Autora: Ariel Miranda | Beta: Carry

- Mãe? Já acordou? Estou indo para a escola, não esquece que hoje é o grande show aqui em casa. – abri os olhos e logo em seguida os fechei por causa da claridade.
- fecha a porra dessa cortina. – O ouvi bufar e bater à porta com força.
Depois de um tempinho levantei e a dor de cabeça veio, ok talvez a garrafa de tequila da noite passada não tenha sido uma ótima ideia.
Agora é aquela hora da história onde eu conto minha vida, então vamos lá. Tenho 37 anos – com rosto de vinte, qual é né? Se cuidar é lei! - e sou mãe de um jovem de 17 anos, sou mãe solteira, pois o pai dele morreu quando ele tinha uns nove anos. Nos viramos muito bem, ele é meu melhor amigo e eu sua melhor amiga, temos nossas desavenças, mas acontece. Eu adoro minha vida de solteira e aproveito muito, casei e tive filho cedo, então é hora de aproveitar.
Andando pelo meu quarto achei uma camisinha recém usada ao lado da cama, arregalei os olhos e meu coração se acelerou. Peguei meu celular no criado mudo e mandei mensagem para Catarina – minha melhor amiga – perguntando quem poderia ter sido o motivo.

“Sei lá , eu estava tão louca que vomitei na cama do meu cachorro, acredita?”

Soltei uma gargalhada alta e respondi:

“Coitado do cachorro! Mas tem a porra de uma camisinha usada no meu quarto!”

Tentei me lembrar de algo, mas eu não sai com ninguém da boate.

“Pode ser do seu filho!”

Arregalei os olhos e engoli em seco.

“O que quer dizer com isso? TÁ DOIDA?”

Senti o suor escorrer da minha testa.

“Ele tem 17 anos, ele já transa né amiga? Deve ter sido com uma pirainha da escola e seu filho é lindo!”

Rolei os olhos pela mensagem e a ignorei. Fui tomar um banho de duas horas para tirar o cheiro de sexo que meu cabelo estava, depois de estar revigorada com o belo banho fui arrumar a bagunça que meu quarto estava.
Terminei o mais tarde que imaginei e lembrei que o queria a casa pra ele hoje, afinal ele tinha uma banda e hoje daria uma festa para lançar a primeira música da banda. Eu adorava os meninos da banda, todos eram doidos e incríveis e eu adorava o quanto eles faziam meu filho feliz. Só tinha um leve e pequeno problema nisso: Eles eram todos uns gostosos!
Quando que meninos de 17 anos tem um corpo tão transante assim? ISSO É PECADO!
Então comecei a me arrumar, não que eu fosse ficar na festa, eu adorava dar privacidade ao meu filho, não que ele se importasse se eu quisesse ficar na festa, mas eu sabia que não era algo normal. Depois de uma noitada eu também não sairia, então era isso, ficaria arrumada em casa no meu quarto, podia ler um livro ou ver um filme.
Depois de pronta sai para buscar alguma coisa para comer e aproveitei para passar na casa de Catarina.
- Onde você vai assim pirua? – ela disse assim que me viu, fiz uma pose e ri.
- O vai dar uma festa, não vou participar, mas já fico pronta. – respondi e ela cerrou os olhos.
- Mulher dá logo pra um novinho amigo do seu filho. – ela disse me dando um tapinha.
- Credo! De jeito nenhum, você sabe que eu gosto de homens maduros. Mas vem cá, você não lembra mesmo de nenhum homem me levando pra casa ontem? – perguntei e ela ficou pensativa.
- Não lembro não, pergunta ao , quem sabe ele não viu ou ouviu.
- Claro que vou perguntar pro meu filho de 17 anos se ele me ouviu transando com um cara que eu nem lembro. – bufei.
- Ué você vive dizendo que vocês dois se dão super bem.
- Já vi que você não vai ajudar. Deixa eu ir já, amanhã vai lá vou preparar umas margaritas. – ela bateu palminhas e fez que sim, nos despedimos e fui embora. Assim que entrei estacionei o carro vi o carro do meu filho e dos meninos, tirei os óculos escuros e entrei com as sacolas. Avistei o e o Danny arrumando as caixas de som, assim que eles me viram alargaram o sorriso.
- Olá senhora . – cerrei os olhos para eles.
- Senhora o cacete, já avisei que é só ou senhorita ok? Sou solteira graças a Deus! – os dois riram e vieram até mim.
- Quer ajuda? – Danny perguntou e fiz que não colocando as sacolas no balcão.
- Podem voltar a arrumar a festa do ano. – sorri para eles e comecei a guardar as coisas.
sorriu e saiu do cômodo, mas Danny ficou parado me encarando. Vou admitir que eu tinha um abismo por ele. Daniel Jones, definitivamente deveria ser a celebridade da escola, com aqueles olhos azuis que penetram sua alma e te fazem ter um orgasmo, ou aquele corpo espetacular cheio de tatuagens que te faziam ter outro orgasmo, sem falar daquela voz imperdoavelmente rouca e sexy. Ali estava ele com sua camiseta branca marcando seus músculos, um colete preto aberto por cima, jeans escuro e seus cabelos de lado. O sorrisinho no canto dos lábios e os malditos olhos azuis em mim.
- Quer alguma coisa Daniel? – perguntei virando-me para ele e cruzando os braços, ele arqueou a sobrancelha e deu de ombros.
- Só checando se realmente não precisa de ajuda...Em nada. – ele disse diminuindo o tom de voz e disfarçadamente mordendo os lábios.
- Não preciso não, pode voltar a ajudar na festa. Finge que nem estou aqui! – eu disse passando me encaminhando para a saída da cozinha onde ele estava tampando a passagem.
- Por que não fica para a festa? – ele perguntou descendo o olhar para o meu enorme decote, soltei uma risadinha.
- Posso passar Daniel? – coloquei as mãos na cintura e levantei a cabeça mostrando superioridade.
- Claro . – ele respondeu sorrindo de lado e dando passagem. Pisquei para ele e segui meu caminho rebolando um pouco mais e antes de subir nas escadas virei para olhá-lo da cabeça aos pés.
- Vai sair mãe? – apareceu ao lado de Danny me encarando.
- Vou tentar escrever alguma coisa, festas me dão inspiração. – respondi sorrindo.
- Você é maravilhosa, com certeza vai escrever algo incrível. – ele respondeu sorrindo também e dando um tapa na cabeça do Danny.
- Pega sua guitarra e já vamos passar o som. – Danny o olhou e concordou, antes de sair me lançou uma última olhada.
- Você está linda. – disse admirado me olhando, sorri para ele.
- Obrigada meu anjo, agora curta sua festa. – pisquei para ele e terminei de subir as escadas.
Sim, eu era escritora e ganhava a vida assim, na verdade eu ganhava muito dinheiro. Meu filho me ajudou muitas vezes com meus livros então meu sucesso é graças a ele.
Já em meu quarto, peguei o notebook e comecei a escrever algo. Mas horas se passaram a o barulho da festa começou a tirar toda a minha concentração, parecia que a escola toda estava na minha casa e que iam derrubá-la. Desliguei o notebook e fui pega um pouco d’água, desci até a cozinha e ninguém me notou, eles estavam tão chapados. Várias pessoas literalmente sem roupa, mas apenas os ignorei pegando uma garrafinha de água e voltando ao meu quarto.
Antes de entrar vi a porta do quarto de aberta, aproximei-me devagar sem que fizesse barulho. Espiei dentro do quarto e vi Daniel com uma garota na cama, abri a boca e arregalei os olhos. Ele estava apenas de cueca em cima da garota quase nua, apenas de calcinha. Seus lábios passeavam pelos seios da menina, o espelho refletia o que ele fazia. Sua língua os lambiam de uma forma tão saborosa, a menina com a cabeça para trás soltava altos gemidos enquanto puxava os cabelos negros de Daniel. Eu conseguia ouviu o barulho das chupadas que ele investia em seus seios os deixando enrijecidos, de repente me peguei mordendo os lábios e sentindo minha calcinha úmida.
Agora o belo rapaz descia com a língua para a barriga da garota a fazendo soltar uma risada de tesão e desespero. Suas mãos abaixavam sua calcinha, antes dele abocanhar a vagina dela seu olhar encontrou o meu no espelho, ele apenas sorriu para mim e deu uma piscadinha. Depois passou a língua por toda a intimidade da garota que gritava de tesão, dei um sorrisinho sapeca para ele e sussurrei: Divirta-se! – depois fechei a porta os deixando ali, segui para o meu quarto. Tranquei a porta, aliás não queria acordar com adolescentes trepando em cima de mim, tirei minhas sandálias e comecei a me despir.
- Posso ficar aqui? – dei um grito com deitado em minha cama.
- Caramba filho que susto! Meu Deus! – soltei uma risada abafada com a mão no coração. – E a sua festa? Você não deveria estar sei lá... Comendo alguém? Filho a festa é sua você deveria aproveitar.
- Está me pedindo para sair e transar com outra garota? Tem certeza de que quer realmente isso? – ele perguntou com os olhos cheios d’água, respirei fundo e fiz que não indo até ele.
- Quero que você seja feliz, apenas isso. – ele colocou sua mão em meu rosto.
- Sou feliz com você. – sorri para ele e o abracei forte.
- Fique aqui então, vou só colocar um pijama. – respondi saindo do abraço e indo até o banheiro.
Vesti minha camisola cinza de seda e sai, estava deitando na cama, reparei que ele estava apenas de cueca. Apaguei a luz e deitei-me ao seu lado, o mesmo se colou em mim e abraçou-me para perto. Estávamos tão perto que sentia seu hálito de menta e sua respiração bater em meu rosto, seus olhos brilhantes.
- Eu te amo tanto. – ele sussurrou, fechei os olhos e apenas senti sua respiração bater em meu rosto.
- Também te amo tanto. – sussurrei de volta e o senti colar seus lábios aos meus e dar-me um selinho demorado. Afastei-me rapidamente e virei-me de costas para ele, mergulhando em mais uma noite de sono.
- Sei que a cama deve estar muito boa, mas já passou da hora de levantar- levei um susto ao ver Catarina me olhando surpresa e rindo. dormir e me abraçava, arregalei os olhos e dei um pulo na cama, levantando rapidamente.
- Como está minha casa? Inteira? – perguntei lembrando da festa.
- A empregada já está terminando de arrumar tudo. – ela disse rindo, relaxei e sorri para ela.
- Vamos conversar lá fora, deixa o dormir. – concordei.
- Vou só no banheiro rapidinho, vai lá fazendo um café.
- Já fiz né amor, se apresse. Tem adolescentes semi nu por aí. – ela disse fazendo cara de espanto, ri disso e corri para o banheiro. Tomei uma duchada rápida e coloquei um vestido, penteei meus cabelos, passei um batom rosado e marquei os cílios. Peguei os óculos escuros na gaveta e desci, ainda dormia quando desci. Catarina estava linda com um macacão azul marinho.
- Uau que vestido! – ela disse assim que me viu, dei um voltinha e soltei uma risadinha.
- Adorei o azul em você. – pisquei para ela que sorriu, peguei uma caneca de café e dei goladas.
- Podemos curtir uma piscina enquanto pedimos comida Italiana. – ela sugeriu, concordei adorando a ideia. Nos distraímos ao ver os amigos do meu filho descer as escadas rindo de algo, todos eles usavam apenas cuecas box.
- Limpa a baba que vai cair. – zoei minha amiga que soltou uma risadinha desviando o olhar dos meninos que entravam na cozinha. Meu olhar já encontrou o de Danny que me deu um sorriso sapeca, fingi que não vi e voltei a beber meu café e olhar minha amiga.
- Bom dia senhoritas, podemos dividir a cozinha? – perguntou fazendo uma breve reverência, fiz que sim com a cabeça e sorri para ele.
- Podem dividir o que quiser. – dei um chute nela que a fez rir e me olhar. Os meninos riram também e lhe deu uma piscadinha, rolei os olhos ainda rindo.
- Se deu bem ontem né Jones? Aquela ruiva era uma gostosa! – disse virando para o amigo que deu risada.
- Eu sempre me dou bem. – ele respondeu ainda rindo, e soltaram uma risada. Olhei para minha amiga que ainda os comia com o olhar.
- Vamos deixa-los a vontade, daqui a pouco você é processada por pedofilia. – ela se fingiu ofendida e depois riu me seguindo. Fomos para a sala, deitei no meu sofá e ela se sentou no divã. Meu celular vibrou e era mensagem de Josh, olhei de relance para Cat que capitou meu olhar rapidamente.
“Vamos jantar hoje?” – mostrei para ela que começou a aplaudir.
“Convença-me!”
Minha amiga ria da minha resposta, joguei minha cabeça para trás, me encostando no sofá.
“O melhor restaurante, o melhor vinho e a melhor companhia.”
“Ok, me convenceu, me pega às sete!”
Catarina me olhava sorridente.
- Vem me ajudar a escolher algo sexy e elegante! – levantei-me e a puxei comigo.
- Pra ele rasgar com a boca? – abri a boca.
- Pra quem rasgar com a boca? – apareceu na escada enquanto subíamos.
- Oi filho, seus amigos estão na cozinha tomando café. – sorri para ele tentando disfarçar.
- Responde minha pergunta, tá? – com os olhos cerrados ele me encarava.
- eu tenho 37 anos, sou sua mãe e sou adulta. Vá tomar seu café com seus amigos e para de tentar ser meu pai ou meu marido. – aumentei o tom de voz que o fez arregalar os olhos e morder os lábios de raiva. Ele não disse nada, apenas passou por mim bufando e foi até a cozinha.
- Filho ciumento, pouco né? – Catarina comentou dando uma risadinha, rolei os olhos e voltei a subir.
- Amiga, você não acha nem um pouco estranho o dormir com você? Ele já tem dezessete anos, meio bizarro vocês dois dormindo de conchinha. – A olhei pelo reflexo do espelho com os olhos cerrados.
- O quarto dele estava em uso ontem, adolescentes fazendo sexo. – Tirei um vestido e ela fez cara de nojo, joguei na cama.
- E não era para ele estar transando também? Amiga o é um gato, aposto que tinha uma fila de garotas querendo dar para ele. – levantei-me e cruzei os braços.
- Se ele transa ou não é problema dele, não acha? Eu não ficar perguntando para o meu filho o motivo dele não transar loucamente. – ela deu de ombros e abriu começou a olhar minhas roupas. Optamos por um vestido preto decotado da frente e nas costas, longo e liso.
O jantar com Josh foi extremamente elegante e digamos que até um pouco chato, mas o sexo com ele...Ah isso compensou a noite! Cheguei quase de manhã em casa, fui até o quarto do meu filho e encontrei Danny em sua cama, dormindo feito um anjo. O lençol o cobria até sua cintura, ele estava sem camisa pelo que conseguia ver. Que corpo! Fiquei mais alguns segundos o admirando, ele era tão lindo, quem dera ter dezessete anos novamente.
Segui para o meu quarto e vi dormindo feito um anjinho também, falar que meu filho era imensamente lindo poderia ser suspeito, afinal sou mãe coruja, mas ele realmente era muito lindo.
Tomei um belo banho e depois desci para a sala, onde relaxei maravilhosamente no sofá e acabei dormindo ali mesmo.
- Bom dia flor do dia. – uma voz extremamente sexy falava dentro da minha mente, abri um sorriso e espreguicei-me.
- Sabia que você está usando apenas um roupão e um fio dental muito sexy. – parei de sorrir imediatamente e arregalei os olhos, deparando-me com o Danny ao meu lado mordendo os lábios.
- O que você pensa que está fazendo? – o empurrei que o fez cair sentado no chão, ele gargalhou e continuou me olhando. Arrumei meu roupão e levantei bufando.
- Não queria te acordar assim, me desculpa. – Danny veio atrás de mim.
- Vem cá garoto, você não tem casa não? – continuei meu caminho até a cozinha onde peguei um comprimido para dor de cabeça.
- Está me expulsando? Sempre achei que eu fosse o seu preferido de todos os amigos do . – ele fez cara de choro e depois sorriu de lado, rolei os olhos e engoli o comprimido.
- Agora está sendo o que eu mais odeio, agora me passa um copo por favor. – apontei para o escorredor de copos, ele pegou um e veio até mim, chegando perto demais.
- Qual é senhora , sou mesmo o que mais odeia? – ele disse descendo o olhar por mim e mordendo os lábios lentamente.
- Daniel minha cabeça está ardendo de dor, não estou pra brincadeiras de um moleque de 17 anos. – tomei o copo de sua mão e virei-me de costas para ele. Enchi o copo d’água e o tomei rapidamente. Senti Daniel se colar em meu corpo, fechei os olhos e respirei fundo. Podia sentir sua respiração bater em minha nuca, suas mãos em minha cintura que a pressionava mais para si.
- Vai falar que não gosta dessas brincadeiras? Ou que não iria querer participar? Eu vejo como você me olha e não é de hoje. – ele sussurrava em meu ouvido, arrepiei-me inteira, suas mãos alisavam meu quadril e o apertava.
- Daniel... – ele encostou seus lábios no meu pescoço e começou a trilhar alguns beijos ali, antes que eu cedesse por inteira tirei suas mãos da minha cintura e virei de frente agarrando seus cabelos e os puxando para trás, ele soltou uma risadinha.
- Então gosta de selvagem? Eu posso ser se quiser. – ele disse ainda me provocando com aquele sorriso.
- Eu gosto de respeito Daniel. – eu disse o soltando e saindo dali.
- Adoro quando me chama de Daniel, fica tão sexy. – ele disse sentando no balcão, cerrei os olhos para ele.
- Você é doente e desce daí. – apontei o dedo.
- Se não eu vou apanhar? – depois de dizer sorriu de lado ironicamente.
- Danny falando sério agora, o que diabos está tentando fazer?
Cruzei meus braços e soltei o ar tentando não perder a cabeça, ele ficou me encarando do balcão por um tempo depois desceu, andou até a porta da cozinha e encostou-se ali.
- Eu quero que você assume que me quer. – soltei uma risada alta e demorada.
- Jura? E o que te convence que estou tão interessada? Seu ego enorme? Ou as vadiazinhas da sua idade que fazem fila para você? Tenho uma notícia para você, NÃO TENHO MAIS DEZESSETE ANOS! – ele ficou me olhando calmamente enquanto eu falava.
- Eu sei que não tem mesmo. – ele deu mais alguns passos em minha direção. – Mas eu sei que você me olha de uma maneira diferente, eu vejo seu olhar por mim.
- Já acabou? – passei as mãos pelo meu cabelo cansada, ele abriu um sorriso lindo e segurou meu queixo.
- Estou apenas começando . – depois piscou mandando-me um beijo, seguiu seu caminho pelas escadas.
- E ai mano, vou colocar uma roupa e vamos pra aula. – ouvi-o dizer a que descia as escadas.
- Demorou, vou tomar café e te espero. – olhei para o meu filho que estava pronto e descia com um sorriso lindo no rosto.
- Bom dia mãe. – ele disse dando-me um beijo no rosto e indo para a cozinha.
- Bom dia filho. – o segui de volta para a cozinha também. – diz pro Danny ir pra casa dele, está meio chato ele ficar dormindo aqui o tempo todo, entende?
- Sua família está viajando, eu que convidei ele para ficar uns dias conosco até eles voltarem. Por que? Ele fez algo?
- Claro que não, só achei que sua mãe poderia ficar preocupada, mas tudo bem então. – sorri para ele e desviei o olhar de frustração.
- O que vai querer de almoço, querido? – alargou mais o sorriso.
- Massas. – ele disse segurando minha mão e a beijando, sorri para ele.
- Ótimo. – alisei seu belo rosto e fiquei o admirando.
- Sinto saudades da gente. – ele disse abaixando o olhar, juntei as sobrancelhas.
- Como assim filho?
- Você sabe. – ele disse entrelaçando nossas mãos.
- Sei que posso estar meio distante, mas podemos marcar um cinema ou uma maratona de filmes juntos, só nós dois, ok? – ele sorriu de lado e concordou.
- Seria perfeito mãe. Deixa só o Danny volta pra casa dele e a gente faz sim. – ele beijou novamente minhas mãos e se levantou encontrando Danny na porta da cozinha que nos olhava com uma expressão estranha.
- Vamos? – chamou o amigo que me olhava.
- Tenha um bom dia senhora . – Danny disse sorrindo para mim e depois seguiu o .
Soltei o ar que segurava, como eu sobreviveria ao assédio de Jones?
- Terei que aturar um adolescente louco por sexo aqui em casa e você ainda me pergunta do que eu estou reclamando? – estava reclamando a vida para a Catarina no telefone.
- Você tá colocando problemas onde não tem. – pude ouvi-la bufar.
- Estou achando que tudo isso é pra insinuar que eu deva transar com um garoto de dezessete anos.
- Querida não estou insinuando nada, estou afirmando que você quer transar com ele então transe, para de ficar pensando se é errado ou não, se o vai ligar ou não, depois de ter feito já foi, acabou. – o pior de tudo é que ela tinha razão.
- Não vou dizer que está certa porque você é uma cadela que adora meninos mais novos, mas – ela me cortou.
- Também não vai dizer que estou errado o que automaticamente já comprova que estou certa. – gargalhei.
- Daqui a pouco os meninos vão chegar, depois a gente se fala.
- Vai se depilar né? Hoje em dia os meninos gostam de tudo muito bem raspado, tá? – soltei um grito de desaprovação depois caí na gargalhada.
- Vamos combinar que em nenhuma época eu me senti à vontade peluda. – ela concordou rindo.
- Tchau, beijos e me liga depois. – rolei os olhos e desliguei. O almoço estava pronto, comi antes deles e aproveitei para tomar um banho de piscina.
Assim que aproveitei o frescor da água, deitei na cadeira e relaxei quase que cochilando.
- Ei mãe. – virei o rosto para meu filho e sorri.
- Ei querido, o almoço já está pronto. – ele sorriu e entrou de volta para a casa.
- Muito obrigado por me deixar ficar senhora , espero não ser um incomodo. – ouvi a voz sedosa de Danny não muito longe. Fingido!
- Fica tranquilo Daniel, agora vá almoçar e fique à vontade. – respondi e depois virei-me para olhá-lo. Ele estava com o uniforme da escola, jeans escuro e a camisa branca com quatro botões abertos, as mangas arregaçadas até os cotovelos deixando as tatuagens amostra. Óculos escuros e os cabelos um pouco bagunçados, um sorrisinho de canto. Meu Deus!
- Ficarei sim. – ele disse um pouco mais baixo, soltei uma risadinha sem som e voltei a me encostar na cadeira.
- A propósito cuidado com este sol, ele pode estragar sua pele. – ele disse alto e depois antes de entrar finalizou: - Linda pele!
- Que menino abusado. – murmurei e depois ri de mim mesma.
Acabei cochilando um pouco ali mesmo, acordei com alguém pulando na agua espirrando um pouco em mim. Bufei e olhei pra ver quem era... Daniel!
- Qual seu problema? - sequei minha perna e ele riu se encostando na beira da piscina. Caramba, que homem!
-É problema eu querer nadar?- Apenas rolei os olhos e levantei-me, enrolei minha canga na cintura.
-Não precisa sair não, relaxa aí! - o olhei por cima dos óculos.
-Já estou bem relaxada, aproveita a água e cuidado com o sol. - assim que virei ele saiu da água e me alcançou.
-Daniel cadê meu filho?- coloquei as mãos na cintura sem olhar pra ele.
-Disse que ia buscar alguma coisa com o , por que? - ele disse sorrindo de lado e arqueando a sobrancelha. Dei de ombros.
-Tem medo de ficar sozinha comigo?- soltei uma gargalhada.
-Daniel faça-me o favor né... Eu com medo ? Conta outra.- rolei os olhos ainda rindo.
-Eu sei que tem, você não consegue mentir. - ele disse se aproximando.
-E o que faz ter tanta certeza?
-Você não tem medo de mim...- senti ele alisar meu braço de cima a baixo de uma forma lenta e gostosa. - Tem medo de si própria, do que pode fazer...- ele voltou a se aproximar.- Medo de não resistir e ceder! - ele umedeceu os lábios e seu olhar abaixou para meus lábios.
-O que você vê em mim? Por que eu? - ele alargou mais o sorriso sexy e voltou a olhar nos meus olhos.
-Você é um exemplo de mulher. É guerreira, uma excelente mãe, vejo como cuida de tudo com maestria e elegância, nunca perde a razão. É maravilhosa por dentro e por fora, eu não vejo porque de não se interessar por você, é impossível não! - fiquei impressionada com a resposta dele, pateticamente de boca aberta. -Sei que pode estar pensando que estou dizendo mentiras, mas pode olhar bem nos meus olhos e ver que não estou. - ele agora se afastou voltando a piscina.
-, não vou desistir de você, saiba disso! Mesmo que demore anos, não desistirei.- sorrir e pulou na piscina. Ainda estava chocada com tudo aquilo e até com um pouco de medo, mas não dele e sim como ele disse de mim, eu não iria conseguir resistir por muito tempo mesmo. Mas nunca me perdoaria se eu cedesse!
- Ele te disse isso? Tipo exatamente nessas palavras? – Catarina praticamente gritava enquanto corríamos.
- Para de ser escandalosa, credo! E sim foi exatamente nessas palavras. – ela parou de correr e segurou meu ombro.
- E o que você está esperando pra dar pra ele logo? Santa você não é! – rolei os olhos.
- Esperando ele amadurecer e notar que sou velha demais pra ele. – ela fez um careta bem engraçada.
- Uma velha bem gostosona e com responsabilidade, ele já deve estar cansado das menininhas da idade dele, vê se acorda.
- Sei que você está certa, mas não posso fazer isso. – agora ela que bufava.
- O seu filho não precisa ficar sabendo, relaxa. Só uma transa para os dois se satisfazerem, afinal se apaixonar é pra crianças. – ela estava certa, mas eu conhecia o filho que eu tinha.
- Fica difícil duas pessoas fazendo minha cabeça, já basta uma delas ser gostosa o bastante.
- Espero que esteja falando de mim. – gargalhamos juntas e voltamos a correr.

Voltei para a casa por voltas das seis e meia, subi rapidamente para o meu quarto e fui tomar um banho. Após o banho, coloquei um vestido e uma sapatilha desci para comer algo. Pelo jeito estava sozinha, graças a Deus!
Coloquei uma música e fui para a cozinha, optei por café com torrada. Liguei o notebook e comecei a escrever enquanto tomava café. Depois de um certo tempo ali ouvi um barulho na sala, fechei o note e segui até a sala. Deparei-me com o Danny sentado no sofá olhando os cds. Que ótimo, estava sozinha com ele!
- Antes que me pergunte o saiu com o . – ele disse e depois virou-se para mim. – E ele acha que eu estou com o .
- E por que você não está com ele? – ele sorriu de lado e se levantou.
- Ele está bem acompanhado por uma dama. – rolei os olhos.
- Não é uma garotinha não, mas a vida dele não vem ao caso. – arqueei a sobrancelha.
- E o que vem ao caso, Daniel? – ele se aproximava e sorria de lado.
- Primeiro: Eu adoro como você pronuncia meu nome, soa tão sexy a sua voz. Segundo: Conceda-me uma dança? – ele estendeu a mão e alargou mais o sorriso, acabei sorrindo junto e segurei sua mão.
- Aposto que vai colocar uma música do Calvin Harris ou Guetta. – ele cerrou os olhos e pegou o controle do rádio.
- Fico lisonjeado por ouvir esses DJs, mas não serão deles não. – ri da sua resposta e ele colocou a música que me deixou surpresa.
- Trilha sonora de Dirty Dancing, mesmo? – ele fez que sim sorrindo e colando mais em seu corpo. Abracei sua nuca e ele segurava minha cintura com um pouco de pressão, balançávamos para lá e para cá conforme a música. Os olhos azuis intensos de Daniel passeavam pelo meu rosto e eu só conseguia olhar para o azul penetrante de seus olhos.
Daniel girou-me com um sorriso encantador no belo rosto, depois puxou-me lentamente de volta para si. Abaixou-me quase até o chão depois ergueu-me no mesmo ritmo, ainda sorrindo como se fosse um príncipe.
Voltamos a dançar conforme a música, seus olhos azuis cintilavam ainda mais. Estava completamente hipnotizada por ele todo, a cada sarda de seu incrível rosto. Sentia ele apertar minha cintura para si mesmo.

Feel her breath on my face
(Para sentir sua respiração em minha face)
Her body close to me
(Seu corpo perto de mim)


Ele encostou sua testa na minha enquanto cantarolava junto com a música.

Can't look in her eyes
(Não posso olhar em seus olhos)
She's out of my league
(Ela está fora do meu alcance)


Empurrou-me fazendo com que eu rise, depois puxou-me de volta mais rapidamente. Ainda cantando junto com a música, que voz sexy!

Just a fool to believe
(Só um bobo para acreditar)
I have anything she needs
(Eu tenho qualquer coisa que ela precisa)


Bem próximo dos meus lábios ele cantou:

She's like the Wind
(Ela é como o vento)


Se afastou com um sorrisinho no canto dos lábios e alisou meu rosto com as costas das mãos. Dávamos dois passos para lá e dois para cá.
- Você é tão lindo. – eu disse fechando os olhos e encostando a cabeça em seu peitoral. Seu coração batia forte, assim como o meu.

I look in the mirror and all I see
(Eu olho no espelho E tudo que eu vejo)
Is a young old man with only a dream
(É um jovem homem velho com um só sonho)


Ele apenas voltou a cantar em vez de responder, sorri quanto a isso. Senti sua mão em meu queixo, fazendo eu levantar a cabeça e olhá-lo.

Am I just fooling myself
(Eu estou só enganando a mim mesmo)
That she'll stop the pain
(Que ela parará a dor?)


Eu só conseguia me focar em seus desejáveis lábios, tinha esquecido até como eu me chamava.

Living without her
(Vivendo sem ela)
I'd go insane
(Eu ficaria louco!)


- Não consigo mais me segurar. – Disse assim que avancei em seus lábios, Daniel começou o caloroso beijo imediatamente. Ainda com a música de fundo, nos beijávamos come se o mundo fosse acabar a qualquer momento, com calor, intensidade e paixão, claro que com muito tesão envolvido também.
Daniel empurrou-me até o sofá onde caímos, rimos durante o beijo, mas sem pará-lo. Eu bagunçava os cabelos pretos de Daniel enquanto ele passava suas mãos em minhas cochas e a subia lentamente, naquele caminho horrível de tão provocante que era. Desci minhas mãos e comecei a desabotoar sua camisa rapidamente, acredito que arranquei alguns botões pelo caminho. Ele desceu o beijo para o meu pescoço, fazendo-me começar a suspirar involuntariamente.
Sua língua roçava em minha pele, suas mãos já atingiam minha calcinha molhadérrima, minhas mãos e unhas passeavam pelo peitoral de Daniel, descia-as até o cós de sua calça o fazendo se inclinar um pouco. Ele subiu os beijos até os meus lábios beijando-me novamente. O senti descer minha calcinha, assim que ele o fez abri sua calça rapidamente e com sua ajuda abaixei-a junto com sua cueca também.
Ele pressionou seu ereto membro em minha intimidade, gemi quanto a isso, ele chupava minha língua.
- Não posso fazer isso...Meu Deus...Para! – Só conseguia dizer, mas não conseguia tomar atitude alguma. Minhas forças estavam contra mim. Daniel riu da minha tentativa, descendo novamente os beijos agora mordidas em meu pescoço, descendo para o meu decote. Sem nem perceber ele já tinha aberto meu vestido e o tirava, deixando meus seios amostra.
Sua língua já passeava por eles, depois seus lábios os abocanhando, além da melodia que tocava, ouvia-se meus altos gemidos. Agora ele descia dos meus seios para minha barriga, deixando um rastro de mordidas e beijos. Chegando em minha virilha, ele passou a língua lentamente em cada canto, cada parte, descendo até meu clitóris e brincando com ele. Mais altos gemidos saiam de minha boca, meus olhos permaneciam fechados e entregues aquela deliciosa sensação de ter sua boca em mim.
Agora a chupava e fazia isso com maestria, intercalando com mordidas fortes. Seus dois dedos faziam vai e vem sem delongas, sem tempo para respirar.
- Para... Daniel... Daniel! – tentava falar, mas apenas gemidos e seu nome saia de minha boca. Ele subiu já envolvendo meus seios em suas fortes mãos, os apertando e massageando. Ele tinha um sorriso extremamente sexy no canto dos lábios, o puxei para um caloroso beijo, abracei sua cintura com as pernas, ele desceu uma de suas mãos e voltou a me masturbar.
- Tem certeza de que quer que eu pare? Se você me der certeza, eu paro! – ele sussurrou entre o beijo, fiz que não e continuei o beijo.
- Quero ouvir da sua boca.- ele disse se afastando e me olhando.
- Eu não quero que pare nunca. – Daniel alargou o sorriso e sem delongas ele me penetrou com força fazendo-me gritar de tesão, em seguida saiu e entrou novamente na mesma velocidade e força.
- Mais rápido! – gemi no meio de tantos suspiros e gritos de tesão, de ambos. Ele mordia meus lábios e queixo, puxando minha pele. Cravei minhas unhas em suas costas inteira o fazendo arfar. Quanto mais rápido íamos, quanto mais próximos ao êxtase chegávamos, mais perigo estávamos correndo. Meu filho podia chegar a qualquer momento e nos pegar daquele jeito, mas eu não queria, não conseguia parar e o pior de tudo é que eu queria mais...Muito mais!

Daniel estava dormindo em cima de mim, sua cabeça em meu peito, sentia seu cabelo em meu pescoço e sua respiração quente. Eu alisava seu ombro cheio de sardas, e sorria feito boba, em toda minha vida eu nunca tinha me sentido assim.
- Ei... Temos que sair daqui agora! – o balancei, ele apenas resmungou algo e voltou a dormir, ri disso.
- Vamos Daniel, anda logo! – consegui sair de baixo dele, peguei meu vestido no chão e comecei a vesti-lo. Daniel agora me olhava sonolento, mas ainda assim lindo de morrer.
- Você é tão linda. – ele disse sorrindo de lado, alarguei o sorriso e levantei-me calçando as sapatilhas e amarrando o cabelo.
- Agora vista-se, por favor. Se o te pegar assim, meu Deus... – coloquei as mãos no rosto e respirei fundo.
- Ok, como quiser. – ele disse se levantando e se vestindo rapidamente. Desliguei o rádio e antes de subir para o meu quarto corri até ele o beijando rapidamente.
- Boa noite querido Daniel. – pisquei e corri até as escadas. Ele sorria igual a um garotinho mesmo, cheguei em meu quarto e tranquei-me ali. Estava ofegante e feliz ao mesmo tempo, comecei a rir lembrando de tudo. Até que meu olhar levou a foto do meu filho... E toda a felicidade sumiu!
Se eu achava que seria apenas uma transa e tudo voltaria ao normal? Sim, eu realmente acreditava nessa mentira. Daniel e eu não conseguíamos mais não nos beijarmos, não nos pegarmos ou nos agarrarmos. Sempre que havia uma oportunidade transávamos loucamente e era ótimo.
Para falar a verdade, estávamos perdidamente apaixonados um pelo outro e isso era péssimo e bom ao mesmo tempo.
- Por que esse medo todo de contar para o ? Ele vai surtar no começo, mas depois ele vai aceitar. – Catariana vivia dizendo isso na minha cabeça, revirei os olhos para ela enquanto terminava meu café e via Danny e descendo as escadas.
- Bom dia tia Cat e mamãe. – vindo me abraçar.
- Bom dia, meu querido. – respondi o apertando no abraço e sorrindo para Daniel.
- Bom dia pirralho e tia é uma ova. – riu disso e mostrou a língua para ela.
- Bom dia. – Daniel disse abrindo um – maravilhoso- sorriso para nós duas, soltei o ar e retribui o sorriso.
- Mãe os meninos vão vir ensaiar aqui hoje, algum problema? – fiz que não desviando meu olhar de Daniel.
- Só se a gente puder assistir? – arregalei os olhos para Catarina.
- Claro que podem. – Daniel respondeu sorridente e pegando um pedaço de maçã, dando-me uma piscadinha disfarçadamente.
- Ótimo. – ela disse sorrindo para mim, cerrei os olhos para ela rapidamente e levantei-me.
- Podem tomar café, preciso pagar umas contas. – puxei minha amiga comigo.
- Vou pegar meu biquíni no carro que o dia está maravilhoso e a sua piscina é espetacular. – ela disse rindo e em seguida seguindo seu caminho. Subi até o meu quarto, fui até minha bolsa na mesinha e lá encontrei um bilhetinho, alarguei o sorriso ao lê-lo.

“Estou me apaixonando
Mas estou caindo aos pedaços
Preciso achar meu caminho de volta ao começo
Me deixe ir de volta...
Pros seus braços”


Dei um beijo no bilhetinho e fiquei sorrindo e sonhando por mais um tempo.
- Mãe... – amassei rapidamente o papel e enfiei na minha bolsa.
- Oi? – virei-me para que me olhava desconfiado.
- Aconteceu alguma coisa? Parece que viu um fantasma!
- Você me assustou, só isso. – sorri de lado.
- Certeza? Você anda meio avoada, se assustando sempre. – ele se aproximava.
- Estou perfeitamente bem meu querido, ando relaxada, por isso. – alarguei mais o sorriso tentando me acalmar.
- O Daniel anda te atrapalhando? Ele está de partida amanhã e tudo vai voltar como era, apenas você e eu, sozinhos...Aqui! – ele disse segurando minha mão e beijando-a lentamente.
- Ele não está atrapalhando em nada. – tirei minha mão e afastei-me dele. – Até gosto dele daqui, a casa cheia me deixa feliz.
- Como é que é? Sério? Você sempre odiou visitas. – ele disse ficando irritado.
- As pessoas mudam, eu agora gosto. Filho, vá ensaiar com seus amigos, preciso resolver umas coisas. Diz ao Danny que ele pode ficar o tempo que quiser. – passei as mãos pelo cabelo.
- Só o Danny? – ele tinha os olhos cerrados agora.
- Todos os seus amigos, não só ele. Você me entendeu! – levantei o tom de voz e estufei o peito.
- Ele não vai ficar, ninguém mais vai. – ele disse e depois saiu do quarto batendo a porta. Bufei e joguei minha bolsa longe.

Depois de nadar com Catarina, relaxei e esqueci a briga idiota que tive mais cedo. Os meninos já tocavam, Catarina me convenceu a ir vê-los. Fiquei assistindo de longe, enquanto ela se juntava as outras pessoas que assistiam também. Daniel tocava perfeitamente bem, e ficava ainda mais lindo tocando. Assim que começou a cantar seus belos olhos azuis se fixaram em mim, sorri para ele.

“When it gets dark I'll hold your body close to mine
And then we'll find some wood and hell we'll build a fire
And then we'll find some rope and make a string guitar.”

Alarguei ainda mais o sorriso, ele voltou a tocar enquanto o cantava. Mas ele não tirava os olhos de mim. Então ele voltou a cantar:

“Times like these we'll never forget
Staying out to watch the sunset
I'm glad I shared this with you
You set me free
Showed me how good my life could be
How did this happen to me?”


Mordi os lábios o assistindo cantar para mim e de repente foi como se não houvesse mais ninguém naquela sala, apenas nós dois.

“Captivated by the way you look tonight the light is dancing in your eyes
Your sweet eyes”


Ele cantava e tocava como se tivesse realmente somente nós dois ali. Assim que eu sorria e minhas bochechas coraram ele ria divertidamente. Até que meu olhar encontrou os olhos furiosos de nos olhando assim que a música acabou, engoli em seco. simplesmente saiu do palco e deixou o lugar sem mais nem menos. Daniel me olhou sem entender e pediu para que eu ficasse ali onde eu estava e saiu correndo atrás dele. Catarina veio até mim assim que viu a cena.
- Ele vai aceitar, vai demorar, mas vai aceitar com o tempo. Permita-se ser feliz minha amiga, vocês se amam, se entregue ao momento sem pensar no amanhã. – sem dizer nada a abracei. Não era tão simples assim.

Depois de um tempo apenas o Daniel voltou com uma cara nada boa. Todos já tinham ido embora, estava apenas eu em minha casa escura e vazia.
- O que houve? Meu Deus isso é sangue? – corri até ele segurando em seu rosto, tinha sangue em sua camiseta e um pouco seco em seu rosto.
- Vem cá, vamos limpar isso e você me conta o que aconteceu. – puxei ele pela mão e fomos até a cozinha, peguei o kit de primeiro socorros e comecei a desinfetar o machucado pequeno que ele tinha perto do nariz.
- Daniel, pode começar. – parei um pouco para olhá-lo nos olhos e voltei a limpar o sangue.
- Ele sabe sobre a gente, não consegui mentir, ele me conhece e sabe quando minto. – ele começou a dizer e engoliu em seco. – Quando percebeu que estava mentindo ele mesmo partiu para cima de mim e me socou, só me defendi dele.
Parei imediatamente e fiquei o olhando assustada.
- Calma, ele está melhor que eu. e o seguraram, ele saiu com o e antes de ir disse que você era só dele e que me mataria se eu tirasse você dele. – fechou os olhos e respirou fundo.
- Ai , filho... Vamos passar por um furacão, Daniel! – afastei-me dele e puxei meu cabelo para trás, bufando.
- Ei, ei relaxa. – ele disse vindo até mim e me abraçando forte. – Uma hora ele vai aceitar, afinal ele te ama muito, você é mãe dele e eu o amo também. Sei que é esquisito, mas quem se importa? – senti-o beijar o topo da minha cabeça.
- Daniel... Não é bem assim! – encostei minha cabeça em seu peito e deixei as lágrimas virem.
- Eu sei que está com medo de perder seu filho, mas não vai. Ele vai aceitar com o tempo, e você é a mulher mais forte que eu conheço, eu a admiro por isso, sei que nada te abalará. Nem a pessoa que você mais ama no mundo. – agora eu o olhava e concordava com o que ele dizia.
não voltou para casa naquela noite, nem na outra e recusava todas as minhas ligações. Eu precisava ser sincera com pelo menos um dos dois, Daniel merecia saber a verdade, mesmo que depois que eu contasse ele nunca mais quisesse me ver.
Daniel dormia feito um anjo ao meu lado, a luz da luz refletia em sua pele clara e cheia de sardas, seus cabelos bagunçados jogados em seu lindo rosto.
- Assim fico sem graça. – ele disse sonolento e fazendo uma careta, soltei uma risadinha.
- Você é tão lindo, não precisa ficar sem graça. – fui até ele e o beijei rapidamente. – Daniel, preciso te contar algo. – fechei os olhos e respirei fundo.
- Pode falar. – ele disse se levantando e segurando minha mão.
- Saiba que o que vou te contar é grave e totalmente nojento, que se você sair correndo eu vou entende-lo perfeitamente. – ele continuou me olhando curioso e confuso.
- Houve uma época em que eu estava arrasada por sempre estar sozinha, nunca ter ajuda de ninguém para criar um filho e só eu sei como foi difícil. Teve um dia que bebi mais do que deveria ter bebido, não estava em um dia bom, então a bebida piorou. também estava bêbado quando chegou em casa, ele me viu chorando e não aguentou. – Lágrimas já rolavam em meu rosto, Daniel escutava atenciosamente. – Ele me consolou como ninguém jamais tinha conseguido, ele é um excelente rapaz. Ah, Daniel, meu amado, Daniel! Eu estava em prantos e quase desistindo da vida, cansada de não ser amada ou de sempre estar sozinha e o meu filho ali ao meu lado comigo em seus braços, dando-me amor como ninguém jamais deu. A bebida, o maldito momento e aqueles malditos olhos que ele herdou do pai dele...
- Vocês transaram? – Daniel não esperou eu terminar, olhei para ele assustada e mais lágrimas saíram.
- Fizemos amor, é bem diferente. – completei soluçando, Daniel soltou minha mão e se levantou. Deixei o choro ocupar-me, eu sabia que ele sairia correndo, afinal quem não?
- Não deixa de ser nojento e totalmente inapropriado, eu sei disso. Não se repetiu e eu me arrependo plenamente disso. Mas ele não... – mais um alto soluço saiu, Daniel estava parado perto da janela apenas extraindo tudo isso.
- Agora entendo o motivo dele ter ficado tão puto por isso. Ele nunca quis namorar ninguém, sempre agiu de uma maneira estranha quando falávamos de amor. Sem falar quando mencionávamos seu nome, agora entendo. – ele disse sério e ainda fitando o nada. Levantei e fui até ele, mas não o toquei.
- Daniel... Me perdoa! Nunca aconteceria novamente, eu ainda me sinto suja por isso. – Daniel agora olhou-me um pouco mais calmo.
- É algo perturbado, não é como você ficar com um primo seu. Mas... quem sou eu para te julgar? Eu te amo e não é por esse erro seu que vou parar de te amar! – ele puxou para si e beijou minha testa, soltei o ar que segurava e senti-me totalmente relaxada. – Vamos passar por essa barreira juntos, ok? – fiz que sim com a cabeça e o beijei docilmente.

Logo de manhãzinha acordei com meu celular tocando, vi a foto do meu belo filho no visor. Meu coração se acelerou e o desespero se apossou de mim.
- ! FILHO, ONDE VOCÊ ESTÁ? – gritei assim que atendi.
- Não volto enquanto você não colocar o lixo pra fora e aceitar que fomos feitos para ficar juntos, para sempre. – sua voz estava fanha de tanto chorar.
- meu filho, me escuta, por favor! Você é meu FILHO, entende? Eu te amo, Deus sabe o quanto eu te amo e amo muito, mais que tudo, só que como meu querido filho. – podia ouvi-lo chorando.
- Não...não...não...Eu não vou aceitar isso, eu sei e eu vejo em seus olhos que não é só isso. Tinha paixão naquela noite, eu nunca vou conseguir ficar com mais ninguém além de você! – tinha tanto desespero em sua voz.
- Filho, amor, me escuta! Você é jovem e vai esquecer isso, você me ama como sua mãe, mas ainda não admite isso porque não quer. Volta para casa, vamos viver felizes. – o ouvi bufar de ódio.
- COM ELE AÍ, NUNCA! – ele gritou e depois ficou em silêncio, ambos ficamos. – Você o escolher, pois então fique até ele enjoar, o Daniel é mestre em enjoar das mulheres. Boa sorte com seu amor adolescente! – ele disse e desligou o telefone. Daniel estava ao meu lado acordado, encarando o celular em minha mão.
- Ele não vai voltar. – Daniel me abraçou forte. – Ele não vai mais voltar!
E então caí em prantos.
- Um dia vocês vão se acertar, ele vai ficar bem, eu sei que vai. Ele é inteligente, sabe se virar, só não desiste dele, mas também não desiste de mim! – o beijei assim que ele terminou de falar.
- Não vou desistir de nada, vamos lidar com isso. – Daniel concordou sorrindo de lado e beijando-me.

As coisas foram se assentando com o tempo. Meu filho ainda não tinha voltado para casa e nem falava comigo, mas ele tinha aceitado voltar para a banda o que me deixou mais esperançosa. Ele e Daniel não se falavam, mas tocavam juntos e isso já estava bom depois de tudo.
- Fico feliz que as coisas estão indo para um caminho bom, mesmo que esteja sendo devagar. – eu disse enquanto Daniel massageava minhas costas.
- Eu sei que um dia meu filho voltará para mim, sei disso. – Daniel sorria para mim concordando.
- Não temos preocupações no mundo, meu amor. – Daniel disse alargando o sorriso e beijando-me. Nisso ele também estava certo, por enquanto estávamos sem problemas. Ou achávamos que não...

FIM.

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Nota da autora: Meus lindos e lindas, deixa eu me explicar porque esse final ficou corrido e um cocozinho. Terminei essa história em uma noite, para ser mais precisa, em duas horas. Então sejam bonzinhos comigo! Espero que gostem como eu gostei do começo haha.
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