrastando para baixo, com a ajuda dos outros e ela se debatia forte, distribuindo tapas e chutes, em quem ela conseguisse acertar. No momento que eu dei o primeiro passo, o homem que ficava na entrada do bordel me cortou, esbarrando fortemente em meu ombro, com mais um homem e se aproximaram dela, começando a separar os homens dela.
- Para, para! – O homem da entrada falou alto, trazendo todas as atenções para aquela situação, ele puxou minha menina pelo braço, tirando-a do meio daqueles homens. – É a terceira vez que você causa problemas. – Ele falou para ela e eu franzi a testa, indignado que a culpa agora seria dela. - Pegue suas coisas e não volte mais aqui. – Ele falou rispidamente, apertando seu braço com força, antes de soltá-la. – Acompanhe ela, para que ela não pegue nada.
Ela olhou em volta por alguns segundos, por meio dos cabelos escuros que caíam em seu rosto e soltou uma respiração forte, dando meia volta e indo em direção a parte de trás do local, sendo acompanhado por um outro homem.
- Vamos nos divertir, pessoal! - O homem da portaria gritou e os outros os acompanharam.
Dei meia volta, saindo correndo daquele local e me vi na rua novamente, me encaminhando para o quarteirão de trás, sentindo meu corpo ficar rígido ao ver a rua vazia naquele momento, não parecia que tinha passado muito tempo. Assim que virei à última esquina, eu a vi ser, literalmente, jogada porta afora. Seu corpo pendeu para frente, fazendo com que ela caísse de joelhos no chão, somente com a roupa que dançava e uma pequena bolsa ao lado do corpo.
Ela se levantou, tentando se limpar um pouco, e se sentou na sarjeta, abrindo sua bolsa e pegado algumas moedas que estavam lá dentro, soltando um suspiro frustrado e jogou tudo na bolsa novamente, abraçando seu corpo, estava frio e ela mal estava vestida. Tirei meu paletó e me aproximei dela, assim que ela sentiu a sombra sobre seus olhos, ela escondeu o rosto, pensando que eu provavelmente passaria reto. Eu coloquei meu paletó sobre seus ombros e me sentei ao seu lado.
Ela virou o rosto, não conseguido entender o que estava acontecendo ali. Eu ergui minha mão e tirei seu cabelo dos olhos e colocando-o atrás da orelha, e passei a mão em sua bochecha, limpando uma lágrima que corria solitária por ali e ela ergueu os olhos para mim, se assustando por um momento, fazendo com que sua respiração se acelerasse.
- Você? – Ela perguntou e eu afirmei com a cabeça. – O que você faz aqui? Como me encontrou? Por favor, não olhe para mim assim. – Ela choramingou a última parte, fechando meu paletó em seu corpo mais apertado.
- Shi! – Falei para ela, me levantando. - Eu vim atrás de você. – Falei, estendendo minha mão a ela, que a observou por um tempo, antes de a segurar, com sua mão levemente trêmula e eu a ajudei a se levantar, vendo-a ter dificuldades com isso. – Deixe-me te ajudar! – Falei e passei meus braços pelo seu corpo, a pegando no colo, sentindo-a abraçar meu pescoço.
- Me desculpa! – Ela falou, com a voz chorosa.
- Descanse, você está segura agora. – Falei, dando um beijo em sua testa, caminhando em direção ao quarteirão do restaurante, esperando que tivesse algum táxi àquela hora da noite. – Vamos para casa.
- Mas...
- Temos a vida inteira para conversar. – Falei e ela suspirou, antes de depositar um beijo em minha bochecha e relaxar o corpo em meus braços. – Você está aqui agora.

Fim
Leia a outra história que participa deste Especial:

That's Enough (Especial #001 - Original)

Veja as regras do Especial.
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Nota da Autora: Olá pessoal, mais uma minha!
Essa fanfic era uma ideia na verdade que eu pensei para o vídeo clipe da música Ghost Of You do Good Charlotte e quando apareceu o especial, vi que o clipe da Selena Gomez caberia muito bem aqui também! Então decidi juntar o útil ao agradável e espero que vocês gostem! <3 Não se esqueçam de deixar seu comentário abaixo!

Nota da Beta: Podem concordar comigo: ela tem que continuar essa short, não é? Genteeeeee, quero saber o pós meeting. Socoooooorro.
Simplesmente apaixonada por Ghost Of You. <3 Sei nem o que falar, porque é muito boa, sen or! Parabéns Flávia, acertou de novo.
Se encontrar algum erro me avise no e-mail ou no twitter.