Catastrophe: The New Suicide

Autora: Destructa Ness | Beta: Ste Pacheco

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Prologue

O mundo sempre teve seus vilões e por consequência seus heróis, aqueles que prendiam o homem mal que fazia mal a humanidade. Isso sempre foi assim, os assassinos mais perigosos e famosos iam para o corredor da morte, porém para sobreviver, caso quisessem, se candidatariam para o Força Tarefa X, também conhecido por Esquadrão Suicida. Essa equipe era comandada por Amanda Waller, a vadia mais chata que eu já conheci. É por causa dela que eu estou aqui, no mais que belo endereço da Penitenciaria Belle Reve, em Terrebonne Parish, Louisiana.
Bom, eu vim para cá depois que o manicômio do Arkham foi atacado pelo Força Tarefa X, eles acharam... bom, Amanda Waller achou que seria melhor se eu fosse transferida para Belle Reve. Igual aos que tinham poderes, eu era controlada em uma cela completamente modificada, toda feita de puro concreto, sem ferro, sem sombra, sem almas... apenas eu e minha insanidade. Mas tudo bem, já tem três anos que estou aqui, e antes daqui, fiquei oito anos no manicômio Arkham.
Não é torturante, se você parar para pensar, eu tive um ano de intervalo para me tornar quem eu sou. Os massacres, roubos, torturas, assassinatos... Não me arrependo deles, nem um pouco, meu único erro foi ter deixado ele me prender. Arlequina me dizia o quanto amava seu Pudinzinho. Compartilhamos nossas loucuras, tanto no manicômio quanto em Belle Reve. Mas chega de falar, estou parecendo a vaca da Waller e a última coisa que quero é isso.
Mas, antes de eu ir, lembrem-se: a loucura é como a gravidade, só precisa de um empurrãozinho...

Capítulo I – Welcome To Belle Reve

Eu estava na minha cela... Como se eu pudesse sair, claro que eu estaria aqui. Enfim, eu estava fazendo uma das poucas coisas que se poderia fazer em uma cela escura, eu estava meditando. Era o que eu fazia desde que parei de gritar feito louca, mas ninguém me escutava, eu nem sabia se estava no mesmo andar que eles, tirando que os gritos do Harkness, bom, se eu escuto os dele todos os dias, então todos escutaram os meus no primeiro ano que vim para cá. Mas agora eu passo o tempo meditando, esperando minha vez na droga do corredor da morte, por tediosos três anos.
Hoje eu ouvi muitos "Por favor, me tira daqui.", "Tira-me daqui agora." e um longo "Argh", tudo nos últimos dez segundos. E eis que mais um grito do Bumerangue ecoa, balanço a cabeça negativamente e continuo em minha meditação. Como eu disse, ele gritava sempre, isso era a loucura consumindo ele. Ouço passos e logo escuto uma porta abrir, provavelmente atacaram alguém. Eu diria que foi o Pistoleiro, dado que quem gritava era ele agora, mas logo o grito parou e o corredor ficou quieto.
- Finalmente paz. – falo, comigo mesma.
Me perguntava se eles tinham sido mortos já e de quem era a próxima vez a morrer, porém as luzes da cela que eu estava se acenderam, mas antes que eu pudesse raciocinar, um vapor horrível invadiu a cela inteira e comecei a tossir até que apaguei.

Acordo, mas o que vejo é apenas escuridão. Eu estava com uma espécie de venda bem escura, meu pescoço doía e eu estava com uma espécie de algema que cobria minhas mãos. Estava tudo quieto, mas eu podia ouvir as respirações.
- Awn, estou vendada e algemada, até pareço perigosa. - digo irônica.
- Aandonov. - ouço a voz de Waller.
- Velha... – respondo, a contragosto.
- Mais respeito, garota, eu quero lhe oferecer uma chance de não morrer como deveria na cadeira elétrica. - diz ela, e se eu não estivesse vendada, reviraria os olhos. - O governo mantém uma equipe conhecida como Força Tarefa X, não sei se já ouviu falar, mas creio que já.
- É, eu ouvi. Os suicidas que você manipula. – digo, cínica. - Deixa eu adivinhar, você vai me dar a chance de eu diminuir minha pena, se eu me voluntariar como suicida e enfiar uma bomba no meu pescoço para quando eu desobedecer você me explodir?
- A bomba já está em seu pescoço, Aandonov. - diz ela, e eu rio irônica.
- Se me tratar melhor, me desvendar e tirar as algemas, poderemos conversar melhor. Quero olhar nos seus olhos, Amanda, quero que você veja meus olhos quando eu decidir. – digo, e estico meus braços. - O que me diz?
- Soltem-na. - diz a velha, e logo sinto minhas mãos ficarem mais leves e consigo mexer elas, tiro a droga das vendas e arrumo minha franja.
- Consigo ver sua áurea, ela é escura, mas dá para perceber que nem sempre ela foi assim. – digo, me sentando e cruzo as pernas.
- Não estamos aqui para falar da minha áurea, Aandonov. - diz ela, e eu assinto.
- Quem está na equipe e quem a comanda? – pergunto, a olhando, eu tentava me manter séria com minhas perguntas.
Acho que eu sofria de dupla personalidade, onde minha sanidade e insanidade brigavam para me comandar. - Quero que o Flagg se dane, ele me colocou de volta naquele manicômio. Quero saber se vou ter algum conhecido. – falo, seca, ouvir o nome dele me dava uma raiva imensa.
- Não posso falar, se aceitar entrar para a equipe, você saberá. - diz ela, séria, olhando para mim e eu assinto.
- Eu estou dentro, se vou poder matar pelo menos, estou dentro. – digo. - Quando começo?
Ela apenas assente e começa a me dar os comandos.

Capítulo II – Hey Squad

- Um, Dois, Três, cuidado que a loucura vai pegar vocês... Quatro, Cinco, Seis... - cantarolo.
Estava dentro de um carro, com uns quatro homens armados junto, um deles dirigia. Havíamos ido para onde os outros estavam, na verdade, já havíamos chegado onde estavam os outros, segundo Waller. Então saio do carro, sentindo o sol forte bater em meu rosto, e então vejo o quádruplo de homens armados, arrumo minhas marias chiquinhas.
- O caos vai dominar outra vez. – finalizo e gargalho um pouco insana com minha versão distorcida do cântico do Freddie Krueger.
Ouço Arlequina falar das "vozes" e sorrio.
- Adoro essas vozes, eu falo com elas também e elas me dizem... Quanto tempo, Harley. – sorrio, saltito até ela e a abraço.
- Quem é você? - perguntou um moreno alto.
- As vozes são legais, né? - diz Harley para mim e eu assinto.
- Elas falam bastante comigo quando eu medito naquele escuro da minha cela. – digo, e olho para o moreno. - Sou Catastrophe, mas pode me chamar de... Catastrophe. - gargalho.
- Achei que estava morta há dois anos. - diz um barbudo e eu me recomponho.
- Qual é, fortão? Não é porque eu não reclamei dos seus gritos céticos que eu não estava viva. – digo, me recompondo e chego próximo ao ouvido da Harley. - As vozes me diziam que ele era horrível, acha que elas queriam me enganar? – pergunto, séria, em um sussurro.
- Acho que sim. - ela sussurra de volta, olhando ao redor.
Nos entreolhamos e começamos a gargalhar.
- Garota, quem é você? - pergunta Harkness, e eu bato uma leve continência.
- Já falei quem eu sou, Capitão, mas... vocês querem uma ficha completa? Ok. – digo, comprimo meus lábios e me apoio no ombro dele. - Eu. Sou. Uma. Assassina. Catastrófica. - sussurro para ele, mesmo sabendo que da forma que eu falei todos ouviram. - Mas não conte a ninguém. – rio, um pouco macabra. - E então... Quando vamos poder brincar?
- Isso é sério? Duas Lunáticas? - pergunta o Pistoleiro e eu sorrio, piscando freneticamente.
- Ninguém merece. - reclama o Capitão e eu o olho ainda apoiada nele.
- Fortão, cá entre nós, não é fácil manter o caos, acha que gente normal tem a maestria disso? Com certeza você não conheceu a Gang Twenty-One. - falo e sorrio, dando uma leve pirueta. - Quando começamos a brincadeira?
- Estamos esperando o tal líder para comandar a equipe que a Waller falou que recrutou. - diz o Diablo e eu assinto entediada.

- Ele está demorando, que estrelinha. Será que brilha como uma também? – reclamo, sarcástica e cruzo meus braços.
- Sou eu ou está quente aqui? - pergunta Harley, e eu rio baixo enquanto me abano levemente.
- Não sei, está quente realmente. – digo, empurro um dos seguranças e todos eles apontam para mim, dou de ombros e me sento no capô de um dos carros.
Cruzo minhas pernas no estilo indiozinho, não sei porque tem esse nome, não são só os índios que cruzam as pernas assim... enfim, apoio minhas mãos em minhas pernas e junto meus polegares e indicadores, respiro fundo e fecho os olhos, me preparando para meditar.
- O que a doida está fazendo? - pergunta Harkness, a sei lá quem. - Ela está meditando?
- Não, não... Estou tocando o solo de guitarra do Slash em Sweet Child O' Mine enquanto brinco de boneca, não está vendo? – retruco, um pouco calma, sem me mexer e começo a meditar.
- Língua afiada essa sua hein, ruiva. - diz Harkness.
- Minha língua é afiada para muitas coisas... – digo, sorrindo maliciosa, abro os olhos e pisco para Harkness. - Se é que me entende, Fortão.
Ele me encara meio surpreso e antes que responda mais um carro preto chega.
- Uh, a estrelinha chegou. - diz Harley, e eu rio, saindo de cima do capô.
Me dirijo para o lado dos demais com dois caras armados ao meu encalço, arrumo minhas marias chiquinhas e observo a porta do carro se abrir, não entendia ao certo o porquê, mas senti um leve frio na barriga... e isso me fez tentar imaginar o porquê, até que o vejo sair. Eu não conseguia explicar, era estranho o que eu estava sentindo, no entanto, a raiva tomou posse de mim.

Flashback On

Três anos e dois meses atrás...

- O plano não irá falhar, Mr. J. O "garoto prodígio" morrerá, o plano insano mais que perfeito. Tchauzinho. – digo, ao celular e o desligo, guardo o celular e encaro o homem à minha frente, que sangrava pelo nariz, boca e barriga. - Pode ser do modo fácil ou do modo difícil, Fuller, me fala onde está o gás e eu prometo que a morte será rápida.
- Vai para o inferno, vagabunda. - diz ele, grosso e cospe o sangue.
Balanço a cabeça negativamente e escuto o choro de uma garota, sigo o barulho e abro um armário, vendo a garota tremendo e chorando, devia ter seus 14 anos.
- Por favor, não me machuque... - pede ela, com voz trêmula e eu reviro os olhos, a pegando pelo cabelo.
A levo até onde seu pai estava amarrado, a jogo na frente dele, projeto uma Jericó 941 e aponto para a cabeça dela.
- Jeito difícil então. - destravo a arma enquanto deixava o cano encostado na cabeça da pirralha, que chorava.
Ameaço pressionar o gatilho, quando o ouço gritar.
- Ok, eu falo, eu falo. - diz ele, e sorrio de lado.
- Prossiga. – falo, entediada.
- Está em meu escritório, atrás da prateleira de livros. - responde ele, com voz um pouco embargada. - Só não a machuque, por favor.
Assinto, sorrindo fraco e baixo a arma, fazendo a mesma sumir. O vejo suspirar aliviado, entretanto, dou passos largos até o corpo sem vida da esposa dele e tiro meu machado de seu coração, logo voltando até os dois, que ainda viviam até o presente momento. Em um golpe rápido, acerto o pescoço da garota, decapitando sua cabeça e gargalho macabra, vendo Fuller gritar e chorar tentando se soltar.
- Sabe o que é mais interessante? A alma dela, eu a peguei para mim. Espero que não se importe, pegarei a sua também. – digo, passando meu indicador e dedo médio na lâmina do machado, sob o sangue da pirralha, e levo ambos dedos até minha boca, passo a língua, limpando meus dedos e gargalho. - O sangue dela é bom, igual a áurea dela, era branca.
- Você... Você prometeu. - diz ele, chorando e me olhando com ódio.
- Nós somos más, é o que fazemos. – digo, como se ele fosse um idiota por perguntar. – Certo, Harley Quinn?
- Certo. Agora, fofa... ajuda aqui porque isso está pesado. - diz Harley, arrastando uma caixa aparentemente pesada.
- Só um momentinho. - digo a ela, e volto minha atenção ao cara. - Fuller, eu prometi que você se arrependeria amargamente. Deveria ter lembrado.
- , por favor... eu não sabia que ficaria fora de controle. - diz ele, eu reviro os olhos e com meu machado acerto sua perna, fazendo ele gritar de dor.
- É Catastrophe, Ca-tas-tro-phe. Idiota. – digo, enquanto ele gritava. - Ai... Cala a boca, nem doeu. – digo, e corto sua cabeça, vendo a mesma rolar para seu colo enquanto uma leve fumaça branca penetrava a lâmina do machado e eu me sentia mais forte. - Quinn, quer ajuda?

Já haviam se passado horas e eu resolvi ir comemorar o feito antes de começar meu próximo plano, que envolvia o gás. Gotham tinha uns bares legais, eu estava em um deles, um dos piores, já que não queria ser achada, sentada em uma cadeira no balcão, em minha décima garrafa de cerveja, olhando uma televisão velha que passava o jogo de futebol do time de Gotham contra um de Metrópoles, não lembrava ao certo qual era e nem ligava.
A porta se abriu e eu nem dei tanta importância, quando ele se sentou ao meu lado, continuei bebendo.
- Deixa eu adivinhar, Amanda Waller mandou você para me prender. – digo, enquanto bebo.
- Sim, mas não quer dizer que eu precise fazer isso agora. - sua voz era um pouco grossa e um pouco rouca, uma mistura perfeita.
Desvio meu olhar para ele e sorrio de lado um pouco malvada.
- Sou Rick Flagg. - ele se apresenta e estende sua mão, eu coloco minha cerveja no balcão e o olho.
Me aproximo dele e encosto minha boca perto do seu ouvido.
- Sou . – sussurro, sexy, dando uma leve mordidinha no lóbulo, me afasto gargalhando e aperto sua mão.

Flashback Off

Faziam três anos, mas meu ódio estava grande até hoje. Quando dei por mim, já estava avançando em sua direção, os homens que tentaram me parar, então usei suas sombras para enforcá-los. Foi aí que ele me notou. Me encarava de forma surpresa e não pareceu que iria tentar se defender.
- Eu vou acabar com você. – digo, entredentes, o empurrando contra o carro com força.

Capítulo III - Mr. J, will you be eternal?

Tentei dar uns socos nele, descontar minha raiva dos anos que fiquei presa por culpa dele, mas ele segurou em meus pulsos de forma que eu não conseguisse completar o feito. Bufei de raiva.
- Argh, me solta. – digo, entredentes, o olhando com raiva e tentando me soltar, porém logo sinto uma forte pontada em minha cabeça, que foi piorando. – AAAH, DROGA... – grito, sentindo uma dor de cabeça enlouquecedora.
Waller e sua mania de controlar, um dia ela me pagaria por isso. Sinto Flagg soltar meus pulsos e logo levo minhas mãos à minha cabeça, enquanto minhas pernas cediam e eu caí ajoelhada.
- Eu avisei Aandonov, não era para fazer o que eu não havia ordenado. - a voz de Waller soa ali enquanto ouvia o barulho de seu salto. - Sabe o que acontece com quem desacata minhas ordens?
- Isso faz cócegas... – digo, com minhas mãos na cabeça e rio um pouco insana.
- O que houve com ela? - a voz dele soa, poderia jurar que ele se preocupava.
A dor para e eu me recomponho aos poucos enquanto alguém me ajuda a me levantar, creio que era a Harley e o Pistoleiro.
- Waller, faz de novo? Foi legal... - gargalho macabra. - Senti a nostalgia do Arkham.
- Alguém anotou a placa do que atropelou ela? Porque, gente... - diz Harley, rindo e eu rio junto, fazendo uma careta leve de dor.
- Deixem-me a sós com ela. - ordena Waller e Harley e Pistoleiro me soltam e se afastam junto dos demais, incluindo Flagg. – Flagg, passe a missão a eles enquanto falo com Aandonov.
Só restou nós duas, eu me escoro no carro e cruzo os braços.
- Nem posso mais brincar. – digo, irritada.
- Você aceitou entrar para o Força Tarefa X, eu não te forcei. - diz a vadia, e eu reviro os olhos.
- Você já tinha me enfiado a bomba no pescoço, queria o quê? Que eu o obedecesse? Aquele idiota que me colocou no Arkham de volta, por culpa dele eu voltei para aquele lugar imundo. – digo, entredentes. - Não vou receber ordens dele.
- Ah, você vai. Primeiro, porque as ordens que ele dará sou eu quem mandarei, e segundo... você sabe muito bem, Aandonov, o porquê. Acho bom controlar sua raiva antes que seus segredos sejam revelados com sua morte. - diz ela, e eu a olho com ódio, queria explodir ela, esquartejá-la todinha, queria poder fazer espetinho dela num vulcão. - E então, Aandonov, temos um acordo?
Apenas assinto e saio andando em direção aos outros. Eu queria muito matar alguém, descontar minha raiva. Flag ou Waller serviriam, mas infelizmente a vadia está com o dispositivo que pode explodir minha cabeça e ela usava isso para que eu não tocasse nele. E ainda usa meu passado contra mim, vaca imunda, ela me paga um dia, ah, se paga.
- O quê? Eu devo matar todos aqui? - pergunta Harley, e todos a encaram. - Desculpem, as vozes. – continua, aponta para sua cabeça e logo ri. - Estou brincando. - diz ela, e logo finaliza. - Não foi isso que elas disseram. – completa, sorrindo um pouco... malvada?
O Pistoleiro ri fraco com a cena que vê, eu também rio enquanto paro ao lado do Slipknot.
- Um, dois, três indiozinhos... quatro, cinco, seis indiozinhos... sete, oito, nove indiozinhos... dez no pequeno bosque. – cantarolo, baixo, percebo o olhar de todos sob mim e rio. - Desculpe, não deu para segurar... brincadeira, eu que não quis segurar mesmo.
Dou de ombros e suspiro, olhando minhas unhas.
- Esse é o acordo - inicia Flagg, e eu o encaro enquanto o ouvia. Sabe aquela vontade de voar em cima de alguém e matar? Da primeira vez que eu o vi há pouco, eu queria matar ele, mas agora eu queria beijá-lo antes, perguntar se não sentiu minha falta, se não sentiu culpa, ou contar tudo e depois o matar amargamente, exatamente como ele mais teme. - Vocês vão para um lugar muito ruim e farão algo que vai matá-los...
- Foi isso o que disseram a você quando foi me caçar? – pergunto, involuntariamente, o encarando e o mesmo me encara.

- Meu bebê – sorrio, pegando meu machado e o "acariciando", trazendo o mesmo para perto do meu rosto. - Mamãe sentiu saudades. – digo, manhosa.
- Meu taco! - exclama Harley, animada e abraçando seu taco personalizado.
- Andem logo, temos que correr contra o tempo, senão as bombas das nossas cabeças explodem. - fala Diablo, e eu reviro os olhos.
- Vai rezar, papi, - faço biquinho e vejo minha roupa na mesma caixa onde estava meu machado. - Traje a rigor, gostei. – sorrio, abrindo meu macacão laranja e tirando a parte de cima do mesmo, ficando de top.
- Opa, você não vai se trocar na nossa frente, né? - pergunta Slipknot.
- Algum problema? – retruco, pegando a roupa, o salto e entro em um banheiro horrível ali, me troco, logo solto meu cabelo e o arrumo solto, em seguida saio dali e os encaro. - Prontinho... Harley, sua vez. Divirta-se, mas vou avisando, lá está horrível.
Ela ri e logo entra, eu suspiro e vejo uma oriental entrar no ambiente, a reconheço e sorrio.
- Katana, quem diria que um dia a vilã e a mocinha fariam parte da mesma equipe – gargalho, enquanto afiava meu machado.
- Catastrophe, tentando reduzir a pena? Que bonitinho - retruca ela, e sorri um pouco falsa.
- Claro, lembre Flagg de agradecer a Waller por colocar uma guarda-costas a altura da futura assassina dele. – digo, sorrindo macabra.
- Gente, Flagg está chamando. - diz o Pistoleiro, e eu reviro os olhos, andando em direção à saída, colocando a máscara em minha face e o capuz.
Saio dali e sigo até os outros, observo o Pistoleiro perto do Flag e de outro cara.
- Roupa legal. - diz um rapaz de cabelos escuros e eu sorrio, ignorando Flag ao seu lado.
- Quem sabe um dia você não me ajuda a tirá-la – falo, passando o dedo em seu tórax e logo percebo Flag me olhando sério. - Não gostei da sua roupa, Rick, você era melhor sem ela, se é que me entende. – provoco, maliciosa, empurrando levemente o rosto dele e saio andando.
Paro ao lado da Harley e da Katana.
- Sabe, pessoas reunidas assim me lembra de quando o Mr. J dava ordens aos capangas dele – digo, sorrindo de forma insana.
- Saudades do Pudinzinho - diz ela, meio tristinha. - Pena que ele se foi.
- Ainda não acredito que ele se foi. Ele parecia tão... imortal. – digo, me apoiando no machado.

Flashback On

- Sr. C? O gás... foi de grande uso? – pergunto, sorrindo, sentada em uma poltrona roxa no escritório do Coringa.
- Claro que foi, claro. Com minhas modificações, não seria diferente. - diz ele, sentando em sua grande poltrona.
- Fico feliz que tenha conseguido o que queria, confesso que me dar a oportunidade de me vingar dele foi excepcional, meu machado adorou aquela alma podre dele. – sorrio macabra após seu aceno de cabeça em resposta. - Onde está a Harley?
- Não sei, provavelmente com a Hera ou sei lá, não me importo. - diz ele, sem emoção e assinto em resposta.
- Sr. C, por que Harley você trata mal e a mim não? – pergunto, curiosa, nunca tive momento para perguntar.
E pelo visto ele não parou para se perguntar isso também.
- Você gostaria de ser tratada como a Harley, Cata’s? - ele retruca, com um leve sorriso macabro e passa a mão em seus cabelos verdes alinhados.
- Não, apesar de não entender o porquê de tratá-la assim, não quero ser tratada igual, não apoio o que faz com ela, mas nunca faz em minha frente mesmo... – digo, dando de ombros.
- Hm... interessante. - diz ele, se levantando e indo até sua mesa de bebidas, se serve um copo de uísque e eu me ajeito na poltrona, o observando. - Você não é minha, a Harley é. Posso fazer o que quiser com ela que ela vai amar mesmo assim. Você... enfim, a conversa está chata. Falemos de algo mais divertido.
Apenas assinto, olhando minhas unhas e observo o anel que o cara que queria me prender havia me dado. Faz um mês que nos conhecemos, mas digamos que nos entendíamos bem, ele parecia ter desistido de me prender.
- Sr. C, qual é o próximo passo? – pergunto, o olhando, me referindo a futuros trabalhos juntos.
- Quando estiver perto, você e Harley saberão. - diz ele, e gargalha. - E aquele Coronelzinho chato que você está se divertindo? Conseguiu o que eu preciso?
- Sim, está no depósito de Gotham, perto da Wayne Interprises. O engraçado é que o depósito é das empresas de Bruce Wayne, mas essa informação eu consegui com a Selina e não com Rick, ele... não gosta de falar essas coisas, acho que não confia em mim. - faço biquinho, fingindo tristeza.
- E não sei por que ele não confia, você é uma pessoa tão leal, uma espécie de Harley para ele, só que em versão mais sã. Cuidado, Cata's, ele pode ser sua ruína. - diz Coringa, e eu assinto, me levantando da poltrona. - Não sei por que ainda não quis mostrar seu brinquedinho a ele.
- A alma dele ficaria lindamente perfeita dentro do meu machado, mas ainda quero me divertir mais um pouco. Bom, Sr. C, como sempre, foi um prazer conversar com você, mas tenho uma festa beneficente para brincar. Soube que estão leiloando um colar incrível, com um diamante tão belo que daria uma bela munição para uma arma movida a minério. – digo, pegando meu machado e coloco meu capuz.
Caminho até a porta e quando ia sair o encaro.
- Sr. C, você será eterno? – pergunto, o olhando se deliciar com seu uísque.
- Tão eterno quanto seu machado. - diz ele, e gargalhamos insanos.
- Gosto do seu arsenal de facas, é bom saber que alguém espalhará o caos com belas facas. – digo, sorrindo e aceno para ele. – Tchau, Sr. C.
Após isso, saio e me dirijo para onde seria a festa beneficente.

Flashback Off

Capítulo IV - Everybody Wants The Rule On The World?

Estávamos há quase quatro horas presos dentro de um avião. Estavam todos quietos, com exceção da Harley, que estava dando em cima do Pistoleiro, e eu, que não me cansava de provocar raiva no Flag.
- Esquadrão, todos a postos, estão em cima de seu alvo. Quero que impeçam que Andreas Dolohov seja resgatado, ele é uma ameaça em potencial. Não sabemos como, mas de dentro do Arkham ele consegue comandar ataques em Gotham, parece que ele tem uma equipe ou capangas que fazem isso para ele. - fala Waller, eu suspiro pesado e rio irônica. - Vocês têm quatro horas para eliminar as pessoas que vão resgatá-lo e impedir que ele saia vivo, caso ele consiga fugir. - diz ela, e a tela desliga.
- Onde estamos? - pergunta Diablo, e eu olho Flag sugestivamente.
- Manicômio Arkham – digo, indo pegar um paraquedas. - Lembra daqui, Flag? Espero que sim, só fazem três anos e um mês.
A porta traseira do avião se abre e o pessoal começa a pular. Quando eu vou pular, ouço a voz dele.
- Você não melhorou nem um pouco, né? - pergunta ele, calmo.
- Eu sou uma assassina. Você me conheceu assim e sempre serei assim. Engole essa, Richard. – digo, com rancor na voz e então salto do avião.
Sentia o forte vento da queda bater em meu rosto, quando estava há uns 3000 pés, eu abri meu paraquedas. Cada parte de mim queria insistentemente matar ele para nunca mais o olhar. Sempre que o olhava, me causava dor, raiva, ódio, não era a mesma coisa.
Ao pisar no solo, me solto do paraquedas e arrumo meu capuz e máscara, pego meu machado e saio andando em direção aos outros. Estávamos fora dos portões do Arkham, aquele lugar me dava péssimas e boas lembranças, boas foram as quando conseguimos fugir.
- Esse lugar é bizarro. - comenta o cara que falou sobre minha roupa mais cedo e eu sorrio de lado.
- Esse lugar me traz lembranças que me mostraram o caos que era a humanidade. – digo, dando de ombros.
- A humanidade não era um caos antes de existirem pessoas como você. O Batman fez o que qualquer herói faria. - diz o cara e eu o encaro.
- Como se chama mesmo, gatinho? – pergunto, o olhando de cima a baixo.
- Dick Grayson. - diz ele.
- Bom... Dick, ninguém precisa do imprestável Batman. – digo, o olhando nos olhos. - Igual ninguém precisa de um projeto pior que falsificado do Sr. C.
- Chega... não temos muito tempo, não lembram? Querem ser explodidos? - fala Harkness. - Ficamos planejando sobre como entraríamos ali.

Tínhamos exatas duas horas e quarenta e cinco minutos para completar a missão antes que Waller nos matasse e havíamos acabado de conseguir entrar, eu caminhava ao lado do Crocodilo, enquanto tomávamos cuidado para os seguranças não nos verem. Até que o alarme soa.
- Legal. – murmuro, e os encaro.
- Devemos nos separar, conseguiremos contê-los mais rápido. - diz Dick, e dou de ombros.
- Ok, Pistoleiro, Katana, Crocodilo, Amarra e Diablo, vão por ali. - Flag aponta para um lado que não presto atenção por estar encarando a sela que a Harley ficou quando foi presa aqui. - Arlequina, Grayson e Catastrophe, venham comigo por aqui. - completa e levanto o olhar, o encarando séria.
- Por que eu? A ninja não pode trocar comigo de equipe? - reviro os olhos.
- Apenas obedeça. - diz Flag, um pouco autoritário e eu reviro os olhos.
- Me obrigue. – digo, o encarando. - Waller colocou ela pra te proteger, não a mim. – digo, e saio andando.

É, eu não tive escolha, mas fazer o que, né? É. Bom, estávamos indo em direção às celas que ficavam mais para o subsolo.
- Quem é esse Andreas Dolohov? - pergunta Harley, se manifestando pela primeira vez.
- Ah... não faço a menor ideia, Harley, não lembro de nome, tinham uns que nem usavam o nome aqui dentro. – digo, dando de ombros.
- Então como vamos saber quem estamos procurando? Mais que droga. - reclama Grayson, um pouco baixo.
- Pergunte ao... "Líder". – digo, irônica, fazendo aspas com os dedos e caminho um pouco mais à frente.
Chegamos às demais celas e paramos em frente a uma da qual saía um pouco de fumaça.
- Cela 0868 é a cela dele, chegamos tarde. - diz Flag, e eu me afasto um pouco da cela e olho o número, logo olho a cela ao lado.
- Ela está bem? - pergunta Grayson, enquanto eu encarava a cela calada.
- Sim, é que a 0869 costumava ser dela. - diz Harley.
- Bons tempos... – digo, irônica. - Sei quem estão procurando, eu o conheci... Como Drakma. – digo. - Ele era legal, visão distorcida, claro, mas legal. Eu falava com ele quando não estava dopada ou em consulta psiquiátrica.
- Aquele ruivinho bonitinho que gritava que seria o rei do mundo? - pergunta Harley, e gargalha, assinto rindo junto.
- O papo deve estar bom, mas não temos tempo para conversas, vamos logo, temos uma hora. - diz Flag, em seu tom de "superior".
- Tanto faz. – digo, e saio andando em direção ao elevador.
- Para onde pensa que vai? - pergunta Flag.
-Eu vou para o telhado, com certeza o Drakma está lá. – digo, dando de ombros. - O quê? Provavelmente ele está lá e eu não vou subir de escada.
A porta do elevador se abre e eu os encaro.
- Vocês não vêm? – pergunto, revirando os olhos.
Eles resolvem vir e então todos entramos no elevador, apertei o último botão, as portas fecharam e o elevador subiu. Enquanto o mesmo fazia seu percurso, aquele silêncio e estar perto do Flag me incomodava e afetava de certa forma, as lembranças que tinha dele retornavam à minha mente só pelo fato de o ver ali, estar perto, sentindo seu cheiro... me dava vontade de matar ele só para me vingar do que ele fez, de não o ter matado antes.
Assim que o elevador chega ao telhado, as portas se abrem e saímos, vendo um helicóptero se aproximando, olho o ruivo de cabelos bagunçados ao longe.
- Já vai, Drakma? – pergunto, irônica, o fazendo me olhar junto de seus capangas já presentes com algumas AK42 em mãos, já apontadas para nós quatro.
- Mas olha, se não é minha colega de sofrimento. Como vai, ? Gostei da roupa, bem... você. - diz ele, e sorrio de lado, dando um passo à frente. - Achei que estivesse morta, igual àquele seu amigo palhaço.
- É, eu mudei e não, eu não estou morta, bom... ainda não, mas se eu não te matar, alguém explode minha cabecinha. E bom, eu não estou afim de sujar minha roupa com meu próprio sangue. – digo, o olhando um pouco macabra.
Ele usava roupas em tons vinho e azul escuro, não entendo o porquê da combinação de cores, mas era bizarro a forma que ele as vestia, um smoking vinho, uma camisa azul escura, uma gravata borboleta da cor do smoking. Também ele tinha uma AK42 em mãos, os cabelos ruivos estavam alinhados e seu rosto tinha um sorriso um tanto insano.
- , minha doce e querida , você sabe que estou em vantagem, né? Por que não se junta a mim? Venha para meu lado, assim como combinávamos, seja minha rainha e - ele iria continuar, mas foi interrompido por tiros, olho para o lado e era Flag quem atirava.
- E vamos dominar o mundo? Docinho, eu já fiz isso. E garanto uma coisa, não é para você. – digo, e vejo seus homens avançando em nós, atirando.

Capítulo V - There's Only One King!

Começou o típico tiroteio, retirei os olhos e encarei meu Machado enquanto ouvia os comandos chatos do Flag pedindo para nós tomarmos certo cuidado enquanto estávamos escondidos atrás de uns dutos que ali tinha.
- Bem vindos ao meu caos. - diz Drakma, e eu o devoro com os olhos, guardando meu Machado e projetando duas Jericó 941.
- Você não deveria ter dito isso. – digo, destravando as armas e me levanto, começando a atirar sem pena alguma. - Quem te dá o direito de dizer isso mesmo?
Me abaixo quando uma bala quase me pega de raspão.
- Eu tenho todo o direito, ruivinha... - diz Drakma, e eu reviro os olhos.
Uso um dos dutos de ar para me esconder das balas, enquanto os outros atiram nos capangas. Dou a volta no duto, mas percebo a atenção de Drakma em mim. Atiro duas vezes, acertando um capanga atrás dele e a hélice do helicóptero que já pairava sobre nossas cabeças. Com meu tiro, a aeronave perde o controle e acaba caindo, fazendo Drakma me procurar enraivado. Ri com a frustração de meu oponente e aproveitei a distração de seus homens para correr por entre os dutos até quase à beira do prédio. Ele veio atrás de mim, mas me escondi após dar um tiro em sua direção. Ele pareceu descarregar o pente de sua AK47 na direção onde acreditou que eu estava. Logo ficou sem munição e jogou a arma para o lado, pegando uma Glock 17 no cós da calça.
- Apareça, ! - ele grita, aos quatro ventos. Estávamos afastados dos outros, não faria muita diferença.
- É Catastrophe, imbecil – resmungo, alto, saindo de meu esconderijo, disparando algumas vezes contra ele enquanto troco de lado, mas ele decide revidar e atinge minha perna de raspão. - Agora você morre. Estragou o meu uniforme! – rosnei, saindo de trás do duto que me protegia, terminando de descarregar minha Jericó nele.
- Não teríamos esse problema se você viesse para o meu lado, - ele ri, dando alguns passos até onde eu estava. - Eu serei o novo rei. Você poderia ser minha rainha.
- Adoro a ideia de ser uma rainha - sorrio com a oferta e me levanto, fazendo minha arma sumir, erguendo minhas mãos. Me aproximo dele e o beijo, o puxando pra mim com uma das mãos.
- Então vamos andando, minha rainha, há um reino à nossa espera - ele sorri e começa a andar.
- Na verdade, você estragou o meu uniforme. E só existe um rei do caos, meu amigo – digo, quando ele se vira para mim com o olhar confuso, projetando rapidamente meu machado em minhas mãos. - E ele tem cabelos verdes e um sorriso maravilhoso – termino, antes de decepar sua cabeça, fazendo espirrar seu sangue em meu rosto. Sorri com a sensação, há tempos não sabia o que era isso.
Vi seu corpo cair de joelhos, o dei um leve empurrão e o mesmo logo caiu do prédio, enquanto a cabeça rolava por uma pequena saliência, viro levemente minha cabeça para o lado, encarando a cabeça dele e a olho com ódio, dando um chute na mesma, fazendo-a voar prédio abaixo.
- Isso sim que eu chamo de beijo da morte. - diz Harley, e eu rio de forma um pouco exagerada.
- Missão cumprida, Waller quer nos ver agora. - diz Flag, de forma um pouco seca e o encaro, ele parecia emburrado.
- Fofinho, sorria... Não tem por que ficar assim, ou tem? - arqueio a sobrancelha, o encarando, mas antes que ele pudesse responder é interrompido.
- Você está ferida... - diz Harkness, e eu dou de ombros encarando minha perna.
- Eu vou ficar bem, não foi nada... e já me vinguei, só fiquei irritada por ele ter estragado minha roupa. – digo, revirando os olhos.

Já havia tirado o uniforme que eu estava e colocado um uniforme de presidiária mais bonitinho e descente, que consistia em um macacão laranja, e em uma das pernas estava escrito "bravo 08016", que no caso era meu número de série lá dentro, minha cela era aberta já e era em frente a da Harley, me devolveram meu óculos de grau e eu pude começar a ler assim que voltei da enfermaria por causa do tiro de raspão na perna.
- A Senhora Waller quer falar com vocês. - diz um dos guardas, abre a minha cela e após abre a da Harley.
Largo o livro em cima da cama e me levanto, saio de minha cela e sorrio para Harley.
- Adorei o cabelo. – digo, sorrindo enquanto caminhávamos, sendo seguidas por vários guardas armados até a "sala de reuniões".
- Eu também gostei do seu. - diz ela, e sorrio de lado enquanto entrávamos na sala, já vendo os demais do esquadrão e a Waller.
Me sento em uma cadeira e fico enrolando uma mecha do meu cabelo no dedo, aproveitando que meu cabelo estava solto enquanto esperava a velha chata começar a falar.
- Bom, a missão foi concluída, porém... precisava de Dolohov vivo, para inte... - Waller falava, e o Pistoleiro a interrompeu.
- Você não falou em momento algum que queria ele vivo. - diz o moreno, a encarando sério.
- E precisava? Eu disse que poderiam eliminar ele, caso ele conseguisse fugir. - diz ela, quase alterando a voz.
- Olha, Waller - eu ia dizer, mas ela me interrompeu.
- Olha você, Aandonov - diz ela, começando a elevar a voz e eu me levanto, a encarando com desprezo.
- Olha você, vaca velha. Você deu a missão e junto dela um prazo determinado, sob a ameaça de nos explodir. Eu eliminei o alvo, como você ordenou, não venha distorcer o que disse antes, comigo isso não rola. – digo, irritada. - Então abaixa o tom de voz, porque eu estava completamente certa no que fiz.
Todos me encararam, como se eu tivesse feito algo que jamais devia ter feito, eu não tinha medo algum dessa mulher e não demonstraria respeito por ela.
- Certa, Aandonov? E sob qual alegação você se denomina "completamente certa"? - diz ela, com certo deboche e reviro os olhos, dando de ombros e me sentando como se não me importasse, e de fato não me importava.
- Sob a alegação de que eu matei apenas a minha criação. Drakma era meu próprio... Frankenstein. – digo, calma, sorrindo de lado e me encostando na cadeira.

Capítulo VI - Go To Hell, Bitch!

Flashback On

Nove anos atrás...

Lá estava eu, comemorando meu aniversário de 15 anos, sozinha para variar, com a enfermeira que "cuidava" de mim. Na verdade, ela era responsável por me levar até a sala do médico que me dopava e fazia uns experimentos comigo.
Eu já nem tinha como me defender, vários calmantes que eles me injetavam, era milagre eu não sofrer overdose. E eu estava voltando de mais uma seção de experimentos, ou também conhecida como seção de torturas.
- Cela 0869, chegamos, . - diz a enfermeira, enquanto eu encarava o nada, parada enquanto ela digitava a senha que abre minha cela.
0869, acho que era uma das celas mais seguras dali, principalmente no meu caso, ela era toda escura e blindada à prova de míssil, basicamente. Como se eu pudesse realmente sair dali nas minhas condições. Acho que já era meu segundo ou terceiro ano ali, poderia ser até o quarto.
Eu perdi a noção do tempo depois que passou o primeiro mês, quando intensificaram as doses dos remédios.
- Me deixem ir, eu não sou um louco. - grita uma voz masculina, ecoando no corredor da minha cela.
Olho para o fim do corredor de onde a voz vinha e vejo alguns dos enfermeiros trazendo um cara que se debatia tentando se soltar. Rio fraco com o que via e logo encaro minha cela aberta.
- Pode entrar na sua cela, . - diz a enfermeira, e eu a encaro.
- A doutora vai vir hoje de novo? – pergunto, entrando na cela, me sento em minha cama e a olho.
- Sim, ela está atendendo outro paciente neste momento, mas daqui a pouco vem te ver. - diz a enfermeira, e então fecha minha cela, que começa a escurecer.
- Me tirem daqui, droga. - grita o cara da cela em frente, 0868, se não me engano. - Eu não sou louco, isso é um engano.
- Não adianta gritar, eles não se importam. – digo, de forma que ele ouvisse.
- Mas eu estou aqui por engano, não fiquei louco. - diz ele, se defendendo mais uma vez.
- Não importa pelo que está aqui, se é realmente louco ou não. Depois do que fizerem com você, você perderá toda sua sanidade um dia. – digo, me deitando na cama e encarando o teto que mal dava para ver devido à escuridão da cela. - É sempre assim. Sou , como você se chama?
- Eu não lembro meu nome. - diz ele, pela voz eu poderia imaginar uma face frustrada.
- Como não? – pergunto, sem entender.
- Também não lembro o porquê... - diz ele. - Não lembro de mais nada, a não ser que estou aqui por injusta causa.
Não entendia o porquê dele se defender tanto, ninguém entrava ali se não fosse considerado clinicamente louco, mas para os padrões de pessoas que tinham ali, ele parecia realmente falar a verdade.
- Então quer que eu te chame como? Já que vamos ficar aqui muitos e muitos anos e eles não mudam as celas. – pergunto.
- Não sei, como quer me chamar? - pergunta ele.
Penso um pouco, era meio difícil dar um apelido a alguém quando não o estava olhando para tal decisão, porém, depois de poucos minutos em silêncio, finalmente decido.
- Bom, que tal... Drakma? Parece a moeda grega de fato, mas é com K ao invés de C. – digo, e sorrio de lado.
- Gostei de Drakma. - diz ele, pelo seu tom talvez pudesse alegar que ele mantinha um sorriso, pelo menos agora estava mais calmo e não surtava como em minutos atrás.
- Perfeito então. – digo, sorrindo. – Bem-vindo ao Arkham, Drakma. – digo, e gargalho levemente. - Não que isso seja algo bom, claro. – completo.

Fazia alguns dias já que havia chegado o novato, mais torturas e experimentos sendo feitos comigo, cada vez eu ficava mais fraca, mais um pouco daquilo e talvez eu começasse a voltar para a minha cela sendo carregada. Conversei mais com Drakma e ele foi se lembrando aos poucos das coisas, isso não foi bom para ele, porque os médicos decidiram fazer experimentos nele também. Ele sofria o mesmo que eu, mas eu já estava em partes acomodada aquilo, já eram anos daquilo mesmo.
E então, lá estava eu, voltando de minha consulta com a doutora. Porém, o tanto que já estava medicada, os médicos deixaram que eu tomasse um pouco de sol a pedido de minha psiquiatra. Acho que eu estava tão pálida quanto um morto e no jardim, onde tinha muros bem altos, estava ele.
Um homem ruivo, olhos azuis, sentado em um banco, encarando o nada, apesar do olhar desfocado havia ainda um leve brilho. Me aproximo devagar e me sento ao seu lado.
- Olá! – digo, levando minhas mãos ao meu colo, fazendo Drakma desviar seu olhar até mim. - Sinto muito pelo que fizeram com você.
- Não sinta, não foi culpa sua, . - diz ele, e eu desvio o olhar. - Como se sente? Soube que foi submetida às mesmas coisas hoje.
- Estou... acomodada. Não sei mais diferenciar sobre me sentir bem ou me sentir mal, comigo já são anos, um dia você vai se acomodar também. – digo, em tom calmo.
- Eu não quero me acomodar, eu só quero sair daqui. - diz ele, um pouco frustrado.
Eu não o culpava, eu também queria sair dali. A qualquer custo, não me importava se usaria alguém para isso mais.
- Então... Eu posso ajudar, também quero ir embora daqui. Mas tem que ser bem planejado. - sorrio de lado, de forma um pouco insana. - Mas tem que ser um pouco louco para fazer isso. Ele me olha um pouco pensativo e sorri de lado em seguida.

Mais seis meses se passaram, Drakma e eu planejávamos juntos sobre como iríamos fugir do Arkham. A cada dia que passava, cada tortura, experimento... modificava ele mentalmente, sua sanidade não era mais a mesma e eu sabia que grande parte daquilo era incentivo meu, pois eu estava ficando mais insana do que já era e aquele manicômio provou que o mais são dos sãos pode se tornar um dos mais insanos que existiam.
Eu conheci outras pessoas ali dentro, mais vilões que o Batman jogava lá dentro. Mr. Frost foi um deles, o Pinguim foi outro, entretanto conheci uma das vilãs que posso considerar minha segunda melhor amiga. A Dra. Pamela Isley, uma botânica que em um acidente de laboratório virou uma grande vilã.
Ela me entendia, um dos poucos na verdade. A contei sobre meu plano de fugir e ela o alegou fraco... mencionou que eu acabaria me dando mal nisso, eu não tentei alertar o ruivinho, nem me importava em tentar avisá-lo, por isso decidi que ia apenas dizer que resolvi adiar minha fuga. Drakma ficou irado com aquilo e decidiu que tentaria sozinho, daí ele conseguiu e talvez eu devesse ter fugido com ele naquela noite, ele fez amigos e formou uma gangue que eu sinceramente me surpreendi, era exatamente tudo o que eu havia planejado. Tinha dado certo, se não fosse por ele ter ficado louco o suficiente para sair assaltando e matando quase tudo o que via pela frente. Ele ficou fora por um mês apenas, Batman, Robin e Batgirl o acharam e ele voltou para o Arkham, tentou retomar amizade comigo e pedir desculpas por não me ouvir.
Eu não queria saber dele mais, estava tão obcecada no que a psiquiatra me contava que acho que já podia se ver quem eu me tornaria um dia, com muita paciência e anos de tortura.

Flashback Off

Observo eles me encararem como se eu fosse a culpada pelo que houve na missão.
- Não me olhem assim, eu o transformei e então apaguei minha criação. – digo, dando de ombros sem me importar nenhum pouco.
- Você fala como se fosse a melhor opção, você só o matou porque ele estragou sua roupa. - diz Diablo, e eu reviro os olhos.
- Hey, não era uma roupa qualquer, ela tinha fibras que deixavam minha roupa termicamente adaptada. – digo, irritada. - Você não entende, então fica na sua ou eu apago seu fogo definitivamente e "le envío al infierno." – completo, pronunciando a última parte em espanhol.
Logo sinto uma dor imensa de cabeça, com certeza era por culpa do dispositivo e da Waller.
- Entenda, Aandonov, eu que mando aqui. E você só obedece. - diz a velha, enquanto eu sentia dor. - Você mata quem eu quero.
Elevo minhas mãos até minha cabeça por causa da dor e me levanto meio desnorteada, cambaleando levemente.
- Vai para o inferno, vadia. – digo, entredentes e avanço, mas logo a escuridão me toma.

Acordo em uma sala toda branca, levo minha mão à cabeça enquanto tento me levantar, mas sou impedida por alguém mais forte. O encaro, tentando me soltar.
- Não levanta, você está desnorteada ainda. - diz uma voz masculina, ainda não via direito, minha visão estava um pouco embaraçada.
- Por que estou em uma enfermaria? – pergunto, grossa. - E pode me soltar, não quero que me toque. – rosno, após reconhecer a voz e seu cheiro adentrar minhas narinas.
- Quando Waller te fez sentir dor, você simplesmente apagou por causa da intensidade do que estava sentindo, aí você bateu a cabeça na quina da mesa e depois no chão. - diz Flag, me soltando devagar e se afasta um pouco enquanto me olhava. - Os médicos disseram que você não sofreu nenhum dano cerebral, mas terá que ficar em observação a semana inteira pelo menos.
Reviro os olhos um pouco desconfortável com a situação, a presença dele me incomodava de certa forma, ela me deixava diferente e era um diferente que não me agradava em nada. Não depois do que ele me fez e aquilo ficaria gravado sempre.
- Já pode me deixar sozinha, creio que os enfermeiros saberão cuidar de mim e não vou fugir, a bomba me impede mesmo. – digo, seca e desvio o olhar para qualquer outro ponto que não fosse ele.
- Prefiro ficar e ver com meus próprios olhos, temo que queiram fazer algum experimento em você e não quero perder um... membro da equipe, por mais volátil, psicótico e insano que seja. - diz ele, e eu dou de ombros. - Só ficarei em paz comigo mesmo se você estiver bem e não sendo feita de cobaia.
- Isso se chama remorso, Richard. – digo, com desprezo e o encaro. - Você viu o quanto piorei depois que me jogou de volta naquele manicômio e agora quer compensar o mal que me fez, por puro remorso. – continuo, e reviro os olhos. - Por que não volta para sua namoradinha possuída, como que é o nome dela mesmo? Jumbo Moone? June Jumbo? Vadia da Possessão? - observo seu olhar sério. - O quê? Não decoro nome das atuais dos meus ex, geralmente coleciono as almas delas no meu machado.
- Isso é ciúmes, ? - pergunta ele, mas parecia mais uma afirmação do que pergunta.
- Ciúmes? De você? Flag, você é só mais um militar que estou doida para matar, mas que não posso porque senão me explodem. – digo, sem me importar ou pelo menos tentando.
- Por que quer tanto me matar? - aquela pergunta deveria ser retórica. - Não pode estar me odiando tanto a ponto disso. - completa ele, com a voz calma.
- Você ainda me pergunta? Sério isso? Sim, eu te odeio a ponto de coisa pior. – respondo, elevando um pouco minha voz.
- Eu não sabia que te torturariam. - diz ele, parecendo ser sincero, mas dane-se a sinceridade, era tudo culpa dele. - Sinto muito.
- Vai para o inferno com seu remorso, você estragou minha vida e eu deveria ter te matado quando te conheci. Assim nem essa conversa estaríamos tendo. – falo, olhando minhas unhas. - Aliás, já me cansei de falar com você. Quero voltar para minha cela.
E então tiro aquele lençol que me cobria e me levanto.
- Odeio essas roupas que eles colocam quando alguém é internado, poderiam ter me deixado com a roupa que eu estava mesmo. – reclamo, comigo mesma, caminhando em direção à saída.
Mas logo um ser que aparentemente não tem amor à vida, me segura de forma que eu não conseguisse me mexer para bater nele.
- Me solta. – rosno, me debatendo contra Flag.
- Não, você perdeu o juízo. Não pode sair daqui, ordens médicas. - diz ele, me apertando mais contra si para que eu parasse de me debater.
- Eu não recebo ordens de ninguém, me solta. – digo, com raiva e o sinto me virar de frente para ele. - Vou mandar só mais uma vez. Me solta agora.
- Ou o quê? Vai me matar? Sabe que mesmo que quisesse, não conseguiria. Eu não preciso ser um telepata para saber que aí dentro ainda existe a mulher que eu conheci. - diz ele, olhando nos olhos sem me soltar.
- Você não sabe de nada sobre mim, Flag. – digo, entredentes, olhando aqueles olhos profundos, cheios de um sentimento que eu não conseguia identificar, que estavam me encarando de forma precisa, como se pudessem me ler. E isso não era bom. - Me solta.
- Não. - diz ele, e antes que eu pudesse raciocinar, sinto seus lábios tomando os meus para um beijo.
Confesso que aquilo me pegou desprevenida. Nunca vou estar preparada psicologicamente pra essas coisas, ainda mais vindo dele. Senti certa urgência no beijo, como se ele quisesse fazer isso há muito tempo. Suas mãos me apertaram mais contra si, me causando um reflexo involuntário de retribuir o beijo. Tudo bem. Parte de mim queria aquilo, relembrar o passado, sentir alguma coisa novamente. Mas a outra parte ainda queria matá-lo. O empurrei e dei um tapa em seu rosto.
- Nunca mais toque em mim. – rosno, confusa, o encarando e então abro a porta do quarto. - Some daqui. – concluo, sem olhá-lo e aponto para a saída.
Ele não questiona, apenas sai e fecha a porta, ando de um lado para o outro, tentando reorganizar meus pensamentos.
- Droga. – reclamo, baixo.
Céus, por que raios ele tinha feito aquilo? Por que eu tinha que retribuir? Às vezes eu odeio ser eu, dá muito trabalho.

Capítulo VII - Gang Twenty-One

- (...) Tell me why... Ain't nothin' but a heartache... Tell me why... Ain't nothin' but a mistake... Tell me why... I never wanna hear you say... I want it that way... - eu estava cantarolando I Want It That Way, enquanto encarava o teto, tentando esvaziar minha mente.
Ok, eu sei que isso sempre se resolveu com minhas meditações, porém não consegui desta vez e eu estava quase surtando.
- Cata's, você não está nada bem, certo? - pergunta Harley, e eu viro o rosto para olhar ela, pelo seu tom era mais uma afirmação.
- Está tão na cara? – retruco, e a vejo assentir.
- Na cara, na musiquinha melosa... Amiga, você está cantando Backstreet Boys. Eu até poderia dizer que você está apaixonada de novo. - diz ela, e faço careta.
- Credo, Quinn. Não diga palavrões. – digo, revirando meus olhos.
- Não está mais aqui quem falou, ruiva. - diz ela, e gargalha um pouco infantil.
Me sento, cruzando as pernas, tiro meus óculos de grau e os pouso no colchão, suspiro levemente e pouso minhas mãos, uma em cada perna, fecho meus olhos e respiro fundo, me concentrando para meditar.
- Catastrophe, Arlequina... Waller quer ver as duas. Agora! - ouço a voz de um carcereiro e suspiro derrotada.
Guardo meus óculos e me levanto do chão, observo o homem abrir minha cela e logo saio.
- Waller disse o que quer conosco? - pergunta ela.
- Não pergunto, apenas faço o que ela manda. - diz o cara, e eu reviro os olhos.
- E esse é seu erro, gatinho. - olho seu crachá e sorrio de lado. - Policial Summers? Sobrenome bonitinho. - mordo o canto do lábio de forma sexy e saio andando em direção à sala de reuniões do esquadrão.

Adentro a sala e vejo Waller de frente para uma tela, onde tinha umas imagens via satélite.
- Chamou, Amanda? - me pronuncio, enquanto me sento, fazendo-a se virar e me encarar.
- Sim, Aandonov. - diz ela, e reviro os olhos.
- E o que quer? - pergunta Harley, enquanto se senta ao meu lado. - Alguma brincadeirinha de meninas? - solta uma risada infantil.
- Não, Arlequina. - diz Waller, séria, nos encarando. - Tenho uma missão para vocês duas.
- Só nós duas? Mas e o resto do esquadrão? – pergunto, após uma breve troca de olhares com Harley.
- Não preciso do esquadrão, preciso da Gangue do 21. - diz Waller, e eu me mexo na cadeira.
- Waller, você sabe bem que ela não existe mais. – digo, revirando os olhos.
- , não me faça de burra, garota! Eu sei que ela existe e vocês vão fazer um serviço pra mim. - diz ela, seriamente.
- Em troca de uma redução de pena de quarenta e um anos, para cada uma de nós. – digo, retribuindo o olhar sério.
- Isso é muito, não! - diz ela, quase alterando a voz, me levanto e a encaro.
- Amanda, acho bem justo. Já que fui condenada há setenta e nove anos de prisão ou cadeira elétrica. – digo, revirando os olhos. - Trinta e um anos reduzidos na pena da Harley e minha.
- Isso aí, fofa. - diz Harley, e ri meio insana.
Waller pareceu pensar um pouco, depois de uns minutos ela assente.
- Feito. Trinta e um anos reduzidos, mas quero que use toda sua gangue. - ela exige e eu assinto.
- Vamos usar apenas quem está vivo e fora do Arkham, ou seja, eu, Harley e o Blake. – digo, dando de ombros. - Qual é o trabalho?
- Quero que achem um pen drive com as informações sobre uma bomba nuclear que a Rússia está criando com a ajuda de Henrik Markov. Deem um fim a essa bomba e à Markov faça o que quiser. Sei da mágoa que tem de seu tio. - diz ela.
- Ele não é nada meu. – rosno.
-Bom, podem ir se arrumar, partem hoje de volta a Gotham para procurar Blake. - diz Waller.
- Ele não está em Gotham. – digo, revirando os olhos.
- E onde ele está? - perguntou ela.
- Isso realmente não é da sua conta. – digo. - Não vou permitir que você o escale para o Força Tarefa X. Ele não, Ian precisa dele.
- Não me desafie, Aandonov. Não ligo se quer proteger Blake. Se eu quiser, eu trago ele para o Força Tarefa X, sim. - diz ela. – Agora, sobre Ian, melhor tomar cuidado. Para a Senhorita Quinzel e o Senhor Aandonova perderem a guarda de Ian, não preciso de muito. Boa missão.
E então ela saiu da sala e um gás invadiu o ambiente.
- Droga. - reclama Harley.
Foi a última coisa que eu ouvi antes de apagar devido ao gás.

Flashback On

- Precisamos de um nome... - comentou Kyle, enquanto jogávamos. - Quer dizer, não podemos ficar sem um nome. Somos uma gangue e temos que ser reconhecidos, senão por que plantar o caos?
Desvio o olhar de minhas cartas para ele e rio fraco.
- É, Boom, você têm razão. Um nome que marque bem quem somos teria impacto. - diz Victor, sorrindo de lado. - Tenho dois pares. - e então abaixa suas cartas na mesa.
- Eu também, meu caro Blake. - diz Kyle, e eu rio de lado.
Eles se entreolham.
- Deveríamos esperar o Mr. J e a Quinn para tal escolha. – digo, tirando meu capuz.
- Certo... Os esperamos então. - diz Kyle.
Sorrio ao ouvir a risada mais conhecida desse planeta e olho para a entrada.
- , você ainda não jogou suas cartas... - diz Victor, me encarando.
- Mr. J, Quinn... Por onde andaram? – pergunto, animada, os olhando.
- Estávamos brincando de esconde-esconde com o morcegão. - Harley fala, saltitando e larga seu martelo gigante.
- Do que estão brincando? - pergunta Mr. J, e eu sorrio doce.
- Pôquer e a propósito... Royal Flash. – digo, mostrando minhas cartas para Kyle e Victor, que me encaram surpresos.
- Isso não vale. - diz Kyle, emburrado.
- Essa é a minha maninha. - Victor sorri orgulhoso e eu sorrio para ele.
- Meus parabéns, minha jovem. - fala Mr. J, e eu sorrio orgulhosa de mim mesma.
- Mr. J, precisamos de um nome para nossa gangue e estávamos esperando vocês para escolhermos. – digo, ficando em pé, o observando.
- Hmm... Já pensaram em algum nome? - pergunta ele, passando as mãos em seus cabelos verdes.
Penso um pouco e os observo.
- Ah... não deixou que pensássemos, preferiu que esperássemos vocês para pensarmos juntos. - diz Victor.
- Mas eu pensei em um, só não sei se vão gostar. – falo, um pouco sem jeito enquanto enrolo uma mecha de meu cabelo em meus dedos.
- Perfeito, garota prodígio, conte para o titio Coringa... Qual é o nome que tem em sua mente perturbadoramente adorável? - pergunta Mr. J, e eu assinto.
- Pensei em Gangue do 21, porque, tipo, digamos que já temos o Coringa, que no baralho vale como carta máxima, o mesmo digo da rainha e também têm o Às que ajuda a completar quando falta, tem o Dez... E tem o Rei... Isso é idêntico a nós se parar para pensar. E eu não faço ideia do que falei. Desculpem. – digo, voltando a me sentar frustrada, aquilo em minha mente parecia o melhor argumento para o nome, mas quando falei, era o mais idiota argumento que alguém poderia dar.
- Gangue do 21? Gostei, Coringuinha, vamos deixar esse nome. Ele é tão a nossa cara. - diz Harley, e sorrio de lado.
- Eu gosto de Gangue do 21. - fala Victor, e sorrio o olhando, adorava o fato de ter reencontrado meu irmão.
- Eu topo, o nome combina conosco. - fala Kyle.
Encaro Mr. J, o único que não havia dito nada. Dava certa agonia não saber o que ele pensava sobre minha ideia. Queria saber a opinião dele.
- Creio então que nossa pequena garota prodígio precise de uma arma, tão bela quanto a ideia do nome de nossa gangue. - fala Mr. J, e eu sorrio abertamente, ele havia gostado e era raro o Joker gostar de algo.

Flashback Off

Acordei em um avião, presa a uma cadeira e trajando meu uniforme, que não tinha mais aquele rasgo na perna.
- Ai, parece que eu caí de uma montanha russa assassina. - diz Harley, acordando.
- Sei como é. – digo, tentando me soltar da cadeira.
- Ora, vejo que acordaram. Arlequina, Catastrophe, vocês estão sobrevoando Miami. - diz Waller, em nossos pontos eletrônicos. - Bom, vou deixar que se virem sozinhas, mas estou de olho, se falharem... Já está ciente do que acontece. Boa sorte.
Após Waller desligar, reviro os olhos e bufo.
- Já comentei que odeio ela? – pergunto, irritada enquanto sinto as travas que me prendiam à cadeira se abriram, me levantei e fui até um dos paraquedas. – Vamos, Quinn.
Me arrumo com a mochila do paraquedas e vejo Harley fazer o mesmo, pego meu machado, o fazendo desmaterializar e observo a porta de carga do avião se abrir.

Capítulo VIII - Let's Play?

- Cadê o Blake? Já era para ele ter chegado e eu estou entediada. - falou Harley, bufando.
- Harley, você sabe muito bem o motivo da demora. – falei, enquanto jogava minha máscara numa mesinha.
Eu estava tão entediada quanto ela, porém eu compreendia em partes a demora dele. Não demorou mais do que vinte e seis minutos para que um ser de jaqueta usando um capuz, um óculos escuros e mãos nos bolsos da jaqueta, aparecesse. Caminho até ele e passo meus braços em volta de seu pescoço, o abraçando.
- Quanto tempo, baixinha. - falou ele, retribuindo meu abraço.
- Dois anos e quatro meses, para ser mais exata... não que eu tenha contado, mas quando se vive no silêncio e escuro de uma cela lacrada, você passa a descobrir que números são interessantes. – falo, o soltando. - Mas não foi para isso que o chamei, Waller quer que impeçamos nosso querido titio de criar uma bomba nuclear para os russos.
- Interessante, e o que vamos ganhar em troca? - perguntou ele, tirando seus óculos.
Sorrio, pois meu irmão mercenário estava de volta naquele momento.
- Uns ótimos anos de redução de pena para nós duas e você permanece solto, livre de acusações e fora da Força Tarefa X. – falo, dando de ombros.
- E só precisamos prender o Markov? - perguntou Victor.
- Precisamos do pen drive dele, fofo! - diz Harley e ri.
- Vamos nos matar para pegar um pen drive? É isso? - pergunta Victor, e eu assinto sorrindo e batendo palminhas.
- É hilário, né? – digo, com um sorriso insano brincando em meus lábios.
- Nossa, três anos de solitária te fizeram bem, né. - falou ele, irônico.
- Você nem imagina como. – digo, rindo alto.

Estávamos a caminho de Sóchi, usávamos roupas normais, aliás, as mais normais que encontramos. Eu estava mais do que entediada, essas coisas de não querer chamar atenção, definitivamente não eram comigo.
- Ainda não entendo o porquê de não podermos chamar atenção, isso é tão chato! - reclama Harley.
- Isso está parecendo apenas uma missão do Esquadrão, ao invés de uma missão mercenária da Gangue. - reviro os olhos, enquanto arrumo meus óculos escuros.
- Realmente está chato. Waller falou para sermos discretos? - perguntou Victor.
- Somos duas das maiores assassinas do mundo, era para estarmos presas e não em missão do governo. Então, talvez se chamarmos atenção Waller mate nós duas e recrute você. - falou Harley, dando de ombros. - Aí depois ela te mata em alguma missão, isso é típico dela.
- Já falei o quanto a odeio? – digo, irônica e reviro os olhos. - Porém, nós duas não podemos chamar atenção, mas você pode, maninho. - sorrio malvada.
- O que você tem em mente, ruiva? - pergunta Harley, com um sorriso infantilmente insano no rosto.
- Digamos que... Markov vai desejar nunca ter feito o que fez comigo e com Victor. – falo, sorrindo de lado.
Após isso, o nosso assunto foi para coisas desconexas e insanas. Finalmente, depois de três anos presa, eu tinha alguma diversão de verdade do modo que eu quisesse fazer.
Não demorou muito para chegarmos ao que parecia uma fortaleza, era como um palácio cheio de seguranças do lado de fora, sorrio de lado e logo ouço uma voz tagarela e chata em meu ouvido.
- Aandonov, quero que me traga o Pen Drive intacto e junto dele Markov. Andei pensando e preciso interrogá-lo. - falou a velha, e eu revirei os olhos.
- Waller, o trato era... - eu estava com raiva, tentei argumentar, mas fui interrompida.
- Não me importa qual era o trato, mandei o Força Tarefa X para garantir que me traga Markov vivo. Eles chegarão em dez minutos, não quero Markov morto e isso é uma ordem se você presar por sua vida. - falou a velha, e desligou.
Solto um alto grunhido.
- Vadia, ela acha que pode brincar comigo... odeio ela, odeio mais do que qualquer coisa. – rosno, entredentes enquanto soco o porta luvas do carro.
- Ela enlouqueceu? Aquela doente acha mesmo que vamos deixar o velho sair vivo dessa? O Pen Drive eu concordo em entregar, mas o Markov não. - falou Victor, ficando furioso.
- E não vamos entregar, nem que eu morra por isso. Levarei o velho ao inferno comigo. – digo, revirando os olhos. - Temos nove minutos até os Suicidas chegarem.
- Então vamos brincar! - diz Harley, animada.

Abro meu sobretudo, deixando a roupa que eu estava por baixo aparecer e me aproximo dos seguranças da porta principal.
- Olá, rapazes, como vão? – pergunto, um tanto sedutora, claro que ali estava um frio nada agradável, mas quem liga?
- Por favor, afaste-se, senhorita! - um dos seguranças ordena e reviro os olhos que estavam tampados por meus óculos escuros.
Apenas o ignoro e continuo andando até a porta, que daria na entrada daquela espécie de palácio. Quando eu ia tocar na maçaneta, ouço alguns "clack" e sorrio macabra ao me virar, me deparando com várias armas apontadas para mim.
- Afaste-se daí, a entrada está proibida. Saía daí ou atiraremos, vadia! - diz o mesmo cara e reviro os olhos.
- Odeio quando usam esse termo para mim. – digo, fingindo desapontamento e logo manipulo suas sombras a enforcá-los até que os mesmos apagassem - poderia ter sido diferente.
É eu deveria matar eles, mas só os apagaria por minutos. Ainda precisava de pessoas que atrasassem os suicidas para que eu pudesse matar Markov. A essa altura nem me preocupava com o fato de que tinha uma bomba em meu pescoço que explodiria a qualquer momento.
Abro a porta e adentro ao local, Victor e Harley fariam suas abordagens também, em mais dois pontos dali. Por dentro, aquela fortaleza parecia maior ainda do que de fora, toques levemente medievais. Até que era bonitinha para uma visita chata e entediante.
Logo materializo meu machado e o seguro firmemente com as duas mãos, ando lentamente e atenta olhando para os lados. Subo umas escadas e começo a andar por um corredor, avistando Harley e meu irmão, leio seus lábios e entendo ele dizer "Ele está aí!".
- Faça as honrarias, Cata's! - fala Harley, quando eu já me encontrava há dois passos deles.
- Com prazer, Quinn. - sorrio de lado e me preparo.
Chuto a porta, arrombando-a e decapito os dois primeiros "gorilas" que vinham me atacar, subo em cima da mesa e olho para os homens engravatados, que me encaravam assustados.
- Se eu fosse vocês, não me mexeria. Meu machado adora sangue fresco de gente velha. – falo, com um sorriso macabro em meu rosto e encaro o velho sentado na ponta daquela mesa. – Olá, titio, lembra de mim?
- Acho que você tem algo que o governo americano quer. - diz Victor, após fazer quatro caras literalmente congelarem e Harley arrancar a cabeça de mais quatro com seu taco.
- Ora, se não são meus sobrinhos. Como se sentem depois de anos em um país diferente e servindo de cobaias? - pergunta Markov, e eu o olho com cara de tédio.
- Sem esse papo furado, passa o pen drive para cá! - diz Victor, se aproximando para pegar no bolso do paletó do velho.
- Trabalhando para o governo americano? É isso o que fizeram com meus brinquedos? - pergunta o velho, já sem paciência, chuto seu queixo, fazendo ele desequilibrar e cair no chão com cadeira e tudo. Desço da mesa e paro perto de seu corpo caído.
- Gostou de ter nos transformado em aberrações, velho? Que tal o feitiço se virar contra o feiticeiro? – falo, encostando a ponta de cima de meu machado em seu pescoço. - Enquanto você demorar para entregar o pen drive, eu deceparei um membro seu.
Observo sua expressão, era uma mistura de dor e ódio, porém ele não tinha medo... deve ser pelo fato dele achar que eu não teria tal coragem.
- , você não faria isso! Tenho certeza que quem mandou você pegar o pen drive me quer vivo. - diz ele, e ri debochado.
- Tem razão, quem quer o pen drive também te quer vivo – digo, e levanto meu machado, afastando-o de seu pescoço. - No entanto, quem dá as cartas sou eu, afinal, não sou seguidora de leis. Sou um monstro malvado! – concluo, e sem me importar elevo meu machado e logo o abaixo sem medir força contra sua perna, a decepando. Logo ouço seu grito de dor.
- Sua vadia, você me paga! - grita ele, em meio à dor.
- Quero o pen drive. Dá ele logo! – ordeno, afastando meu machado dele e me agacho ao lado dele.
- Não darei nada! – grunhe, em meio à dor, suspiro e olhando em seus olhos com repulsa levanto um pouco meu machado sob o pulso dele e decepo o mesmo.
- Blake, quantos minutos temos? – pergunto, ignorando os gritos céticos do idiota que sangrava ao meu lado.
- Quatro minutos e meio. - fala Harley, revirando os olhos. - Já não tenho mais a quem matar. – bufa, cruzando os braços emburrada.
Ela havia matado os demais que estavam na mesa, creio que meu foco em torturar o alvo me fez não prestar atenção no feito de Harley Quinn.
- Markov, fala logo onde está o pen drive! Aí eu te mato e acabaremos com isso! – falo, completamente entediada.
Ele já não conseguia responder devido à quantidade de dor que sentia, mas seu olhar e sua áurea agora me interessavam, ambas continham medo. Ele usou o resto de força que tinha e levou sua única mão ao bolso esquerdo de sua calça e apontou para o mesmo, logo meu irmão se aproximou de nós e pegou o pen drive dentro do bolso do mais velho.
- Bom velhote, poderíamos ter evitado isso tudo. – digo, me levantando enquanto Harley pega o pen drive com Victor.
Com a ponta de cima de meu machado, perfuro os dois pulmões do velho, um por vez enquanto o vejo ofegar procurando por ar. Ao mesmo tempo em que já se podia ouvir um helicóptero se aproximando.
- Vou distrair seja lá quem for, vejo vocês lá em cima! - diz Harley, e logo sai dali.
Sem aviso prévio, decapito a cabeça do velho semi morto, acabando logo com sua inútil existência e tomando sua alma para meu machado, assim que sua essência penetra meu machado, me sinto de certa forma mais poderosa.
- , eu tenho duas coisas para te contar! - falou Victor, e eu assenti desmaterializando meu machado.
- Pode falar! – falo, tirando os óculos e o guardo no bolso do sobretudo que eu usava.
- O dispositivo que a Waller colocou em você, só te causou dor. Mas não explodiria em momento algum, mesmo que você desertasse. - diz ele, e eu o olho sem entender e desacreditada.
- Como assim? Está me dizendo que eu posso desarmar a bomba que a vaca Waller implantou na minha cabeça? – pergunto, o olhando.
- Assim como você desmaterializa e materializa armas, você desmaterializou o explosivo, Waller só pode te causar dor, mas isso a gente pode desarmar também. - diz ele e sorrio, eu não precisava voltar para aquela prisão, nem muito menos precisaria obedecer as ordens da vaca velha novamente.
- Isso é perfeito! – falo, sorrindo e então uso o sangue de Markov e começo a fazer a marca da equipe na parede, desenho uma carta de baralho com um valete de paus e ao lado "G21", também com sangue.
- Precisamos ir embora, antes que os suicidas apareçam aqui! - diz ele, e eu mordo o canto do lábio.
- Você vai, eu só vou atrasar e você tem que esconder os três novamente, fingirei que não sei que não tenho mais a bomba. Quero ver o que tem naquele pen drive e te darei tempo para fugir! – digo, o olhando.
- Ok, tome este ponto eletrônico, ele é indetectável, Waller não descobrirá que você está com ele. - diz Victor, me entregando um ponto e logo me abraça forte, retribuo da mesma forma e logo o vejo sair da sala.
Suspiro e coloco o ponto eletrônico em meu ouvido, me dirijo à saída e saio da sala, dando de cara com Flagg, Grayson, Diablo e Katana, que iam entrar na sala.
- Acharam que eu iria fugir ou vieram garantir que ninguém saberia que eu estava fora da prisão? – pergunto, sorrindo sínica.
- Vamos logo embora, a polícia está vindo ai! - diz Katana e eu reviro os olhos.
- Vamos, já acabei mesmo aqui! – digo, dando de ombros e subo as escadas para o telhado.

Estava bem tarde e ainda não havíamos chegado em Belle Reve, eu estava quase adormecendo no banco que estava sentada quando de repente ouço uma voz tão bem conhecida.
- Olá querida, pronta para brincar? - olho com um sorriso infantil e macabro para a janela.

Capítulo IX - Speak...

- Aandonov, quais foram minhas ordens? - Waller já me esperava na sala de reuniões. Eu não me importava com a bronca agora que sabia que poderia ser livre e não precisava mais aguentar ela viva. Por outro lado, eu iria querer brincar um pouco, até reduzir minha pena de forma que eu possa fazer a mesma subir futuramente.
- Aandonov, eu estou falando com você! Me responda agora. - ela ordena e eu permaneço sentada na cadeira, encarando o nada com um sorriso levemente macabro em meus lábios.
- Ela está quieta desde que saímos de Sóchi. - a voz de Flagg soa, me fazendo levantar o olhar para ele.
- Mais alguma coisa ou posso voltar para a minha sela? – pergunto, enquanto me levantava da cadeira, paro de encarar o nada e olho para Waller, que particularmente era o mesmo que encarar o nada. Se bem que o nada real é mais interessante e bonito do que o nada da Amanda... Alguém aí entendeu meu raciocínio? Sim? Meu amigo, então o Arkham tem uma vaga para você!
- Ainda não. Preciso dar um comunicado. - a velha desgraçada diz, e em resposta apenas dou de ombros e me sento de volta, arrumando o sobretudo que eu ainda vestia.
Não demorou muito para que todos os membros da equipe adentrassem a sala e se sentassem em suas cadeiras. Juro que se não fossem vilões, aqui pareceria a sala de reuniões dos sete fundadores da Liga da Justiça, não que eu já tivesse ido lá, mas já estive lá, óbvio que não como heroína, olha para mim, eu não tenho vocação de heroína.
- Pode falar, Waller! - Floyd pede, e eu suspiro entediada.
- Bom, já que estão todos aqui... Eu queria comunicar que não tardará a terem sua próxima missão. Porém, por algum motivo - Ouço Waller falando, mas logo minha atenção é tomada por outra voz.
"- Um passarinho me contou que sua pena foi reduzida, acho que recuperar uns anos enquanto perde outros não fará mal, certo?" - logo em seguida ouço sua risada e rio junto.
Sorrio de lado, era tão interessante o quanto a voz nunca mudará, tanto pessoalmente quanto por outros meios.
- Não fará nada mal! – respondo, baixo.
- Ela quem? Eu estava respondendo as vozes, não a vocês. – digo, os olhando sem entender. Eles parecem pensar por um minuto e logo Waller se pronuncia.
-Tenho uma reunião com o presidente, irei me retirar... Flagg, assim que acabarem, tem uma consulta com uma psiquiatra mandada pelo Senhor Wayne. - A velha fala e sai da sala, suspiro.
- Aquela psiquiatra é tão chata, não tenha pressa em acabar aqui... – falo, entediada.
- Ok, não temos mais nada a tratar... Quero falar a sós com . - reviro os olhos ao ouvir Ricky, e então todos saem da sala, só permanecendo eu e ele.

Após minutos nos encarando naquele entediante silêncio, me irrito.
- Sei que ainda sou perfeita, mas teria como falar o que você quer? - me pronuncio, batendo levemente minhas unhas na mesa.
- Eu não queria conversar sobre isso aqui, mas não tem outro lugar então... - ele suspira antes de continuar. - Eu realmente sinto muito por ter te entregue aquela noite, jamais imaginei o que eles faziam com você ou muito menos pensei que seria doloroso te entregar, foi a mais difícil e também a pior escolha que fiz na minha vida, se...
- Se soubesse que eu me tornaria pior do que já era? Flagg, por que eu iria te perdoar se olhar pra você e ver seu remorso quando me olha é melhor? Por favor, né, querido, seja menos! – digo, cínica e dou de ombros. - Nem se desculpe, adorei o que me tornei. Só odiei o fato de ter sido enjaulada por três anos.
Ele ficou incontáveis minutos, talvez uns três ou quatro, me encarando completamente desacreditado no que eu havia dito. Acho que ele não esperava que eu falasse isso, mas fazer o que, esta sou eu.
- Você sabe que não é verdade, né? Eu sei que a que eu conheci ainda está ai... - Flagg começou a falar, dando certeza a cada palavra. - Eu sei que a mulher que conheci no bar ainda está aí dentro, a mulher por quem me apaixonei, que me amou e tenho certeza que ainda me ama, a mulher de quem fui o primeiro... - ele começou a vir em minha direção. - Sei que minha está aí dentro, agora olhe nos meus olhos e diz que eu estou errado.
Sua proximidade era tanta que eu sentia sua respiração quente, ele sabia como mexer comigo, mas quem ele queria, poderia estar dentro de mim, entretanto está adormecida e morrendo, deu ar a outra mulher. Eu não consegui dizer nada, apenas segui o impulso e tomei seus lábios com voracidade e paixão, dando um beijo nele que há muito não dava.

Já havia voltado para minha sela e já estava com meu uniforme de presidiária, meus óculos de grau, lendo um livro sobre mágica e ilusionismo.
- Ruiva, o que houve que você está toda estranha? - a voz da loira da cela à frente fez com que eu parasse de ler o livro para prestar atenção nela.
- Eu beijei o Flagg. – falo, como se fosse a coisa mais normal do mundo pra mim, talvez na verdade fosse... anos atrás.
- Reataram? Já estava na hora, eu estava cansada de te ouvir reclamando dele, só não mude por ele. - Harley diz, parando de ler seu livro de romance erótico.
- Nunca mudarei por ninguém. E bom, estamos indo devagar. – digo, dando de ombros. - Assim está ótimo, estamos sem pressa.
Logo um dos guardas aparece e me encara.
- Catastrophe, visita para você. - o guarda fala, e abre minha cela.
- Uma psiquiatra não é considerada uma visita... – falo, colocando meu livro na cama e me levanto, logo caminhando em direção à saída da cela.
- Não é a psiquiatra. - assim que ele diz isto, arqueio a sobrancelha levemente surpresa.
- Então quem é? - pergunto.

- Ora, mas se não é Bruce Wayne? – falo, sorrindo irônica, já encarando a figura engravatada à minha frente na sala de visitas.
- , é bom ver que ainda está, viva! - diz ele e eu assinto levemente com a cabeça.
- Apesar da bomba na minha cabeça, ainda não morri, acho que devo ser uma importante peça a Waller, já que a vadia não me matou ainda. - sorrio levemente insana e logo me recomponho. - Minha pena foi reduzida, sabe que se eu conseguir diminuir todos os meus anos, eles terão que me soltar, né?
- Sim, eu sei, é por isso que estou aqui. - ele diz, e eu coço minha nuca. - Eu vim fazer um convite a você, andei sabendo que está melhorando sua raiva e sua sanidade está quase toda restaurada, então eu queria te dar a chance de recomeçar quando você sair daqui. O que acha? Você poderá ir morar com sua cunhada, seu irmão, sua sobrinha e...
- Eu já entendi, Bruce. - o interrompo, antes que ele terminasse a frase. - Mas você sabe que mesmo que eu zere minha pena, Waller dará um jeito de me manter aqui, não sabe?
- Farei com que isso não aconteça caso você continue melhorando. - após ele dizer isso, seu mordomo aparece.
- Patrão Bruce, temos que ir, o senhor tem uma festa beneficente para ir. - Alfred estava cada vez mais velho, era engraçado como ele ainda não havia morrido.
- Tudo bem, já estou indo. Obrigado, Alfred. - Bruce fala, e então Alfred sai novamente. - Bom, preciso...
- Se cuida, morcegão! – digo, baixo, sorrindo lateralmente e aceno para ele.
Sim, eu sabia a identidade secreta de Bruce Wayne igual ele sabia do meu maior segredo, não foi difícil descobrir, quando notei semelhanças na voz, altura, detalhes e claro, a áurea dele. Ou o fato de que só o Morcego sabia do que aconteceu comigo quando fui presa e Bruce me ajudou a "sobreviver" ao primeiro ano naquela cela escura de Belle Reve.
Depois que Bruce saiu, voltei para a minha cela e permaneci deitada na cama, lendo o livro que eu estava a ler antes da ilustre visita. Porém, minha mente ia para um mundo paralelo, onde eu só conseguia pensar em uma coisa. Quando veria ele de volta.

Capítulo X - My Wish!

Flashback On

- Talvez tenha chegado a hora, minha cara Cata's. Ele tem que morrer. - ouço Mr. J falar, enquanto brincava com sua faca.
- Mas agora? Mr. J, ele não é ameaça para nós. E se ele tentar algo, sabe que morrerá de imediato. – respondo, calmamente, enquanto tomava um pouco do uísque que continha em meu copo.
- Docinho, você sabe o que faz, porém estou achando que você está voltando à sua sanidade plena. - diz Mr. J e eu rio um pouco insana.
- Tão sã quanto a Quinn. Adoro suas piadas, Mr. J, mas não estou voltando a ser normal. Ainda sou a Catastrophe. – digo, me recompondo e logo me ajeito na cadeira. - Irei matá-lo quando eu notar que ele está me enfraquecendo. Fique tranquilo, ele vai morrer. Servirá de aviso a Waller, para a vagabunda ver que não pode tentar me controlar.

Estava terminando de trancar a porta do quarto de hotel que eu estava hospedada quando sinto um forte enjoo, seguido de uma leve tontura e suspiro, me apoiando na mesa ao lado da porta. Era a quarta vez naquela semana que eu tinha esses sintomas.
- ? - ouço a voz de Ricky vindo do banheiro do quarto e sorrio fraco após me recompor.
- Quem mais seria? – falo, me aproximando da porta do banheiro.
- Onde você estava? - ele pergunta, após terminar de colocar sua jaqueta.
- Eu? Espairecendo um pouco. – respondo, dando de ombros. - Não avisei, porque você dormia parecendo um anjinho.
Me afasto do banheiro e sigo até a janela do quarto.
- Você anda diferente nos últimos dias, mais distante. - ouço-o em um tom estranho e observo ele sair do banheiro. - O que houve?
- Nada, Ricky, estou como sempre, nada de diferente. Você deve estar se acostumando, por isso acha que estou estranha. – digo, voltando a olhar a rua através da janela.
- Andou falando com o Coringa, não é? Você sempre fica distante quando fala com aquele lunático. - após ouvir essas palavras saírem de sua boca, trinco o maxilar e passo a mão em meu cabelo.
- Lunático? Ele é extraordinário, não lunático. – retruco, cruzando os braços e me viro para ele. - E sim, me encontrei com ele. Mas não conversamos nada demais.
- Tem certeza? Você tem melhorado desde que parou de ver ele. - após o escutar, balanço a cabeça negativamente.
- Melhorado? Ricky, você acha que eu deixei de ser quem eu era só porque você entrou na minha vida? Para. – falo, rindo irônica, descruzando meu braços e passando minha mão em meus cabelos. - Talvez ele esteja certo. Talvez você já tenha passado da hora de morrer.
- , o que está dizendo? Vai me matar depois do que vivemos, só porque aquele doente disse que eu tenho que morrer? Você é melhor que isso. - diz ele, me observando desconfiado.
- Se vou te matar, não será porque o Coringa mandou, vou te matar porque você se tornou uma ameaça para mim, Flag. – falo, sigo para a porta e a destranco.
- Me perdoe, ... - apenas ouço sua voz antes de sentir uma agulha furar meu braço e a escuridão me tomar.

Flashback Off

- , você tem uma licença de um fim de semana fora da prisão. - ouço a notícia da boca do próprio Bruce Wayne e sorrio fraco.
- Que ótimo, três dias fora do inferno. Como conseguiu isso? – pergunto, me encostando em uma parede.
- Digamos que com suas melhoras e redução de pena extraordinária, eu consegui que o juiz desse essa licença. Porém, você ficará em observação com um policial no seu pé. - o ouço e assinto.
- E quem será? – pergunto, olhando minhas unhas.
- Será o Flag, preciso de alguém de minha confiança no seu pé. - Waller fala, entrando na sala onde estávamos. - Nem tente fugir, Aandonov.
- Não tentarei, velha. – respondo, dando de ombros.

- Até gostei daqui. – digo, me jogando no sofá da casa super protegida onde eu estava. Nem mesmo por um fim de semana Waller me deixava ser livre.
- É, a vista é para o mar é linda. - ouço Flag e sorrio de lado.
- Sim, é. – digo, o observando se sentar ao meu lado. - Vou preparar um banho, quer vir?
Sorrio maliciosa com tal proposta.
- Vai preparando... eu já subo. – digo, calma e recebo um selinho, seguido de uma leve mordidinha provocante no lábio.
- Não demora. - dito isto, ele sobe e eu me levanto, tirando meu sapato.
Começo a desabotoar minha camisa xadrez e logo em seguida minha calça.
"- Já comentei o quanto você fica sexy tirando a roupa?" - ouço uma voz um pouco rouca, seguida de um riso macabro em meu comunicador super secreto.
- Não, é a primeira vez que você comenta isso... - o respondo, enquanto tiro a camisa.
"- Hmm... achei que era óbvio, por isso não comentei..." - ouço sua resposta e rio um pouco insana. - "Vai ficar todo o fim se semana aí presa?"
- Não... posso ir a qualquer lugar, desde que meu "segurança" vá comigo. – digo, e faço biquinho triste.
"- Bom, que tal você ir com ele para Gotham? Tem uma boate nova que você iria adorar conhecer... - ouço sua resposta e rimos juntos.
- Adorei a ideia... – respondo, sorrindo.
- Que ideia? - levo um pequeno susto ao ouvir a voz de Ricky atrás de mim.
- Ah... a ideia que eu tive. Que tal irmos para Gotham? – digo, me virando para ele e sorrio. - Quero aproveitar meu fim de semana livre ao máximo.
- Hmm... - ele finge pensar e eu mordo o lábio, sentindo suas mãos apertarem firmemente minha cintura, me fazendo arfar baixo. - Adorei a ideia, ruiva.
Sorrio de lado, passando minhas mãos por seu peitoral nu.
- Sabia que você ia gostar. – Retruco, sorrindo e logo o beijo.

Depois de quase duas horas tomando banho, saímos do banheiro ainda aos beijos.
- Vai querer jantar o quê? - Rick pergunta, entre o beijo.
- Não sei, me contento com você mesmo. – respondo, arranhando levemente sua nuca.
O sinto sorrir entre o beijo e então logo ele tira a minha toalha e me joga de forma delicada na cama, subindo por cima de mim em seguida, logo beijando e mordiscando meu pescoço, me fazendo gemer baixo e me arrepiar por inteira. Desço minhas mãos por seu corpo, já puxando a toalha de sua cintura, fazendo com que ele ficasse nu novamente, beijo seus lábios com desejo e nos viro na cama, ficando por cima...

Capítulo XI - Welcome to Gotham City!

Eu estava na sacada do quarto, ficava observando o céu enquanto pensava nos próximos passos que eu daria. Pensava seriamente em acabar com a Waller da forma que ela mais temia nesse mundo, mas ainda esperaria um pouco, já que agora eu mesma era dona do meu destino e não aquela vadia velha, então ela não tinha mais utilidade alguma.
- Bom dia... - ouço a voz levemente rouca de Rick, logo os braços do mesmo dão a volta em minha cintura, me envolvendo em uma abraço, e logo sinto seu beijo em meu pescoço.
- Bom dia! – respondo, sorrindo fraco e sonolenta.
- O que quer fazer hoje? - pergunta ele, eu me solto do mesmo e mordo o canto do lábio, me virando para vê-lo.
- Quero ir a Gotham! - Vejo a careta que o mesmo faz e suspiro. - O quê? Só quero aproveitar meus três dias fora da Belle Reve do meu jeito, mesmo não machucando pessoas... Sou maluca, mas não estou afim da Waller explodir minha cabeça. – digo, dando de ombros. - Está perfeito estar aqui com você, mas eu realmente quero ficar esses dois dias sozinha, prometo que amanhã até o anoitecer eu volto. – peço, sincera, o olhando nos olhos.

Ligação On

- , e ele acreditou? - Victor pergunta, desacreditado.
- Creio que sim. - respondo. - Afinal, olhei nos olhos dele e falei com a minha maior sinceridade. – digo, um pouco manhosa e rio enquanto dirigia.
- Assim ele também não complica! - Victor diz, fingindo tristeza e logo gargalha.
- Ele confia demais em mim, meu querido irmão – respondo, chegando finalmente às dependências de Gotham. - O problema é que todos realmente acham que eu mudei. – comento, sorrindo lateralmente e me dirigindo ao tão conhecido caminho que jamais alguém conseguiria me seguir.
- É, eu ouvi dizer... acham que você está normal! - diz Victor, e sinto um incômodo na garganta.
- Odeio essa palavra! – reclamo, entredentes.
- Então não deveria deixar que pensassem isso. - ele retruca. - A menos que realmente esteja voltando ao seu normal.
- Eu. Não. Sou. Normal! – digo, pausadamente, já irritada. - Normal é chato, só quero poder sair de Belle Reve.
- Bom, agora você tem a oportunidade. Sem a bomba, se quisesse estar fora de lá, já estaria. - ele responde, sincero, odiava toda essa sinceridade. - Flag realmente está te mudando, não que eu ache ruim. Te amo de qualquer jeito e sempre te apoio, irmã, mas sinceramente? Você sabe que com essa mudança, redução de pena e a ajuda do morcegão, você pode sair daí oficialmente em dois anos.
- , eu cansei desta conversa. Preciso desligar, já estou chegando na casa dele e você sabe, ele odeia interrupções! – digo, estacionando na frente da mansão tão conhecida no meio do nada de Gotham e desligo o carro.
- A Quinn surtaria se soubesse... - comenta ele.
- A Quinn está muito bem conformada com o Pistoleiro. – retruco, rapidamente. - Também te amo, . Tchauzinho, irmãozinho.
- Tchauzinho, irmã. Vê se vem nos visitar, o pequeno pergunta de você sempre. - ele responde, desvio o olhar e apenas desligo sem responder.

Ligação Off

Largo o celular no carro e me dirijo para a entrada, logo vejo uns caras de preto e armados parados em volta da casa em pontos estratégicos e dou de ombros. Caminho até a porta, porém sou barrada por um deles.
- Opa, docinho, o que quer aqui? Lugar errado, sabia? - o cara diz, me olhando de cima a baixo de forma maliciosa e reviro os olhos. - Pedirei só uma vez para que se retire...
Rio alto de forma um pouco histérica e depois o encaro séria.
- Que tal pedir para o seu chefe? – pergunto, arqueando uma das sobrancelhas e logo me aproximo de seu ouvido e dou uma leve mordidinha. – Sabe, o Coringa odeia que um idiota afronte ou toque em sua pequena aprendiz e protegida. – sussurro, de forma sexy e logo me afasto. - Ou me leva até ele, ou contarei que tentou abusar da minha pobre inocência, e que tentou brincar com um brinquedo dele. E você sabe que o Coringa não divide os brinquedos dele, não é? – pergunto, arqueando a sobrancelha de forma sugestiva.
Logo o homem me olha de forma assustada e se afasta pelo menos um metro.
- Arlequina? - pergunta ele, e eu reviro os olhos.
- Não, seu babaca... – reclamo, projetando meu machado. - Sou Catastrophe. Por acaso tenho cara de louca? – reclamo, irritada, me divertindo com o medo que ele estava sentindo. - Não vou dizer de novo, me leva até seu chefe ou eu mesma te matarei, da forma mais lenta possível. E devo dizer, cada pessoa que eu mato deixa sua alma presa ao meu machado. Fora que eu nunca mato antes de esquartejar. – digo, sincera e decidida.
Logo o cara desiste de me impedir e abre a porta para que eu entre.
- Ótimo, você lembrou quem sou eu agora, querido? – digo, irônica e entro fazendo meu machado desaparecer.
Caminho pelo longo corredor, sendo guiada pelo cara que havia me barrado.
- Queridinho, não precisa me guiar. Eu conheço esta casa de cabo a rabo. – reclamo, revirando os olhos entediada, porém ele me ignora e continua caminhando, apenas bufo e o sigo. Até que finalmente chegamos à porta do escritório tão conhecido. Sorrio, encarando a grande porta dupla à minha frente e lembro da primeira vez que adentrei ali.

Flashback On

Hoje eu completava meus dezesseis anos, grande coisa certo? Certo! Eu estava na nova mansão do Coringa e da Arlequina, em meu novo quarto para ser mais precisa. Morria de tédio enquanto ficava assistindo TV.
- Viczinha, o Puddin quer falar com você. Ele tem um presente lá no escritório dele. - Arlequina entra em meu quarto já proferindo tais palavras e então rapidamente me levanto.
- Vamos? – pergunto, animada a olhando.
- Vamos! - diz a loira, de forma histérica e sai saltitando.
Apenas rio e saio saltitando logo atrás. Seguimos para o escritório dele, tal lugar que eu não tinha tido a oportunidade de entrar ainda. Ao parar em frente à grande porta dupla, Arlequina abre a mesma.
- Coringuinha, ela está aqui... - cantarola Arlequina, com um sorriso bem grande e entrando na sala.
Entro no escritório e observo cada detalhe, ele era todo em roxo bem escuro e com detalhes verdes, era bem interessante.
- Pequena , como está sendo seu aniversário? - a voz do Coringa me tira do pequeno transe hipnótico que eu me encontrava.
- Bom, está sendo completamente chato, Sr. C. Fiquei o dia inteiro naquele quarto! – respondo, fazendo biquinho.
- Que triste, não? Então que tal melhorarmos ele? - perguntou ele, e então o encarei com um pouco de dúvida. – Bom, minha querida, hoje você sairá desta casa e conhecerá a boate do titio Coringa. Comemoraremos seu aniversário. - ele completa, e eu sorrio animada, batendo palminhas freneticamente.
- Obrigada, Sr. C! Estava achando que comemoraria mais um aniversário trancada em um quarto e sozinha... - comento. - Mas vejo que não! – digo, e logo em seguida rio alto.
- Bom, Arlequina lhe ajudará a escolher uma roupa. - comentou ele, e logo se senta em sua cadeira. - E claro, Victor e Kyle também estarão lá, com um presente que eu mesmo encomendei para você! Tenho certeza que adorará.
Coringa me encarava com seu olhar penetrante, sabia que quando ele olhava daquele jeito ele tentava me ler.

Flashback Off

Empurro levemente as portas as abrindo e logo adentro o local.
- Está exatamente como eu me lembrava. – digo, sorrindo um pouco maliciosa, olhando ao redor enquanto caminhava para dentro do escritório.
- Ainda lembro quando você entrou aqui pela primeira vez, toda maravilhada com a decoração. - sua voz soou próxima ao meu ouvido direito e então mordo o lábio ao sentir um leve arrepio por minha espinha. - E também lembro das vezes em que conversamos aqui.

Flashback On

Seus beijos se tornavam mais urgentes e logo ele jogou os objetos que estavam em cima da mesa no chão e me sentou na mesma, sem parar de beijar e morder meu pescoço enquanto minhas mãos desabotoavam sua camisa com agilidade.
- Às vezes você brinca com fogo, Cata's. - ele sussurra, enquanto rasga meu vestido, me deixando sob peças íntimas.
- Eu adoro brincar com fogo, Mr. J. – respondo, logo voltando a beijá-lo e colo nossos corpos enquanto entrelaço minhas pernas em sua cintura.

Flashback Off

- Bons tempos eram aqueles, você não tinha o coronelzinho na sua vida - o mesmo comenta, passando por mim e se sentando em sua cadeira enquanto ria de forma macabra. Coringa não havia mudado em nada, ainda com o mesmo cabelo, mesmas tatuagens, mesma beleza, mesmo sorriso macabro. Ele ainda era o príncipe palhaço do crime que havia me tirado do Arkham.
- É, alguns erros do passado que tenho certeza que sabe que retomaram agora – respondo, me dirigindo a uma mesa de bebidas e servindo uísque para nós dois, logo levando seu copo até ele.
- Sim, mas você já deve saber que seu queridinho está com você ao mesmo tempo que está com ela? - eu sabia exatamente sobre quem o Coringa se referia.
Ele pega seu copo e logo toma um gole da bebida, enquanto eu me sento na cadeira em frente à mesa e tomo um gole da minha bebida, havia ficado incomodada com tal comentário.
- Richard não seria um canalha a esse ponto. Não creio que ele ainda estivesse com ela. – respondo, desviando o olhar. Apenas permaneço quieta terminando minha bebida, não tinha resposta contra aquilo porque nunca me preparei para responder esse tipo de questionamento.
- Sabe, Cata's. Se você duvida tanto que o seu protegido é tão fiel assim, por favor, ligue para ele. Use meu celular, ele não precisa saber que é você! - Coringa completa, me entregando seu celular, mordo o lábio e então pego o celular e disco o número do celular do Flag.

Capítulo XII - Just Mine I

Duas horas atrás...

Ligação On

- Irmã, o que houve? - Victor pergunta, atendendo ao celular.
- Está tudo bem, irmãozinho, só liguei para pedir que pegue as crianças e minha cunhadinha e se escondam em um lugar onde Waller jamais encontrará vocês! – falo, entredentes enquanto limpava meu machado.
- Ok, o que está aprontando? - pergunta ele, calmamente.
- Nada, preciso que estejam seguros quando o circo pegar fogo! - aviso. - Farei algo que chamará a toda a atenção do Força Tarefa X para cima de mim e Waller sabe como ferrar com a minha vida, então se for preciso, matem qualquer um! Incluindo o Flag.
- Enjoou do brinquedinho? - pergunta ele, porém não espera minha resposta. - Tudo bem, estamos em segurança, nada nos acontecerá!
- Assim espero. E bom, aconteça o que acontecer, foi melhor assim. – falo, e logo me despeço. – Tchauzinho, maninho, entro em contato assim que possível! - desligo sem esperar por sua resposta.

Ligação Off

Após isso, desligo o celular e respiro fundo, tentando esquecer a voz daquela vagabunda possuída no celular dele. Aquele traidor me pagaria muito caro, Flag havia mexido com fogo mais uma vez e a diferença é que ele sim se queimaria desta vez.

Flashback On

Algumas horas mais cedo...

- Sabe, Cata's. Se você duvida tanto que o seu protegido é tão fiel assim, por favor, ligue para ele. Use meu celular, ele não precisa saber que é você! - Coringa completa, me entregando seu celular, mordo o lábio e então pego o celular e disco o número do celular do Flag.
- Alô? Celular de Rick Flag, quem gostaria? - ouço a voz irritante dela. Realmente, ele estava com ela. - Alô? Quem é? Tem alguém aí?
Estava tão possessa de raiva que logo não me importei com o que fiz no minuto seguinte.
- Magia... – sussurro, invocando a bruxa. - Magia... - repito o encantamento enquanto olho vazio para o nada do chão à minha frente. Sabia o quanto a feiticeira queria Flag morto e não ligaria se ela o matasse.
Logo desligo e entrego o celular para o Coringa.
- Sabe, ninguém me trai e sai livre dessa. – digo, entredentes, e logo engulo qualquer tipo de choro que quisesse sair. Eu era Catastrophe, não tinha sentimentos, não tinha compaixão, era apenas louca e má.
- E então, querida, odeio ser sem graça, mas eu te avisei que ele não prestava. - ele diz, me encarando com total razão em sua face e logo me sento em sua mesa.
Era cômico isso vir do Coringa, até engraçado... e foi isso que me arrancou um sorriso fraco.
- Amanhã preciso voltar para Belle Reve, sabe, um trato que eu fiz com o morceguinho. – respondo, fazendo careta. - Fora que ainda temos aquele plano em mente.
- Vai querer seguir com ele? Você já está livre. Posso fazer sozinho, você sabe. - ele diz, e abre seu sorriso macabro.
- Eu preciso, destruirei o Esquadrão de dentro para fora. Quinn não estará lá quando isso acontecer, então precisa de olhos e ouvidos lá dentro. – respondo, desmaterializando meu machado.
- Como quiser então, querida Cata's. - ele responde.
- Bom, agora me arrumarei, preciso de mais diversão. – digo, sorrindo maliciosa.

Flashback Off

perambulava pela boate e sentia o olhar malicioso de todos os homens sob mim. Não dava tanta importância, mas precisava de diversão. Logo sinto meu celular vibrar e o nome do Rick aparecia na tela, suspiro revirando os olhos e logo cancelo sua ligação, me escoro no balcão e encaro o garçom.
- Uma bebida bem forte, docinho. – peço, e mordo o lábio de forma sexy.
Ele apenas assente e logo vai preparar meu pedido, enquanto isso movo levemente meu corpo ao ritmo da música, porém logo sinto duas mãos apertarem levemente minha cintura e seus lábios se aproximarem de minha orelha.
- Olha só, a menininha de ouro do Coringa resolveu aparecer... - ouço sua voz e mordo o lábio sorrindo.
- Um bom filho à casa torna, não é mesmo, Ravan? – digo, sorrindo maliciosa e logo me viro para o mesmo, passando meus braços em volta de seu pescoço.
Ele nada diz, apenas aproxima seus lábios dos meus e quando íamos começar um beijo...
- Catastrophe, o chefe está te chamando. - ouço o homem e reviro os olhos logo em seguida olhando para a figura, que parecia um armário de tão grande que era.
- Eu estou ocupada, não vê? – reclamo, irritada, me soltando de Ravan e logo pego minha bebida. - Daqui a três horas te encontro no seu apartamento, gatinho, amanhã eu tenho que voltar para aquele covil no meio do nada.
- Te esperarei. - ele responde rapidamente e logo toma meus lábios para um rápido beijo. – Tchau, gata!
Apenas sorrio e saio andando com minha bebida. Sigo em direção à área que o Coringa ficava e entro, ignorando completamente os capangas dele.
- Chamou, Coringuinha? – pergunto, mordendo o canto do lábio enquanto tomo um gole de minha bebida.
- Querida, não me chame assim - ele diz, arqueando a sobrancelha.
- Por quê? Você adora quando digo isso em quatro paredes. – respondo, maliciosa.
- Apenas em quatro paredes - ele responde, com seu sorriso malicioso bem vistoso.
Rio logo em seguida e arqueio a sobrancelha.
- Então, o que houve? – questiono, curiosa.

- Uhu! – grito, levantando meus braços para o alto enquanto ele acelera seu carro.
Uma arma já se encontrava materializada em minha mão enquanto meu braço estava para fora do carro e eu dava tiros para o alto, sem me importar se pegaria em alguém. Aquela sensação de liberdade que eu não sentia há três anos era tudo o que eu precisava para lembrar quem eu era e meu propósito no mundo.
- Senti saudades disso! – comento, completamente animada, já avistando um galpão bem grande. - Hora de brincar? – pergunto, mordendo o lábio e saindo do carro.
- Tenho uns assuntos importantes ali para resolver, então pensei que iria adorar vir comigo como nos velhos tempos. - ele responde, saindo do carro.
- E, mais uma vez, acertou em cheio, Mr. J! – respondo, arrumando minha gargantilha e logo sinto meu corpo ser prensado contra a porta do carro.
Levanto meu olhar e logo encontro o olhar dominador do Coringa sob mim e logo seu rosnado bem próximo ao meu ouvido, fazendo um forte arrepio subir em minha espinha.
- Fique longe do Ravan, docinho, já deixo você com aquele coronelzinho. Não dividirei com aquele babaca também. - o ouço em tom sério e ameaçador e logo mordo o lábio, passando minhas mãos por seu peitoral.
- Ciúmes? Mr. J, eu não sou seu brinquedinho, não sou a Harley. – digo, mordendo o lábio e olhando em seus olhos.
- Sou o Coringa, você é o que eu quiser que seja, docinho. - dito isso, ele me solta e sai andando como se nada tivesse acontecido.
Fico pensativa sob suas palavras e logo sorrio maliciosa.
- Gosto dele. – falo comigo mesma e o sigo saltitando.
Só o Coringa para me fazer esquecer que eu teria que olhar para Flag novamente. Com ele o tempo parecia mais surreal...

Capítulo XIII - Just Mine II

{ Música: Kehlani – Gangsta }

Após adentrarmos o galpão, observo as armas que haviam ali dentro e logo vejo um dos soldados que trabalhavam com Flag no Força Tarefa X amarrado pelos braços e coço a nuca fazendo careta reprovadora.
- Ops... - falo comigo mesma, ao ver que o mesmo me reconheceu.
- Querida, descobrimos que estava sendo seguida. - Coringa diz, parando em frente ao homem. - Parece que seu queridinho não confia em você.
- Verdade... isso me magoa profundamente, sabe, chefinho? – digo, fazendo expressão de tristinha.
E então me aproximo e observo o rapaz amarrado.
- Foi o macaquinho do seu chefe que te mandou, querido? Respostas sinceras fazem você viver mais. Só lembrando, claro! – falo, já materializando meu machado.
- Sim, ele mesmo ia vir, mas houve um problema com a Doutora Moone e ele me mandou em seu lugar. - o homem responde, rapidamente e eu solto um rosnado ao ouvir o nome dela.
- Então ele não confia em mim e foi me trair com aquela magrela sem sal – comento, desapontada e enciumada. - Posso com isso, Mr. J? Quem não confia em mim? Sou a pessoa mais confiável da face da terra, até o Coringa confia em mim. – reclamo, inconformada.
- Foi o que eu disse, ele não te merece, nem confia em você! - Coringa responde, se sentando em uma poltrona roxa que tinha ali.
- Isso me deixa completamente irritada... E sabe o que acontece quando eu me irrito? – pergunto, olhando o prisioneiro nos olhos enquanto aproximo meu machado.
- Por favor, não me mate... - ele pede, apertando seus olhos e morrendo de medo.
- Eu não mataria o amigo do meu namorado, querido, que tal jogarmos? Se me responder tudo, te deixo em paz para voltar de onde veio. – digo, o olhando sincera e ele apenas assente. – Bom, então comecemos.

Meia hora depois...

- Ok, muito bem. Próxima pergunta. – digo, andando de um lado para o outro. - Sendo amigo do Rick, sei que você sabe da vida pessoal dele. Então, o que aconteceu nesses últimos três anos?
- Ele... ele conheceu a Doutora Moone a mando de Amanda Waller, por causa que a doutora tinha a feiticeira dentro dela. Mas o Coronel acabou se apaixonando por ela e se envolvendo. - o cara diz, tremendo de medo. - Por favor, Catastrophe, me deixa ir.
- Calma, querido, estamos nos divertindo apenas. – digo, calma, o observando, então mais uma vez era culpa daquela velha mau comida. - Então o relacionamento do Rick e daquela asmática se baseia em quê?
- E... eu não sei, ouvi dizer há um ano que estavam morando juntos e os soldados chegaram a comentar sobre um casamento, algo do gênero, eu não sei de mais nada, eu juro. - ele diz, já com algumas lágrimas em seus olhos.
Casamento? Com aquela coisa? Ele não seria capaz... No entanto, já duvidei muito do Flag e agora estava na minha hora de brincar. Uma criança dentro de mim queria chorar, a adolescente dentro de mim queria gritar, porém a assassina queria ver sangue e queria vingança.
- Está certo, soltem ele. – digo, calma e rapidamente. - Trato é trato!
Logo os capangas do Coringa soltam o homem e o mesmo se levanta rapidamente.
- Tem mais uma coisa - ele diz, com a voz quase falhando. - Waller vai recrutar a Magia!
Oi? Como assim? Recrutar aquela vadia? Era pedir para ter uma guerra interna, isso era baixo demais. Waller queria brincar comigo, só pode.
- Só quero que dê um único aviso ao Rick – digo, calmamente, o observando.
- Po... pode falar. - ele gagueja, me olhando com os olhos arregalados.
- Quero que diga... - no minuto seguinte, movo meu braço, cortando sua cabeça com meu machado, vendo sua alma se prendendo à lâmina de minha arma e seu corpo cair inerte ao chão. - Diga a ele que caçarei a vadia até os confins do inferno.
Logo percebo que meu corpete havia sido manchado de sangue, solto um grunhido completamente irritada e começo a golpear o corpo caído à minha frente.
- Sujou minha roupa novinha, seu idiota! – reclamo, ainda golpeando-o várias vezes. - Não sabe mais brincar? Babaca! – grito, irritada e tiro meu machado dele logo o desmaterializando.
Olho em volta e vejo os seguranças do Coringa me olhando assustados e cruzo meus braços chateada.
- Minha roupa... – reclamo, fazendo biquinho enquanto olhava para o Coringa sentado me observando enquanto tomava um uísque.
- Coitadinha... Venha, vamos resolver isso. - ele diz, se levantando.

- Preciso de um longo banho graças aquele homem. Não sabe nem morrer, que imprestável. – reclamo, sozinha no meu quarto enquanto jogava minha bota em um canto qualquer e já tirava meu corpete.
Várias imagens do Rick com a June vinham em minha cabeça e aquilo me deixava possessa de raiva, descontrolada. Quando dei por mim mesma, estava com meu machado arremessado contra o espelho. Sequei rapidamente as poucas lágrimas que ousaram cair de meus olhos naquele momento e terminei de tirar minha roupa e as joias que estava usando, sigo para o banheiro e logo ligo o chuveiro, espero a água esquentar um pouco e logo entro embaixo do mesmo. A água escorria por meu corpo enquanto eu relaxava, minhas mãos estavam apoiadas na parede e minha cabeça estava baixa, sentir a água quente escorrendo por meu corpo me fazia relaxar instantaneamente e isso era ótimo.
Porém, após uns cinco minutos parada, sinto um corpo se encostando no meu enquanto suas mãos seguravam em minha cintura com total firmeza que me arrepiou por inteira, e quando senti sua boca percorrendo meu pescoço, soltei gemidos baixos.

Flashback On

- Ora, se não é a aprendiz do palhaço... A que devo as honras, ? - o homem de nariz pontudo, trajando roupas impecáveis, com um guarda-chuvas em mãos e um andar engraçado surge em minhas vistas e eu sorrio de lado.
- Oswald, você sabe o que me traz aqui. – digo, o observando.
- Claro que sei. Sua encomenda está pronta, porém, como sabe, sou um homem de negócios, então quero saber se tem o que quero.
- Ah, claro, aqui está. – digo, entregando um pen drive a ele e o observo testar o objeto em um notebook. - Qual é, Pinguim, eu nunca te passaria para trás.
- Bom, você fala a verdade. Porém nunca se sabe, você trabalha para o Coringa de qualquer forma. - ele responde, dando de ombros. - Mas fique tranquila, a encomenda chegará no galpão marcado e com o total sigilo de sempre.
- Ótimo, ele ficará feliz em saber. Foi bom negociar com o senhor novamente, Sr. Coblepoot. – digo, levemente irônica e então aceno para ele e saio de seu recinto, logo seguindo para a mansão secreta onde vivíamos Coringa, Quinn e eu. Mas, no momento, só nos encontrávamos Coringa e eu, pois Harley Quinn havia sido pega e mandada de volta para o Arkham Asylum.

Cheguei ao local e estava tudo um silêncio, os capangas do Coringa estavam espalhados em pontos estratégicos da mansão e alguns deles até me encaravam com medo e outros com desejo. Acho que tinham razão em dizer que minha roupa era sensual.
Subi as escadas e segui pelos corredores até meus aposentos. No entanto, ainda no corredor, visualizei um Coringa apenas com uma toalha enrolada em sua cintura e mostrando todas as tatuagens que ele tinha espalhadas por seu corpo, não consegui tirar o olho dele naquele minuto.
- Cata's, como foi a negociação? - ele me perguntou, me fazendo levantar o olhar até seu rosto.
- Produtiva, Pinguim entregará tudo na data certa e no local certo. Tiraremos Quinn daquele manicômio infernal e tudo voltará como antes. – respondo, sorrindo orgulhosa por meu feito.
Ele nada diz, apenas me olha de cima a baixo de forma estranha e se aproxima aos poucos. Logo me senti sendo prensada contra uma mesinha que tinha no corredor e as mãos dele estavam em minha cintura, a apertando de forma bem firme.
- Acho que já está na hora de tirar sua pureza, querida. - ele sussurra em meu ouvido e logo em seguida solta um leve rosnado, um frio sobe por toda minha espinha, me deixando totalmente arrepiada.
Mordo o lábio, fechando meus olhos enquanto já sentia os lábios do Coringa tocarem em meu pescoço e descerem por meu colo.

Flashback Off

Logo o sinto virar meu corpo de frente para o seu e o olho com desejo.
- Ao que devo a visita? – pergunto, passando minhas mãos por seu peitoral, dando leves arranhões.
- Você esqueceu que é minha. Digamos que tenho que te relembrar de algumas coisinhas. - Coringa responde, mordendo o lábio.
- Por favor, Mr. J, sinta-se à vontade para me relembrar. – peço, olhando quase que hipnotizada em seus olhos.
Ele apenas sorri lateralmente e logo volta a me beijar, retribuo seu beijo com certa selvageria e urgência, sentia suas mãos passeando por todo meu corpo como se quisesse poder tocar em mim inteira ao mesmo tempo.
Uma de suas mãos sobe para um de meus seios e começa a massageá-lo enquanto sua boca mordia e chupava meu pescoço com voracidade, tentava controlar meus gemidos enquanto o mesmo permanecia com tal ato, mas era quase impossível controlar qualquer barulho que saísse de minha boca. Logo resolvo virar o jogo e nos viro, fazendo ele encostar na parede, observo seu corpo nu por um momento e logo ataco seus lábios novamente e desço para seu pescoço, onde dou pequenas mordidas.
Coringa segura firmemente em minha cintura enquanto solta um leve rosnado e me faz tomar impulso e subir em seu colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura e fazendo seu membro penetrar minha intimidade de uma única vez, fazendo com que eu soltasse um gemido alto. Logo o sinto se movimentar dentro de mim e mordo meus lábios, arranhando seus ombros enquanto seus lábios se mantinham em meu pescoço, provavelmente deixando marcas que seriam bem vistosas ao amanhecer.

Dia seguinte...

Acordo me sentindo um pouco dolorida por causa da longa noite, logo sinto um forte enjoo e corro para o banheiro, me ajoelho em frente ao vaso e coloco para fora quase tudo o que havia comido ontem.
- Ah, não. Sério isso? – reclamo, comigo mesma.

Capítulo XIV - Sex Is Just Sex, Baby!

Claro que aquilo não poderia estar acontecendo comigo, eu não era tão malvada, não merecia um castigo tão grande assim. Se Amanda já achava que poderia mandar em mim, agora principalmente.
Coringa estava fora, o que era bom, odiávamos despedidas. Então agora estava eu, sozinha em meu carro alugado, indo para o aeroporto militar de Gotham, exatamente na hora marcada e na verdade já estava estacionando o carro, quando avisto o puxa saco de Flag descendo do helicóptero com uma arma em mãos.
- Catastrophe, então cumpriu com o combinado. - ele diz, levemente zombeteiro e reviro os olhos entrando no helicóptero.
- Vamos embora, preciso do conforto da minha querida prisão. – respondo, calma.
- Não sabia que você amava Belle Reve... - ele diz, confuso enquanto eu me ajeito no banco e encaro a janela.
- E não amo. Eu me referi ao Arkham, meu querido soldadinho. – respondo, sorrindo sem mostrar os dentes e volto a olhar a paisagem enquanto seguíamos de volta para Belle Reve.
O resto do caminho foi um total silêncio e em alguns momentos o enjoo me tomava. Com certeza eu odiava helicópteros e aviões. Ainda pensava em como domaria Waller, claro que não domaria ela.

Desço do helicóptero já dentro dos perímetros da prisão no meio do nada, então ignoro todos os olhares sob mim por causa de meus trajes.
- Ainda bem que voltou, estava impossível aguentar eles sem você, só o Pistoleiro que riu das minhas piadas e o Flag só brigou comigo. - Arlequina reclama, assim que me vê.
Eu sorrio e abraço ela, deixando minha boca bem próxima de seu ouvido.
- Logo isso acabará... – sussurro, para que só ela pudesse ouvir e então entrego secretamente um celular roxo, o qual ela esconde com um grande sorriso no rosto assim que a solto.
- Gostei da roupa. - ela diz, logo rindo e eu assinto dando uma voltinha.
- Nada como a velha Gotham para me lembrar as roupinhas que eu usava. – respondo, e logo caminho com ela para a sala de reuniões, onde encontro Katana, Bumerangue, Pistoleiro, Slipknot, Diablo, Crocodilo, Waller e Flag.
Evito olhar em sua cara.
- Eu sempre cumpro com meu prometido, Amanda, eu estava lá na hora certa. – respondo, rindo fraco assim que a porta se fecha atrás de mim. - E não foi por medo de morrer, antes que diga que foi e sei que dirá. A propósito, preciso falar a sós com você depois, minha cara. – respondo, de forma educada, porém por dentro me imaginava arrancando membro por membro da vadia.
- Ótimo, precisarei realmente falar só com você mesmo depois. - ela responde, e logo volta seu foco ao notebook.
Logo me sento à mesa, bem próxima ao Bumerangue e cruzo minhas pernas de forma sexy enquanto espero a vaca velha começar a falar. Porém, algo me impede de ficar calada até ela começar.
- Então Rick, como foram esses dois dias sem minha pessoa para alegrar sua vida? – pergunto, com um leve sorrisinho cínico brincando em meus lábios.
Ele desvia o olhar como se procurasse a resposta e Amanda, ao perceber isso, começa a tagarelar.
- Tenho uma nova missão para vocês, ela envolve uma máfia bem perigosa comandada por um dos piores chefes que já conhecemos. Eles têm algo que eu quero, e bem, preciso que peguem e me tragam. - ela diz, calma e séria, como sempre com seu tom de autoridade máxima.
- Ótimo - descruzo as pernas e cruzo novamente, sorrindo fraco ao perceber que Bumerangue estava praticamente vidrado nelas. - E quando começamos?
- Bom, não começam ainda. Pelo menos não todos. - Amanda diz, e eu desvio meu olhar para ela. - É aí que você entra, Aandonov. Como todo homem, ele tem um grande fraco por mulheres e você tem seus dons, por assim dizermos. - sinto que a indireta dela havia sido uma direta para eu ter controlado Rick por uns poucos meses antes de ser presa e apenas sorrio divertida.
- Farei a missão com gosto, minha cara vaca velha. – respondo, mordendo levemente o lábio. - Claro que precisarei que quando concluir a missão, você me deixe ir visitar meu irmão, com a supervisão direta de Bruce Wayne, sem nenhum soldado.
- Prometo que talvez eu reconsidere sua proposta. - ela responde, seca.
- Vai reconsiderar sim, querida. Vejo sua áurea e ela está um pouco mais clara que de costume, então aproveitarei sua fase boa. – respondo, sorrindo.
- Bom, é isso. Flag dará mais detalhes! - Waller diz, e se retira da sala.
- Gente, eu tenho um comunicado importante a fazer - Rick começa, eu reviro os olhos enquanto me ajeito de forma que passasse de sentada na mesa a sentada no colo do Harkness e todos me encararam surpresos e sem fala alguma.
Agora era a hora de brincar, não acham?
- O quê? País livre, posso sentar onde eu quiser. Não se importa, né, Diggy? – pergunto, o olhando nos olhos e mordo o lábio de forma sexy.
Bumerangue apenas me encara sem reação devido ao que provavelmente todos sabiam, que eu e Flag tínhamos um caso. Esse, por outro lado, tinha outra expressão. Choque, tristeza, ódio, ciúme, era o misto que tinha em sua face.
- O que, Rick? – pergunto, de sobrancelha arqueada, me levanto do colo do Bumerangue e olho em volta. - Queridos amigos, me deixem a sós com Rick, precisamos ter uma conversa bem séria. – digo, fazendo careta e logo quando Bumerangue ia passar por mim, o puxo e dou um rápido beijo, porém quente e um tantinho selvagem, que foi retribuído, e o solto e sorrio, tirando o leve borrado do batom enquanto só permanece eu e Flag no ambiente.
Rick tentava assimilar o que havia acontecido, ficou completamente chocado com o beijo. Eu, por outro lado, estava me divertindo ao ver seus olhos se encherem de lágrimas. Own, será que eu quebrei o coraçãozinho do soldadinho de chumbo?
- Por quê? - foi a única coisa que saiu de sua boca e ainda saiu falha por ele segurar o breve choro.
- Sabe, Rick, poderia ter evitado tudo isso de tentar voltar para minha vida. – digo, me sentando na mesa. - Eu estava muito melhor sem você e pelo que ouvi dizer, você estava perfeitamente bem sem mim.
Ele me encara sem entender, percebi suas mãos se fecharem em punhos, como se ele quisesse controlar sua raiva.
- Richard, desde que apareceu na minha vida, eu fui drogada, presa num manicômio, torturada, depois jogada nesse buraco, onde fiquei três anos sem ver qualquer fiasco de luz por minha cela ser toda fechada. Aí você reapareceu e enfiaram uma bomba no meu pescoço, sou obrigada a salvar pessoas que venho tentando matar ou controlar e ainda por cima sou traída? – digo, levemente irritada. - Você definitivamente deveria morrer, meu querido. Onde é que uma pessoa em sã consciência, que magoou uma das maiores assassinas já reconhecidas e coloca um idiota para seguir ela? É muito decadente, sabia? Até para você!
- Phillips... - ele murmura, quase inaudível, como se fosse para si mesmo, e eu rio.
- Então ele tinha nome? Que bonitinho Rick, então... eu o conheci, ele me contou várias coisas. – comento, cruzando minhas pernas e apoiando meu cotovelo no joelho. - Você deveria imaginar o quanto uma pessoa é capaz de contar só para sobreviver...
- Ele está bem? - ele pergunta. - O que ele disse?
- O que acha? Ele me contou tudo sobre você e a Asmática Possuída. Até que moravam juntos. Foi aí que entendi o porquê que eu liguei no SEU celular e ela atendeu. Tive que invocar a bruxa, sabe? Só por tradição. – comento, divertida ao ver mais uma vez sua surpresa e logo percebo que ele tinha um leve corte no supercílio direito. – Sim, Rick, fui eu quem ligou e chamou a bruxa...
- Ela quase me matou. - ele diz, abalado e eu reviro os olhos. - O que houve com Phillips?
- INFELIZMENTE, ela não matou. Talvez tenha deixado o trabalho todo para mim. – digo, olhando minhas unhas. - Ele está em Gotham, ou Central City, ou Metrópoles... Depende. Depois que o esquartejei, não sei o que fizeram com os restos dele. – digo, sorrindo assassina e vejo seu olhar perder o brilho. - Rick, Rick, Rick. Não achou mesmo que eu estava voltando a ter minha plena sanidade, não é? Talvez eu até estivesse, mas sua traição me acordou e me fez perceber que você é igualzinho a mim. Manda os outros para a morte em seu lugar, exatamente esse homem que lidera a equipe mais perigosa de anti-heróis da história. Rick, você está ficando igualzinho a nós.
- Cala a boca! - ele grita, surtando. - Cala a boca agora, , ou...
- Ou o quê? Vai apertar o botãozinho que ativa a bomba e me explodir? Faz isso, Rick, eu não ligo. Você nem coragem teria. Se sente culpado demais pelo que já me fez nessa vida. – digo, calma, dando de ombros e me levanto me aproximando dele. - Você é bonzinho demais para apertar esse botão, meu amor.
- Você é um monstro, Catastrophe. - ele diz, já com uma lágrima escorrendo por seu rosto.
- E você é meu Victor Frankenstein, não se esqueça. Você quem me devolveu para o Arkham, querido. – digo, rindo alto e aproximo minha boca de seu ouvido. - A partir do momento em que a vadia cruzar meu caminho aqui em Belle Reve, farei questão de me banhar com o sangue de um dos dois. Mas até lá, me concentrarei em pegar o Harkness, ele me parece ser bom de cama. – continuo, e gargalho.
Logo me afasto e me dirijo para a saída.
- Rick, querido, seus dias estão contados. Assim como os da Waller e os da sua queridinha bruxinha. – digo, e antes mesmo de sair eu me viro para Rick e sorrio fraco ao ver ele me olhar enquanto elevo minha mão até minha barriga e passo sob a mesma levemente. - Nós garantiremos isso! – termino, e saio da sala, porém volto. – Ah, querido, que fique claro. Eu não cheguei a te perdoar. Mas sabe como é, sexo é sexo, docinho. – concluo, mandando um beijo no ar e saio da sala definitivamente enquanto os guardas me guiam para a sala da Waller a meu pedido.

Continua...

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