American Boys do Too

Autora: Gabriela D. P. | Beta: Carry

Nesse inicio de noite do dia quinze de outubro de 2015, estava escorada junto ao bar e chorava diante de um grande copo de cerveja, acompanhada de sua amiga .
- Ele não te me merecia. É um babaca. – essas eram as palavras de consolo que a amiga de , falava para confortá-la naquele momento. Frases de praxe de toda melhor amiga.
Elas estavam de um lado do pub, tentando afogar as mágoas de um namoro de 3 anos que recém havia terminado. Claro que para eram as palavras de seu ex que ecoavam em sua mente: “Não te amo mais.”. Isso martelava sem parar em sua cabeça. Olhou para o copo à sua frente e virou com vontade um grande gole daquela cerveja, que mais parecia ser a solução de todos seus problemas.

Do outro lado deste mesmo pub, dois amigos, jovens e americanos. Brendan e , ambos bebendo e se divertindo em suas férias em Londres, era o último dia deles nesse país, amanhã retornariam para a América e tudo que eles queriam era tornar ainda mais inesquecível aquela Euro tour que estava chegando ao fim.
- Já que logo estaremos em solo americano novamente, devemos aproveitar essa noite. – Brendan animadamente ergueu sua bebida e ambos brindaram seus copos de cerveja, deixando respingar algumas gotas na mesa.
Enquanto bebiam e curtiam o som do pub, uma garota chamou a atenção de .
- Hey... Brendon, saca a loira ali no bar... – inclinou sua cabeça, indicando qual garota se referia ao amigo. – Ela me deu uma piscada. – ele sorriu abertamente para a loira que na verdade não parecia estar correspondendo às investidas do rapaz.
- Cala boca, deixa de ser idiota... – Brendan deu um soco no ombro do amigo. – Ela nem olhando pra cá está. – ele riu, debochando.
- Ela me olhou sim... Tenho certeza. – bateu o copo na mesa.
- Para de viagem, ... Você não anda pegando nem gripe, acha mesmo que ela estava flertando com você? Sonha... – o amigo insistia em não acreditar.
- Ah é? – levantou-se em um pulo da cadeira. – Quer apostar? – ergueu uma sobrancelha e esticou a mão para o amigo o desafiando.
Brendan olhou o amigo por mais alguns segundos. Viu o quão determinado estava e com certeza não perderia ver o amigo levar um fora de uma estrangeira. Seria mais uma boa história para contar da viagem.
- Quero sim. – Brendan apertou a mão de , selando a aposta. Assim que o amigo se distanciou, não pensou duas vezes em tirar o celular do bolso e começar a filmar.
estufou o peito, normalmente ele não tinha essa coragem toda, mas como ali ninguém o conhecia, não tinha nada a perder. Claro que o álcool também o ajudou a criar essa coragem toda, pois normalmente ele era um cara extremamente tímido.

- ! – chamou a atenção da amiga. – Larga esse cigarro, você tinha prometido parar.
- Eu tinha parado, mas hoje não tem como... Eu preciso. – pegou o isqueiro da bolsa e foi caminhando em direção à área de trás do pub. Estava com a cabeça tão longe, que mal percebeu o rapaz que se aproximava dela, apenas desviou dele e empurrou a porta que dava acesso aos fundos. , ficou sem reação e permaneceu alguns instantes parado dentro do pub.
atravessou a porta e escorou-se na parede. Posicionou o cigarro entre os lábios e bateu o dedo no isqueiro e então puxou uma tragada com vontade e mais uma lágrima escorreu em seu rosto. – Ele não merece nem mais uma lágrima. – falou para si, enxugou o rosto e continuou a tragar seu cigarro, lembrando tudo que havia acontecido nas últimas semanas.
Suas lembranças insistiam em perturbá-la, o rosto de seu ex namorado, as palavras rudes e a cartada final quando disse que não a amava mais, pois estava apaixonado por sua colega de trabalho e para piorar soube no dia de hoje que a vagabunda estava grávida dele. Foi demais para , todas essas informações em apenas duas semanas. Ela precisava esquecer aquele infeliz. Foi tudo tão rápido para Allan, que ela sequer queria perder mais um minuto precioso dela, pensando nele.

estava determinado nesta noite e não desistiria daquela loira que prendeu tanto sua atenção. Atravessou a porta de acesso aos fundos e logo a avistou. Antes de se aproximar, hesitou um pouco, mas lembrou que não ali ele podia ser um novo , mais destemido, direto e cheio de atitude. Pensou um pouco, pois não queria vir com qualquer papinho furado para cima dela, então por mais que ele não fumasse decidiu que naquele momento iria experimentar seu primeiro cigarro.
- Hey! – a cumprimentou despojadamente. – Desculpe, mas você tem um extra esqueci os meus no hotel.
o olhou um pouco desconfiada, mas lembrou que havia trazido mais de um, puxou do bolso do casaco e alcançou ao rapaz.
- Obrigado... – fez sinal como em tentar descobrir o nome dela.
- . – ela logo respondeu sem muito entusiasmo.
- Eu sou o . – Estendeu a mão e sorriu. Ao apertarem as mãos o sorriso de prendeu à atenção de . E então ela reparou bem no rapaz que estava à sua frente. Cada traço, seus dentes eram perfeitos, um sorriso contagiante, seus olhos castanhos e amendoados, seu cabelo era loiro e liso, levemente espetado para cima.
- Vai querer fogo também? – ela perguntou assim que recobrou seu estado temporário de transe.
- Como? – também havia se distraído pelo momento. – Fogo?
- Sim, pra acender o cigarro? – ela riu e alcançou o isqueiro à . Ele acabou por rir, afinal havia esquecido completamente do cigarro.
continuou a fumar, enquanto de uma maneira desengonçada tentava tragar seu cigarro.
- Acho que os cigarros ingleses são mais fortes. - Em meio tossidas ele tentava disfarçar sua inexperiência como fumante.
riu da atitude dele e então resolveu puxar conversa.
- Então , você é de onde? – expeliu a fumaça.
- Sou de Bunkerville, Nevada.
- Isso explica o bronzeado. – Valarie sorriu e voltou a tragar seu cigarro.
Continuaram a jogar conversa fora, até que depois de muito esforço terminou seu cigarro e lembrou o quanto estava cansado de ser aquele cara tímido e sem graça como era em sua cidade, então decidiu ousar. Ali ele não tinha nada a perder, afinal logo voltaria para os EUA.
acendeu o segundo cigarro, seria seu último, pois havia prometido à sua amiga que nunca mais voltaria a fumar depois dessa noite e ela pretendia cumprir com sua promessa.
jogou o toco de seu cigarro fora, se encheu de coragem e olhou para .
- Fume o que lhe resta. Está ficando tarde e não temos muito a perder. – terminou a frase olhando para ela com certa malícia.
não se deixou afetar, achou inclusive a atitude dele ousada e engraçada ao mesmo tempo. Ela pensou que não ia se deixar intimidar por aquele americano.
- Bem... – soprou o resto de fumaça. - Garotas inglesas só gostam de sexo. - ergueu sua sobrancelha e sem vacilar olhou firme para ele. Aquela resposta havia pego de surpresa, mas ele não estava de brincadeira, aquela garota realmente havia mexido com ele, havia despertado um lado totalmente novo e ele não desperdiçaria a chance.
- Tenho uma coisa pra te contar. – ele aproximou sua boca ao lado do ouvido de . - Os garotos americanos também gostam. – a loira ficou perplexa no que havia acabado de escutar, jamais imaginaria que aquela resposta. Aquele joguinho havia cruzado a barreira, a deixando extremamente intrigada e interessada por aquele estrangeiro ousado. Ela não sabia explicar, mas sentiu sua pele inteira arrepiar e seu rosto ficar corado. Ela tentou manter o controle da situação tragando mais uma vez seu cigarro e então voltou a sussurrar em seu ouvido.
- ... Em teus braços quero sentir o teu calor e o bater do seu coração. – Palavras doces era o que saiam de seus lábios, deixando totalmente entregue àquele momento.
Ela terminou de tragar seu cigarro e em um impulso a colocou contra a parede e acariciou seu rosto com a ponta do polegar.
- Você é linda.
O coração de parecia que sairia pela boca. Há alguns minutos atrás estava se sentindo triste e pra baixo e de repente ela sentia um turbilhão de sentimentos que mal ela conseguia distinguir o que era. Euforia? Carência? Precipitação? Tesão? Seria tudo ao mesmo tempo? Tudo que ela tinha certeza é de que o queria naquele momento, mas ela tinha aquela incerteza por se tratar de um total desconhecido, isso não era do feitio dela, jamais havia tido tal atitude, mal ela estava se reconhecendo naquele instante.
- Eu... – pensou por alguns instantes. – Eu vou para casa. – Pareceu o mais sensato a dizer, com certeza esse cara não vale nada e a última coisa que ela queria era se envolver com outro cara que apenas iria usá-la e na manhã seguinte a dispensaria e pegaria o primeiro voo para os Estados Unidos.
abusou de sua sorte e então a beijou, ignorando as palavras recém ditas por . Aquele beijou envolveu os dois de tal maneira, um explosão de sentimentos fez com que eles sentissem como se o mundo ao redor deixasse de existir. Ele a beijava como nunca havia beijado outra antes. Se era pra tornar aquela viagem inesquecível era melhor curtir o máximo que podia, pensou e se permitiu aproveitar aquele momento único. intensificou o beijo, tomada por um desejo que ela desconhecia.
Ambos afastaram-se brevemente para recuperar o fôlego. se deu conta que também estava cansada de ser a certinha e de ter tudo sempre planejado, aquela que nunca se dá ao capricho de seguir seus desejos e então decidiu que nesta noite se deixaria levar por sua vontade.
- Vou te mostrar como as garotas inglesas são inesquecíveis. Me encontre no estacionamento daqui dez minutos. – Ela depositou um beijo em sua bochecha e entrou novamente no pub. ficou parado ali por alguns segundos e não hesitou em voltar para sua mesa.
apenas se aproximou do amigo e disse:
- Nos encontramos pela manhã no hotel. – não deu mais nenhuma explicação e foi em direção à saída do pub, rumo ao estacionamento.

- ... – A amiga estava impaciente. – Fumou a carteira inteira, foi?
- e se eu lhe disser que hoje quero agir por impulso? – franziu a testa tentando entender do que a amiga estava falando.
- Como assim? Diria que você jamais seria capaz de agir assim.
Ao escutar a resposta de sua amiga, não teve mais dúvidas e decidiu sim seguir adiante, queria uma vez na vida agir sem pensar, sem planejar e seguir apenas seus instintos, necessitava ser uma nova , nem que fosse por uma noite.
- Cansei de ficar me lamentando pelos cantos e quero aproveitar a noite. – a loira rapidamente foi pegando sua bolsa. – Não fica chateada comigo, mas eu preciso sair daqui agora. Amanhã eu te conto. – Sem dar muito tempo para sua amiga tentar perguntar algo, saiu a passos largos até o estacionamento.

avistou a sua garota inglesa, apoiada em um Mini Cooper branco, com os braços cruzados e um lindo sorriso estampado em seu rosto.
- Era possível sentir esse tipo de atração por alguém que acabei de conhecer. – falou para si, enquanto caminhava em direção à ela. sentia-se diferente, mas sentiu seu coração acelerar a medida que ele ia se aproximando, o beijo de alguns minutos antes ainda estava vívido nela.
Entraram em seu carro e ela girou a chave na ignição, nunca havia se sentido tão segura de si quanto agora.
apesar de estar aparentando estar confortável com a situação, ele sentia-se inseguro, afinal não imaginou que essa mudança de comportaria o levaria até o apartamento dela.
Ambos estavam nervosos, mas queriam um convencer ao outro de que estavam acostumados a agir com essa espontaneidade toda e serem totalmente casuais, algo totalmente o oposto de suas personalidades.
Um riso nervoso escapou dos lábios de assim que abriu a porta de seu apartamento, sabia que agora não podia voltar atrás, ao mesmo tempo que queria ir adiante sentiu-se um pouco envergonhada, não estava acostumada a ter esse tipo de atitude. Não que ela não desejasse ficar com ele, apenas sentiu como se não fosse ela, tinha razão, ela não sabia agir por impulso, pensou.
percebeu certo nervosismo vindo da antes tão segura , assim que adentraram a sala.
- ... Posso te chamar assim? – também estava sentindo-se nervoso, ele não era tão impulsivo como estava demonstrando ser. Na verdade acabava sempre pensando demais e deixava algumas oportunidades passarem.
- Claro, pode sim. – escorou-se no braço do sofá. Ouvir ele chama-la de , soava estranhamente bom e a fez se sentir mais à vontade.
- Eu entendo que acabamos de nos conhecer... – coçou a nuca. - É normal se você me disser que se arrependeu, tudo bem... Eu pego um táxi de volta para o hotel e...
- Não é isso... – delicadamente o interrompeu. – É que eu... – Ela não queria mais fingir. A quem ela queria enganar, não conseguiria ser tão desencanada a esse ponto. – Eu não costumo agir assim, sabe? – olhou para o chão relevando sua timidez.
acabou sentindo-se aliviado, suas atitudes também não condiziam com quem ele era de verdade. Esse estilo pegador, não combinava com ele nem mesmo em outro país.
- Eu... – ele riu timidamente. – Não pense que estou mentindo, mas não costumo ser assim também. – explicou. – É melhor eu ir... Pegar um táxi. – sorriu e foi direcionando-se até a porta.
- Hey... Espera. – levantou-se e o segurou pelo braço. – Fica... Podemos conversar mais. Eu realmente gostaria de te conhecer melhor. A não ser que você queira mesmo ir embora.
imediatamente desistiu de voltar para o hotel, com certeza ele tinha interesse de conhecer mais sobre essa garota que o deixou encantado.
- Eu quero ficar sim. – abriu um amplo sorriso e acompanhou até o sofá.
E assim passaram algumas horas conversando e se conhecendo ainda mais. abriu uma garrafa de vinho, ambos notaram o quanto eram parecidos e tinham tanto em comum.
Até que mais um beijo aconteceu, foi lento, suave e suas bocas não queriam se largar, como se necessitassem uma da outra. E todo esse magnetismo entre os dois levou ao inevitável, então o silêncio do apartamento apenas era quebrado pelos suspiros e gemidos que deixavam escapar em meio a tanto prazer. O coração de parecia que iria saltar pela boca, o corpo de tremia e novas sensações foram experimentadas aquela noite, dois estranhos que pareciam ter sido feitos um para o outro.

Na manhã seguinte acordaram sem arrependimentos. sentia-se renovada, sequer lembrava do tormento da últimas semanas em sua vida, tudo parecia tão certo naquele instante. Mas só conseguia pensar em como conseguiria pegar seu voo depois dessa noite. Nenhuma mulher até agora havia feito ele se sentir assim. Ambos acordados, mas nenhum se movia, apenas curtiam a presença um do outro.
A melodia de The Way You Look Tonight - Frank Sinatra, preencheu toda a sala. E tudo que não queria era escutar o toque do seu celular. Provavelmente deveria ser Brendan ligando e isso foi o despertar para aquele momento tão agradável.
- Não é possível. Eu amo essa música. – comentou assim que levantou-se e foi em direção ao bolso traseiro de sua calça. – Eu vou preparar um café para nós. – se direcionou para a cozinha enquanto atendia a ligação.
E ele estava certo, era Brendan do outro lado da linha. Enfurecido, o amigo pediu para que voltasse logo para o hotel, precisavam fazer o check out, para poderem ir para o aeroporto. Desligou o celular com um aperto no peito, não queria ser o cretino que foge na manhã seguinte.
- ... – caminhou tranquilamente até a porta da cozinha enquanto abotoava sua camisa. deparou-se com ela apenas de calcinha e uma baby look preta, preparando alegremente o café da manhã. E ele estava prestes a estragar o momento. – , eu...
- Sim? – virou de frente para ele segurando uma xícara e alcançando outra para ele.
- Eu preciso ir embora. – falou com certa dificuldade, não estava sendo fácil para ele fazer esse papel.
- Tudo bem... – Embora por fora demonstrou tranquilidade, por dentro ela estava sentida com tudo isso. Ela realmente havia sentido uma grande conexão com , uma conexão que nunca havia sentido sequer com Allan. Ela sabia que ele teria voltar para sua cidade, seu país, mas algo que ela não esperava era sentir todo esse incomodo todo por isso estar acontecendo agora, não queria que ele partisse. – Que horas é o seu voo?
- Daqui 4 horas, mas eu preciso voltar no hotel ainda e... – bebe um gole de seu café. – , queria dizer que... – deu um longo suspiro. – Pode parecer louco o que vou dizer, mas te achei incrível e o que menos eu queria era ir embora. – era assim, não escondia o que sentia.
- E eu não queria que você fosse. – revelou. O ar de despedida pairou naquela cozinha. largou a xícara na pia e então depositou um beijo nos lábios de e entre olhares tristes ela o acompanhou até a porta.
- Com certeza você é uma inglesa inesquecível, . – sorriu. - E saiba que seu telefone está bem aqui anotado.
Então despediram-se com um último beijo e viu as portas do elevador fechando-se lentamente até não ver mais o .

Duas semanas haviam se passado desde que havia voltado à sua vida real em Bunkerville. Tentou ligar para e falaram-se apenas dois dias por Skype e então pouco se falaram nos dias seguintes. Até que na sexta-feira recebeu uma mensagem dela:

Xx Hey garoto americano, acabei de chegar em Bunkerville a trabalho, estou no aeroporto. Que tal oferecer toda essa hospitalidade americana e me dar uma carona? ~ xX

não estava acreditando no que havia acabado de ler, respondeu rapidamente a mensagem e em dois segundos chegou até a garagem e subiu em sua moto.
Chegando ao aeroporto logo a avistou, parada e com apenas uma mochila nas cotas. Ela estava ainda mais bonita, pensou. Sim, apenas se passaram duas semanas, mas para parecia uma eternidade, essa garota realmente havia mexido com ele, era algo inexplicável.
- Quantos dias você vai ficar? – Foi a primeira pergunta de .
- Dois dias. – ela respondeu, enquanto caminhavam de mãos dadas até o estacionamento.
não conseguia deixar de pensar em como ele sentia-se tão a vontade com ela, como se a conhecesse há séculos? E ele mal sabia, que se fazia a mesma pergunta.

Dois dias passaram-se voando e não estava pronto para despedir mais uma vez de , aquilo não era o certo, não conseguia mais imaginar sua vida longe dela. Estavam no aeroporto até que uma música começou a tocar, The Way You Look Tonight - Frank Sinatra e dessa vez não era o seu celular e sim de um radinho de um senhor que estava sentado próximo à eles. Foi quando viu aquilo como um sinal.
- Eu sei que você tem toda sua vida em Londres, mas eu pensei algo louco agora. – estava determinado. – Quer casar comigo?
- Algo louco? – ela riu nervosa. – Isso é insano! – ela gargalhou. ria, mas ao mesmo tempo não se assustou com a pergunta, era como se ela esperasse escutar isso de . E mais esses dois dias juntos apenas confirmou o sentimento que ela sentiu desde a noite que passaram juntos. E sim, aceitar essa proposta seria insano, mas ela pensou: “Talvez pudesse ser algo insanamente certo?”
- Isso é não? – Com desanimo ele olhou firme em seus olhos.
- Não... eu... – se atrapalhou um pouco. – É sim, . Eu aceito. – sentiu-se extremamente impulsiva, mas se não fosse a noite no pub em que decidiu seu instinto falar por ela, jamais teria conhecido e não estaria agora aceitando essa proposta doida. O peito de poderia explodir de tanta felicidade, não conseguia explicar de onde saía tanta impulsividade quando se tratava de .
- Vamos... – a pegou pela mão, guiando-a até a moto.
- Pra onde? – perguntou confusa.
- Las Vegas... – Ele subiu na moto e alcançou outro capacete a ela.
- Agora? – disse espantada.
- Sim... – ele sorriu. – Apenas envolva suas pernas em volta de mim e aproveite o passeio. Confia em mim.
sentia-se tão segura que não hesitou em subir na garupa da moto e perder o controle de vez, soltar todo o fogo de sua alma.

Ao som de The Way You Look Tonight de Frank Sinatra, o padre, melhor dizendo, o Elvis oficializou o matrimônio. Nem eles acreditavam no que estavam fazendo.
antes de beijá-la olhou bem nos olhos de .
- ... Sei que tudo isso e meio louco... Mas nem tudo que é planejado é sinal de que vai dar certo. Às vezes precisamos seguir nossa intuição. E eu sei que em algum lugar do mundo, alguém está fazendo amor ao som dessa música nesse momento. Em algum lugar dessa cidade, bandas de cover estão tocando essa música nesse momento. E essa música está agora fazendo parte da nossa união. , minha garota inglesa, diga-me todos os seus desejos, deixe-me saber e eu vou tentar te fazer feliz. E não vou parar até o dia em que eu morrer, porque eu preciso de você e eu posso ser o seu alguém e dar tudo o que você precisa. E quando se trata de amor, não existe fórmulas, basta apenas dois doidos dispostos a dar certo.
envolveu seus braços na cintura de , puxando-a bem próxima a ele e em seu ouvido ele sussurrou:
- Garotos americanos gostam de sexo, mas acabam se apaixonando também. – e então selou seus lábios aos dela.
FIM.

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Especial MaineFly

Nota da autora: Gentee, nem sei o que dizer. Eu espero que tenham gostado, porque tive um mega bloqueio de dias na metade da história, mas ela saiu a tempo!! Não conhecia nenhuma das duas músicas e só tenho a dizer que me apaixonei pelas duas, estão na minha playlist agora. Não sei se cumpri com as expectativas, mas prometo melhorar. Acho que era isso. Bjusss a todas e até o próximo desafio.

Nota da beta: Encontrou algum erro de script/HTML ou de ortografia? Me manda um email. E não se esqueça de comentar!