Autora: RaphaellaR. | Beta-Reader: Carry

Três meses atrás. – Bored to Death

Cheguei em casa e joguei os manuscritos que tinha de ler e corrigir sobre a mesa, tirei minha jaqueta jeans a colocando no encosto da primeira cadeira que encontrei. Andei no escuro até a poltrona onde costumava ficar sentado, ela já tinha praticamente o molde de meu corpo. Acendi a luminária que ficava sobre meu acento favorito e me joguei nele, pegando meu cachimbo e colocando um pouco de fumo de chocolate nele, depois o acendi e finalmente relaxei.
Uma música um pouco alta chamou a minha atenção, ela vinha do apartamento do prédio do lado, então resolvi prestar atenção na letra, era Toothbrush, dos DNCE, até que então passou uma mulher de cabelos coloridos, completamente nua na frente da janela, dançando e cantando com uma colher de madeira na mão. Aquilo sem dúvidas me fez rir. Arrumei minha poltrona para poder visualizar melhor a mulher, não pelo fato dela estar sem roupas, ok, pode até ser, mas pelo ânimo que ela estava.
O prédio do lado era de apês, então eu conseguia ver praticamente todo o ressinto de uma só vez. Vi ela amarrando um avental e começar a cortar alguns legumes, enquanto a música que tocava repetia sem parar. Nunca tinha visto alguém tão animado dançando sem roupas e cozinhando ao mesmo tempo. Sem dúvidas aquilo animou meu dia, e não digo de uma forma erótica, nem pesar, mas a alegria dela era contagiante, que quase me fazia dançar junto. Em sua virilha tinha uma tatuagem, bem escondida por sinal, era uma espécie de floral, não dava para ver muito bem por estar longe, mas tinha muitas cores assim como seus cabelos que balançavam de um lado para o outro conforme dançava. Não sei qual era a melhor parte, se era suas caretas, sua voz esganiçada ou se era a dança com a comida, era bem difícil de decidir.
Devo ter ficado ali a observando por duas horas, e sim, com a mesma música, e não, não consegui enjoar pelo simples fato deu estar concentrado nas ações daquela mulher, e não o que tinha ao seu redor. Percebi que ela gostava de fazer as coisas nos mínimos detalhes, que as coisas pequenas eram suas favoritas. E aparentemente não se importava se sua janela estava aberta ou as persianas mal fechadas. Afina de contas, quem era ela? Como nunca havia notado aquela mulher antes? Será que era nova no bairro? Enfim, não conseguiria descobrir mesmo, então o que me restava era apenas ficar ali no meu apartamento escuro sentando em minha poltrona gasta.
Depois daquele dia, observar minha vizinha todas as noites que chegava da editora virou meu afazer favorito. Minhas noites ganharam mais cores, se assim posso dizer. Durante algumas semanas descobri que ela se chamava , e que morava com seu namorado, ou marido, não sei ao certo, mas sei que ele era médico e estava fazendo residência em um hospital no centro, pois eles discutiram sobre o assunto em alguma noite qualquer. Ela odiava ficar sozinha em casa, mas parecia que não tinha amigos e que não gostava muito de sair sem ter algum objetivo. Ah sim, havia me esquecido, era modelo de uma agência na Zona Sul, e sempre colocava uma peruca loira quando saia a trabalho, claro, sem esquecer de seus óculos escuros. O mais engraçado era que ela se vestia pessimamente mal! Completamente fora de moda, o que me causa estranheza por ser uma modelo, mas quem se importa com suas roupas se ela em si era linda? E uma coisa peculiar era que ela não era fã de DNCE como pense que era, e sim de Prince, ela escutava ele sempre que podia.
– Então é você o dono desse cheiro de chocolate?! – Ouvi a voz de vindo do outro lado enquanto eu estava distraído revisando um manuscrito. Não pude conter um sorriso que saiu de meu rosto.
– Te incomoda? – Perguntei colocando o bloco grosso de folhas de lado e me ajeitando em minha velha poltrona. – Se quiser posso fechar a minha janela.
– Ah não, que isso. Fala sério, eu amo esse cheiro, lembra muito o que meu avô fumava. – Sorriu, se sentando no beiral de sua janela. – Não te incomodo com minha música alta, né? Porque meus vizinhos têm vontade de me matar. – Jogou seu cabelo para o lado, dando um sorriso.
– Para falar a verdade eu não consigo dormir à noite mesmo, então sua música alta durante a madrugada é o menor dos meus problemas. – Respondi a olhando de forma magnifica, ela além de tudo era simpática. – Ah propósito, me chamo . – Me apresentei, pois queria ter no mínimo uma amizade com ela.
– Nossa, sei como é esse problema com o sono, sofro da mesma porcaria. – Fez um gesto banal com a mão. – Eu me chamo , mas isso você já deve saber, pois o é um escandaloso e vive me berrando dentro desse miniapartamento. – A careta que surgiu em seu rosto foi muito engraçada. – Então, posso te chamar de ? é grande demais.
– Claro que não. – Fechei a cara e ela se espantou, eu ri com isso. – Pode sim , fique à vontade para me chamar como desejar.
– Que bom, porquê mesmo se não deixasse eu te chamaria de . – Deu de ombros. – Então, o que tanto lia aí? Parecia ser bem interessante, você quase não piscava.
– Estava me observando? – Questionei imediatamente.
– Sim, estava entendida, e o cheiro do seu cachimbo chamou a minha atenção. Então fui ver de quem era e percebi que vinha do seu apartamento, aí fiquei esperando um pouco para ver se me notaria aqui, mas não tive muito sucesso. – Uniu suas sobrancelhas parecendo indignada, depois riu. – Por fim tive que falar alto para chamar a sua atenção.
– Entendi. – Comentei. – Então, eu estava lendo e corrigindo um manuscrito de um cliente da editora na qual trabalho, e não, não posso te contar qual é a estória, é sigiloso. – Já falei antes que ela perguntasse, afinal todo mundo fazia a mesma pergunta quando descobriam que eu estava lendo um manuscrito.
– Hm, muito sem graça isso. Como se eu fosse abrir o facebook e contar todo o enredo e deixar em público. – Abaixou a cabeça, completamente decepcionada.
– Você é bastante expressiva. – Disse observando com atenção.
– Geralmente é o que falam, que o perigo nem é a minha língua solta, e sim, a caras que faço. – Riu descontraída. – Sabe, é meio difícil controlar isso. – Franziu o nariz junto com a boca. – Eu juro que tento, mas sai sem querer. – Soltei uma pequena risada de seu comentário. – Ai, porcaria, o chegou! Depois nos falamos, e sim, eu vou vim te chamar mais vezes. – Sorriu de uma forma meiga, e antes que eu pudesse responder, ela fechou a janela e a persiana logo em seguida.
Pronto, e essa curta conversa foi o suficiente para me deixar ainda mais curioso sobre quem era , a vizinha do prédio do lado. Não demorou muito para alguns berros de serem escutados, e para ser franco, nunca ouvia rebater no mesmo tom de voz, talvez ela não gostasse de brigar ou estivesse cansada o suficiente daquilo para rebater. Não vou mentir que aquilo me incomodava um pouco. Sei que o cara deveria chegar cansado e estressado por conta do trabalho, mas não era justo com que ficava completamente sozinha a porcaria do dia inteiro. Aquilo também era um tanto quanto estressante, e sem dúvidas deprimente, o que me surpreendia o bom humor dela, geralmente pessoas no lugar dela têm depressão ou algo do tipo. Bem, a única coisa que me restava agora era voltar ao meu trabalho.

Dois meses atrás. - After Midnight

Era eletrizante demais sentir a adrenalina que emitia. Aquela mulher era cheia de energia e fazia com que tudo ao seu redor ganhasse um brilho diferente. Simplesmente se tornava impossível não querer ficar perto, e com isso começamos a fazer várias coisas juntos. Hoje, sexta-feira, vou dar uma festa em minha casa por causa do meu aniversário, já que me obrigou a isso, então saímos para comprar algumas comidas e bebidas. Ela fazia questão de ajudar, e mesmo que eu falasse “não” ele não era respeitado em hipótese alguma, as vezes até acho que não sabe o que significa essa pequena palavra de negação. Teimosa e com uma personalidade forte, essa era a minha vizinha que cozinhava nua todos os dias.
! – Me chamou roubando toda a minha atenção, ela sempre fazia isso. – Veja, uma loja de piercing. – Apontou para a mesma no outro lado da rua.
– O que tem ela? – Perguntei sem saber onde queria chegar.
– Será que eles colocam piercing na hora? – Questionou já andando na frente e atrasando a rua sem ao menos olhar para os lados.
– Meu Deus, ! – Fui atrás dela a puxando rapidamente para que não fosse atropelada. – Presta mais atenção. – Pedi e ela me ignorou. – Blink-182 – Comentei ao entrarmos na loja, pois era uma música deles que tocava, e sem contar que era minha banda favorita.
– Arg, detesto eles. – Fez uma careta de nojo. Não tive nem tempo de rebater seu desdém. – Ah, oi! – Chamou o atendente com um aceno retardado de mãos.
– Olá, em que posso ajuda-la? – Se recostou em seu balcão enquanto mascava um chiclete de boca aberta.
– Vocês colocam piercing na hora? – Já estava olhando as joias atrás do balcão de vidro.
– Sim. – Respondeu o cara sem emoção.
– Que bom! Vou querer aquele ali. – Apontou para a joia.
– Vai ser aonde? – O cara pegou o que queria e lhe entregou.
– No lábio inferior. – Catou o negócio da mão do homem e se virou para mim. – Não é linda? – Me mostrou um piercing preto, reto, com uma pedra de brilhante igualmente preta na ponta da bolinha. Sem seu rosto tinha estampado um sorriso enorme.
– Sim, combina contigo. – então deu um pulinho e se virou, entregando a joia para o sujeito que nos olhava com tédio.
– Aguarde aqui enquanto preparo tudo lá dentro. – Saiu andando nos deixando sozinhos.
– Não sabia que você tinha vontade de colocar um piercing. – Comentei aleatoriamente.
– Nem eu. – Respondeu simplesmente e me olhando. – Acha que vai ficar legal?
– Tudo em você fica legal. – Dei de ombros, então recebi um tapa em meu braço. – Hey, posso saber o motivo disso?
– Você falou como se fosse tanto faz! – Reclamou cruzando os braços e fazendo um bico.
– Não falei! – Passei a mão onde ela havia acertado. – Realmente, tudo o que usa fica bonito, pois você é linda, e nada consegue ofuscar isso. – Rebati um pouco irritado pela agressão.
– É mentira. – Acusou virando de costas. – Você não se importa.
– O que? Está ficando louca? – Então comecei a ouvir a sua risada. – Ora, sua peste! – Soltei as sacolas e bagunçar seus cabelos, pois ela só estava de curtição com a minha cara.
– Ai, pare, ! – Pediu em meio dos risos.
– Moça, pode vir! – O homem gritou de dentro do estúdio.
– Fica aqui. – Pediu e entrou correndo no lugar.
Me sentei em uma pequena poltrona que tinha ali e esperei, mas não demorou nem dez minutos e já estava de pé na minha frente com seu lábio inferior, no lado esquerdo, perfurado. Aquele piercing tinha mesmo combinado com ela.
Voltamos para meu apartamento e logo o pessoal chegou. Era engraçado como chamava atenção, pois todos os meus amigos perguntavam quem era aquela estranha de cinco cores no cabelo. Eu simplesmente preferia não responder, e sim, isso poderia ser notado como um ato de egoísmo, mas não estava me importando. Por fim acabou criando algumas amizades, até porque era difícil ela não fazer isso. Já mencionei que achava ela sexy? Não? Então, eu acho, e nem precisa estar sem roupas para isso. Me pergunto se sabe que consigo vê-la nua quando anda pelo seu apartamento. Bem, de qualquer maneira, não vou ousar perguntar nada.

Um mês atrás. - Up All Night

Depois do meu aniversário, começou a andar com alguns amigos meus, criando ainda mais amizades, e agora mesmo que não nos desgrudávamos. E vou confessar que ela era a garota que eu não podia mais viver sem, era tudo que eu queria. Isso estava começando a me deixar louco. E em uma noite qualquer tivemos a brilhante ideia de subir no terraço do meu prédio para ficarmos deitados vendo as estrelas, nas quais eram tão lindas quanto elas. E foi ali que vi a oportunidade perfeita para falar o que eu sentia.
. – Falei enquanto ela estava deitada sobre meu ombro.
– Sim. – Se virou e me encarou. – Nossa! – Disse alarmada, fazendo a maior cara de espanto do mundo, e aquilo me preocupou um pouco.
– O que houve? – Perguntei logo, esperando por sua resposta.
– Seus olhos. – Comentou me encarando perplexa. – Um é azul, mas o outro tem um pedaço castanho. – Falou boquiaberta. – Como nunca notei isso antes? – Ficou os olhando. – São lindos.
– Ah, obrigado. – Agradeci um pouco sem jeito, e passei a mão em seu braço, em forma de carinho. Por um momento pensei em apenas beijá-la, mas conhecia ela o suficiente para saber que se não fosse isso que ela também queria, eu acabaria levando uma bofetada na cara. – Preciso falar uma coisa.
– Não fala nada agora. – Pediu, e seus olhos ainda fitavam os meus. – Estou admirando sua íris. Nunca tinha visto algo parecido. – Seu olhar era de uma criança curiosa.
– É porque isso é algo raro. Se chama heterocromia setorial. – Expliquei. Depois de um tempo dei um suspiro, precisava colocar para fora enquanto ainda tinha coragem. – . – Falei respirando fundo. – Estou apaixonado por você. – Soltei logo, e ela parou de se mexer e até mesmo respirar.
– Mas eu estou noiva. – Respondeu aos sussurros e abaixou a cabeça. – Me desculpe. – Sentou-se ainda olhando para o chão.
– Te desculpar por quê? – Levantei seu rosto para me encarar, e sentei-me a sua frente.
– Se te fiz pensar que eu queria algo contigo. – Me encarou triste. – Preciso ir. – Se levantou rapidamente e foi embora.
Eu? Eu não fiz nada a não ser ficar sentando onde estava com a maior cara de idiota do mundo. E agora sim, meus demônios não me permitiram dormir em paz. Tinha acabado de afastar , e eu sabia que ela não voltaria. Oh Deus, como sou um imbecil!

Agora. - I Miss You

Eu sentia sua falta mais do que deveria sentir. Não conseguia mais sonhar quando dormia, e isso quando dormia. Voltei até mesmo sair com minha ex-namorada para tentar afanar meus sentimentos por , mas isso de nada me adiantava, parecia que minha carência pela garota de cinco cores no cabelo só aumentava, e eu não tinha controle sobre isso. A escuridão vinha como uma cobra, se rastejando e me assombrando o tempo inteiro. Eu precisava de mais do que realmente pensava. Nem ao menos a via em seu apartamento mais, me perguntava se havia se mudado. Onde está você? Será que era tão ruim assim responder minhas mensagens? E eu, como todo o bom covarde não tinha coragem de ligar para ela. Até que me celular tocou, me assustei e vi que o nome de estava estampado no visor. Atendi rapidamente sem me importar se aquilo iria parecer um tanto quanto desesperador.
– Oi. – Falei ansioso para ouvir sua voz.
. – Me chamou de uma forma estranha, ela parecia triste. – Posso te pedir uma coisa?
– Claro. – Me prontifiquei imediatamente. – O que houve? – Era impossível não ficar preocupado.
– Você pode vir me buscar na casa da Kaya? – Pediu de uma forma envergonhada. – Não estou me sentido muito bem, e não consegui nenhum taxi. – Se explicou, então olhei no relógio e vi que era meia noite.
– Já estou chegando. – Avisei e antes de encerrar a ligação, ela me chamou. – Sim.
– Venha com os faróis apagados, por favor. – Encerrou a ligação antes deu perguntar o motivo.
Peguei minha jaqueta e desci correndo. Tinha algo de errado e ela precisava de mim. A casa de Kaya era longe da cidade, então eu levaria quase uma hora para chegar lá, mas talvez se passasse um pouco da velocidade permitida poderia chegar mais rápido. E foi exatamente o que fiz, cortando alguns sinais e carros na estrada. Assim quando cheguei, encontrei sentada no meio fio, abraçada com suas pernas, parecia com frio. Ela se levantou e entrou no carro antes mesmo deu sair para busca-la, assim que bateu a porta, me abraçou forte, encostando a cabeça em meu peito, seus braços estavam gelados.
– Hey, tome. – Tirei minha jaqueta e lhe entreguei. – Vista, você estar gelada. – Ela aceitou de bom grado.
– Obrigada. – Disse apenas sem a menor emoção.
Manobrei rapidamente e saímos dali. Foi só então que percebi que as cinco cores de seus cabelos haviam sido cortadas, e ele estava loiro, e um corte bem curto e reto. Sem dúvidas algo tinha acontecido no tempo em que nos afastamos. Quando a casa de Kaya sumiu de vista, resolveu falar.
– Já faz algum tempo desde que ouvi falar de você. – Comentei tentando puxar assunto, mas ela apenas se remexeu no banco permanecendo calada. – Ok, na hora que tiver vontade de falar estarei ouvindo. – Seus lábios perfeitamente pintados de vermelho se torceram.
– Já eu ouvi dizer que tem andado com outra garota. – Rebateu logo depois, e ela parecia um tanto incomodada com aquilo.
– O que ouviu dizer é verdade. – Respondi sem me importar. – Mas não quer dizer que eu tenha parado de pensar em você todas as noites, e rezado para que aparecesse na janela para me chamar. – A olhei, mas ela não ousou se mexer.
– Já senti algo assim. – Em sua voz tinha um tom bem azedo.
– Então sabe exatamente como me sinto. – Ressaltei para ver se esboçava alguma reação.
– Terminei com . – Falou simplesmente do nada, e eu tive vontade de parar o carro naquele mesmo instante e perguntar se aquilo era algum tipo de piada, mas não o fiz. – E eu vou todas as noites na janela para ver se te encontro lendo algum livro e fumando seu cachimbo de chocolate.
– E por que não me chama? – Questionei, pois já que queria falar comigo não tinha motivo para apenas ficar lá parada.
– Não queria atrapalhar. – Pude sentir uma alfinetada em sua frase.
– No mínimo me salvaria de não fazer alguma besteira. – Parei o carro no acostamento. – Vamos parar com isso, ok? – Me sentei de lado, ficando de frente para ela. – Por quê diabos me pediu para vir te buscar?
– Porque eu estava com saudades. – Levou sua mão até seus olhos, segurando o choro. – Porque eu não aguentava mais ficar naquela casa fingindo que sou outra pessoa, enquanto com você sou apenas eu mesma! – E nesse momento as lagrimas começaram a descer. – Eu preciso tanto de você. – Se atirou em meus braços e me abraçou com força. – Eu te amo, .
E foi aí que eu não precisava falar mais nada para completar sua frase. Apenas tirei seu rosto de meu peito e a beijei como nunca fiz antes com outra garota. Suas pequenas mãos envolveram em minha nuca, aprofundando ainda mais o que eu havia começado. Ela era tudo o que eu queria.

FIM.

Página no Facebook
Especial MaineFly

Nota da autora: Hey hey hey! O que acharam? Eu adorei essa short! Esses dois, ainnn, é muito amor. Então galera, é isso. Espero que tenham gostado. Beijos na bunda!

Meu grupo: Hora do chá da RaphaellaR.

Nota da beta: Encontrou algum erro de script/HTML ou de ortografia? Me manda um email. E não se esqueça de comentar!