Autora e Beta: Babi S.

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- Você deu match com !
- Quem? - perguntou, tirando o rosto da abertura da maca de massagem.
- O jogador do Real Madrid. Em que mundo você vive, ? - a outra rebateu com indignação, apoiando a mão que não segurava o celular da amiga na cintura.
- Tanto faz, Belinda. Eu nem sei por que você ainda tá insistindo nesse aplicativo - ela disse e fez uma careta antes de encaixar o rosto novamente no buraco para voltar a apreciar seus músculos relaxarem com o toque das mãos delicadas da massagista.
- Toma, manda um oi pra ele.
bufou e, em seguida, se levantou mais uma vez, apoiando os cotovelos na superfície macia, e tirou o próprio celular da mão de Belinda.
Na tela, estava aberto o Rendezvous, um aplicativo de encontros românticos somente para quem os administradores considerassem importantes o bastante para ter um perfil ali. não se considerava importante para estar no meio de tantos famosos, mas ser dançarina de artistas como Enrique Iglesias, Shakira e Ricky Martin havia, aparentemente, dado o status necessário para que ela fosse digna de ter um perfil no Rendezvous.
A ideia de enviar seus dados por e-mail para a equipe que avaliava quem entraria ou não no APP havia partido de Belinda, sua amiga e também dançarina, que dizia que ela precisava superar o ex-namorado canalha que havia a traído e arranjar um novo amor. Belinda parecia ter certeza de que o amor da vida de estava no Rendezvous, apenas esperando pelo famigerado match.
O polegar de deslizava pela tela do celular enquanto ela analisava, uma a uma, as fotos do tal e só então ligou o nome à pessoa.
A primeira era uma selfie em que ele estava de boné e com uma expressão marrenta estampada no rosto. Na segunda, estava dirigindo e, na terceira, com o olhar perdido em algo que não havia sido capturado pela câmera, vestido com uma regata que deixava seus braços fortes à mostra. A quarta parecia ter sido retirada de uma propaganda da Adidas. Na quinta e última, ele estava relaxando na beira de uma piscina, usando apenas uma sunga.
- Você não queria me arranjar um namorado? - ela falou, rindo levemente. - Ele não tem cara de quem... se apega.
- A gente pode abrir uma exceção pro . Se for com ele, só sexo também tá valendo - Belinda disse, abanando o ar com uma das mãos. Dirigindo-se à massagista, continuou: - Você não concorda comigo, Lupita? Pode ser sincera, não tem problema.
- É, ele é um homem charmosão - a outra respondeu em um tom divertido, ainda fazendo seu trabalho.
- Você conhece esse cara? - questionou ao mesmo tempo que olhou para trás, tentando encará-la por cima de seu próprio ombro.
- Meu marido é madridista fanático, conheço o elenco inteiro por causa dele.
- Saber quem é é um mero detalhe - Belinda disse e estalou a língua no céu da boca. - Vai, manda um oi logo.
- Mais tarde eu mando, estou com preguiça - rebateu, bloqueando a tela do celular, e o deixou de lado antes de voltar a se deitar, encaixando a cabeça mais uma vez na abertura da maca.
- Mas você vai mandar mesmo, né?
- Vou, Belinda.
- Ótimo. Estou indo embora, depois a gente se fala - ela falou, soando satisfeita. - Não esquece de me mandar screenshots da conversa!
bufou discretamente depois de ouvir a porta bater.
- Vai falar com ele mesmo? - a massagista questionou.
- Talvez. Pelo menos ele é gostoso.

(, 19 de dezembro de 1987) é um futebolista que atua como atacante. Atualmente joga pelo Real Madrid.
Assim começava o artigo da Wikipédia sobre .
Depois de um dia inteiro de ensaio para a nova turnê de Enrique Iglesias, estava em casa pela noite quando se lembrou do jogador de futebol que estava entre seus matches no Rendezvous, todos conquistados graças aos likes que Belinda distribuía para todos os caras considerados por ela bons partidos para a amiga. Dentre os diversos empresários, cantores e atores não muito famosos, havia sido o primeiro a despertar uma certa curiosidade em . Quando menos percebeu, ela estava pegando o celular e digitando o nome do jogador do Real Madrid no Google.
Em poucos minutos, ela não apenas havia descoberto toda a trajetória dele como futebolista, como também já tinha uma lista de todos os casinhos amorosos que ele tivera nos últimos anos e outra das inúmeras multas que ele havia levado por excesso de velocidade no trânsito de Madrid. Ele também tinha uma filha de 3 anos com uma ex-namorada, que, segundo alguns sites de fofoca, ele havia traído com uma jornalista esportiva.
parecia ser o típico bonitinho, mas ordinário. O cara perfeito para uma aventura.
Mesmo que não planejasse nada daquilo até aquele momento, sentiu-se quente com o simples pensamento de experimentar dormir com um cara diferente dos que estava acostumada.
Abriu o bate-papo do aplicativo e, depois de digitar e apagar em seguida um “oi”, um “olá”, um “hey”, e até um “e aí?”, ela finalmente decidiu como iniciaria a conversa.

: Bonsoir!

Depois de enviar a mensagem, deixou o celular de lado e puxou o edredom para se aconchegar melhor na cama enquanto tentava prestar atenção em um episódio de Friends que via pela milésima vez.
se esforçava para se focar nas cenas que passavam na tela da televisão e esquecer os olhos castanhos de quando o celular apitou, indicando uma nova notificação. Ela pegou o aparelho mais rapidamente do que pretendia (e se xingou mentalmente por isso) e descobriu que a notificação era exatamente a que ela esperava.
havia respondido sua mensagem no Rendezvous.

: Bonsoir! Você fala ?

mordeu o sorriso divertido que surgiu em seus lábios enquanto encarava a tela do celular e considerava algumas opções de resposta.

: Na verdade, não. Estou em busca de um professor. 😉

Enviou a mensagem, torcendo para que não tivesse soado boba, mas sim provocante na medida certa. Havia perdido a prática para essas coisas, já nem lembrava qual fora a última vez em que flertara com alguém.
Em poucos segundos, uma nova mensagem apareceu no chat.

: Opa, onde eu me candidato?

riu, satisfeita, e se pôs a digitar uma resposta imediatamente.

: Você tá participando do processo seletivo desde que demos match.
: Estou indo bem?
: Por enquanto, sim.
: Ufa! Você é dançarina, né?
: Sim, e no momento estou me preparando pra nova turnê do Enrique Iglesias.

Um sorriso brincava no rosto de enquanto ela lia e respondia as mensagens de . Mesmo que estivessem apenas conversando por mensagens de texto, o jogador parecia ser um cara bastante agradável. E um cara gostoso e agradável, era, definitivamente, muito mais do que ela esperava encontrar no Rendezvous.

: Uau! A gente pode fazer uma troca… Você me ensina a dançar e eu te ensino a falar . O que acha?

riu da proposta divertida. Sentia que muito em breve a chamaria para sair.
Se não chamasse, ela mesma faria isso.

: Gostei da ideia, vou pensar no seu caso.
: Você tem alguma coisa pra fazer na sexta à noite?

Uma risada escapou pela garganta da dançarina. Não imaginou que seu desejo fosse ser atendido assim, tão rápido.

: Sim!

Ela enviou a mensagem, prendendo o riso, e esperou ansiosamente pela resposta.

: Sério? É o único dia que eu tenho livre nas próximas duas semanas. 😕
: Pior que é sério. Vou sair com .

Digitou enquanto ria, se divertindo com a situação. Daria qualquer coisa para ver a cara dele naquele momento.

: Hahaha! Caramba, eu fiquei chateado de verdade.
: Desculpa, eu não resisti. 😂
: Tem um jeito de você se redimir. Me passa seu número.

encarou a tela do celular, intrigada. Não via problema algum em dar seu número para , mas optou por se fazer de difícil.

: Me dê um bom motivo pra eu te passar meu número se podemos nos comunicar por aqui...
: Acho mais prático conversar pelo WhatsApp. Até mesmo pra você me mandar seu endereço e a gente combinar um horário pra eu ir te buscar.
: Justo.

Depois que passou o número de seu celular para , foi chamada no WhatsApp logo em seguida e, como dito, o jogador pediu seu endereço e ambos concordaram que 20h era um bom horário para ele ir buscá-la em casa. Também decidiram juntos que seria mais interessante que o local para onde iriam só fosse escolhido no dia.
não tinha ideia do que esperar desse encontro e isso a deixava ainda mais ansiosa para que sexta-feira chegasse logo.
Na verdade, a única coisa que ela esperava era terminar a noite em uma cama com .

- Anda, ! Eu marquei às 17h com o Pablo.
fechou o zíper da mochila e a pendurou no ombro antes de caminhar na direção da amiga, que a esperava na porta do vestiário. Deu uma olhada rápida no relógio em seu pulso para constatar que era 16h33min.
- Você sabe que a gente não leva nem quinze minutos pra chegar lá, né?
- Só quero ter certeza de que vai dar tudo certo - Belinda respondeu, já saindo andando pelo corredor.
- Tá parecendo que o encontro é seu, não meu - disse, fazendo uma careta, enquanto tentava acompanhar os passos apressados da outra.
- Você vai me agradecer por isso depois - ela disse e olhou rapidamente para trás antes de sair pela porta do estúdio de dança. - Se ele não for o amor da sua vida, um sexo bem gostoso já vai fazer valer o esforço.
revirou os olhos, mas acabou rindo, e as duas seguiram na direção do carro de Belinda, que estava estacionado do outro lado da rua.
- A segunda opção é mais provável, né? - questionou com diversão.
- Quem disse? - a outra rebateu, levantando os ombros. - Era provável que o Rubén fosse o amor da sua vida e, no final das contas, você acabou sendo chifrada e descobrindo que não era, né?
- Eu te odeio - disse por falta de um argumento contrário e abriu a porta do automóvel para, em seguida, sentar-se no banco do passageiro.
Belinda se acomodou atrás do volante, rindo com satisfação.
Era sexta-feira, o dia de seu encontro com , e não podia negar que sentia um leve frio na barriga de ansiedade. Não sabia muito bem o que esperar, pois, além de nunca ter saído com alguém que tivesse conhecido em um aplicativo de encontros antes, não saía com ninguém desde o término de seu namoro com Rúben quase quatro meses antes. Entretanto, havia conversado mais um pouco com o ao longo da semana e ele a fazia se sentir cada vez mais à vontade com seu jeito leve e descontraído. Estava otimista de que aquele encontro não seria um completo desastre.
estava distraída, observando as ruas de Madrid passarem pela janela, quando Belinda soltou um gritinho agudo que a fez levar um susto.
- Meu Deus, , você tá com a depilação em dia, né? - a outra perguntou, uma expressão de pavor estampada no rosto, e ela gargalhou.
- Relaxa, mulher. Eu fui na depiladora essa semana.
Belinda suspirou, aliviada. Havia se esquecido completamente de incluir a depilação íntima completa quando marcou um horário no salão de beleza de seu primo Pablo para que pudesse arrumar o cabelo e fazer as unhas das mãos e dos pés.

Antes mesmo de sair pela porta do prédio, pôde avistar a Ferrari de um tom cinza fosco estacionada na rua e arregalou os olhos, impressionada.
Tinha uma boa condição financeira, um apartamento decorado por um designer de interiores renomado em Salamanca, um dos bairros nobres de Madrid, um closet repleto de roupas, sapatos e bolsas de marcas famosas, já havia visitado inúmeros países… Não podia reclamar, tinha uma vida muito boa graças à carreira de dançarina, mas ser levada para um encontro dentro de uma Ferrari definitivamente estava um pouco além dos seus padrões.
Ela se recompôs antes de sair do prédio e, logo em seguida, viu a porta do automóvel se abrir e dar a volta no carro.
Os olhos do subiram por todo o corpo de , desde os sapatos de salto, passando pelas pernas levemente torneadas que o vestido curto e justo deixava à mostra e, por fim, chegaram ao sorriso simpático que a dançarina tinha nos lábios. mal podia acreditar que ela era ainda mais bonita pessoalmente do que nas fotos.
- Ei, - ele disse, sorrindo em resposta. - É um prazer te conhecer finalmente.
- Digo o mesmo - a mulher respondeu e sentiu os dedos do jogador tocarem de leve sua cintura enquanto eles se cumprimentavam com dois beijos nas bochechas. - Pode me chamar de , .
Ele riu levemente quando a espanhola piscou um olho.
- Certo, - respondeu, também piscando um olho. - Vamos?
concordou e abriu a porta do passageiro, dando espaço para que ela adentrasse o carro. Ela agradeceu a gentileza antes de se acomodar no banco espaçoso da Ferrari e, em seguida, o outro deu uma corridinha para dar a volta e se sentar atrás do volante mais uma vez.
- Aonde vamos? - questionou assim que deu partida no carro, seguindo pela rua pouco movimentada em que ela morava.
- Eu fiz uma reserva em um restaurante árabe que eu costumo ir, se chama Las Mil y una Noches. Você gosta de comida árabe?
- Já ouvi falar desse restaurante apesar de nunca ter ido, mas gosto de comida árabe sim - a dançarina disse. Vinda de um de origem argelina, a escolha parecia óbvia, mas, mesmo assim, ela gostou da originalidade. Em um tom divertido, questionou: - E se eu não gostasse?
- Eu fiz reserva em mais dois restaurantes, um e um italiano, torcendo pra você gostar de um dos três - ele confessou e as risadas de ambos ecoaram pelo automóvel.
- Gostei, você é um cara prevenido. Aliás, qualquer uma dessas opções ia funcionar.
- Então já tenho opções pra próxima vez que a gente se encontrar - respondeu e riu pelo nariz, pensando se ele só estava querendo impressioná-la ou se estava sendo sincero. - Como foi seu dia?
- Um pouco cansativo por causa dos ensaios pra nova turnê do Enrique Iglesias, mas eu adoro isso - ela respondeu, mostrando um sorriso fechado na direção dele.
- Eu te entendo. Esse final de temporada está sendo uma loucura porque temos vários jogos importantes, mas eu também adoro, não trocaria isso por nada nesse mundo.
O caminho foi bem descontraído, os dois engataram em uma conversa sobre preparação física, aspecto necessário para as profissões de ambos, e descobriram ter assunto de sobra.
Quando foram perceber, estavam em frente à fachada chamativa do Las Mil y una Noches, iluminada por luzes de néon. O restaurante era ainda mais extravagante na parte de dentro, um espaço amplo com uma decoração tipicamente árabe e um aroma agradável de incenso exalando por todo o ambiente enquanto uma música árabe tocava ao fundo.
se identificou e os dois foram guiados por um homem vestido a caráter. Passaram pelas mesas espalhadas pelo local, praticamente todas ocupadas, até que chegaram em uma das quatro mesas que circundavam o salão e, além de sofás e muitas almofadas, possuíam cortinas leves e quase transparentes para proporcionar maior privacidade para os clientes que estivessem dispostos a pagar um pouco mais caro pela experiência. Como o espaço era grande e capaz de comportar quase dez pessoas, cada um se sentou de um lado de um dos sofás que formava um L e, assim que estavam devidamente acomodados, receberam o cardápio.
- Você tem alguma sugestão? - questionou, passando os olhos pelos nomes e fotos. Tudo parecia extremamente apetitoso.
- De entrada, geralmente eu peço pão árabe e alguma pasta. Qual dessas você prefere? - questionou e a dançarina analisou a lista no cardápio.
- Pode ser baba ghanoush - ela respondeu e chegou a sentir o gosto da pasta de berinjela assada que já havia comido algumas vezes e achava uma delícia.
- Como prato principal, eu gosto desse kibe - o outro disse, se inclinando para indicar a foto do tipo de kibe ao qual se referia no cardápio que tinha em mãos. - De acompanhamento vem coalhada seca e salada fattoush.
- Vou confiar em você - ela disse, fechando o cardápio, e sorriu antes de chamar o garçom, que aguardava pacientemente do outro lado da cortina, para fazer o pedido combinado, acrescentando uma garrafa de vinho rosé.
Eles debatiam sobre a culinária árabe, comparavam seus gostos e analisavam a ambientação do restaurante, quando o garçom voltou com a entrada e os serviu. O papo continuou assim que o homem se retirou, fechando a cortina mais uma vez ao sair, e os dois degustavam da pasta de baba ghanoush e do vinho enquanto seguiam conversando sobre a cultura árabe.
- Posso te fazer uma pergunta bastante clichê? - questionou quando o assunto morreu, sentindo-se confortável o bastante. meneou a cabeça, assentindo, e ela bebeu um gole de vinho antes de continuar: - Qual é o seu objetivo no Rendezvous?
O jogador riu anasaladamente enquanto fitava a expressão curiosa no rosto da dançarina.
- Pode não parecer, mas a vida de um jogador de futebol não é fácil. A gente não tem muito tempo de sair, conhecer pessoas novas, e eu prefiro usar o meu tempo livre pra descansar. Então um amigo meu, outro jogador de futebol, me indicou esse aplicativo - explicou e deu de ombros. - Não tenho exatamente um objetivo. Quando alguém chama minha atenção, eu convido pra sair e deixo rolar. Geralmente não passa de um ou dois encontros, mas cheguei a namorar por alguns meses uma modelo que conheci no Rendezvous.
balançou a cabeça, demonstrando compreensão, e se pegou imaginando qual das mulheres que viu ao lado de em fotos na internet era a tal ex-namorada em questão, mas logo foi puxada de volta à realidade quando a voz do adentrou seus ouvidos.
- Acho que eu posso te fazer a mesma pergunta, uh?
Ela o fitou nos olhos e riu baixo antes de soltar um longo suspiro.
- Pra falar a verdade, eu não fui parar lá por vontade própria. Depois que eu terminei com meu ex, minha amiga cismou que eu preciso sair com outros caras e criou o meu perfil - ela contou sem se importar se deveria ou não ser tão sincera em um primeiro encontro. Estava extremamente à vontade com . - Eu não ligo muito pra esse APP, ela que fica curtindo os caras e tudo mais.
- Então não foi você quem curtiu o meu perfil - o jogador afirmou e estreitou os olhos, fingindo-se desconfiado. - Foi com ela que eu conversei?
- Não, era eu - a outra respondeu, rindo. - Ela não me obriga a conversar nem sair com ninguém, só dá um empurrãozinho.
- Que bom que você tá aqui por vontade própria, já estava ficando preocupado - disse, sorrindo, e piscou um olho antes de pegar a taça de vinho em cima da mesa e dar um longo gole.
O prato principal não tardou a chegar e, assim como a entrada, estava tudo uma delícia. Junto com o ambiente acolhedor e a companhia agradável de , se sentia recebendo um velho conhecido em casa, não em um encontro com um cara que havia acabado de conhecer depois de um match no Rendezvous.
O casal finalizava a refeição quando as luzes foram abaixadas e o centro do restaurante foi iluminado, onde, em seguida, um homem surgiu com um microfone e anunciou que uma apresentação de dança do ventre estava para começar. e puderam ver a movimentação através da cortina quase transparente e o jogador comentou que aquele show sempre acontecia nos fins de semana. O garçom que os atendia apareceu e perguntou se eles gostariam de assistir à apresentação e, após um olhar questionador de na sua direção, assentiu com a cabeça.
Depois que o garçom abriu a cortina por completo e se retirou mais uma vez, uma mulher de longos cabelos castanhos escuros surgiu no espaço aberto no meio do restaurante. Ela estava deslumbrante, vestida com o traje usual de dança do ventre, o sutiã era todo coberto por pedrinhas douradas e vermelhas e, da barra, saíam alguns cordões também dourados que caíam como uma cascata pela parte superior de seu abdômen. A saia era feita das mesmas pedrinhas na parte da cintura e um longo pano de um tom vermelho vivo ia até os pés.
A dançarina do ventre andava a passos calmos conforme a introdução de uma música árabe tocava, exalando sensualidade, e tinha todos os olhos vidrados em si. A música foi se tornando mais agitada e os movimentos dela também. Os quadris da mulher requebravam de um lado para o outro, seguindo o ritmo, e o busto e os braços dela os acompanhavam, completando a dança tão atraente.
- A flexibilidade dessas mulheres é incrível, né? - comentou, a voz dele fazendo despertar do transe causado pela apresentação espetacular da dançarina do ventre.
- Nem me fale. Eu tive que fazer umas aulas de dança do ventre pra trabalhar com a Shakira, isso abriu meus horizontes - respondeu sem tirar os olhos da dançarina, que agora interagia com os clientes sentados nas mesas próximas a ela enquanto continuava sua dança.
- Você sabe dançar isso? - o outro rebateu, demonstrando sua surpresa, e fitou a expressão chocada em seu rosto.
- É tão surpreendente assim? - ela questionou, fazendo o outro soltar um risinho ao mesmo tempo que a olhava de cima a baixo, a imagem de dançando com os mesmos trajes da dançarina do ventre passando por sua cabeça.
- Eu só acredito vendo - ele falou, desafiador, e abriu a boca, ultrajada.
- Tá bom.
A espanhola deu de ombros e bebeu o restante de vinho que a taça que ela segurava continha antes de deixar o vidro sobre a mesa e se inclinar para tirar os sapatos de salto dos pés.
a observou se levantar sem reação e não pôde evitar uma risada quando ela piscou um olho e saiu andando graciosamente na direção de onde a dançarina ainda se apresentava. deixou que as taças de vinho que havia tomado naquela noite controlassem suas ações e se aproximou da morena, que não entendeu o que estava acontecendo até vê-la imitar a coreografia, mas pareceu não se importar com a intromissão. E muito menos os clientes que assistiam ao show se incomodaram, muito pelo contrário, todos bateram palmas e gritaram em aprovação.
se deixou levar pela música, permitindo que seu corpo se tornasse leve e seguisse o ritmo da música. Como em toda vez que subia ao palco, sentia como se aquele fosse um universo paralelo. Era como se estivesse a sós com a outra dançarina e a única coisa que ambas necessitavam para viver fosse, simplesmente, dançar.
a assistia ao longe, completamente hipnotizado pelos movimentos dos quadris de , sem piscar uma vez sequer. Estava tão fora de si que mal notou quando a apresentação acabou e cumprimentou a dançarina com um aperto de mão antes de sorrir para o público, que as aplaudia, e fazer o caminho de volta.
A espanhola passou pela cortina em meio a risos e a fechou atrás de si.
- Agora você acredita que eu já fiz aulas de dança do ventre? - ela questionou com um sorriso travesso nos lábios e se sentou no sofá ao lado de .
- Essa foi a coisa mais incrível que eu já vi - ele disse, sincero, e observou atentamente a mulher jogar o cabelo para o lado ao mesmo tempo que esboçava um sorriso tímido que contrastava com a audácia que ela teve de se intrometer na apresentação e dançar para todo mundo ver.
- Obrigada.
Os dois se encararam por algum tempo e se desconectaram de tudo que acontecia à sua volta. De repente, levou uma das mãos à nuca da espanhola e a puxou para que suas bocas se unissem. Só então, enquanto se beijavam calmamente, se deram conta do quanto desejaram por aquilo desde que puseram os olhos um no outro ao se encontrarem no início da noite.
O beijo partiu-se naturalmente depois de um tempo, mas deixou os dois loucos por mais.
- , você quer ir pra um lugar mais… reservado? - o questionou contra os lábios dela.
- Eu adoraria - a outra disse, sorrindo de lado, e grudou a boca à de mais uma vez para um selinho rápido.
Em seguida, se levantou para pegar e calçar os sapatos enquanto ele chamava o garçom e pedia a conta.

Jamais passaria pela cabeça de que, ao convidá-la para um lugar mais reservado, estaria se referindo a uma suíte presidencial do hotel Eurostars Madrid Tower, um dos mais caros de Madrid. O quarto era espetacular, dividido em uma área com sofás e uma mesa para reuniões e outra mais recolhida, onde o hóspede podia descansar com muita comodidade.
Ela estava extasiada com a vista de tirar o fôlego do Paseo de la Castellana que contemplava debruçada na janela, observando os automóveis que passavam pela principal avenida da capital espanhola toda iluminada.
- A vista daqui de cima é linda, né?
sentiu o corpo de colar ao seu por trás, uma das mãos dele pousando em sua cintura e a outra estendendo uma taça de champanhe.
- Espetacular - ela falou, sorrindo, e deu um gole na bebida. - Estamos sempre tão ocupados com a rotina que nem nos damos conta de como moramos em uma cidade tão bonita.
- É verdade. Você é madrilenha? - ele questionou, curioso.
- Não, nasci em Fuenlabrada, mas já tem muitos anos que moro aqui - respondeu, dando meia volta para ficar de frente para o jogador e escorar-se no parapeito da janela. apoiou as mãos no batente, a encurralando entre seus braços. Como se não tivesse vasculhado toda a vida do atacante do Real Madrid na internet, perguntou: - E você, em que cidade nasceu?
- Nasci e cresci em . Minha família toda ainda mora lá.
- Eu gosto de , é uma cidade encantadora. Gosto do seu sotaque também... é sexy.
O jogador riu pelo nariz conforme observava o sorriso arteiro que foi surgindo nos lábios de enquanto ela bebericava a taça de champanhe. Sobre seu sotaque, ele não tinha muita certeza, pois, às vezes, se sentia um pouco bobo por não conseguir pronunciar as palavras em espanhol da mesma forma que seus companheiros de time, mas o modo como a dançarina o encarava naquele momento era sim extremamente sexy.
largou a taça quase vazia sobre o parapeito da janela e explorou os braços de com as duas mãos, mantendo o contato visual. Se aproximou dele até seus rostos estarem tão próximos que seus narizes quase se tocavam e envolveu o lábio inferior dele com os seus para puxá-lo de leve, carinhosamente.
Os olhos do se fecharam em resposta enquanto apreciava o toque suave, até que sentiu a língua da dançarina contornar seus lábios e, em resposta, os entreabriu.
Não demorou muito para eles estarem envolvidos em um beijo lento e sensual. Agora que não estavam em um lugar público, a única preocupação de ambos era a de satisfazer a vontade que tinham de se beijar e liquidar o desejo que sentiam um pelo outro da forma mais prazerosa possível e aproveitando cada momento.
espalmou as mãos no peitoral de , não via a hora de poder sentir aqueles músculos definidos sem nenhuma peça de roupa atrapalhando o contato de suas peles. Sentiu as mãos dele apertarem sua cintura com firmeza, puxando-a para mais perto, e sorriu em meio ao beijo quando uma delas desceu lentamente pela lateral de seu corpo até alcançar a barra do vestido e adentrar a peça de roupa sem nenhum pudor. Se fosse um dia normal, a reação típica da dançarina seria puxar a mão de volta para sua cintura; porém, em um dia normal, ela sequer sairia com .
Ela arfou quando a mão dele voltou a subir, levando o vestido junto, e espalmou uma de suas nádegas, apertando levemente o local.
desgrudou sua boca da de com um leve sorriso estampando seu rosto.
- Tem uma banheira de hidromassagem lá no banheiro… - ele sussurrou próximo ao ouvido dela e mordiscou seu lóbulo. - O que você acha de a gente tomar um banho?
A dançarina mordeu seu próprio lábio inferior, apreciando os beijinhos molhados que o distribuía em seu pescoço, e sentiu um arrepio correr por todo o corpo como reação à expectativa que cresceu em seu peito. Ela não queria nem parar para pensar em quão estranho seria admitir para si mesma que estava louca para tomar banho com um cara que mal conhecia. Murmurou qualquer coisa em afirmação e, em seguida, soltou um gemido discreto quando chupou a pele de seu pescoço ao mesmo tempo que espremia os dedos na carne de sua bunda.
a guiou até o enorme banheiro da suíte, onde tinha também um chuveiro além da banheira de hidromassagem ao fundo, e puxou a camisa que vestia para cima.
ficou estática, assistindo à cena, seus olhos perdidos no abdômen definido do jogador, que, ao perceber que ela secava seu corpo, soltou um risinho.
- Quer ajuda pra abrir o vestido? - ele questionou, a fazendo piscar os olhos, desconcertada.
- Por favor - ela respondeu e se virou de costas, jogando os fios de cabelo para o lado.
Pelo enorme espelho que ocupava uma das paredes do banheiro inteira, viu o se aproximar e puxar o zíper do vestido lentamente. Sentia os dedos dele roçarem sua pele com a ação, causando um arrepio que percebeu, o que o fez sorrir de lado.
Os olhos dele se levantaram e captaram os dela pelo reflexo, resultando em uma troca intensa de olhares. O jogador puxou o vestido para baixo até que ele estivesse embolado nos pés da espanhola, seus olhos vidrados em cada pedaço de pele que era revelado, bem como na lingerie de um tom rosa bem claro com alguns detalhes pretos.
prendeu a respiração sem se dar conta quando foi abraçada por trás e as mãos do jogador cobriram seus seios, seus olhos sequer piscavam enquanto, pelo espelho, o assistia apertá-los delicadamente sobre o tecido do sutiã. grudou os lábios na pele macia do ombro da dançarina e subiu beijos molhados até o pescoço dela sem quebrar o contato visual através do reflexo. Escorregou, em seguida, uma de suas mãos pela sua barriga, sentindo os músculos se contraírem, enquanto apertava um dos seios com mais força.
Um suspiro desejoso escapou pelos lábios de quando os dedos do tocaram sua intimidade escondida pelo tecido fino da peça íntima para acariciar levemente o local. Ela deitou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos, se deliciando com a carícia que a deixava cada vez mais excitada, e não pôde segurar um gemido contido quando afastou sua calcinha para tocar a umidade entre suas pernas.
As expressões que surgiam no rosto de eram o que guiavam e estimulavam as ações dos dedos de , que sentia o volume dentro de sua cueca crescer a cada gemido entrecortado que ela deixava escapar. Ele mal se importava com o incômodo provocado pela calça jeans, que se tornava cada vez mais apertada, estava se deliciando apenas com o fato de estar sendo o responsável por dar prazer àquela mulher que havia o fascinado com sua beleza e simpatia.
A dançarina foi puxada de volta para a realidade quando deixou de sentir os toques dos dedos do jogador e abriu os olhos para vê-lo se afastar e abrir o botão da calça que vestia. Enquanto ele se despia, ela aproveitou para chutar o vestido para longe e deu meia volta para vê-lo com apenas uma cueca preta. Sem pensar duas vezes, ela se jogou contra ele e chocou os lábios aos dele, dando início a um beijo sedento.
foi empurrando até que pudesse sentá-la na pia sem parar de beijá-la. Quase perdeu a sanidade quando sentiu os dedos finos dela adentrarem sua cueca e deslizarem por toda a extensão de seu pênis, mas se concentrou em subir as mãos pelas costas dela até alcançar o sutiã para desabotoá-lo. Cortou o beijo para que pudesse ajudá-la a tirar a peça, mesmo que, para isso, tivesse que abrir mão das carícias que recebia na região de seu corpo que mais implorava por atenção.
Depois de jogar o sutiã no chão do banheiro, o jogador abocanhou um dos seios da espanhola e, o outro, envolveu com a mão. Ele sentia carícias em seus ombros e nuca enquanto utilizava a língua para brincar com o mamilo rígido dela e, em seguida, a deslizou pela pele de até alcançar sua boca e beijá-la mais uma vez.
Os dois se entregaram a mais um beijo intenso e a puxou pela cintura até que seus quadris se chocaram.
A quentura do corpo do misturada ao mármore frio da pia causou uma sensação incrível à , que não se importou em disfarçar um gemido abafado pelo beijo e fincar as unhas nas costas largas de quando sentiu a dureza do membro dele contra sua intimidade.
- Isso é tortura, sabia? - ela murmurou ao quebrar o beijo, mexendo o quadril para um maior contato ao mesmo tempo que imaginava aquele volume dentro de si e desejava que aquilo não demorasse a acontecer.
- E dançar toda sexy com aquela outra dançarina no restaurante foi o quê? - o outro rebateu, rindo.
revirou os olhos e sentiu os dedos dele dedilharem suas coxas até alcançarem a calcinha, que logo estava sendo puxada. Ela o ajudou a se livrar da peça e, em seguida, também o incentivou a tirar a cueca.
- Eu espero não ter me exposto daquele jeito à toa - ela disse em um tom implicante e com um sorrisinho brincando nos lábios.
- Você quer apostar? - perguntou, rindo, ao mesmo tempo que abria uma gaveta e tirava de dentro um pacote de camisinha. - Se a noite for boa, você vai ter que aceitar sair comigo de novo.
- E se não for? - a outra questionou, audaciosa.
- Eu te deixo em paz - ele respondeu, dando de ombros, enquanto protegia seu pênis com o preservativo.
- É justo, mas e se eu disser que foi ruim? Como você vai saber que eu não estou mentindo?
O jogador riu baixo conforme voltava a se encaixar entre as pernas de e depositou um beijo rápido nos lábios dela.
- Você não vai conseguir mentir - ele disse, sorrindo, e, em seguida, aproximou sua boca do ouvido dela para sussurrar: - Não vai querer mentir.
sentiu um arrepio correr dos pés à cabeça antes de ser puxada pela cintura e sentir o membro de preenchê-la e fazê-la se entregar às lentas estocadas que foram aumentando de ritmo e intensidade aos poucos.
Naquela noite, ao sair de sua zona de conforto e se permitir experimentar algo novo, acabou descobrindo que seu ex-namorado era muito pior de cama do que ela pensava. Diferente de Rubén, que nem sempre a fazia se sentir completamente satisfeita, a fez atingir o clímax nas duas vezes que eles transaram, uma ali mesmo, sobre a pia do banheiro, e a outra no colchão confortável da cama kingsize depois de tomarem um banho cheio de provocações na banheira de hidromassagem.
Como previu, ela não conseguiu mentir porque não quis mentir.
Na manhã seguinte, ele a levou em casa e, antes de se despedir com um beijo delicioso, a convidou para sair novamente dali a três dias. A agenda do jogador estava lotada, a dela também, mas o encontro havia sido bom demais para eles não darem um jeito.

estava sentada no chão do estúdio de dança, as costas apoiadas contra a parede e distraída com o celular enquanto esperava os vinte minutos de intervalo dados pelo coreógrafo passarem. Belinda, que comia uma barrinha de cereais, sentou-se ao seu lado.
- O que você tá vendo aí? - questionou ao perceber a amiga concentrada na tela do aparelho.
- O que você faz quando quer sair da rotina com o Carlos? - a outra rebateu, ignorando o questionamento.
- Você tá querendo dizer na cama? - Belinda perguntou, sussurrando as duas últimas palavras, e murmurou qualquer coisa em assentimento. - Sei lá, a gente usa uns brinquedinhos, tenta uns lugares diferentes…
- E posições diferentes?
- Também, , mas por que você tá perguntando isso?
- Faz três semanas que eu tenho saído com o e… - começou, mas foi interrompida por Belinda.
- Três semanas que você tem transado loucamente com o - ela disse em meio a risos e recebeu um empurrão no ombro. - Não que eu esteja reclamando, o que eu mais queria era te ver desse jeito, com o foda-se ligado e curtindo a vida, mas não é possível que esse cara seja tão bom assim de cama. Você está de quatro por ele.
- Não vou entrar nesse mérito - disse, fazendo uma careta. - Tem sido legal e eu quero continuar saindo com ele, mas queria sugerir umas coisas diferentes pra não ficar chato, sabe? Então estava aqui pesquisando e achei esse guia de posições.
- Me deixa dar uma olhada - Belinda falou e pegou o celular da amiga. Na tela, encontrou aberto um site que apresentava sugestões de 69 posições diferentes para apimentar o relacionamento, inclusive com algumas ilustrações que orientavam quanto à execução. Em um volume de voz baixo para não chamar a atenção do grupinho que conversava do outro lado da sala, ela leu: - “Agachamento erótico”, “pouso relaxado”, “desabrochar da orquídea”, “beijo do súdito”… Opa, essa é interessante. “Poderosa, ela ajoelha por cima e recebe um delicioso beijo molhado nas partes íntimas, e ainda usa as mãos para controlar tudo”. Acho que você podia tentar essa, hein?
- É, pode ser - respondeu e não pôde deixar de sentir um frio na barriga ao se imaginar pondo aquilo tudo em prática com .
- Bom, vamos ver mais algumas - a outra disse e, em seguida, voltou a ler as sugestões do site: - “Domando o garanhão”, “aos pés da rainha”... Eu adoro esses nomes, eles são ótimos - ela comentou, rindo. - “Rapidinha na parede”... Quem nunca, né?
revirou os olhos e riu do sorrisinho safado nos lábios da amiga. Se inclinou para deslizar o dedo pela tela do celular até encontrar uma posição específica.
- Eu gostei dessa.
- “Posição esticada: deitada, ela levanta completamente as pernas, que devem estar esticadas. Ele observa a cena e a penetra sentado” - Belinda leu o texto em baixo da imagem. Brincando, acrescentou: - Quem te viu, quem te vê, uh?
Nem mesmo estava se reconhecendo naquelas semanas. Não é que não gostasse de sexo antes, muito pelo contrário, mas Rubén não alimentava sua imaginação e ela acabou se acostumando com a mesmice que era seu relacionamento em todos os aspectos, inclusive o sexual. No final das contas, ser traída acabou sendo algo positivo em sua vida, pois a fez perceber que estava deixando de aproveitá-la por causa de um cara que não tinha um pingo de consideração pelos seis anos de namoro que eles tinham. E, conhecendo o atacante do Real Madrid, ela teve certeza de que não sentia a mínima falta de Rubén.
e Belinda continuaram a comentar sobre as posições sexuais, algumas mais tradicionais, outras que pareciam um pouco desconfortáveis e muitas que elas certamente iriam experimentar assim que tivessem oportunidade.
E a oportunidade de não tardou a chegar, pois, antes de o ensaio recomeçar, ela mandou uma mensagem para o convidando para ir à sua casa no dia seguinte.

- Você tem mais algum talento escondido aí? - questionou, escorado no batente da porta da cozinha. Com um sorriso nos lábios, contemplava cortar o bolo de chocolate que ela mesma havia feito.
Alguns dias antes, quando conversavam sobre o que gostavam de fazer nos raros momentos em que tinham tempo livre, a dançarina comentou que se aventurar na cozinha era um de seus hobbies favoritos e prometeu que faria alguma de suas especialidades para ele provar. Acabou sendo a desculpa perfeita para convidar para ir até sua casa em uma tarde de quinta-feira.
- Você nem comeu ainda. E se estiver horrível? - rebateu em um tom divertido, servindo um pedaço do bolo em um prato.
- O cheiro tá ótimo, eu aposto que tá uma delícia - o outro respondeu, dando alguns passos na direção da dançarina, que, mesmo de costas, percebeu a movimentação e abriu um sorriso discreto quando sentiu as duas mãos dele em sua cintura. Em seguida, sussurrou próximo ao ouvido dela: - Uma delícia que nem você.
sentiu o toque suave dos lábios dele em seu pescoço e, inconscientemente, inclinou a cabeça para o lado contrário, permitindo que o tivesse livre acesso ao local. Os beijos molhados que ele depositava ao mesmo tempo que inalava o perfume doce que exalava da pele macia a fizeram rir baixo.
- Você não vai ignorar o bolo que eu fiz com tanto carinho, né? - ela disse, se desvencilhando de para buscar um garfo na gaveta.
- Claro que não, estou louco pra comer - ele disse, assistindo à mulher pegar o pratinho sobre o balcão e, em seguida, se virar na sua direção. Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto conforme descia os olhos pelo corpo dela. - Não apenas o bolo.
Uma risada escapou pelos lábios de enquanto ela pegava um pedaço da fatia encharcada de cobertura de chocolate e estendeu o garfo na direção de .
Os dois se encararam nos olhos enquanto se deliciava com o pedaço do bolo.
- E aí? Estou aprovada? - perguntou, sorrindo.
- É hoje que minha dieta vai pro inferno - o outro respondeu, a fazendo rir, e tirou o prato e o garfo das mãos dela. - Mas não se deve comer a sobremesa antes do prato principal.
- Ah, é? Desculpa então - a dançarina respondeu enquanto deixava a fatia de bolo sobre o balcão e abriu um sorriso largo quando ele a segurou pela parte traseira de suas coxas para impulsioná-la para cima, a fazendo se sentar na superfície lisa.
o envolveu pela cintura com as pernas, puxando-o para si, e as bocas não demoraram a se encontrar para que ambos pudessem extravasar o desejo que sentiam um pelo outro.
O beijo era urgente, como se os dois tivessem esperado a vida inteira por aquilo, porém, ao mesmo tempo que o entusiasmo fosse de algo que para ambos ainda era novidade, um explorava o corpo do outro com familiaridade, loucos por reencontrar seus paraísos particulares escondidos pelas roupas que vestiam.
Um suspiro sôfrego escapou por entre os lábios de quando os dedos ágeis de subiram por suas coxas, levando o vestido que ela usava junto, até alcançarem o ponto quente e úmido entre suas pernas. Ele a massageou ao mesmo tempo que mordia o lábio inferior dela, deixando-a inebriada apenas com a expectativa do que já sabia que ele era capaz.
A dançarina tentou puxar a camisa que ele vestia para cima, mas foi impedida pelas mãos dele, que seguraram seus pulsos.
- Relaxa, - ele soprou contra os lábios dela. - Você me recebeu tão bem na sua casa, eu só quero retribuir.
a empurrou delicadamente para trás e, sem esboçar qualquer resistência, se deitou sobre o largo balcão que ficava bem no centro de sua cozinha e mordeu o lábio inferior enquanto o assistia levantar o vestido ainda mais, até a altura de seus seios, revelando completamente a calcinha minúscula e transparente escolhida especialmente para a ocasião.
O desejou ter uma vida inteira para apreciar a cena, mas sentia a urgência de dar prazer àquela mulher gritar dentro de si, então apenas a despiu da peça íntima, que foi deixada de lado antes de ele espalmar as mãos nas coxas torneadas da dançarina e se inclinar para beijar o ponto logo abaixo de seu umbigo. Um risinho escapou de seus lábios quando percebeu os músculos do abdômen dela se contraírem e, lentamente, foi descendo os beijos.
mordeu levemente a palma de sua própria mão quando afastou ainda mais suas pernas para, em seguida, deslizar sua língua pela sua intimidade molhada. Gemidos escapavam por sua garganta conforme a beijava com carinho e se dedicava a estimular seu clitóris com a língua. Ela afagou a cabeça dele, extasiada com as carícias, e apertou um de seus seios quando sentiu dois dedos dele a penetrarem de surpresa.
ouvia com satisfação emitir seu nome em meio a frases desconexas e gemidos que aumentavam de volume conforme ele a chupava com mais intensidade. O simples fato de vê-la se contorcer sobre o balcão da cozinha havia feito suas calças se tornarem apertadas demais para o membro duro que pulsava, implorando para ocupar o lugar de seus dedos, que eram enterrados cada vez mais fundo.
Quando, depois de longos minutos, sentiu o corpo da dançarina relaxar sobre o balcão, ele chupou os dois dedos que estiveram em sua intimidade, limpando os resquícios do prazer de , e, em seguida, buscou pelos lábios dela. O beijo, entretanto, não passou de um selinho demorado.
- Eu poderia viver com uma dieta à base de - ele disse em um tom divertido, seu hálito quente batendo contra o rosto da espanhola, que riu em resposta.
- Eu poderia viver à base… disso - a mulher rebateu, ainda ofegante, e os dois riram. - Calma, preciso recobrar a sanidade.
- Pra que se a gente nem acabou ainda? - questionou, um sorriso arteiro brincando em seus lábios.
soltou uma gargalhada e empurrou o jogador para que ele saísse de cima de si e, então, ela pudesse se levantar do balcão.
A fatia, assim como o restante do bolo de chocolate, acabou ficando esquecida sobre o balcão quando puxou consigo até seu quarto, onde botou uma playlist com músicas do Drake para tocar antes de os dois se jogarem na cama e se entregarem de corpo inteiro um para o outro.

Nunca, em um milhão de anos, imaginaria que a ideia maluca de Belinda a renderia dois meses saindo com um cara que conheceu no bendito Rendezvous. havia se tornado parte de sua rotina, arrumar um ou dois dias na semana (às vezes três) em que sua agenda batesse com a dele acabou virando algo tão natural que eles já nem precisavam convidar um ao outro para fazer qualquer coisa, bastava uma ligação ou mensagem no WhatsApp e eles iam se encontrar.
era um cara tranquilo e conversava bastante com ele, a relação não se baseava apenas em sexo, mas nenhum dos dois agia como se fosse algo além disso. Ambos estavam mais preocupados em aproveitar o momento e isso parecia bastar. Entretanto, a dançarina se pegou refletindo sobre o assunto pela primeira vez quando cogitou a possibilidade de chamá-lo para a after party da abertura da turnê de Enrique Iglesias em Madrid. Não sabia se era apropriado levá-lo para o meio de seus amigos e colegas de trabalho e muito menos se ele estava disposto a passar por aquilo, mas acabou fazendo o convite mesmo assim e, para sua surpresa e alívio, ele aceitou com a maior naturalidade do mundo.
Eles se encontraram depois do show e foram juntos para a casa noturna aberta apenas para os convidados de Enrique Iglesias e sua equipe. segurou a mão de como se já tivesse a acompanhado em milhares de festas como aquela e os dois adentraram o local sob muitos olhares curiosos. Belinda abriu um sorrisinho maroto para a amiga antes de ser a primeira a se aproximar para cumprimentá-los, o que deu coragem para os outros colegas delas fazerem o mesmo; ninguém queria perder a oportunidade de conhecer . deixou que cada um pensasse o que quisesse, não se preocupou em apresentá-lo como amigo, namorado ou qualquer outro rótulo.
- Cara, eu não quero ser chato, mas eu posso te mandar minha camisa dessa temporada pela pra você autografar? - um dos dançarinos perguntou, fazendo rir.
- Não querendo ser chato, mas já sendo... - debochou, empurrando o colega de leve. - Relaxa, Juan, ele autografa sim.
- Quem sou eu pra discordar dela, né? - o jogador disse em um tom divertido, dando de ombros e indicando a mulher ao seu lado com a cabeça.
- Agora deixa a gente ir beber alguma coisa, depois a gente combina isso - ela disse, piscando um olho.
só teve tempo de rir e se despedir com um aceno antes de ser puxado pela mão por entre as pessoas que lotavam o local. Além de toda a equipe da turnê, também estavam presentes diversos artistas e celebridades.
- , você por aqui? - uma voz feminina disse, fazendo o casal parar no meio do caminho até o bar.
se surpreendeu quando virou a cabeça e encontrou Mónica Suárez, a apresentadora de um famoso programa de TV de culinária que, em suas pesquisas na internet, descobriu ter tido um affair com .
- Ei, Mónica. Tudo bem? - disse, simpático.
- Estou ótima, e você? - a morena respondeu e cumprimentou o com um beijo demorado na bochecha antes de mostrar um sorriso impecável. - O que faz por aqui? Não sabia que você conhecia o Enrique.
- Na verdade, eu não conheço - ele falou, rindo baixo, e apontou para a espanhola, com quem estava de mãos entrelaçadas. - Quem me convidou foi a .
Como em câmera lenta, viu os olhos verdes cobertos por longos cílios postiços da outra mulher a analisarem de cima a baixo.
- - ela disse, estendendo uma das mãos. - Sou dançarina da turnê.
- Ah - Mónica falou, a cumprimentando com um aperto de mão e um sorriso falso nos lábios, e, como se fizesse pouco caso, se voltou para o jogador novamente. - Você bem que podia ir lá no meu programa qualquer dia desses, né ? Jogadores de futebol sempre dão audiência, ainda mais os do Real Madrid.
- Claro, é só marcar - respondeu e piscou um olho.
- A gente pode fazer um prato , o que você acha?
Os dois acabaram engatando de vez no assunto e cada um sugeria um prato diferente enquanto apenas observava e sentia-se excluída, como se não fosse alguém importante o suficiente para participar da conversa.
Ela reparou que Mónica sorria e jogava o cabelo de um lado para o outro, se insinuando para . O jogador, por sua vez, parecia apenas estar sendo simpático, como havia sido também com seus colegas dançarinos, mas notou que, vez ou outra, os olhos dele desciam para o decote que evidenciava os seios enormes e redondos da apresentadora. Ela não o culpava, o decote estava realmente chamativo, mas isso não a impediu de revirar os olhos e bufar com a cena.
- - ela chamou, interrompendo a conversa, e soltou sua mão da dele -, a gente se encontra no bar, tá?
O jogador não teve chance de dizer qualquer coisa antes de vê-la se distanciar e teve sua atenção tomada por Mónica novamente, que pôs uma das mãos em seu braço e se aproximou ainda mais. Ele respondia a tudo que a apresentadora dizia esperando por uma deixa para encerrar o assunto e se pegou perguntando a si mesmo se ela era tão chata assim alguns meses antes, quando eles saíram duas ou três vezes.
Vez ou outra, os olhos de iam para o bar, onde esperava pelo drinque que havia pedido ao barman, e notou que ela sempre desviava o olhar quando percebia que ele a observava. O jogador reparou também que diversos pares de olhos masculinos (e até mesmo alguns femininos) estavam voltados para ela, o que não o surpreendia, pois era uma mulher bastante atraente, mas sentiu-se levemente incomodado ao ver um desconhecido se escorar no bar bem ao lado dela e puxar papo. Ele até chegou a cogitar a possibilidade de ser um dos colegas de equipe dela, mas o homem a encarava com olhos famintos.
- Mónica, o papo está ótimo - ele disse na primeira oportunidade que teve de cortar a apresentadora -, mas a tá me esperando.
- Ela é sua namorada? - a espanhola questionou e abriu a boca, sem saber o que responder, e seus olhos foram parar em mais uma vez.
- É sim - ele disse, por fim, fazendo Mónica murchar e dar um passo para longe dele. - Você pode falar pra produção do programa entrar em contato com o meu empresário, ok?
- Tá bom. Até mais, - a outra disse, seca, e não fez questão de se despedir do jogador com outro beijo na bochecha.
teve certeza de que nunca seria convidado para ir ao programa, mas não se importou nem um pouco com isso. Aliviado, ele caminhou até o bar, se apoiou no espaço vago ao lado de e encarou o homem desconhecido, que não precisou de mais do que um olhar para murmurar um “foi mal, cara” e ir embora.
franziu o cenho, deixando o copo que segurava sobre o balcão, e virou a cabeça para encarar o jogador.
- Por que você expulsou o cara daqui?
- Eu não expulsei ninguém, ele foi embora porque quis - ele respondeu, dando de ombros.
- Ah, não? Você chegou aqui cheio de marra, como se estivesse marcando território.
- Se quiser que eu chame ele de volta, é só falar. Não precisa disso - disse com uma leve ironia, apontando na direção em que o desconhecido havia ido.
- Pode ser, pelo menos eu vou ter uma companhia pra quando aparecer a primeira peituda pela frente e você me deixar plantada feito uma idiota.
Assim que as palavras saíram por sua boca, se arrependeu por tê-las dito e passou a mão pelos fios de cabelo, logo em seguida dando as costas para o jogador.
ficou sem reação, apenas vendo a dançarina se afastar, um pouco espantado por conhecer um lado novo de que não conhecia até aquele momento. Não demorou a voltar para a realidade, entretanto, e fez o mesmo caminho que ela, a vendo adentrar o banheiro ao longe.
Sem se importar por estar invadindo o banheiro feminino, ele empurrou a porta e a deixou bater atrás de si, fazendo tomar um susto.
- Ei, você não pode entrar aqui!
ignorou a advertência e a puxou para dentro de uma das cabines, onde a prensou contra a parede e trancou a porta.
- Eu não vou brigar com você sem nem ter um motivo pra isso, .
- Ótimo, porque eu também não estou a fim de brigar - ela rebateu -, mas eu quero te dizer uma coisa.
- Pode falar - o outro disse, dando de ombros.
espalmou as duas mãos no peito dele e o empurrou para trás até que as costas dele batessem na parede contrária.
- O seu match comigo lá no Rendezvous foi só mais um entre mais outros trezentos - ela falou com o rosto tão próximo ao de que suas bocas quase se tocavam. - Tem mais um monte de cara só esperando pra desfrutar da minha depilação brasileira.
- Sei… - o disse com um sorriso divertido. - Loucos pra te chuparem até você gemer o nome deles que nem eu fiz, uh?
- Exatamente - soprou, pronunciando cada sílaba lentamente, e esboçou um sorriso irônico. Por dentro, sentia indícios de que seu corpo logo estaria implorando pelo de .
- E o que você tá querendo dizer com isso? - ele rebateu, fitando os lábios da espanhola, louco para tomá-los com os seus próprios.
- Que eu não vou ficar que nem trouxa atrás de você.
- Isso tudo é ciúmes da Mónica? - perguntou em um tom zombeteiro.
- Não, a gente não tem nada e você tá livre pra se engraçar com quem quiser. Só estou deixando bem claro que você não é o último biscoito do pacote.
riu baixo antes de pegá-la de surpresa ao girar o corpo dela, fazendo-a ficar de costas, e, em seguida, fazê-la dar passos para frente até prensá-la contra a parede.
- Minha vez de falar - ele disse no pé do ouvido dela. - Eu achei que já estivesse claro a partir do momento que você me convidou pra vir nessa festa e eu aceitei, mas você não é só a minha foda fixa e não tenho a mínima intenção de ficar com outras mulheres enquanto estivermos juntos.
sentiu um arrepio correr dos pés à cabeça não apenas pelas palavras ditas, mas também por se surpreender quando roçou a ereção na sua bunda. Ela não sabia, mas ele havia ficado excitado apenas por vê-la assumir aquela pose de mulher segura de si.
- E, se tiver outros caras querendo aproveitar da sua depilação brasileira, mande eles pra puta que pariu.
O jogador abriu a própria calça e abaixou a cueca, fazendo seu membro ereto pular para fora, e levantou o vestido que usava sem fazer qualquer tipo de cerimônia.
A dançarina não protestou quando ele abaixou sua calcinha e puxou seu quadril para brincar com o pênis na sua intimidade úmida.
- Vai ter um churrasco na Ciudad Real Madrid amanhã depois do treino e eu queria saber se você quer ir. Mas, diferente de você, eu vou querer te apresentar como minha namorada. Se for aceitar o convite, tenha isso em mente - ele disse conforme deslizava a cabeça de seu membro pela entrada de , a fazendo perder a linha do raciocínio. - E aí? Você quer ir?
- Eu quero, , mas para de me torturar - ela disse em um tom de súplica.
O riu com vontade antes de puxá-la pelo quadril, sentindo a intimidade dela envolver seu pênis pouco a pouco.
Passos e vozes preencheram o banheiro e eles pararam na posição em que estavam; ao perceber que as mulheres estavam bêbadas e envolvidas em uma conversa sem sentido, entretanto, começou a mover seu quadril, entrando e saindo.
Se, dois meses antes, alguém dissesse que, dois meses depois, ela estaria transando com um cara no banheiro durante uma festa, provavelmente chamaria essa pessoa de louca. Mas ali estava ela, com as mãos espalmadas na parede enquanto sentia o quadril de bater com força nas suas nádegas e mordendo as partes internas de suas bochechas para evitar emitir algum som que chamasse a atenção do grupinho que ainda estava do lado de fora.
E ela não se arrependia de nada, muito pelo contrário. Mesmo que, no final das contas, aquele namoro com o jogador do Real Madrid não desse certo, pelo menos ela havia descoberto um apetite sexual que nunca imaginou ter. Melhor do que isso, descobriu também como era delicioso matá-lo.
O dia todo ela sonhava em transar com até os dois estarem exaustos e era só fazer uma ligação ou pegar um táxi que tudo se tornava realidade.
nem reparou que, assim como seu perfil no Rendezvous, o aplicativo sumiu de seu celular. Belinda foi a responsável por isso.

Fim.

Nota da autora: (19/08/2017) Oi, gente! Espero que vocês tenham curtido a história! Fazia tempo que não escrevia cenas restritas e tava meio enferrujada, então não sei se ficaram tão boas assim hahaha. Mas eu adorei escrever essa short baseada em A.D.I.D.A.S., que é minha música favorita não apenas do Get Weird, mas entre todas do Little Mix. 😁
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